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15 junho 2026

Remédio Amargo - Texto de Vinícius Espinosa

 Confira texto de Vinícius Espinosa provocando uma reflexão sobre o tema do Trânsito em Canguçu:


Remédio Amargo

Costumamos procurar um médico quando estamos doentes. Tomamos remédios amargos porque queremos a cura. Mas, depois de curados, quantos de nós voltamos ao consultório apenas para agradecer?

Talvez o maior problema da administração pública seja justamente esse: o remédio amargo raramente gera reconhecimento. Ele cura, previne, organiza, resolve. Mas dificilmente gera aplausos.
Por isso gostaria de iniciar este devaneio agradecendo às sucessivas administrações públicas de Canguçu. Sucessivas porque o benefício ao qual me refiro não pertence a um único governo. Ele foi construído, aos poucos, por diferentes gestões que tive a oportunidade de acompanhar desde que moro aqui.

Hoje já não precisamos nos deslocar para cidades como Pelotas ou mesmo para a capital para experimentar alguns dos desafios típicos dos grandes centros urbanos. Nós, moradores de uma cidade pequena, temos o privilégio de conviver com um trânsito cada vez mais caótico.

E foi justamente hoje, em pleno horário comercial e início de mês, na principal rua da cidade, que a genialidade se materializou diante dos meus olhos: a demarcação de vagas de estacionamento.

Curiosamente, a realização do serviço contribuiu para tornar o trânsito ainda mais complicado naquela tarde. Mas talvez isso seja parte da ironia. O desconforto momentâneo causado pela medida serviu para evidenciar, de forma quase didática, o tamanho do problema que ela tenta enfrentar.

Faço questão de repetir: isso não é prerrogativa desta administração. É também resultado das anteriores.
Porque o remédio amargo — estacionamento rotativo, restrições de circulação, planejamento urbano e organização do espaço público — não costuma gerar votos. Eu entendo.

Afinal, o remédio amargo é o que cura.

Mas quem é que procura um médico depois de estar curado?

17 maio 2025

"Eu não quero que os Canguçuenses morram sem nunca ter ido ao teatro ver teatro" texto de Dhiule Völz


Pode parecer exagero, mas no começo do ano eu não fazia ideia de onde essa vontade ia me levar.

ser artista no interior é quase um ato de resistência. a gente tenta plantar algo num solo que parece não ter sido preparado pra arte.

aqui tem muita gente que ainda acha que teatro é coisa de televisão, de cidade grande, de gente famosa. mas a verdade é que tem muita gente talentosa por aqui. gente que canta, dança, escreve, cria… e que quase ninguém conhece. 

isso me dói.

e como já falei nas entrevistas que dei: me dá pena. porque não é falta de talento ou esforço, é falta de espaço, de incentivo, de receptividade, de olhar.

a sensação é de ser, literalmente, invisível. e eu sei que não tô sozinha nessa.

tenho conhecido outros artistas que também estão tentando, com o que têm, manter a chama acesa. gente que trabalha de dia, trabalha ensaiando de noite, inventa palco onde der. 

e a gente faz porque acredita. porque sabe que arte não é luxo, é necessidade. uma sociedade sem cultura, é uma sociedade vazia. e tudo o que é vazio, é manipulado.

esse caminho meio amargo tem me mostrado muita coisa doce também: que mesmo com poucos recursos, a gente consegue emocionar, ensinar, transformar. que vale a pena continuar, mesmo quando parece que ninguém tá vendo.

e é por isso que eu não vou parar.

torço pra que meus colegas também nunca parem.

quero que a arte esteja onde o povo está. quero ver as crianças subindo num palco pela primeira vez. quero ver gente adulta resgatando sonhos antigos. quero ver as famílias se emocionando juntas. quero que quem mora aqui perceba: a beleza também acontece nessa cidade.

tô cansada de ver gente incrível que parou de tentar porque cansou de ser invisível. se isso não te incomoda… talvez tu nunca tenha amado algo a ponto de sangrar por isso.

eu amei. e ainda amo.

e é por isso que eu continuo.

por mim. por nós.

Texto: Dhiule Völz

Saiba mais sobre o trabalho da atriz Canguçuense CLICANDO AQUI

23 junho 2024

Reflexão sobre imagem de alunos no Festcap estampando caminhão do lixo

 Pesquisador sobre história e cultura Pomerana, apresentador dos programas "Alô, gente amiga" e "Pommerblad", na rádio Kerb FM, Nilso Pinz divulgou um texto em suas redes sociais refletindo sobre a colocação de imagens de alunos da rede pública participantes do Festcap no caminhão da coleta de lixo do município.

Confira:

PRONTO! FALEI!

Quem me conhece sabe que: sempre procuro me manter afastado de polêmicas, embora, jamais me esconda em explanar o que penso, dentro do livre princípio constitucional de expressão. Em decorrência da minha forte ligação e pesquisa da CULTURA ALEMÃ/POMERANA, tenho sido constantemente questionado sobre a minha opinião em relação aos painéis do FESTCAP no CAMINHÃO QUE RECOLHE O LIXO NO MUCÍPIO DE CANGUÇU, pois bem vou expo-lá publicamente:

Primeiro: meu respeito e admiração pelos trabalhadores e empresa que prestam brilhante trabalho no recolhimento do lixo;

Segundo: expressar minha opinião sobre a forma de exposição do convite do FESTCAP considero pessoalmente de: MAU GOSTO, INOPORTUNA E ANTIECONÔMICA ao utilizar esta forma de divulgação da cultura alemã/pomerana, digo isto sem querer ser ofensivo ou preconceituoso, apenas por acreditar que:

a) Se estes painéis fossem expostos em pontos estratégicos a exemplo das: margens da BR 392, trevo de acesso ao município, margens da RS 265 sentidos São Lourenço e Piratini, estradas de acesso a sede, ônibus do transporte escolar(afinal os alunos são os artistas do festival) dentre outros,  produziriam melhor efeito cultural e promocional;

Terceiro: os paineis junto ao caminhão seriam muito mais proveitosos em uma campanha de conscientização sobre a poluição e coleta;

Quarto: Cumprimentar as escolas, professores, direção, pais, alunos e a comunidade que não mede esforços pessoais, materiais, financeiros e sobretudo étnicos-culturais em MANTER VIVA A NOSSA CULTURA ALEMÃ/POMERANA, e as demais ETNIAS: AFRO, INDIGENAS, ITALIANAS, PORTUGUESAS, ESPANHOLAS, GAÚCHAS, JAPONESAS DENTRE OUTRAS, responsáveis pela formação, desenvolvimento e crescimento de Canguçu.

