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13 agosto 2024

Violência matou mais de 15 mil jovens no Brasil nos últimos 3 anos

Nos últimos três anos, mais de 15 mil crianças e adolescentes até 19 anos foram mortos no Brasil de forma violenta. Nesse período, cresceu a proporção de mortes causadas por intervenção policial. As constatações fazem parte da segunda edição do relatório Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, divulgado nesta terça-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Foram registradas 4.803 mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes em 2021, 5.354 em 2022 e 4.944 em 2023.

"É um cenário estarrecedor. É realmente um absurdo que a gente perca 15 mil vidas de crianças e adolescentes em três anos", define a oficial de Proteção contra Violências do Unicef, Ana Carolina Fonseca.

No entanto, o total real de mortes no país tende a ser maior, uma vez que o estado da Bahia não forneceu dados relativos a 2021.

O levantamento traz dados de registros criminais como homicídio doloso (quando há intenção de matar), feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e mortes decorrente de intervenção policial - esteja ou não o agente em serviço. Também são coletadas informações referentes à violência sexual.

Para os pesquisadores, esse conjunto de dados é um indicador mais completo para tratar de violência letal a partir dos parâmetros da segurança pública. O FBSP é uma organização não governamental formada por profissionais da área de segurança, acadêmicos e representantes da sociedade civil.

Ana Carolina Fonseca explicou à Agência Brasil que, apesar de o estudo estar na segunda edição – a primeira inclui dados de 2016 a 2020 –, não há comparação direta entre eles. "A gente não fez essa comparação por haver muitas diferenças na forma como os dados são disponibilizados pelos estados", justifica.

Assim como outros tipos de violência que afetam a população brasileira independentemente de idade, a morte violenta de crianças e adolescentes atinge principalmente a população negra, composta por pretos e pardos.

Nos últimos três anos, 91,6% dos casos de mortes por violência letal de crianças e adolescentes englobaram pessoas de 15 a 19 anos; 82,9% eram pretos e pardos; e 90%, homens.

Fator cor

De acordo com o levantamento, a taxa de mortes violentas para cada grupo de 100 mil negros até 19 anos é de 18,2, enquanto entre brancos a taxa é de 4,1. Isso equivale dizer que o risco de um adolescente negro, do sexo masculino, ser assassinado no Brasil é 4,4 vezes superior ao de um adolescente branco.

A oficial de Proteção contra Violências do Unicef aponta o racismo como “ponto importante” por trás desses dados.

“A gente está falando de uma população que é não é protegida como a branca. Existe uma ideia de que essa vida vale menos que outras”, critica Ana Carolina.

“O desafio que se coloca é realmente de enfrentar o racismo, que está presente também na ação das forças policiais, na forma como serviços se estruturam para responder a essas mortes, tanto do ponto de vista da prevenção, quanto de investimento de apuração, responsabilizar por essas mortes”, complementa a representante do Unicef.

Violência policial

Ao longo dos três anos abrangidos pelo relatório, fica constatado aumento na parcela de mortes de jovens causada por intervenção policial. As intervenções respondiam por 14% dos casos em 2021, proporção que subiu para 17,1% em 2022 e 18,6% em 2023. Isso representa quase uma em cada cinco mortes violentas.

Enquanto a taxa de letalidade provocada pelas polícias entre habitantes com idade superior a 19 anos é de 2,8 mortes por 100 mil, no grupo etário de 15 a 19 anos chega a 6 mortes por 100 mil habitantes, mais que o dobro (113,9%) da taxa verificada entre adultos.

“Infelizmente, as vidas jovens negras estão ainda na mira da ação policial”, lamenta Ana Carolina.

Para os pesquisadores, uma política de redução de homicídios com foco em crianças e adolescentes precisa, em vários estados, necessariamente considerar “o controle do uso da força das polícias”, de acordo com o relatório.

A oficial do Unicef ressalta que 18 unidades da Federação têm taxa de mortes de pessoas até 19 anos por ação da polícia inferior à média nacional (1,7 por 100 mil). Os maiores índices estão com Amapá (10,9), Bahia (7,4), Sergipe (3,7), Rio de Janeiro (3,1), Mato Grosso (2,9), Pará (2,5), Rio Grande do Norte (2,3) e Espírito Santo (1,9). Goiás não forneceu dados de mortes causadas por intervenção da polícia.

“A gente precisa olhar para o Brasil, entendendo as diferenças e buscar, justamente, esses locais onde esse uso da força está sendo feito de forma excessivamente letal, que destoa do restante do país”, sugere Ana Carolina.

