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29 junho 2024

A Hora, do Vale do Taquari, abre operação em Pelotas e região Sul

 No dia em que completa 22 anos de atuação no Vale do Taquari, o Grupo A Hora anuncia expansão para Pelotas e toda a região Sul do estado. A partir do dia 6 de julho, começa circulação do jornal diário A Hora do Sul, de segunda-feira a sábado, com múltipla atuação digital, portal de notícias e redes sociais.

A política editorial e o propósito de fortalecer o desenvolvimento regional que se consolidam e identificam o Grupo A Hora no Vale do Taquari serão implementados na região Sul.

Prédio histórico, no centro de Pelotas, abrigará a nova operação do A Hora do Sul. Serão pelo menos 50 profissionais neste primeiro momento para o impresso e digital. (JÔ FOLHA)

O fechamento do jornal diário mais antigo da cidade (Diário Popular), com 134 anos de atuação, abriu uma lacuna na comunicação local e despertou o investimento do Grupo A Hora. “Lamentamos muito o fechamento do Diário Popular, um jornal que se confundia com a história da região Sul. Mas é justamente ali que nasce a oportunidade, pois Pelotas, Rio Grande e cidades vizinhas tem uma cultura muito orientada a leitura de jornal. Valorizam conteúdo jornalístico profissional e de valor”, destaca o diretor editorial e de produtos do Grupo A Hora, Fernando Weiss.

Ao levar para o Sul a experiência e o perfil que já são marcas registradas no Vale do Taquari, o A Hora pretende se somar ao novo momento que vive a comunidade pelotense e regional.

Abrir uma unidade em Pelotas é um passo importante. Ele potencializa nossa marca estado afora”.

O início das atividades será um dia antes do 212º aniversário de Pelotas, comemorado em 7 de julho. A cobertura da região Sul inicia por meio do jornal e do portal, abrangendo 20 cidades. Juntas, elas somam mais de um milhão de habitantes. “A região Sul vive um novo momento. Movimentos como Aliança Pelotas mostram um trabalho estratégico e integrado de líderes e entidades que querem retomar protagonismo da região Sul. O A Hora chega para ser parceiro e fomentar este ecossistema virtuoso que se fortalece a partir de Pelotas e Rio Grande”.

A unidade Pelotas será composta por mais de 50 profissionais, distribuídos pela central de jornalismo, departamentos comerciais, logístico e administrativo.

Para o diretor executivo da unidade Pelotas, Régis Martin Nogueira, a experiência da equipe, aliada ao propósito e perfil do A Hora trará um novo olhar à região.

Vivemos uma era da excelência e precisamos apresentar para o mercado algo muito relevante. O consumidor está cada vez mais exigente, por isso, precisamos ter essa estrutura do A Hora aqui em Pelotas”, afirma. “Essa sincronia vai ser extremamente decisiva para termos uma estrutura robusta”.

A fim de conectar ainda mais as equipes, o grupo pelotense esteve na unidade de Lajeado para um momento de troca de conhecimento e aprendizado. O encontro aconteceu nos dias 25 e 26 de junho, com palestras, workshops e atividades práticas. “Foi uma troca extremamente válida. Tenho a certeza de que aprendemos muito com o Vale e eles aprenderam muito com o Sul”, acredita Nogueira.

Grupo pelotense esteve na unidade de Lajeado para um momento de troca de conhecimento e aprendizado. (Foto: Felipe Neitzke)

Muito mais que comunicar. Educar e inspirar

Ao longo dos 22 anos, o A Hora acompanhou diversas mudanças de mercado e as transformações na maneira de fazer comunicação. “O Grupo sempre soube se adaptar e vai continuar se adaptando. Porque o segredo não está na plataforma, mas sim na geração de conteúdo de valor que impacte na vida das pessoas”, afirma Weiss.

Muito mais do que comunicar, a empresa tem ainda como missão educar e deixar um legado à comunidade. Por isso, promove e apoia projetos que visam qualificar pessoas, impulsionar negócios e desenvolver a sociedade.

Mais uma novidade

O mais novo projeto Educame – Educação Ambiental nas Escolas será lançado em julho e integra as comemorações de aniversário do Grupo.

Educame surge como resposta aos desafios enfrentados pelo Vale, marcados por eventos climáticos extremos e a necessidade urgente de trabalhar a prevenção e uma cultura orientada ao tema. Por meio de uma cartilha e de um livro, as escolas do Vale do Taquari serão estimuladas a debaterem sobre prevenção às cheias e melhorias. Os detalhes do projeto serão apresentados em eventos marcados para os dias 9, em Lajeado, e 11, em Encantado.

“A constituição de 1988 já previa a educação ambiental nas escolas. A nossa proposta pedagógica é introduzir esse tema de forma planejada e inédita nas salas de aula”, comenta o escritor do livro e da cartilha, Gilberto Soares. “No nosso entendimento, a educação tem que ser divertida. Então teremos desafios e jogos para professores e alunos”.

De acordo com Weiss, o projeto nasce pela necessidade das escolas terem um material pedagógico ambiental orientado à bacia Taquari-Antas. “Ele é inspirado nas iniciativas de Blumenau, onde a escola é o grande pilar e fortaleza para trabalhar a conscientização e a cultura da prevenção”, explica.

Segundo Soares, a temática educação ambiental será trabalhada nos mais diversos contextos e alia fatos históricos para despertar o sentimento de pertencimento. “Esses eventos climáticos confirmam a importância de termos um entendimento da nossa participação, relevância, e influência como ser humano. Vamos buscar trazer para essas pessoas uma visão um pouco diferente sobre pertencimento”.

Fonte: A Hora

21 agosto 2023

Edição impressa do Diário Popular não circulará dia 22/08

Atenção ⚠️📣 - Excepcionalmente nesta terça-feira (22), a edição impressa do Diário Popular não chegará às bancas e aos nossos assinantes. O motivo para este transtorno está nos danos provocados aos equipamentos do Jornal pela sequência de quedas de energia ocorrida na área central de Pelotas entre a tarde e a noite desta segunda (21).

Ainda que por motivos alheios à nossa vontade e possibilidade de solução imediata, o DP pede desculpas a seus milhares de leitores.

#DiarioPopular

29 junho 2023

Inquérito policial pede indiciamento de vereador de Canguçu

O relatório do inquérito policial conduzido pelo delegado da Polícia Civil Lauro Leonardi de Souza pede o indiciamento do vereador de Canguçu Francisco Vilela (PP) pelo crime de injúria racial. O documento será encaminhado à Justiça, que dará prosseguimento ao caso. Em janeiro, foi sancionada a lei que equipara a injúria racial ao crime de racismo, sujeita a pena de dois a cinco anos de reclusão.

O documento a que a reportagem teve acesso considera que o vereador proferiu as ofensas de cunho racial contra a servidora Eliane Rusch durante a suspensão de uma sessão da Câmara no começo deste mês. Se dirigindo ao vereador Ubiratan Rodrigues (PP), é possível ouvir Vilela dizendo "negrinha p***, p*** que é um raio, a filha do Zeca" acreditando que o microfone estivesse fechado.