PRONTO FALEI, DESCULPA SE MAGOEI ALGUÉM, NÃO É ESTE O PROPÓSITO! (Link original)

25 julho 2023

Poesia "Colono e Motorista", de Adriana Lima

 Colono e motorista 


Peço licença a todos

Quero falar

E lembrar 

Hoje é um dia muito importante

Para comemorar

O dia do colono e motorista

Quero ressaltar


E falar para toda a sociedade

Meus parabéns quero deixar

Para todos os trabalhadores

Seja quem cultiva

Ou transporta 

Para nosso país avançar

E essa união de classes

Faz nossa comunidade lucrar


Esses produtores que vive do chão

Aranhado, plantando e colhendo

Sem reconhecido e admiração

Mais não podemos deixar de lembrar 

Que sustenta uma nação

Além de tudo isso,

Sofre com, estiagem, granizo e geada

Mesmo assim, não desistem de seus serviços


Os motoristas que vivem nas estradas

Que se emocionam na saída

E não sabem como vai ser a chegada 

Corajosos e Essências

Para o país

Mantendo a população

Se saudade fosse volume

Já dava a carga do caminhão!


“Colono e motorista 

São nossos verdadeiros artistas “

Autora: Adriana Lima / Canguçu-RS.


16 junho 2023

CRÔNICA: NA TERRA DA ONÇA TAMBÉM HABITAM PANTERAS NEGRAS

NA TERRA DA ONÇA TAMBÉM HABITAM PANTERAS NEGRAS

“...essa negrinha é puta, puta [que é um raio], filha do Zeca...”                                      (“Vereador” Francisco Vilela)

CANGUÇU! Eu nasci em Canguçu! Eu saí de Canguçu, mas jamais Canguçu saiu de mim! Carrego minha carteira de identidade, onde está escrito que minha naturalidade é: Canguçu! Em meu passaporte está escrito que sou natural da terra da onça e tenho orgulho em ser filho da Princesa dos Tapes!

Tenho recebido de vários amigos e amigas um vídeo onde um microfone, efetuando o papel para que foi criado, amplifica a fala racista de um Vereador da cidade em que nasci! O substantivo feminino utilizado pelo não tão nobre “edil” para desqualificar a Servidora Pública me chamou a atenção e certamente merece sim ser analisado pelos pares da Casa de Leis da cidade.

Mas, o que mais me chamou atenção e me fez refletir foi o modo pejorativo que o não tão nobre Edil se referiu a uma Servidora Pública, uma mulher Negra, a chamando de “negrinha”! Não conheço o Vereador e estarrecido fui assistir a Sessão Legislativa que aceitou a abertura de processo por quebra de coro do Parlamentar e ao escutar o Edil se pronunciar fiquei mais estarrecido ainda. Pois do alto de sua empáfia se achou no direito de ainda ter direito!

Então resolvi, primeiramente, na condição de filho de Canguçu, professor, escritor, pós-graduado em Políticas Públicas em Educação em Direitos Humanos, Diversidade e Questões Étnicos-Raciais me solidarizar com a Mulher Negra, conterrânea, irmã na cor e na dor, Eliane Pereira Rush!

Eliane, saiba você que a filosofa estadunidense Angela Davis é autora de uma frase que ecoa no mundo inteiro, e agora chega a nossa Canguçu. Disse ela: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”; eu acrescento de minha lavra, que também é verdadeiro dizer que quando uma mulher negra é agredida, toda sociedade é agredida com ela. Mesmo distante, eu faço parte desta sociedade para sempre. Eliane, receba, por favor, minha solidariedade, meu apoio e minha amizade!

Em segundo lugar, vou me dirigir ao Nobre Senhor Vereador Francisco Romeu da Silva Vilela, vulgo Senhor “Xico Vilela”, não no sentido de lhe jogar pedra, mas em contribuir para que o fato acontecido lhe sirva como aprendizado e quem sabe ao aprender o senhor se torne uma pessoa melhor, menos preconceituosa, abandone os filmes pornôs e venha a servir a sociedade de maneira digna, de preferencia fora da Câmara de Vereadores.

Senhor Vereador, Xico Vilela, peço licença e liberdade para lhe contar uma pequena história que está inserida dentro de outras histórias maiores e gloriosas que pertencem a minha família e a história da população negra de Canguçu. 

Nessa cidade em que o senhor foi eleito para representar o povo, nossa bela Canguçu, antigamente, nos tempos em que os negros não podiam frequentar certos lugares, lugares próprios para pessoas brancas; nos tempos em que os negros conheciam seu lugar e nele permaneciam, baixavam a cabeça, olhavam para o chão e com a voz baixa concordavam com tudo; nos tempos em que as meninas e mulheres negras eram chamadas por meninos e homens brancos de “neguinhas”, uma menina negra passou o canivete no pênis de um homem branco, tipo o senhor, que a chamou de “neguinha”, mostrou o pênis e encostou nela. 

Essa menina cresceu, se tornou uma mulher e principalmente o fato mais importante: era minha avó paterna! Dona Fortunata Dias é seu nome. Os amigos a chamavam de Dona Nádica, eu e meus irmãos a chamávamos de “Vó Diquinha”. Ela era muito conhecida em nossa Canguçu e foi minha primeira professora do que chamamos hoje “Questões Étnico-raciais”. Ela me ensinou e sempre a escutava a ensinar as meninas negras da família, que se algum “branco” lhes chama-se de “neguinha” que elas dissessem nome e endereço do dito cujo que ela iria até o local e faria o sujeito se arrepender de ter nascido. E ela cumpria à risca o que falava! Vereador, se minha Avó Nádica viva fosse, ela teria invadido a Casa de Leis e hoje o senhor estaria em maus lençóis!

Uma segunda história e agora atual, é de uma amiga a quem muito prezo e respeito, mulher negra também, que costuma dizer o seguinte: “Se me chamar de “neguinha”, vai depender do contexto e da maneira e eu vou decidir, se me derreto toda ou se te processo”. No seu caso meu caro Xico, cabe processo sim, pois você ainda se utilizou duplamente do substantivo feminino “puta”. E racismo é crime, “xico”! Há se Dona Nádica viva fosse!