Violência urbana

O relatório indica que, entre os jovens com mais de 15 anos, as mortes totais no país são atreladas a características que sugerem envolvimento com violência armada urbana: mais da metade (62,3%) dos casos acontecem em via pública e por pessoas que a vítima não conhecia (81,5%).

Ao se comparar dados de vítimas dos sexos masculino e feminino, no universo de pessoas entre 10 e 19 anos, percebe-se que as meninas são mais vítimas de armas brancas e agressões do que meninos. Nos últimos três anos, em torno de 20% das vítimas do sexo feminino morreram por arma branca e 5%, em média, por agressão. Em relação aos indivíduos do sexo masculino, as armas brancas ficaram no patamar de 8% dos casos, e as agressões não chegam a 2%.

Já em relação ao autor do crime, entre as meninas, 69,8% eram conhecidos das vítimas. Quando se observam os dados das vítimas do sexo masculino, apenas 13,2% foram cometidos por conhecidos.

Violência infantil

Em outro recorte, de crianças até 9 anos, o perfil da violência letal é mais associado a contexto de maus-tratos e de violência doméstica, praticada contra essas crianças pelas pessoas mais próximas a elas, segundo a análise do Unicef. Em 2023, quase metade (44,6%) acontece em casa e 82,1% são cometidos por pessoas conhecidas da criança.

Os analistas do Unicef e do FNSP fazem recomendações de políticas de segurança que podem ajudar o país a combater a violência contra a criança e o adolescente. Entre as orientações estão o controle do uso da força pelas polícias, controle do uso de armamento bélico por civis, enfrentamento do racismo estrutural e melhoria nos sistemas de monitoramento e registros de casos de violência.

“A importância de estudos como esse é conseguir entender a dinâmica da violência contra cada grupo e entender que cada vida importa. A gente precisa ser capaz de construir uma resposta efetiva que enxergue cada menino e cada menina”, avalia a representante do Unicef.

Agência Brasil

05 novembro 2021

Fome e pobreza são as principais preocupações dos mais jovens

Uma pesquisa do Ipec com jovens de 16 a 34 anos mostra que a fome e a pobreza serão as principais preocupações desse público na hora de definir seu voto nas eleições presidenciais de 2022.

A geração de empregos e a preservação do meio ambiente são outros valores sociais considerados muito importantes. O estudo foi encomendado pelo movimento cívico global Avaaz e pela Fundação Tide Setubal e ouviu 1.008 pessoas entre 18 e 21 de setembro. 

Entre os entrevistados, um a cada três citou o combate à fome e à pobreza como primordial. Para 16%, a preocupação é que o país tenha uma economia forte e que crie empregos e 14% valorizam mais a preservação do meio ambiente.

"O que essa pesquisa nos mostra é que este governo falhou com os jovens: não há comida na mesa de suas famílias, eles não têm lugar no mercado de trabalho e seu futuro está sendo ameaçado pela destruição ambiental. Os candidatos precisam ter propostas para melhorar esses aspectos concretos de suas vidas se quiserem conquistar seus mais de 58 milhões de votos", disse a responsável sênior por campanhas na Avaaz, Nana Queiroz.

É baixo o número de jovens que considera a corrupção o maior problema: apenas 7% destacaram esse item.


O acesso à educação e à saúde teve 3% das menções cada.

A maioria foge de conversa política

Embora 20% desconheçam o que é o Congresso Nacional ou o STF (Supremo Tribunal Federal), eles se recusam a participar do debate político. Para eles, 80% consideram o debate intolerante e agressivo.

Entre os ouvidos, 59% não falam sobre política nas mídias sociais por medo de serem cancelados ou tratados de forma agressiva.

"Eles estão famintos por soluções reais e um debate político saudável, mas, em vez disso, estamos servindo a eles um prato de discussões podres e polarização intolerante", diz Nana Queiroz.

Os dados mostram ainda que o medo da intolerância política afeta mais os jovens de menor renda: 7 em cada 10 jovens entre as famílias com renda de até um salário mínimo não participam das discussões sobre política nas redes sociais por medo.

Na pesquisa, os jovens opinaram que 69% da direita, para eles, é intolerante e agressiva. Mas 66% pensam o mesmo sobre a esquerda.

Talvez por isso, para 58% a divisão entre direita e esquerda não faz sentido.