A advogada Cibele Bernardes, que representa Eliane, comemora o resultado do inquérito. "Estamos bem positivos com esses primeiros andamentos, porque o indiciamento já demonstra que há o entendimento da ocorrência do crime", disse, pontuando que espera que os trâmites no judiciário sejam rápidos. Com a investigação policial concluída e enviada ao Judiciário, cabe agora ao Ministério Público analisar o inquérito para decidir se denuncia ou não o vereador.

O vídeo, transmitido pelos canais oficiais da Casa, gerou reação imediata do movimento negro e acabou viralizando nas redes sociais. Em uma outra sessão, o vereador se justificou, dizendo que não se referia a uma servidora, e sim a um vídeo pornográfico. "Cunho racista por quê? Eu não ofendi a nação afrodescendente, eu não ofendi ninguém. Era conversa [entre] eu e o vereador sobre um assunto nosso, a questão de um filmezinho pornô que nós estávamos ali comentando", disse na ocasião. No depoimento à polícia, Vilela disse que conhece a servidora desde pequena e que não tinha motivos para ofender nem a ela nem a ninguém na plateia.

No inquérito, o delegado considera que "resta configurada a prática do crime de injúria racial, desimportando que a ofensa tenha sido propagada pelo sistema de som do local por 'acidente', uma vez que [...] o investigado teve dolo de ofender o decoro da vítima".

A reportagem entrou em contato com o advogado Conrado Bento Neto, que defende o vereador, mas ele disse que não iria se manifestar.


Processo de cassação
Além do processo movido pela servidora, a Câmara de Canguçu abriu também um processo que pode levar à cassação de Francisco Vilela. Após o afastamento de um vereador que compunha a comissão, a vereadora Iasmin Roloff (PT) passou a presidir a processo que analisa o caso.

Em documento apresentado à comissão de cassação, a defesa de Vilela pede a nulidade do procedimento e que a vereadora Iasmin seja considerada suspeita por ter se manifestado contra atos racistas. A defesa propõe, ainda, apresentar o vídeo pornográfico ao qual o vereador supostamente se referia.

Em parecer emitido na quarta-feira(28), a comissão nega os pedidos da defesa e considera "disparatada e afrontosa" a proposta de apresentar o vídeo pornográfico, pontuando que é crime o compartilhamento de cenas de sexo sem o consentimento. Na próxima semana serão conduzidas as oitivas, onde Vilela e testemunhas poderão depor.

18 maio 2023

Mãe relata lesão de bebê durante parto no hospital de Canguçu

Mãe de três filhos, Adna Cotrim, 36, viu a felicidade pelo nascimento do caçula Pedro Henrique, em fevereiro, se transformar em preocupação. Ao dar à luz no hospital de Canguçu, ela viu o bebê sofrer uma lesão de plexo braquial e quebrar a clavícula durante o parto. Desde então, passados três meses do nascimento, a família convive com tratamentos para reverter as sequelas na mobilidade do filho. Sem conseguir uma solução, nos últimos dias resolveu trazer a história a público para conscientizar outras mulheres.
Reportagem foi divulgada no Diário Popular desta quinta-feira (18)


Segundo Adna, até o dia do parto, tudo corria bem. A gravidez foi saudável e ela já estava com nove meses de gestação quando deu entrada na maternidade. “Estava fazendo pré-natal com um médico muito bom, mas dei o azar de cair em outro plantão”, relembra. Na madrugada do dia 5 de fevereiro, ela chegou ao hospital em trabalho de parto, com fortes dores, a bolsa estourada e 10 centímetros de dilatação. A partir daí, foi encaminhada para fazer o parto normal. “Eu não aguentava mais de dor, chorava muito e não conseguia mais [fazer força]. Aí o médico falou para fazer bastante força que ele ia ajudar o bebê a sair. Eu senti ele colocar a mão e em seguida o bebê saiu”, relata. Depois do nascimento do filho, Adna diz que não viu mais o médico responsável pelo parto.

Conforme a dona de casa, o dia seguinte ao parto foi difícil para o bebê e também para ela. “Tive um sangramento bem intenso depois do parto. O banheiro virou uma poça de sangue. Quando a médica foi me olhar, me disse que eu estava cheia de ‘resto de parto’”, relata. Foi nesse dia que também começou a desconfiança de que havia algo errado com Pedro, já que a criança não parava de chorar. “Quando a enfermeira pegou ele para dar banho de noite, ele disparou chorando sem parar. Ele já tinha mamado, eu já tinha embalado, tinha feito de tudo e não adiantava.” Após investigações de uma das pediatras, exames de sangue e raio-X, foi diagnosticado, primeiramente, que o bebê havia sofrido uma lesão de plexo braquial (trauma que afeta a rede de nervos que se estendem do pescoço até ombro, braço e mão). Dias depois, após mais desconfianças e novos exames, também foi atestado que o bebê havia quebrado a clavícula direita no nascimento.

Sequelas do parto

Desde o parto, Adna relata que correu atrás de respostas para o problema do filho, que não mexia o braço direito e continuava chorando de forma constante. Foi na primeira visita à fisioterapeuta que o bebê teve o braço imobilizado. “A fisio me disse que não ia começar antes de imobilizar, porque ele tinha muita dor. Depois, na consulta de rotina da pediatra, ela me disse para levar o bebê ao ortopedista porque a lesão era grave.” A partir de então, começou nova corrida pelo atendimento, que a mãe conseguiu através do SUS, em São Lourenço do Sul.

Na consulta com o especialista, ela foi informada de que a clavícula já havia colado, mas que seria necessária fisioterapia por conta das sequelas. “Ele me disse que a lesão é mais grave do que quebrar a clavícula. Por isso ele perdeu o movimento do braço direito e da mão”, conta. De lá para cá, Pedro Henrique, agora com pouco mais de três meses, já retomou um pouco do movimento. “Antes da fisioterapia não movimentava nada. Hoje, se você der um chocalho para ele, com a mão esquerda ele consegue pegar, com a mão direita não”, explica. Agora, a mãe espera por consulta com o ortopedista para realizar novos exames e avaliações.

Para além das sequelas físicas de Pedro Henrique, a mãe relata que também passou a sofrer com pressão alta desde o nascimento e, atualmente, faz uso de medicação para o problema. “Meu emocional foi totalmente abalado. Foi muito triste.”

Adna diz que o objetivo de ter feito o relato e mobilizado as pessoas nas redes sociais é evitar que, no futuro, outras mulheres passem pela mesma situação. “Lá no hospital me falavam que era normal acontecer isso com um bebê grande, mas como vai ser normal um médico machucar o bebê?”, indaga. A mãe diz estar em contato com advogados para encaminhar um processo formal. Ela não quis revelar o nome do médico alegando sigilo devido a questões judiciais.