Se me permite, “xico”, veja que ao longo desta minha fala tens perdido o prestígio de minha parte. Comecei te chamando de “Nobre” e já estou te chamando somente de Xico. Se me permite vou te falar de um grande homem negro, que ocupou essa cadeira que infelizmente você ocupa, espero que não por muito mais tempo. Este homem Negro se chamava José Manoel de Almeida, meu avô! Meu avô Zé Almeida, tal qual era chamado foi o primeiro Vereador Negro de nossa cidade. Era um trabalhador conhecido e respeitado em todo o interior de Canguçu, era um poeta e respeitava as mulheres, os homens e principalmente seus pares nessa Casa de Leis. Existe quase nada de sua biografia nos anais dessa Câmara de Vereadores, isso de uma certa maneira é triste, pois um Legislativo que não possui sua própria memória e dos Edis que por ela passam deixa muito a desejar. Em nome do meu avô que ocupou essa cadeira, ouso dizer que “tu” desonrou não somente essa Casa de Leis, onde ele, um poeta, tratava todas as mulheres com reverencia e respeito, mas manchou com mídia negativa nossa cidade.

Em tempo, “xico”, meu pai, Walvon Dias, foi um grande político em nossa cidade, isso nos anos de chumbo, tempos em que tudo podia, inclusive chamar as pessoas de melanina acentuada de “neguinhos e neguinhas”, um dia, dentro de nossa casa agrediu um político “graúdo” da época, pelo fato de usar o mesmo termo que ‘tu’ usou, depois, virou para minha pessoa e disse: “...o que eles pensam e conversam em privado, um dia verbalizam! Cabe a você puxar a descarga e não permitir que volte a acontecer!”.

Obrigado por sua atenção, desculpa se me exaltei um pouco, mas estamos no ano de 2023, século XXI, era em que a tecnologia domina o mundo e na minha nada modesta opinião não existe mais lugar para esse tipo de fala, tal qual a que ‘tu’ proferiu e ao não mais aceitarmos esse tipo de fala, não aceitamos mais calados as pessoas que as estão proferindo, seja em atos, omissões, pensamentos ou em conversas particulares. Espero que seus pares façam justiça à servidora caçando seu mandato e mostrando que a sociedade canguçuense não aprova esse tipo de conduta. 

Me despeço, pedindo desculpas a sociedade a que pertenço, a sociedade canguçuense, a qual tenho muitos amigos/irmãos, se minha fala em algum momento os deixou constrangido, os que me conhecem sabem que sempre andei e fui criado na companhia dos maiores e melhores homens e mulheres, negros e negras que essa cidade já viu e que muito fizeram para essa cidade ser o que é nos dias de hoje, verdadeiros Panteras Negras! Se muitos hoje estão sem dentes para morder e outros já morreram, ainda existem fibra e valor na maioria para lutar em defesa do correto, mesmo que estejam habitando em terras distante, pois Canguçu jamais sai de dentro dos seus filhos, estejam onde estiverem, carregam a terra da onça dentro de si. 

Na terra da onça habitam Panteras Negras e elas devem ser respeitadas!

Waldson de Almeida Dias (Tcheco) -    15/06/2023 (A pedido).

22 novembro 2021

Respeito à língua portuguesa - Por Mônica Leal Vereadora de POA e Jornalista

Uma falsa e imprudente forma de comunicação vem sendo abordada por pessoas que se dizem “inclusivas” e “livres de preconceitos”. A tal linguagem neutra vem gerando polêmica na sociedade. O uso de palavras sem definição de gênero (feminino ou masculino), como o “todes” em substituição a todos e todas, por exemplo, não encontra respaldo ou reconhecimento na língua portuguesa padronizada. Lastimável a conduta daqueles que desprezam não só a língua portuguesa como também querem sugerir alteração na forma de educar nossas crianças. 

A sociedade não deve se calar por receio de criticar aquilo que agride suas premissas básicas. Ser homem ou mulher, menino ou menina, é condição biológica e não há nada de errado com isso. Ao contrário, eis que a natureza é sábia e não devemos nos dedicar a alterá-la. Saudável a diferença entre os gêneros e a capacidade que temos de compatibilizar a convivência em sociedade. Recentemente uma peça de teatro foi cancelada no Colégio Farroupilha ao ser percebido que utilizava a dita linguagem neutra. A escola agiu muito bem. Ora, qual a intenção do uso desse tipo de vocabulário em uma apresentação em ambiente escolar? Parece ser deseducar, pelo uso incorreto da língua portuguesa, ou induzir crianças a pensarem que é errado aquilo que escutam dos pais e da própria escola. A questão é que cabe aos pais a base da educação dos filhos e à escola avançar quanto aos conteúdos programáticos. 

Penso que não devemos deixar de ensinar a importância do respeito à diversidade, assim como à opinião contrária à nossa, e isso desde a escola. Ensinar o respeito a toda e qualquer diferença entre as pessoas sempre será importante, é da sociedade democrática. Porém, alterar a língua portuguesa em nome de uma falsa premissa de inclusão merece ser rechaçado.

Estejamos vigilantes, pois muitos estão se aproveitando de narrativas falsas para impor o que lhes convém. E não há que se condenar o conservadorismo. Ser conservador não é ser preconceituoso. Ser conservador é ser defensor da sociedade, da família e da educação.

*Jornalista e vereadora em POA-RS

05 dezembro 2019

Opinião: Mais dinheiro às campanhas

O Parlamento brasileiro continua aprontando safadezas surreais. Quando se pensa que os deputados vão obedecer à cartilha da ética e da decência política, surge fato de indignar até mesmo o mais tolerante dos eleitores. E não é que o relator do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), propõe engordar o valor do fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões, visando à eleição do ano que vem? Proposta do governo federal era de R$ 2,5 bilhões, reduzidos para R$ 2 bilhões. O valor já é astronômico, ainda mais por se tratar de recursos públicos, e mesmo assim o parlamentar cearense acha insuficiente! Ele justifica o deboche com o contribuinte, argumentando que o valor do fundo pode ser ampliado em razão da estimativa de receitas da União e no montante às emendas de bancada. Desculpa fajuta. Palavrório inútil. Na verdade, Neto é ponta-de-lança de partidos políticos, interessados em forrar os cofres com dinheiro do povo para fazer campanhas políticas milionárias Brasil afora. A crise socioeconômica não foi debelada - talvez demore décadas para que a economia brasileira entre nos eixos - e representante dos interesses do povo não tem nenhum pudor em propor aumento nos valores destinados às campanhas de candidatos à vereança e à prefeitura? Isso soa como zombaria, é desrespeito para quem sofre nas filas do SUS, corre atrás de emprego, precisa da educação, de segurança, do saneamento e demais serviços parcamente oferecidos à sociedade. O assunto tramita na Comissão Mista de Orçamento da Câmara e precisa ser aprovado pelo plenário do Congresso Nacional, em sessão conjunta formada por deputados e senadores, até o final de dezembro. É momento de a população se manifestar nas redes sociais, reverberando total discordância com tamanho absurdo, sob pena de arcar com mais esta conta - entre inúmeras outras.

