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29 março 2013

Canguçu vira a "cacolândia" finais de semana

Tem se tornado cena comum, durante o final de semana, os cacos de vidro espalhados pela Rua General Osório. Principalmente próximo aos locais de maior aglomeração de jovens. Sem muitas alternativas de lazer o que resta é se juntar em grupo e beber. E beber bastante. E não fosse isso, após sanar sua sede o destino das garrafas é o meio-fio das calçadas.
A manhã desta sexta-feira santa (29) é prova disso. Em frente a loja "Pompéia" é um dos pontos de encontro de quem sai a noite. Ali, da Igreja Batista até o "Arena" são várias garrafas espalhadas pelo chão, mutias quebradas, em cacos, colocando em risco pedestres que passam na via e danificando os veículos. Ao estacionar é preciso cuidado para não ter um pneu furado ou ao descer do carro cravar um caco de vidro no pé.
Foto: Augusto Pinz

A situação já ocorre há muito tempo e não há nenhuma fiscalização, seja de fiscais da prefeitura ou órgãos de segurança. Aliado a falta de educação de quem fica por ali aos finais de semana o amanhecer perto destes locais é deprimente. Parece um pós-guerra ou uma manifestação, como a que aconteceu em Porto Alegre pelo preço das passagens de ônibus. Nada contra ninguém se reunir ali. A gente também vai. Só não vale jogar as garrafas no chão.
Acredito que é preciso uma fiscalização, seja da Prefeitura, Ministério Público, Brigada Militar (BM), com os comércios que vendem bebidas naquele entorno responsabilizando pelo recolhimento. O trabalho da limpeza urbana também teria que ter um horário diferenciado nestes locais, inclusive feriados e finais de semana, para ao menos amenizar a situação.
Um caso conhecido de um acidente próximo a loja "Três Passos", envolvendo cacos de vidro, foi do jogador de futebol Fábio Alemão. Em um domingo a tarde passeava com sua filha quando pisou em um vidro, e mesmo de tênis, teve um corte profundo no pé que o tirou por trinta dias dos gramados.

28 novembro 2011

Só pra lembrar....

Frases como "Publica isso ai". "Espero que publiquem meu comentário". "Sei que não vão publicar". "Duvido publicar" ou qualquer outra do gênero, nos comentários, que remeta algum tipo de "desafio" ao blog não será publicado, mesmo que o teor tenha relação com a postagem. Também não adianta esbravejar contra o responsável pelo blog. O máximo que se consegue com isso, são boas risadas por nossa parte.
Outro ponto importante: Vamos manter os comentários relacionados ao tema. Se a notícia fala de "A" e "B" não comente sobre "c". Com certeza existe outra publicação mais adequada para falar de "c", utilize a mesma.
Quanto ao "Espaço do Leitor", a maioria envia notas somente após tentativa de contato, frustrada, com as entidades e autoridades responsáveis. Não vamos tolerar que coloquem em xeque situações apresentadas aqui. Quem quiser conferir basta ir nas ruas e pontos citados. Confiamos em nossos leitores e eles tem direito de manifestar sua insatisfação com situações rotineiras na nossa comunidade. Sempre deixamos em aberto o espaço para que, a exemplo dos leitores, os órgãos públicos também se manifestem gratuitamente. Exemplo é que basta fazer uma análise nas matérias para conferir notícias "dos dois lados".
Por fim, agradeço as pessoas que - de forma anônima - muitas vezes colaboram nos comentários informando erros de digitação, concordância, corrigino informações ou dando detalhes. Pedimos que colaborem também através do email - gutopinz@yahoo.com.br - estamos dispostos a aprender e melhorar sempre!

22 março 2011

A temporada da estupidez

A cada início de ano letivo das instituições de Ensino Superior, normalmente, dois sentimentos se misturam entre os novos acadêmicos: a felicidade de iniciar uma nova e importante etapa da vida e o receio de que a falta de bom senso os tornem vítimas de brincadeiras estúpidas. É a época dos trotes que, embora tenham uma ampla campanha contrária, ainda são comuns, como bem mostrou ampla reportagem da jornalista Raquel Bierhals, publicada na edição de segunda-feira (21) do Diário Popular.

Nas últimas semanas tem sido fácil encontrar nas ruas algumas dezenas de jovens sujos de tinta e de outros produtos, a pedir dinheiro para cumprir com as determinações impostas pelos universitários veteranos. Para muitos dos cerca de 4,3 mil alunos que ingressam nas universidades de Pelotas é um rito de passagem do qual querem participar. Mas para outra fatia, são momentos desconfortáveis que - não raro por imprudência - acabam por ferir e ganhar destaque nos noticiários.

Isso ocorre agora, por exemplo, com o caso da estudante de Publicidade e Propaganda da UCPel que teve o rosto queimado pela tinta usada no trote ou com o grupo de alunos de Engenharia Mecânica da Furg, fato que no início deste mês gerou polêmica na instituição rio-grandina. Até drogas os novos acadêmicos teriam sido obrigados a utilizar, segundo denúncias de familiares dos calouros.

As situações verificadas nas duas maiores cidades da região se assemelham a outras tantas ocorridas país afora a cada início de ano letivo. As instituições, na maioria dos casos, se excluem da responsabilidade. Afirmam não autorizar o trote e que os incidentes ocorrem, na maioria das vezes, fora do campus. Limitam-se apenas a lamentar os ocorridos. No entanto, as universidades deveriam lidar com esse transtorno. Poderiam punir com as devidas medidas acadêmicas os autores, advertindo ou até expulsando os responsáveis. Elas também precisam reforçar sua segurança, com monitores e filmagens, de forma que possam identificar os culpados e, se for o caso, solicitar até reforço da polícia no lado externo de seu prédios nas retomadas de ano letivo, evitando ao máximo essa prática deplorável.

Infelizmente, ainda que com o passar dos anos os trotes solidários tenham ganhado espaço, eles não conseguiram acabar com as recepções mais agressivas. Arrecadações de livros, de roupas e de alimentos, assim como doação de sangue, são alguns dos exemplos de iniciativas de boas-vindas que geram benefício à sociedade e reforçam nos novos acadêmicos os compromissos que poderão assumir com suas comunidades assim que encerradas suas trajetórias acadêmicas. Logo, mais atividades deste gênero precisam ser estimuladas, não apenas pelas instituições de ensino, mas, principalmente, pelos universitários veteranos.