Ao Diário Popular, a assessoria do Hospital de Caridade de Canguçu, instituição onde o parto foi realizado, afirmou que tomou conhecimento do caso e está apurando a situação. (DP)

Reportagem: 

17 março 2023

Transporte escolar não consegue acesso para buscar estudantes no interior de Canguçu

 Apesar das aulas já terem iniciado há duas semanas, alguns alunos da região do 5º Distrito de Canguçu não estão conseguindo frequentar as aulas. De acordo com pais e responsáveis, o transporte escolar não está tendo acesso aos pontos de busca dos estudantes devido às condições precárias de pontes e estradas.

Os problemas com o transporte escolar ocorrem desde outubro do ano passado, mas agora se intensificaram. Raquel Westphall, moradora da localidade de Armada, tem uma filha de 12 anos matriculada no 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Luíz da Silva e, segundo ela, o ônibus só foi buscar a criança um dia, desde então a menina está sem ir à aula. A mãe relata estar preocupada com a situação. "Já fui na administração municipal pedir uma solução, mas até agora nada e a escola também não está mandando os conteúdos de forma virtual."

A direção da Emef José Luiz diz ter conhecimento do assunto e que há mais dois alunos na mesma situação. Outro estudante, ainda, só consegue ir para a escola porque os pais o levam até um ponto onde o transporte consegue chegar. Por enquanto, a escola está em período de revisão de conteúdos, mas a diretora Isabel Gonçalves relata preocupação com o aprendizado dos alunos caso o problema não seja resolvido. Ainda segundo ela, o plano é enviar os conteúdos e tarefas através de um grupo no WhatsApp.

Discutido durante a semana na Câmara de Vereadores, o assunto gerou cobranças à Prefeitura. Para o vereador Jardel Oliveira (PSDB), o Poder Executivo precisa dar mais atenção à manutenção das estradas do interior do Município. "As próprias empresas de ônibus têm dificuldades, assim como a população, para os deslocamentos", aponta.

Questionada sobre o problema, a Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Cultura manifestou-se afirmando que já está resolvendo a situação.

Falhas também no abastecimento de água

Outro problema enfrentado por estudantes tem sido o abastecimento de água. Na semana passada, responsáveis de alunos da Emef Gonçalves Dias, no 4º Distrito de Canguçu, receberam aviso de que a escola estava sem água e atenderia somente meio período.

A Secretaria de Educação explicou que a falta de água tem sido um dos grandes desafios da administração municipal, não somente nas escolas, mas para a comunidade em geral. "Para amenizar a situação, foram adquiridas caixas d'água para reservatório e há escolas sendo abastecidas por caminhão-pipa uma vez por semana. Além disso, o Município possui um cronograma fixo de entrega de água em residências e está com inscrições abertas para o Programa Municipal de Reservação de Água", sustenta a pasta, via nota. (Diário Popular - Por Vitória de Góes)

10 março 2023

TJ-RS confirma condenação de prefeito e presidente da Câmara de Rio Grande

 O prefeito de Rio Grande, Fábio Branco (MDB), e o presidente da Câmara, vereador Júlio César Pereira da Silva (MDB), foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) por improbidade administrativa. A decisão da 3ª Câmara Cível da Corte determinou na quinta-feira que os políticos fiquem oito anos sem exercer cargos públicos, além de também estabelecer o pagamento de multa.


A decisão se refere a uma denúncia feita pelo Ministério Público de que o prefeito nomeou Silva para um cargo comissionado na Procuradoria-Geral do Município (PGM) durante seu governo anterior em Rio Grande, entre 2009 e 2012. Segundo o MP, o agora vereador não teria cumprido as funções do cargo na PGM e atuaria como advogado particular em ações que envolviam a Prefeitura.

Tanto Branco quanto Silva já haviam sido condenados em primeira instância em 2020, quando os procuradores do Município afirmaram que o servidor indicado pelo prefeito nunca teria prestado serviços na PGM. À época, Branco disse ter feito a nomeação para a sua assessoria pessoal e para o Gabinete do Prefeito.

Em seu voto, a relatora do caso no Tribunal de Justiça, desembargadora Matilde Chabar Maia, elencou o relato de testemunhas afirmando que Silva não cumpria expediente na Prefeitura de Rio Grande no período do caso. A magistrada considerou que a penalidade aplicada na primeira instância é condizente com a gravidade da denúncia.

O que dizem Branco e Silva

Através de notas, o prefeito Fábio Branco e o presidente do Legislativo Júlio César Pereira da Silva afirmam que irão recorrer da decisão do TJ.

Em sua manifestação, o prefeito disse receber a decisão com "indignação e surpresa" e que "jamais permitiria que qualquer servidor recebesse sem prestar serviço para o Município".

Já o vereador classificou a ação movida contra ele e o chefe do Executivo como um "lamentável equívoco" e que "sempre desenvolveu todas as atividades inerentes ao cargo e determinadas pelo prefeito Fábio Branco".

Fonte: Diário Popular/Repórter Douglas Dutra.

09 fevereiro 2023

Processo seletivo da Prefeitura de Canguçu é colocado em suspeita de irregularidades

Processos seletivos para contratação temporária emergencial em diversos cargos da administração pública de Canguçu realizados na segunda e terça-feira têm sido alvo de reclamações dos inscritos. Erros na formulação de questões, inconsistências em gabaritos e suposta aplicação de mesma avaliação de Língua Portuguesa para grupos com diferentes requisitos de escolaridade são alguns dos apontamentos.

As provas realizadas no início da semana para suprir a demanda de contratação de profissionais em diferentes segmentos do Município, como na educação e saúde pública, foram motivo de dezenas de comentários negativos nas redes sociais. Com fotos das provas e questionamentos sobre o método de avaliação, os candidatos relataram os problemas também ao Legislativo. Conforme o vereador Jardel Oliveira (PSDB), várias reclamações chegarem ao seu conhecimento.

"No momento que eu saí da prova de cuidador já tinha gente falando que as dez questões [de Língua Portuguesa] eram as mesmas da prova de servente", relata uma das concorrentes, que preferiu não ser identificada. Para o cargo de cuidador, o edital exigia Ensino Médio completo, enquanto para o de servente a seleção previa Ensino Fundamental incompleto. A candidata, inclusive, mostra imagens de duas provas que contêm as mesmas perguntas de grámatica para sustentar a sua alegação.


Outra pessoa, que também quis manter anonimato, relata ter realizado o processo seletivo para a vaga de professor de História e que considerou os critérios da prova de títulos "estranhos". O motivo da reclamação é que seriam considerados eventos de 40h ou mais desde que o candidato não tenha atuado como palestrante ou organizador. "Quer dizer que se vais num evento de 40h da tua área e se apresentas um trabalho de pesquisa isso invalida a tua pontuação em um processo seletivo para contratação de professores?", questiona.