Por Luiz Carlos Freitas - Diário Popular de Quinta-feira (05/12/2019)

14 fevereiro 2019

Reflexão sobre trabalho de autônomos

Circula, nas redes sociais, um desabafo feito por trabalhador autônomo que tem gerado bastante debate entre os usurários do aplicativo WhatsApp, nos grupos. O que você acha deste texto abaixo?


Desabafo:
As pessoas não tem noção de quanto o medo e a insegurança vivem juntos com quem trabalha por conta própria.
Todo serviço é desgastante! Mas uma pessoa que trabalha em uma empresa dorme tranquila porque no 5° dia útil seu salário vai estar na conta, se é mandada embora tem 3 meses de seguro desemprego!
Nós autônomos não temos essa "tranquilidade". Já deitamos pensando no dia de amanhã. "Será que terei clientes?" "Eles vão gostar das coisas que faço ?
Horário não existe! Se preciso for, ficamos até de madrugada trabalhando e acordamos cedo no outro dia.
Atestado não existe! Ou trabalha doente ou não come no próximo dia.
Não existe folga, todos os dias se não é de trabalho é de aprendizado, e sempre se atualizando para oferecer sempre melhor ao cliente . 
É nessa hora que a gente sente o frio na barriga! É gostoso ser dono dos próprios horários, é gostoso fazer seu próprio salário. 
Mas o medo e a insegurança vivem juntos.
Deem valor no trabalho autônomo, porque digo não é fácil e muitas vezes a vontade de desistir é grande, mas o amor pelo meu trabalho é maior ainda!!!
Por isso valorizem o nosso tempo,nosso trabalho!

27 agosto 2018

Eduque seu filho para pensar antes de curtir e seguir

Por Elaine Raquel Assis 

“De acordo com o estudo da NEXT Generation Health Study, realizado nos Estados Unidos com 2.785 estudantes do ensino médio, entre 2009 e 2016, cerca de 32% dos entrevistados de minorias sexuais relataram serem vítimas de cyberbullying”, diz Elaine Raquel Assis, jornalista especializada em direitos humanos para vulneráveis e defensora da Internet Segura.

Responsabilidade pelas nossas ações na internet

É importante pesquisar sobre a página que gostamos antes de segui-la. Lembre-se que há consequências para cada ação que fazemos, portanto, devemos ter cautela. Atualmente, as postagens nas mídias sociais espalham-se rapidamente, principalmente pelas contas falsas que costumam abusar da integridade das pessoas.

Administradores de contas falsas farão tudo para chamar sua atenção e obter simpatia, simplesmente para manipular uma situação.

Contas falsas para o mal

Há milhares de contas que são feitas apenas para difamar, caluniar, divulgar imagens indevidamente e ameaçar as pessoas, que infelizmente passam pelo cyberbullying. Usuários emocionalmente frágeis são o alvo principal desses tipos de abusos.

Cyber-sexismo/ assédio sexual também é um grande problema hoje em dia. Se você usar shorts curtos e sem mangas na foto, certamente terá centenas de curtidas em apenas uma hora. Algumas pessoas podem involuntariamente fazer uma piada com você sobre o quanto é sexy e/ou compartilhar sua fotografia com assédio sexual não intencional na seção de comentários. Mas o assédio sexual, sendo intencional ou não, ainda é considerado assédio.

Você sentiu-se desconfortável com as pessoas que estão fantasiando sua foto, mas não pode controlá-las, não pode fazer nada além de seguir em frente. Postar esse tipo de imagem não é o problema, mas não queira determinar as reações de seus seguidores. Portanto, antes de postar e clicar, pergunte-se sobre como suas ações podem refletir nas redes sociais

Cuidado com seu robô do Instagram

Muitos já embarcaram na onda de automação do Instagram para curtir e seguir pessoas do mesmo nicho, para que uma parcela destas volte para seguir sua conta. É muito normal uma taxa de 4% de sucesso ao curtir e seguir outras pessoas que interagem com contas semelhantes à sua, e até mesmo do concorrente.

No dia 13 de julho, a conta do candidato à presidência Bolsonaro curtiu uma foto do seu concorrente político Lula. Apesar de rumores de que foi um erro manual, esta falha pode ter sido causada facilmente pelos robôs do Instagram. Esse é o perigo: o seu robô não tem ideia do que está curtindo e de quem está seguindo.

Seu robô pode curtir fotos ilegais, de pornografia infantil, venda de drogas, difamação, calúnia, chantagem e outros crimes. Uma curtida na foto errada e seguir um troll criminoso, pode arruinar a sua reputação e a da sua empresa.

Rede social com responsabilidade

Ter uma mídia social neste século é realmente fascinante. Você pode interagir facilmente com as pessoas e expressar livremente seus pensamentos e opiniões sobre determinados assuntos. Temos o direito de nos expressar, e isso é bom porque as pessoas podem ouvir o que temos dentro de nós. Temos o direito de dar nossa opinião e argumentar se gostarmos das questões atuais da sociedade.

Avalie seus pensamentos. Seja responsável em sua ação. Pode parecer exagero, mas é importante. Ser uma pessoa responsável em cada ação que você faz pode mudar uma situação. Discipline-se para ser uma pessoa melhor. Não é fácil mudar nosso comportamento com apenas um piscar de olhos ou um clique; é preciso coragem para fazê-lo! Respeite a todos. Se você quer ser respeitado, respeite os outros. Respeite todos, mesmo que eles não respeitem você, e o resto será seguido.

É importante ressaltar que há crime nas telas. Muitas vezes, a negligência dos pais permite a aproximação de "trolls" para o mundo real no âmbito familiar. Por isso, denuncie sempre que suspeitar de comportamentos inadequados e incentive os mais vulneráveis a denunciar também.

Quem ganha com isso? Toda sociedade.

Sobre Elaine Raquel Assis e Fernando Azevedo

Jornalista e executiva de marketing, Elaine Raquel Assis tem mais de 20 anos de experiência em empresas líderes de mercado no Brasil. Possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV e formação em Comunicação Social pela FIAM. Além de defensora de uma Internet segura, a profissional é especialista em direitos humanos para abuso de vulneráveis.