Já um inscrito relata que desistiu de participar da seleção por causa da prova de títulos porque o certame cobrava a apresentação de cópias dos certificados autenticados no cartório, gasto que algumas pessoas não tinham como arcar. "Me inscrevi, mas acabei desistindo", confirma.

Questionamentos na Ouvidoria

Matheus Lopes, um dos candidatos, chegou a protocolar na Ouvidoria do Município questionamentos sobre as possíveis incoerências do concurso. Uma das reclamações é sobre o cargo de agente de saúde. No edital, é exigido Ensino Médio completo e carteira de motorista na categoria B, diferentemente das seleções anteriores em que os concursados só necessitavam ter o Ensino Fundamental. "Teria que seguir o mesmo critério utilizado na seleção de agentes já contratados", argumenta.

Em resposta, a Prefeitura indicou que a previsão de CNH para o cargo se deve ao fato de que há projeto de lei em avançada tramitação, alterando os requisitos do cargo. "O processo seletivo foi montado em cima de um projeto de lei que irá alterar. Nem sabemos se o projeto vai ser aprovado ou não", constata Matheus.

Seleção virou pauta na Câmara

Na sessão de quarta-feira (8) da Câmara de Vereadores, Oliveira e outros parlamentares levantaram a questão sobre as reclamações da população e afirmaram que irão cobrar providências da Prefeitura. "No sentido de regularizar isso porque vai causar uma injustiça. Mais de 30% das questões que estão claramente erradas. Erros de geografia, colocaram a localidade de Harmonia como alternativa de cidade vizinha a Canguçu", exemplifica.

A reportagem tentou contato durante a tarde de quarta com o secretário de Administração Cristian Rodrigues da Cruz para comentar o caso, mas as ligações não foram atendidas e não houve retorno às mensagens enviadas.

O prazo para recursos encerrou nesta quinta-feira (09).

Por Victoria Fonseca

victoria.fonseca@diariopopular.com.br

(Estagiária sob supervisão de Vinicius Peraça)

Diário Popular, Pelotas-RS

02 junho 2020

Sessões Virtuais da Câmara de Canguçu repercutem na mídia regional

A coluna "Espeto Corrido" do jornal Diário Popular, de Pelotas, divulgou - pela segunda vez na edção desta terça(02/06) - informações sobre a falta de postura de alguns vereadores durante sessão ordinária virtual no dia 28 de maio de 2020.
Na primeira publicação, no domingo(31), o jornalista José Ricardo Castro destacou a falta de postura de alguns vereadores durante uma sessão oficial, mesmo que virtual. Na sessão um vereador aparece fumando e outros debochando.
Nesta terça-feira (02/06), em nova nota, foi transcrito diálogo entre os vereadores como pode ser conferido abaixo:


Abaixo um dos trechos da sessão do dia 28 que está sendo compartilhada nas redes sociais, com Canguçuenses que pedem que os Vereadores adotem uma postura do tamanho do cargo que ocupam.

26 maio 2020

Gastos da bancada gaúcha em Brasília mostram diferença de R$ 145 mil

A diferença de despesas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) entre os deputados federais gaúchos que mais e menos gastaram, entre janeiro e maio deste ano, chega a R$ 145.482,66. De acordo com o portal da Câmara dos Deputados, as despesas dos 33 parlamentares da bancada do Rio Grande do Sul somaram nos cinco primeiros meses de 2020 o valor de R$ 2.449.452,97. 
O deputado Daniel Trzeciak (PSDB) foi o segundo que menos gastou até agora, com R$ 35.958,08. Em primeiro lugar aparece Marcel van Hattem (Novo), com R$ 29.193,11. Os maiores gastos foram feitos por Afonso Motta (PDT) - R$ 124.268,62 - e Nereu Crispim (PSL) - R$ 174.675,77. A Ceap custeia as despesas do mandato, como passagens aéreas e contas de celular. Algumas são reembolsadas e os políticos têm três meses para apresentar os recibos. O valor mensal não utilizado fica acumulado ao longo do ano.


Com informações de Jarbas Tomaschewski

05 dezembro 2019

Opinião: Mais dinheiro às campanhas

O Parlamento brasileiro continua aprontando safadezas surreais. Quando se pensa que os deputados vão obedecer à cartilha da ética e da decência política, surge fato de indignar até mesmo o mais tolerante dos eleitores. E não é que o relator do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), propõe engordar o valor do fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões, visando à eleição do ano que vem? Proposta do governo federal era de R$ 2,5 bilhões, reduzidos para R$ 2 bilhões. O valor já é astronômico, ainda mais por se tratar de recursos públicos, e mesmo assim o parlamentar cearense acha insuficiente! Ele justifica o deboche com o contribuinte, argumentando que o valor do fundo pode ser ampliado em razão da estimativa de receitas da União e no montante às emendas de bancada. Desculpa fajuta. Palavrório inútil. Na verdade, Neto é ponta-de-lança de partidos políticos, interessados em forrar os cofres com dinheiro do povo para fazer campanhas políticas milionárias Brasil afora. A crise socioeconômica não foi debelada - talvez demore décadas para que a economia brasileira entre nos eixos - e representante dos interesses do povo não tem nenhum pudor em propor aumento nos valores destinados às campanhas de candidatos à vereança e à prefeitura? Isso soa como zombaria, é desrespeito para quem sofre nas filas do SUS, corre atrás de emprego, precisa da educação, de segurança, do saneamento e demais serviços parcamente oferecidos à sociedade. O assunto tramita na Comissão Mista de Orçamento da Câmara e precisa ser aprovado pelo plenário do Congresso Nacional, em sessão conjunta formada por deputados e senadores, até o final de dezembro. É momento de a população se manifestar nas redes sociais, reverberando total discordância com tamanho absurdo, sob pena de arcar com mais esta conta - entre inúmeras outras.

Por Luiz Carlos Freitas - Diário Popular de Quinta-feira (05/12/2019)

13 janeiro 2018

Paralisação do Transporte Coletivo em Pelotas dia 16

O transporte coletivo de Pelotas está anunciando paralisação dos serviços na próxima terça-feira (16) para chamar a atenção à violência contra motoristas e cobradores. O protesto deve acontecer das 8h30min às 11h, no Terminal Urbano, em frente ao Supermercado Guanabara. Nesse período não haverá circulação de ônibus de nenhuma linha, urbana e rural.

 "Nós não vamos esperar que os trabalhadores rodoviários engrossem essa estatística violenta que assusta a população", diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Pelotas (STTRP), José Inácio de Jesus (Zequinha). Segundo ele, a paralisação pretende chamar a atenção das autoridades e sensibilizar os gestores da segurança pública na execução de ações que inibam os crimes.

Em 2017, segundo o STTRP, foram cerca de 170 assaltos registrados, que deixaram marcas nos trabalhadores e usuários. Já na última quarta-feira dois veículos foram alvo dos bandidos. "O Sindicato tem participado de frequentes reuniões com a Brigada Militar a respeito desse problema, que se repete há anos, porém, não vimos um resultado que pelo menos crie uma sensação de segurança aos trabalhadores e usuários do sistema", avalia Zequinha.