Fernando é sócio da Silicon Minds e autor dos livros "Os segredos de Reputação Online", "O negócio sujo das Fake News", "Como se defender de cyberbullies e trolls" e "Hackers Expostos” disponíveis na Amazon. https://www.amazon.com/Fernando-Uilherme-Barbosa-de-Azevedo/e/B07G7JHBTR/ref=dp_byline_cont_ebooks_1

09 março 2018

A jovem mulher no mercado de trabalho

Marcelo Nóbrega*
Não é de hoje que falamos sobre o espaço conquistado pelas mulheres no mercado de trabalho e esse assunto volta inevitavelmente à tona no mês em que lembramos o Dia Internacional da Mulher, seja por meio de celebrações ou de luta. E estamos longe de ter um assunto batido ou esgotado, pois ainda há espaço para aprimorar esse tema dentro das empresas, principalmente quando falamos dos desafios de uma faixa etária que poucas organizações estão preparadas para receber: os jovens. E acolher a jovem mulher, então, torna-se uma dinâmica ainda mais trabalhosa.
Isso, porque essa menina traz consigo todas as transformações pelas quais o gênero está passando. E se o local de trabalho não atende a certas expectativas, não há criação de vínculo profissional. E para conseguir manter e alcançar posições de liderança, é importante que o profissional receba incentivo e apoio desde o início da sua jornada de trabalho – independente do gênero.
No McDonald's, o plano de carreira é apresentado no primeiro dia: de atendente a treinador e passando a gestor em diversos níveis. Atualmente, mais de 57% dos atendentes da nossa rede são mulheres jovens no início de carreira, com idades entre 16 a 25 anos, um baita orgulho. São elas que realizam o atendimento dos mais de 2 milhões de clientes que visitam os nossos restaurantes diariamente.
Também estamos atentos às questões de vulnerabilidade das jovens, que podem acabar engravidando sem planejamento. Para que isso não seja tabu ou motivo para interromper a carreira – muito pelo contrário – nosso programa gestante foi desenvolvido para garantir que a futura mamãe passe por esse período de maneira tranquila.
O projeto, voltado tanto as colaboradoras do escritório quanto do restaurante, prevê o acompanhamento da funcionária por uma equipe médica durante toda a gestação, absorve os custos das despesas médicas com consultas e exames e, nos restaurantes, cuida para que a gestante exerça atividades sem risco para bebê. Um programa com essa amplitude se faz necessário quando uma empresa decide, verdadeiramente, acolher jovens mulheres para o seu quadro de funcionários.
A capacitação, incentivo e desenvolvimento de carreira são fundamentais para fazer com que cada vez mais mulheres sejam reconhecidas no mercado de trabalho. Possibilitar emprego para a mulher jovem e oportunidade de crescimento refletem diretamente no crescimento da própria empresa.
*Marcelo Nóbrega é Diretor de Recursos Humanos do McDonald's Brasil

07 setembro 2017

Opinião: Sem demagogias

Professor Volnei Ceron dos Santos

Sete de setembro! O que comemorar? Muitos brasileiros numa data como a de hoje estarão em alguma praia, visitarão amigos, assistirão a um filme, assarão alguma carne e apreciarão a cerveja favorita. Sim, sem demagogias de patriotismo. Vamos ser sinceros. O verde e o amarelo, pura utopia, ficou nos ideais românticos nacionalistas e naquelas pessoas que ainda acreditam, diria que ingenuamente, num país que nunca chegou a ser. Não há o que comemorar. Pátria de quem? Nossa? Tua? Geração futura? De quem? 
Essas pessoas,  por vezes, conotativamente tidas por ignorantes, sem cultura, popularmente falando, provavelmente são as mais sensatas no momento, pois não acreditam em contos de fadas, nem em discursos ufanos e mentirosos. Observam e sentem a realidade que aí está, sem muito o que fazer, perplexos ou apáticos, seja como for, esse negócio de pátria virou bobagem e acredito que por isso já escrevo com letra minúscula.
Quem acha que o desrespeito ao Brasil é de agora, que a roubalheira e a mesquinharia é de pouco tempo, engana-se. A ganância pelo dinheiro e poder, a exploração barata – individualista ou corporativa – a todo custo, vêm desde os primeiros dias de colonização, de invasão deste território. Fatos históricos e literários revelam essa triste tendência deste “solo de mãe gentil”. Décadas, séculos... os esquemas podres que assolam o país, tiveram outros nomes no passado e outros personagens, que a seu tempo, usam de poderes e posições influentes para saquear o povo. Além disso, são ladrões de sonhos... porque não há como sonhar alguma coisa para nós brasileiros. Ninguém precisa ser vidente para ver as muitas arguras a espreitar nossos lares, adiante.
Tenho pena, sinceramente, daquelas crianças que ainda inocentes e possuidoras de sorrisos sem maldade, ensaiam momentos da história brasileira... Usam chapéus... vestem o figurino de época... cavalgam em cavalinhos de cabo de vassoura... a simbolizar o Sete de Setembro e entoar um hino nacional mitificado para criar um falso orgulho de uma terra de ninguém, senão daqueles que a saqueiam ano a ano.
Pobres crianças. Um dia, essa fantasia cairá. Resta-nos torcer que venha uma geração capaz de romper com os modelos vergonhosos que aí estão manchando nossa moral.
Desculpem-me. Ficarei por aqui. Acho que está bem gelada. 

03 março 2016

Caminhoneiros podem parar em março


Em meio à crise no Brasil, o Comando Nacional do Transporte (CNT) marcou para o próximo dia 11 de março uma nova paralisação dos caminhoneiros, um ano após os fortes protestos que movimentaram o país. Contudo, diferentemente do ano passado, a intenção do movimento é apenas paralisar as atividades, sem efetuar o bloqueio de rodovias, segundo afirma o CNT. E o movimento poderá novamente comprometer a logística das empresas e indústrias brasileiras neste cenário delicado da economia do país.

Além de reivindicar melhores condições de trabalho e maior segurança aos caminhoneiros, a paralisação busca uma redução de 40% do valor do óleo diesel, aposentadoria para motoristas aos 25 anos de trabalho e piso salarial nacional para empregados, dentre outras reivindicações.

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte indica que 44,8% dos caminhoneiros estão endividados, em razão do preço do combustível, sendo que para 46,4% dos entrevistados, o custo do combustível é o maior entrave para a profissão e para 40,1%, o valor do frete não cobre as despesas.