No ano passado foram ao menos 170 assaltos no transporte coletivo. Diário Popular

06 dezembro 2017

A luta de Aísha contra a leucemia

Aquela que vive. O significado corresponde ao nome Aísha e descreve bem a personalidade da jovem pelotense de 19 anos. Lutando contra a leucemia desde 2007, Aísha Schaun está prestes a enfrentar uma batalha decisiva: o transplante de medula óssea. Para isso, precisará largar toda a rotina mantida em Pelotas e partir para Brasília junto de seu pai, o fiel companheiro na briga contra a doença.
A leucemia surgiu quando Aísha tinha apenas nove anos. Na época, o câncer não assustou tanto. "Eu não tinha muita noção do que acontecia", revela. O tratamento foi feito através do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital da Criança Conceição, em Porto Alegre. Entre internações e quimioterapias passaram-se três anos. "Comemoramos Natal, Ano-novo, aniversários e Dia da Criança no hospital", recorda José Luís Schaun, pai da menina. Depois de seguir todos os passos do tratamento, Aísha voltou para casa acreditando estar curada.

Um ano e meio depois, os sintomas da doença reapareceram e o diagnóstico também. A adolescente estava ingressando no primeiro ano do Ensino Médio. "Eu já estava com os cabelos compridos de novo. Tinha até esquecido da leucemia", recorda. O tratamento recomeçou, pai e filha deslocaram-se novamente à capital. Mais três longos anos de quimioterapia e um de internação. Por conta disso, Aísha precisou repetir o ano na escola. Novamente, em 2015, os médicos disseram que ela estava livre da leucemia.
Em junho deste ano, nova surpresa: a leucemia voltou. E a solução para manter o câncer longe de vez é o transplante de medula óssea. A fase mais difícil, achar um doador compatível, já foi cumprida. Na doação não aparentada, quando doador e receptor não são da mesma família, as chances disso acontecer são de uma em cada cem mil casos. Ela encontrou dois. O próximo passo é conseguir concretizar o transplante.
Em Porto Alegre, a fila para realizar o procedimento é imensa - cerca de seis meses de espera. Aísha não pode esperar. "Até o dia do transplante, ela precisa seguir em tratamento para não ter células doentes no organismo", resume o pai. No Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, em Brasília, a espera é praticamente nula. Neste caso, porém, o peso do transplante soma-se às dificuldades de se estabelecer em uma cidade totalmente nova por quase 50 dias.
O principal gasto da família Schaun será a acomodação. Durante todo o período em que ficarão na capital federal, precisarão de um lugar para descansar e se recuperar dos cansativos dias no hospital. "A Aísha estará internada e eu vou ficar com ela das 6h às 23h. Iremos precisar de um local próximo ao hospital", projeta José Luís. Depois do tempo em Brasília, a menina passará quase um ano em Porto Alegre e também precisará de local para ficar. Além disso, transporte, alimentação e despesas extras entram na conta.
O gasto estimado para o ano de tratamento é R$ 30 mil. Para arrecadar a quantia, Aísha conta com a ajuda da comunidade. As doações podem ser feitas pela internet, no site bit.ly/aishadp. Outra opção é depositar qualquer valor na Caixa Econômica Federal, Agência 4424, Operação 013, Conta 5648-9.

Escrevendo sua história
Segundo Aísha, parte fundamental na batalha contra o câncer foi o apoio dos familiares e amigos. Durante todo o tratamento, recebia dezenas de mensagens de gente querida pedindo notícias. "A rotina no hospital não me permitia responder todo mundo", lamenta. Por isso, para manter todos informados e encorajar outras pessoas na mesma situação, ela criou uma página em uma rede social. Lá, conta sobre as consultas em Porto Alegre, os passos do tratamento e fala sobre a importância de ser um doador de medula óssea. "Eu tive a sorte de ter um doador 100% compatível, mas muitas pessoas ainda estão na fila esperando por um. Imagina a alegria de poder salvar uma vida?", questiona em uma publicação. Você pode acompanhar a história da jovem através do link bit.ly/meduladp.

Como funciona o transplante
1 - O paciente é submetido a um tratamento (quimioterapia e/ou radioterapia), chamado condicionamento, que ataca as células doentes e destrói a própria medula
2 - O paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue
3 - A nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e irão migrar até a medula óssea, onde se alojarão e irão se desenvolver. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento total.
4 - Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial.
Fonte: Inca

14 janeiro 2017

Site Canguçu em Foco completa 10 anos

Neste Sábado (14) estamos em festa no site Canguçu Em Foco. Chegamos aos 10 anos de trabalho com dedicação especial aos fatos e acontecimentos de nosso município. O fato foi destacado na coluna "Espeto Corrido" do jornal Diário Popular, de Pelotas.

O Site Canguçu em Foco teve início em 14 de janeiro de 2007. Nasceu com o objetivo de registrar os fatos e acontecimentos do município de Canguçu. Em seu início o editor, Augusto Moreira Pinz, transcrevia as notícias das emissoras de rádio, na intenção de informar aquelas pessoas que não conseguiam acompanhar entrevistas e tinham curiosidade de saber maiores notícias do município. Então passou a ser um verdadeiro diário para quem morava fora da cidade e quem, em horário de serviço, não conseguia ouvir instantaneamente o noticiário.
Com o passar do tempo o número de acessos começou a ficar maior. O comentário entre os internautas aumentava sugerindo o site como referencial das notícias de Canguçu. A partir de 2010 ,cursando jornalismo, o editor resolveu profissionalizar o site passando a venda de publicidade e com enfoque maior para notícias - não somente fatos trazidos pelas emissoras de rádio - qualificando jornalisticamente o conteúdo. A partir daí passou a receber - da própria comunidade - solicitações de matérias contando a realidade da comunidade. Em especial começou a ganhar espaço nas demandas populares sendo visto como um meio de comunicação efetivo e que se colocava ao lado do cidadão cobrando de governantes e autoridades ações para a população, recebendo diariamente centenas de e-mails e solicitações.
No ano de 2010 também recebeu reconhecimento da Assembleia Legislativa com entrega da Medalha da 52ª Legislatura através do deputado Pedro Pereira (PSDB). Durante o tempo de existência do site também recebeu moções de louvor da Câmara Municipal e diplomas de reconhecimento de outras entidades.
Em 2015 o site ficou em 2º lugar no concurso nacional "Top Blog" competindo com centenas de sites e blogs
Em 2017 chega aos 10 anos com mais de 8 milhões de acessos - em torno de 185 mil acessos mensais, com uma marca fortalecida e lembrada na comunidade Canguçuense e referência fora do município quando se fala em notícias de Canguçu, não raro sendo procurado por grandes veículos como Zero Hora, Diário Popular e emissoras de televisão para contar fatos do município. O site hoje é acessado em vários países com EUA, Alemanha, Holanda, França, Portugal, Índia e Israel - conforme dados do Google onde está hospedado na plataforma Blogger.
No balanço social do site são contabilizados mais de R$ 15 mil em publicações gratuitas com campanhas sociais publicando ações de entidades, associações, campanhas, vagas de emprego, e outros encaminhamentos não cobrados publicitariamente colocados como utilidade pública.
O sucesso do site tem sido tão surpreendente que em 2015 chegou até a sua redação a sugestão de criar algo semelhante em São Lourenço do Sul, nascendo ai o São Lourenço do Sul em Foco que já está no mesmo caminho de sucesso com média de 60 mil acessos mensais.

23 junho 2016

Piratini:Condutores relatam casos de apedrejamento

Ato de vandalismo preocupa condutores de carros particulares e do transporte coletivo que trafegam pela ERS-702, principal via de acesso a Piratini. Há relatos de apedrejamento contra os veículos. Além do dano material, como vidros trincados e lataria avariada, a ação tem poder de colocar em risco a vida das pessoas.

O advogado Gilvan Quevedo, que mora em Pelotas mas possui familiares que residem em Piratini, foi um dos que ficaram no prejuízo. No domingo (12) seu carro foi atingido. Ele retornava para Pelotas com a família, esposa e dois filhos, de 11 e 13 anos, quando por volta das 17h - ele estima em cerca de 20 quilômetros desde a zona urbana do município - ouviu um estouro “muito forte” no lado do carona.

Sem saber de episódios anteriores, pensou que pudesse ser alguma pedra solta na via. Não deu importância. Durante a semana, no entanto, ouviu relatos de casos similares. Domingo passado, ao lavar o carro, teve certeza de que também fora alvo ao se deparar com a avaria provocada pelo apedrejamento: um amassado que quase perfurou a lataria, próximo ao retrovisor do carona, a poucos centímetros do para-brisa. “Não registrei ocorrência porque não moro lá [Piratini], se a pedra tivesse atingido o para-brisa não sei o que poderia acontecer”, disse.

Um dos ônibus da empresa GP Transportes e Turismo também registra caso semelhante. Sexta-feira passada, quando o veículo transitava pela ERS-702, altura do 5º Distrito de Piratini, uma pedra atingiu um vidro lateral, onde estava um passageiro. O motorista trafegou mais uns metros até parar para checar o que havia acontecido. “O vidro lateral já estava esfarelando”, disse Raí Damasceno, funcionário da empresa. Prejuízo, segundo ele, de R$ 1,7 mil. A ocorrência está registrada na Delegacia de Polícia. Esta e mais uma sobre o mesmo caso. Mas, pelas contas de Damasceno, outras sete pessoas, incluindo o advogado Gilvan Quevedo, tiveram seus carros atingidos por pedras na rodovia. Para Raí Damasceno, o ato é de vandalismo. Ele não acredita que seja uma tática para obrigar o condutor a parar e então praticar um assalto: “Sei de um caso que o motorista parou na hora, desceu, verificou, depois entrou no carro normalmente, sem nada ter acontecido, só a pedra”.

Medida
Policiais de Piratini concordam com Damasceno. A BM mesmo não dispõe de registro do fato. O delegado Osmar dos Anjos, que responde pela DP do município, diz que é fato isolado. Mas é exatamente para “evitar coisa mais séria” que ele vai ouvir os envolvidos na tentativa de chegar à autoria. (Diário Popular)

26 maio 2016

Prefeituras da Zona Sul se unem em busca de recursos

Os 18 municípios da Zona Sul que decretaram situação de emergência devido às perdas provocadas pela chuva no último mês trabalham agora para a liberação de recursos.

Destes, apenas Santa Vitória do Palmar e Turuçu ainda aguardam a homologação do decreto, mas já levantam os prejuízos que deverão ser informados ao Ministério da Integração Nacional juntamente com a quantia que se julga necessária para os reparos. Os planos de trabalhos de todas as cidades para receber os recursos devem estar concluídos até o dia 10 de junho. 

A maioria dos pedidos envolve reconstrução de pontes e restauro de estradas. Canguçu solicitará reparo em 21 pontes e também verba para três casas que foram destruídas pelo mau tempo. O pedido deverá ficar em torno dos R$ 11 milhões. Este é o terceiro decreto de situação de emergência em três anos solicitado pelo município. Em Jaguarão há vários trechos nos 1,2 mil quilômetros de estrada rural onde há problemas causados pelo acúmulo de água.

Em Pelotas os prejuízos chegam a R$ 55,4 milhões na produção agrícola, no setor privado, e R$ 21,9 milhões no setor público, referente a problemas de infraestrutura, como defeitos nas estradas, pontes e também na Unidade Básica de Saúde (UBS) Grupelli. Em Pedras Altas, o prefeito Fábio Tunes afirma que as chuvas levaram a perdas de R$ 30 milhões, entre agricultura e estradas. Estas, inclusive, a prefeitura tem utilizado recursos próprios nos reparos. Já as cidades de Candiota, São Lourenço do Sul, Pedro Osório e Aceguá ainda estão em fase de elaboração do material e contabilizam os danos.

Para o coordenador regional da Defesa Civil, o 1º tenente Charles Silveira, quanto antes os municípios se organizarem melhor, já que o processo costuma ser lento e tem o prazo de 180 dias para que os líderes apresentem os pedidos e façam os encaminhamentos com a verba que for liberada. O mínimo para o pedido ao Ministério é o valor de R$ 250 mil e não há teto, mas para a liberação do recurso é preciso que o plano de trabalho esteja livre de erros e com informações precisas sobre o que será feito. Valores até R$ 1 milhão são pagos em uma parcela, acima disto até R$ 5 milhões em duas e mais de R$ 5 milhões em três parcelas.

O presidente da Azonasul e prefeito de Morro Redondo, Rui Brizolara, destacou a união dos municípios em busca de um socorro imediato para os graves problemas que se instalaram devido ao mau tempo. “Temos trabalhado como região, em nome da região e isto dá bastante força para que se busque uma solução.”