Tal paralisação, caso efetivamente ocorra, afetará, sobretudo, o setor logístico, vez que transportadoras e centros de distribuição podem ter suas atividades inviabilizadas. Além disso, seus reflexos podem atingir, inclusive, outros setores vitais à economia brasileira, tal como a indústria e o varejo, os quais já atravessam um delicado momento econômico.

13 setembro 2015

No país do "nós contra eles". Rogério Mendelski

Quando uma nação como o Brasil vive um "pacote" de crises - ética, econômica, política, administrativa -, inevitavelmente, renasce porque se trata de um momento recorrente da história nacional  e nem vale a pena relembrar a quantidade de vezes que tal divisão interferiu na formação do povo brasileiro.
Não há nações em estágios civilizados mais avançados que não tenham atravessado o que estamos passando. E nenhuma delas ultrapassou essa fase aplicando o reducionismo do "nós contra eles". Um debate assim encolhe as ideias da mesma maneira que uma discussão entre gremistas e colorados termina sempre com as clássicas questões e suas respectivas verdades - "quem venceu mais Gre-Nais?" ou "quem tem mais títulos?", "quem tem o estádio mais moderno?".
Estamos num período perigoso que ainda - felizmente - não atingiu o patamar de uma crise institucional, mas o atual "pacote" de crises, se não for contornado, poderá nos levar a uma ruptura onde as primeiras vítimas são sempre a liberdade e os direitos da cidadania.
O "nós contra eles" é o atalho para o radicalismo como nas seitas religiosas, e o trágico exemplo é o que vem fazendo o Estado Islâmico. Ou algo assim como disse o ex-presidente Lula defendendo a Petrobras do escândalo do petrolão: "Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas".
Aí está um modelo de discussão proposto por Lula que está mais para uma solução tribal do que para um pacto nacional. É o incentivo ao "nós contra eles" que nos distancia das sociedades civilizadas e nos aproxima de uma Venezuela.
Nosso país que hoje tem lugar na mesa compartilhada pelas 20 maiores nações do planeta não pode continuar internamente dividido entre o "nós contra eles". Fugir deste conceito simplista não será fácil, mas ele só será eliminado com nossas instituições funcionando e qualificando seu material humano. (Jornal Correio do Povo, Domingo 13/09/15)

04 agosto 2015

Opinião: O campeonato brasileiro vai começar a pegar fogo

Quem disse que por aqui perdeu a graça? Que o Brasil não é mais o país do futebol? É sim, somos os melhores, só falta mais organização e gente honesta no comando! Temos ainda o melhor celeiro e as jóias raras estão em todo canto desse lugar abençoado e gigante! Não vamos permitir que o encanto da bola morra em nossa pátria, nossa terra!

Prova disso é o atual Campeonato Brasileiro que só vai crescer a cada ano. Já temos boa média de público e jogos bem interessantes! Eu sei vai ter sempre alguém comentando. “Ah mas falta qualidade técnica, falta isso, falta aquilo!”.

Tudo bem, não deixa de ser verdade, mas não podemos enxergar somente esse lado, temos que valorizar o que ainda é bom e saber exaltar, ajudar! Só lamentar e meter críticas é fácil, torcer quando há só vitórias e coisas boas quem não quer? Mas e na fase ruim? Você é daqueles que qualquer coisa já vaia e mete o pau? Aí não né…

Olha só! Quem consegue apontar hoje em dia um único candidato ao título nacional? Duvido! Não tem! São muitos times brigando e isso é show! Em que campeonato você vê o último colocado vencendo ou complicando a vida do líder? Só por aqui! Quem for mais responsável, organizado, disciplinado e focado dentro e fora do campo vai colher os frutos com vitórias e títulos, é desse jeito que vai ser, não há mais espaço para sacanagem e pouco caso.

A realidade é que vamos crescer depois desses casos de corrupção, escândalos e mais, a faxina está sendo feita e muito vai mudar, para melhor!

Cabe a nós, amantes do futebol, acreditar e torcer, não só no tempo bom e estar sempre apoiando e confiando no melhor! Escreva, mande sugestões, participe nas redes sociais ou onde for e colabore para o crescimento como um todo! Nunca foi tão fácil interagir por um futebol melhor, por um mundo melhor…


Gabriel Rippel Marca
Colaborador

22 abril 2015

O Brasil que queremos! 22 de abril, dia do Descobrimento do Brasil

Texto escrito pelo ex-Prefeito Canguçu Cássio Luiz Freitas Mota


No dia em que se comemora o descobrimento cabe  uma profunda reflexão sobre o País que queremos para as futuras gerações, se perguntarmos o que queremos, logo responderemos.
Um Brasil mais Justo e, completaremos com: saúde, Educação, segurança, agricultura forte e Justiça social.  Entretanto o que temos e vemos é uma disputa que ultrapassa o período Eleitoral prejudicando a sociedade brasileira, e o Brasil de hoje mergulha profundamente num mar de corrupção disputa de poder e concentração de imposto na União (64%), Estado (22%) e o restante com o município (l4%), este é o Pacto Federativo, totalmente injusto, pois as pessoas moram e cobram serviços nos municípios. A pergunta que não quer calar, por que não muda? Não muda, respondo, pelo super poder que exerce a Presidente sobre o Congresso veja o caso das negociações da dividas dos Estados e Municípios brasileiros que poderia diminuir de  forma significativa a divida do nosso estado, permitindo a governabilidade plena, e em nome de crise bastou seu Ministro de Fazenda pedir ao Congresso um prazo e o projeto foi engavetado. Além disso, todo o ano cria-se programas tais quais: Creches para Educação Infantil, Estratégia para Saúde da família. Ambos ótimos,  mas não vem o recurso financeiro para cobrir seus custos. Os contratos com os hospitais são firmados e o recurso acordado não é pago.
Enfim, de discursos bem  elaborados e falado estamos cansados e incrédulos (não confiamos), é evidente o descaso com os brasileiros e suas necessidade básicas, chega de ENGANAÇÃO. O Brasil que queremos, com certeza não é este.
O Brasil que queremos é que seus governantes de fato trabalhem para a qualidade de vida de Seus governados cumprindo assim com os princípios constitucionais, visando a ordem e progresso embasado na Ética e Moral. Pra que isto ocorra entendo que com urgência medidas terão que ser tomadas com um Pacto Federativo com distribuição dos tributos de forma mais justa Ex: Município 30% dos Impostos o Estado 30% dos impostos e 40% para União; Reforma Política com regras  rigorosas com a finalidade de coibir atos de corrupção, dependendo do caso, poderia ser considerado crime hediondo.
Na Agricultura, nossa maior indústria, e segurança financeira no Pais, defendo percentuais constitucional nas três esferas de governo.Ex: Município 3%, Estado 4%, União 5% de seus recursos próprios.
Infraestrutura- ferrovia Sul-Norte começar em Rio Grande-RS passando por Cachoeira do Sul,Passo Fundo até o Estado de São Paulo. A Hidrovia tem que começar em Estrela passar pelo Porto de Pelotas (hoje praticamente inoperante) indo até o super porto de Rio Grande.
Na Educação tem que se fazer  um novo pacto das responsabilidades entre a união,estado e os municípios principalmente no financiamento.
Quanto a Saúde tem que terminar com jogo de empurra e briga e melhorar o pagamento em áreas que são os gargalos tais como: Otorrinolaringologia, Traumatologia, Neurologia, Urologia e outras tantas que estão defasadas, contrato com a rede hospitalar tem que se pagar o valor acordado, o município cumprir com 15% para saúde de seus recursos arrecadados o Estado l2% e a União l0% e assim teremos melhores serviços é claro com gestão competentes.
A Segurança Pública precisa de um Sistema Único com responsabilidades e recursos financeiros próprios nas três esferas (município,estado,união) e as Fronteiras com ação permanente do Exercito e da força Nacional tenho a convicção na diminuição de criminalidade.
Portanto, tomando tais atitudes acima exemplificadas, poderemos viver em um país melhor. País este, que será revigorado, um novo país!
FELIZ  ANIVERSÁRIO MEU NOVO BRASIL!