Os prejuízos
Com uma chuva que se estendeu desde a metade de março até o final de abril, os municípios da região registraram enormes prejuízos na agricultura, com perdas de lavouras de soja e arroz, e na infraestrutura de pontes e estradas rurais que caíram ou ficaram intransitáveis. O valor estimado em R$ 500 milhões deverá ser atualizado após a conclusão dos planos de trabalhos onde as cidades farão uma revisão na quantia perdida. Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande e Chuí foram as localidades mais atingidas, registrando perdas de até 80% na safra. (Diário Popular)

12 abril 2016

Comportamento dos vereadores é destacado em jornal da região

O jornal Diário Popular, na coluna Espeto Corrido desta terça-feira(12), destacou o comportamento dos vereadores de Canguçu nas sessões em plenário. Segundo a coluna os vereadores - que tem a obrigação de participar de duas sessões por semana para garantir seus subsídios - não ficam até o final dos trabalhos ou ficam caminhando e se ausentando frequentemente.
A mesma nota traz a informação que segundo artigo 342 do Regimento Interno para valer sua presença na sessão o vereador precisa, apenas, assinar o livro até o início da Ordem do Dia e participar das votações. Durante os pronunciamentos e demais atividades não necessita, obrigatoriamente, estar me plenário.
Pode não ser contra lei. Mas pode ser uma falta de respeito com os demais colegas, convidados, público e o eleitor que quer ver seu vereador honrando o mandato para que foi eleito.
VEREADOR REBATE ARGUMENTOS
O vereador João Durão (PRB) enviou nota ao site com o seguinte texto:
Prezado  Jornalista Augusto Pinz, gostaria de agradecer  a menção de meu nome no seu portal de notícias, com a republicação  da coluna do Diário Popular – Espeto Corrido, porém gostaria de informá-lo e a todos os leitores, que desconheço o projeto , o qual fui citado.O projeto de minha autoria trata de carga horária na casa – Câmara de Vereadores- e não nas sessões conforme foi mencionado. No projeto de minha autoria todo o vereador teria que cumprir  20 h semanais nos gabinetes/mensagem legislativa 19/2016.Com relação as minhas possíveis ausências, ressalto que desde a 1ª reunião deste ano até o presente momento possuo apenas 02 ausências justificadas, o que pode ser comprovado junto a Secretaria  desta casa em livro de presença.Destaco que jamais deixei de votar os processos apresentados.

João Luis Mendes Sodré
Bancada PRB

Atualizado às 17h00 de 12/04/2016

28 março 2016

Caingangues pedem ajuda após temporal

Se as condições de vida das 16 famílias de índios Caingangues que estão acampadas às margens da BR-293 já não eram as ideais, depois do temporal do fim de semana ficaram ainda piores. O chão virou barro. A única cobertura foi pelos ares e os colchões e cobertas ficaram encharcados. As poucas peças de roupas limpas para as crianças frequentarem a escola molharam e insistem em não secar.

Sentados à beira da estrada, os índios se organizam em seus trabalhos artesanais e na distribuição dos 300 metros de lonas doadas pela Defesa Civil. Mas ainda faltam mantimentos, cobertores, colchões e, principalmente, água potável.

O cacique Pedro Salvador Oreten, 53, disse que alimentos foram perdidos durante os dias de mau tempo. Ele também revela que falta estrutura para dormir. "No dia do temporal no juntamos todos. Onde estava seco, nós íamos. Onde podia segurar, nós segurávamos. Um ajudava o outro", relatou. Quando a situação ficou crítica, o cacique pensou em pedir ajuda aos responsáveis pelo Terminal Rodoviário, para - ao menos - garantir um abrigo seguro aos pequenos indiozinhos.

Passado o susto do vento, Pedro volta a se preocupar com a retirada da tribo do local em que está. Ele conta que há quase cinco meses aguarda uma resposta da prefeitura sobre um local definitivo para a tribo morar. "Gostamos de Pelotas. Queremos ficar aqui e dividir nossa cultura com os pelotenses", garante.

Sem "sinal de fumaça" do Executivo, o cacique pretende, com a ajuda de vereadores, marcar uma audiência com o prefeito Eduardo Leite (PSDB) para agilizar a situação. "Meu medo é a 'BR'. As crianças atravessam para ir à escola e é muito perigoso. Temos que sair da beira da estrada."

Enquanto a prefeitura não decide o destino dos Caingangues, os índios seguem a trançar suas cestas à espera, desta vez, de ventos melhores.

23 janeiro 2016

Diário Popular mostra a situação dramática do HCC

Dos 123 leitos, cerca de 20 estavam ocupados esta semana. Pelos corredores, a penumbra tem um motivo: poupar o gasto com energia elétrica.

Saúde não tem preço, mas tem custo. E alguns dos “custos” mencionados nesta clássica frase dita por vários administradores de hospitais pelo país acabam inviabilizando finanças. Este é o caso do Hospital de Caridade de Canguçu, que atravessa uma das maiores crises de sua história.

Nesta semana o Diário Popular foi conferir a situação dramática da casa de saúde do município. O cenário e os comentários no local são de leitos fechados, medicamentos escassos, dívidas, tensão, reuniões e muita incerteza diante da possibilidade ainda presente de colapso.

Logo na recepção, pedidos para doação de produtos como leite, frango, frutas, verduras, bolachas e papel higiênico. Além da divulgação de uma ação solidária para contribuição de qualquer quantia em dinheiro. Um ofício circular datado de novembro pendurado na parede de um dos corredores já registrava “extrema dificuldade financeira”.
Foto: Carlos Queiroz/Diário Popular

Nas últimas semanas pelo menos três gestores do hospital pediram para ser afastados de seus cargos. O último, o presidente do Hospital, na segunda-feira. Quem assumiu o posto foi a então vice-presidente, a médica Elsie Lara Soto, que deve coordenar a situação pelo menos até as novas eleições para a presidência, previstas para o fim de fevereiro.

Segundo a presidente, o motivo dos afastamentos foram conflitos funcionais. A questão financeira provocou muito estresse. O primeiro a deixar o cargo foi o então diretor-técnico do Hospital, Luiz Ernesto Vargas, que ainda assim continua atuando como médico.

Para Vargas, a situação desesperadora resultou na atitude extrema. “Na fila da reclamação tinha muita gente, mas na de ajudar era pouca.” Hoje, tranquilo e com a hipertensão praticamente controlada, ele vê com bons olhos as mudanças recentes. “Minha saída foi boa porque fez mais gente se mexer e eles precisavam colocar a mão na massa.”

A mudança, aliada a um pacto feito com médicos para auxílio na administração, deu novo fôlego à equipe. Ainda assim, os problemas parecem longe do fim.

De acordo com a presidente, o prejuízo mensal do hospital gira em torno dos R$ 400 mil. A luta é para manter o serviço sendo prestado, mesmo com capacidade reduzida. Elsie atribui a atual situação a uma série de fatores que vão desde atrasos nos pagamentos, a processos judiciais em andamento contra a instituição. Recentemente uma ação de uma pessoa que foi afastada durante a transição após o fim da interdição pelo município, em 2014, resultou no pagamento de R$ 600 mil - sem contar gastos com advogados.

Atendimento
Dos 123 leitos, cerca de 20 estão ocupados (16,2%). No térreo, dos 32 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), apenas três estavam com pacientes na última quinta-feira. O baixo número de internações, aliado ao cenário de corredores às escuras - para economia de luz -, provoca estranheza em funcionários. A secretária Jaciara do Estreito tenta traduzir o sentimento ao abrir a porta de um quarto vazio. “A gente sente como se corresse atrás de uma máquina parada. Chegamos a ver isso tudo funcionando a pleno. Agora, chega a dar uma tristeza.”

A última compra de medicamentos só foi possível graças ao recurso de R$ 73 mil repassado pela Câmara de Vereadores. Mas eles só durarão um mês se o hospital continuar com as portas parcialmente fechadas. De acordo com a auxiliar de farmácia, Sheila Goulart, se a internação estivesse normalizada, não seria suficiente nem para uma semana.

O canguçuense Ernaldo Fehlberg acompanhava a esposa, internada, e falou da importância de manter o serviço. “Se fechar vai fazer muita falta porque aqui estamos em casa, evita de ter que ir a Pelotas ou buscar atendimento em outra cidade.” Também acompanhando um interno, Célia Pinto deu à luz três filhas no hospital. “O serviço é fundamental e sempre fomos muito bem atendidos.”

A Secretaria Estadual de Saúde publicou nota no fim de dezembro colocando boa parte da culpa pela situação na má gestão do hospital. Ao ser questionada sobre o tema, a administradora executiva de serviços internos da casa de saúde, Raquel Canez, se disse tranquila quanto à acusação ao confirmar o apontamento. “Claro que o problema é de gestão, quem é que consegue fazer gestão sem dinheiro?”, 

questiona. Ainda assim, ela diz não ver o Poder Público estadual como inimigo. “O governo também está com problemas para gerir as próprias contas, e quem não consegue administrar sempre vai parecer que é mau gestor.”

Busca por ajuda
Canguçu está sob decreto municipal de calamidade pública no setor hospitalar desde dezembro. O decreto assinado pelo prefeito visa garantir a prestação de serviços básicos de assistência no Hospital de Caridade, mas de acordo com a administração da Casa, até o momento não produziu efeito direto.

Há anos o Hospital de Caridade enfrenta dificuldades para manter o serviço ativo. A possibilidade de fechar as portas desencadeou uma série de ações na comunidade na tentativa de ajudar a amenizar a situação.

Entre campanhas de rádio e rifas, representantes de igrejas como Católica, Batista Conservadora, Luterana, Assembleia de Deus, Brasil para Cristo e Evangelho Quadrangular mobilizam ações para arrecadação de fundos.

A Câmara de Vereadores também aprovou na última terça-feira (19), Projeto de Lei que autoriza a prefeitura a firmar convênio com o Hospital. Com isso, cerca de R$ 290 mil devem entrar nos cofres da instituição para atendimento de usuários do SUS em serviços como anestesia, plantão, ginecologia, obstetrícia e pediatria. O valor cobriria os vencimentos relativos aos meses de janeiro e fevereiro.

O Estado garantiu repasse de quase R$ 1 milhão ainda neste mês. O valor viria de pagamento de incentivos estaduais e de um aditivo. Até o momento, apenas R$ 280 mil do montante chegou ao Hospital, segundo a direção.

Quanto ao governo federal, em reunião ocorrida na última quinta-feira entre o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e cerca de 140 gestores municipais de Saúde, houve a garantia de repasses dos recursos de todos os meses de 2016.

Mas as preocupações ocorrem com relação ao pagamento do MAC (procedimentos de média e alta complexidade) de dezembro, à possível falta de vacinas para 2016 e às dificuldades de execução das políticas de saúde da atenção básica nos municípios.

De acordo com o ministro, em nota publicada pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems), o déficit desse ano chega a R$ 2,2 bilhões e assim como aconteceu em 2015 os pagamentos do MAC não estão previstos no orçamento novamente esse ano.

Segundo ele, é preciso urgência na adoção de novas fontes de financiamento para a saúde. “O que está funcionando vai continuar funcionando. É fato que é preciso aumentar o teto, habilitar novos recursos, porém com a crise estabelecida não será fácil.”

Ele ressaltou a burocracia para execução das políticas de atenção à saúde que os gestores municipais sofrem diariamente. “É preciso dar ao gestor mais liberdade com a sua equipe para organizá-la da melhor maneira possível.” (Diário Popular/Diego Queijo).

15 outubro 2015

Canguçu recebe prêmio nacional por gestão

Em Canguçu, a participação da comunidade da zona rural, que representa 63% de uma população com 53.390 habitantes, é efetiva na gestão pública. Com a elaboração do Conselho Distrital, idealizado pela prefeitura, os membros contribuem com a gestão através da identificação de demandas, fiscalização de obras e demais necessidades populares. A prática foi denominada Terra de Todos e, devido ao sucesso da ideia, foi inscrita para concorrer ao Prêmio Melhores Ideias de Gestão Local da Caixa Econômica Federal. Junto com o município de Bagé, representou o Rio Grande do Sul ao classificar-se entre os 35 semifinalistas. No entanto, na tarde desa quarta-feira (14), na sede da superintendência da Caixa em Pelotas, seus representantes receberam a notícia de que um leque ainda maior havia sido aberto. Com a premiação final, ficou entre os 20 melhores projetos do Brasil e único no Estado. Após recebê-lo formalmente em Brasília, ganhará visibilidade nacional e ainda irá concorrer a premiações em Dubai.

Para o prefeito de Canguçu, Gerson Nunes (PT), é motivo de muito orgulho. Tanto por representar o Estado quanto pela demonstração de um cumprimento de promessa de campanha que integra agricultores familiares, igreja, clubes de futebol e demais lideranças da comunidade ao Executivo. “Estes que fazem parte do conselho distrital passaram a ser parceiros na resolução de problemas da região com uma visão do coletivo”, ressalta Nunes. O projeto que surgiu da necessidade de pensar soluções alternativas de baixo custo que descentralizasse a gestão pública, hoje ganha força ao tornar as organizações comunitárias protagonistas nos processos de decisão e fiscalização dos serviços públicos.

O prefeito ainda explica que a prática é uma experiência nova que, com o exemplo da premiação, demonstra que vem dando certo. Chagler Zandavalli, superintendente de negócios de governo Extremo Sul da Caixa Econômica Federal, ao dar a notícia da premiação na tarde de ontem, expôs a importância em externar e compartilhar com todo o país as possibilidades que podem ser criadas em relação à gestão de recursos e de administração de sucesso. E como acrescentou a consultora regional de Marketing da Caixa, Flávia Homrichkuhn, a Região Sul tem muitas coisas boas que precisam ser mostradas. O prêmio, que realiza sua 9ª edição e acontece a cada dois anos, teve representações estaduais nas últimas três. 

O passo já foi longo. Mas a trajetória ainda segue cheia de possibilidades. Rumo a Brasília, uma pessoa do executivo do município terá as despesas pagas para receber o certificado emoldurado diante de autoridades das maiores instituições do país, como a Organização das Nações Unidas (ONU). E de Brasília para Canguçu, uma equipe irá se deslocar para fazer a filmagem do dia a dia da prática - o que garantirá visibilidade nacional. A Caixa também assume as despesas de inscrição ao traduzir o projeto para ser enviado para concorrer em Dubai, o qual possibilita a divulgação mundial e a premiação de 30 mil dólares para os dez melhores do mundo.