(você também pode enviar seu texto para publicação em nosso site. Mande para gutopinz@yahoo.com.br)

21 abril 2015

Fabrício Werdum, do MMA, fala sobre opiniões na Internet

Em entrevista ao site G1, o gaúcho Fabrício Wedum falou sobre sua próxima luta no UFC. Ele falou sobre as criticas que recebe e uma frase pode servir de touca para alguns comentaristas anônimos, ou não, de redes sociais e dos blogs e sites por ai. Confira:

- Eu estou sempre lutando, fiz cinco lutas, não perdi no UFC, ganhei vários prêmios, e as pessoas não acreditam em mim. Claro que a minha base de fãs aumentou, mas sempre tem a crítica. É normal, sempre tem aquelas pessoas que se escondem atrás do computador, porque as redes sociais te dão essa oportunidade de poder falar e se esconder. E, normalmente, a pessoas que falam são as fracassadas, são aquelas que não venceram na vida e precisam criticar alguém para poder se sentir bem. “Ah, eu falei para o Werdum que ele não ia ganhar, que ele ía tomar uma surra e blá blá blá”. Então a pessoa fala para os amigos e acha que está sendo malandra. Mas eu penso que as pessoas que criticam muito, se você olhar mais a fundo, é porque elas se estagnaram, não cresceram na vida. Então entra por um ouvido e sai pelo outro. Estou acostumado a provar para as pessoas que elas estão erradas - completa.


03 março 2015

Qual a opinião dos jovens sobre o aborto?


O Nube promoveu uma pesquisa para descobrir como pensam as novas gerações a respeito desse polêmico assunto

  Passado o período do Carnaval e das grandes festividades, devemos reforçar a conscientização sobre pontos importantes e recorrentes no debate público. O aborto, por exemplo, foi bastante discutido recentemente nas redes sociais. Para compreender como o jovem enxerga esse tópico nos dias atuais, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa perguntando: "Você é a favor do aborto?", a fim de contribuir para o esclarecimento desse tema tão delicado.

Sendo a prática proibida desde quando o Brasil ainda era uma colônia, sua criminalização é questionada por diversos grupos, justamente pelo grande aumento da procura por clínicas clandestinas ou por métodos caseiros. Mais de uma a cada cinco mulheres, antes de completar 40 anos, já interrompeu a gravidez, segundo dados da UnB - Universidade de Brasília. Para destrinchar essa realidade, o Nube obteve, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro, o posicionamento de 17.217 jovens com faixa etária entre 15 e 26 anos. A maioria foi contrária, somando 32,51% dos votos, equivalente a 5.723 participantes, com a seguinte opinião: “Não, são duas vidas em jogo".

Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube, comenta essa predominância: "Por não existir o suporte adequado aos pacientes, ocasionando sequelas ou mesmo a morte tanto às mães quanto aos bebês, a repulsa por esse ato é notória", justifica.

Em segundo lugar, 27,76% (4.886 entrevistados) alegam: "Depende, se oferecer risco para a mulher, sim". "Nessas situações, o ato estará salvando uma vida e é inclusive reconhecido por lei, dentro das condições permitidas. Em casos de gestações resultantes de estupro ou se o feto for anencefálico, o governo também fornece gratuitamente esse procedimento pelo SUS - Sistema Único de Saúde", ressalta a especialista. Ainda assim, 24,26% acreditam ser um crime para o bebê (4.271 pessoas).

Por fim, 15,47% (correspondente a 2.723 dos perguntados), são a favor da prática e dizem: "Sim, a interrupção da gravidez cabe somente à mulher". Essa estatística vai de acordo com um levantamento realizado com mais de 50 mil grávidas, feito em 2014 e publicado pela revista americana "Obstetrics & Ginecology", no qual se constatou: se feito de forma correta, atendendo às medidas de segurança e dentro das normas de saúde, o método pode apresentar poucos riscos à saúde da mulher. Desse total, apenas 0,2% de incidências graves foram identificadas. Em contrapartida, 90% dos casos ocorridos em locais sob condições precárias de equipamentos e higiene resultam em tragédias, conforme pesquisa da Unifesp.

Para Rafaela, "estamos em um momento de extrema mudança de comportamento. Os jovens pensam diferente, fazem suas próprias escolhas e essa resposta reforça o raciocínio. Ainda assim, não é algo para se fazer a todo momento e circunstância, mesmo em uma condição legal. O cuidado com o ato sexual vem em primeiro lugar. Tirar um filho não conserta os erros de uma relação, a mudança está na atitude: há métodos contraceptivos muito mais apropriados", orienta a analista.

Serviço: Pesquisa realizada pelo Nube revela a opinião dos jovens sobre o aborto.
Sugestão de Fonte: Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube.
Sobre o Nube
Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 6.800 mil empresas clientes, 13,5 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 550 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 3,6 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.

Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin, Foursquare e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.

03 novembro 2014

Que o separatismo e a regulação da mídia se tornem uma piada

Escrito por Adalberto Piotto (*)
Que o separatismo e a regulação da mídia se tornem uma piada, antes que viver no Brasil perca a graça
O separatismo do Brasil que assolou parte do país, iniciado ainda durante a campanha pelo mau gosto do ex-presidente Lula com o insensato “nós contra eles” começa, felizmente, a arrefecer, a perder força.
E que bom! Até porque essa discussão de separar o país é realmente insensata.
Ataques do Sul contra o Norte, e vice-versa, do Sudeste contra o Nordeste, e vice-versa, que tanto assolou as redes sociais, já está começando a dar espaço ao bom senso da compreensão nacional, da tolerância entre os diferentes.
Porque somos diferentes. Tão diferentes que gostamos de coisas diferentes, vamos para lados diferentes, temos sotaques diferentes, viajamos para lugares diferentes, nos parecemos diferentes e temos gostos musicais diferentes.
mapa-brasil
E é aí que me apego à vacina brasileira para todos os males que está sendo mais uma vez usada: a piada, a galhofa, a risada.
E rindo do que nos amedronta. O tal e insensato separatismo ganhou nas redes sociais, tal como um viral, uma piada bem à brasileira e usando a música. Dizia o autor que se acaso o Brasil for mesmo ser divido, “me deixem do lado que não toca funk carioca”.
E antes que você vá tentando dar seriedade à piada com argumentos pseudo-sociais, de manifestação desta ou daquela classe social, lembre-se que os anos 80 e 90 foram pródigos de preconceitos e piadas contra a música sertaneja. O termo “caipira” para classificar o estilo e os músicos do gênero era sempre usado de forma pejorativa.
Passou e o sertanejo, se não uma unanimidade nacional, hoje é aceito e compreendido em toda a sua extensão. Talvez o funk carioca evolua para isso. Depende do tempo e dos músicos.
O que não pode ser aceito é o desejo do governo Dilma Rousseff, agora de mandato renovado, de instituir o famigerado projeto de “Regulação da Mídia”, um nome pretensamente técnico e até bonito para controlar a imprensa que preserva a liberdade de expressão e denuncia a libertinagem de governos dados ao autoritarismo.
Tão autoritários que podem tirar até a liberdade das pessoas de fazer piadas que arrefecem discussões insanas como a do separatismo.
E aí, não terá graça nenhuma.
 
(*) Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba com especialização em economia pela Fipe-USP. É diretor e produtor do filme-documentário Orgulho de Ser Brasileiro (2013), de sua autoria, que disseca o estilo de ser do brasileiro com todas as suas nuances e oscilações de sentimento enquanto cidadão. De 1999 a 2011, foi âncora da 'CBN em São Paulo', onde começou como repórter. É palestrante nas áreas de economia, realidade social brasileira e jornalismo. Apresenta, desde julho de 2014, o ‘Jornal da Manhã’, noticiário transmitido pela Jovem Pan

29 março 2013

Canguçu vira a "cacolândia" finais de semana

Tem se tornado cena comum, durante o final de semana, os cacos de vidro espalhados pela Rua General Osório. Principalmente próximo aos locais de maior aglomeração de jovens. Sem muitas alternativas de lazer o que resta é se juntar em grupo e beber. E beber bastante. E não fosse isso, após sanar sua sede o destino das garrafas é o meio-fio das calçadas.
A manhã desta sexta-feira santa (29) é prova disso. Em frente a loja "Pompéia" é um dos pontos de encontro de quem sai a noite. Ali, da Igreja Batista até o "Arena" são várias garrafas espalhadas pelo chão, mutias quebradas, em cacos, colocando em risco pedestres que passam na via e danificando os veículos. Ao estacionar é preciso cuidado para não ter um pneu furado ou ao descer do carro cravar um caco de vidro no pé.
Foto: Augusto Pinz

A situação já ocorre há muito tempo e não há nenhuma fiscalização, seja de fiscais da prefeitura ou órgãos de segurança. Aliado a falta de educação de quem fica por ali aos finais de semana o amanhecer perto destes locais é deprimente. Parece um pós-guerra ou uma manifestação, como a que aconteceu em Porto Alegre pelo preço das passagens de ônibus. Nada contra ninguém se reunir ali. A gente também vai. Só não vale jogar as garrafas no chão.
Acredito que é preciso uma fiscalização, seja da Prefeitura, Ministério Público, Brigada Militar (BM), com os comércios que vendem bebidas naquele entorno responsabilizando pelo recolhimento. O trabalho da limpeza urbana também teria que ter um horário diferenciado nestes locais, inclusive feriados e finais de semana, para ao menos amenizar a situação.
Um caso conhecido de um acidente próximo a loja "Três Passos", envolvendo cacos de vidro, foi do jogador de futebol Fábio Alemão. Em um domingo a tarde passeava com sua filha quando pisou em um vidro, e mesmo de tênis, teve um corte profundo no pé que o tirou por trinta dias dos gramados.

21 outubro 2011

Programa Opinião

A Rádio Cultura AM segue inovando em sua programação. Agora, toda quinta-feira, os radialistas Jânio Soares, Carlos Pinheiro e Geraldo Dannenberg recebem convidados na praça de alimentação Pato Dom, em frente a rádio Cultura, para debates sobre os principais temas do município e da mídia em geral no programa "Opinião", no ar a partir 17h15min.
Fotos: Nenel Vieira 

Na quinta-feira, dia 20 de Outubro, estiveram presentes o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adriano Telesca Mota, o editor do blog Consciência Urbana, Nenel Vieira, e o editor do blog Canguçu em Foco e presidente da JPTB em Canguçu, Augusto Pinz.
Energia Eólica, poluição sonora, situação da cultura do fumo no municípo e no país, imprensa, blogs, entre outros assuntos estiveram em pauta. O Presidente da OAB, Adriano Telesca Mota, ainda comentou sobre algumas de suas viagens, em especial do caminho de Santiago de Compostela, onde peregrinos de todo o mundo fazem um trajeto de 800 Km a pé em um encontro místico. Ao final um último tema: Industrialização em Canguçu. Reconhecendo o processo, os presentes acreditam que ainda é necessária maior investimento na parte de energia elétrica e de abastecimento de água para atender as indústrias. "A Subestação em breve estará ultrapassada. Precisamos já pensar em melhorias", comentou o advogado Adriano.