Querem participar

Apesar de todas as dificuldades, 82% dos entrevistados entre 16 e 18 anos estão interessados em tirar o título de eleitor para votar nas próximas eleições, mesmo antes de atingirem a idade obrigatória.

Marcio Black, coordenador do programa de Democracia e Cidadania Ativa da Fundação Tide Setubal, diz que é preciso atrair os jovens para a discussão dos rumos do país.

"Os jovens brasileiros querem votar e participar da vida política, mas a cultura do cancelamento e os debates agressivos que permeiam o ecossistema político os estão afastando. Nenhuma sociedade pode evoluir ou se transformar se as pessoas se sentem silenciadas ou com medo de falar sobre seus erros e dúvidas. ."

A pesquisa, feita por meio de questionários presenciais, tem margem de erro estimada em três pontos percentuais para cima ou para baixo. O nível de confiança é de 95%.

R7

04 julho 2016

Homicídios são principal causa de morte de crianças e adolescentes

Por dia, 29 crianças e adolescentes são assassinadas no Brasil. O número coloca o país em terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em uma lista de 85 nações. O número de vítimas negras é quase três vezes maior que o de brancas. O levantamento foi realizado pelo estudo da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) Brasil. Dos 38 homicídios em Pelotas, só em 2016, na maioria dos casos as vítimas também são jovens.

Segundo o relatório Violência Letal Contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, os homicídios são a principal causa do aumento drástico das mortes de crianças e adolescentes por causas externas.

- Os assassinatos representam cerca de 2,5% do total de mortes até os 11 anos
- Há crescimento acentuado na entrada da adolescência, aos 12 anos: são a causa de 6,7% do total de mortes nesta faixa etária
- Entre as mortes ao 14 anos, 25,1% são por homicídio, percentual que atinge 48,2% na análise dos óbitos aos 17 anos.

"Apesar do mito cordial e boa praça do Brasil, o país é extremamente violento", diz o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Flacso Brasil, autor do levantamento. A pesquisa mostra que houve um aumento no índice de homicídios desde 1980. No ano, o número das mortes por acidentes de transporte liderava as causas de mortes por fator externo de crianças e adolescentes, com 4.782 pessoas de até 19 anos. Esse número subiu para 5.262 em 2013. Já os homicídios, que somaram 1.825 casos em 1980 saltaram para 10.520 em 2013, um aumento de quase seis vezes.

Para Waiselfisz, a organização social e econômica em grandes cidades favorece a violência. "A modernização crescente criou um sistema de agressividade, tanto no meio familiar, quanto nas outras relações. Esse desequilíbrio está sendo observado em várias partes do mundo e fica evidente com as migrações, com as economias desequilibradas. No Brasil, desde a década de 1980, houve uma metropolização acelerada e, junto com isso, houve a marginalização de setores da sociedade e aumento da violência", diz.

Outros fatores
- Em 1980, as causas externas representavam 6,7% do total de mortes até 19 anos
- Em 2013, essa participação mais que quadruplicou, chegando a 29%, sendo 13,9% por homicídio, 6,9% por acidentes de transporte e 1% por suicídio
- Enquanto isso, a taxa de mortalidade por causas naturais até os 19 anos de idade caiu de 387,1 óbitos por 100 mil, em 1980, para 83,4 em 2013, uma queda de 78,5%.

Entre as causas externas de morte, os acidentes de transporte são o segundo fator de óbito mais relevante na infância e na adolescência. O Brasil está entre os 15 primeiros países em letalidade de crianças no trânsito se comparado ao conjunto de outros 87 países, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mortalidade de motociclistas é a principal causa de morte por acidentes de transporte nesta faixa etária, e aumentou 1.378,8% entre 1996 e 2013, passando de 113 para 1.671 por ano.

Segundo Waiselfisz, não se tratam de meros acidentes, uma vez que as mortes têm como causas principais a má estrutura das estradas, a demora no socorro e as más condições dos hospitais para atender as vítimas. "O termo acidente remete a uma obra do acaso, mas se isso acontece a nível coletivo, não é acidente. Temos no Brasil estradas que são consideradas BRs da Morte, têm regiões que são mais propensas, há muitos acidentes em curvas", complementa. (Diário Popular)

27 junho 2016

17% dos adolescentes pelotenses sofrem depressão

O transtorno psiquiátrico mais comum que existe em adultos e idosos, também é a principal doença mental entre os adolescentes. Em Pelotas, os índices são altos e preocupantes. Entre os jovens, 17% apresentam dois ou mais sintomas depressivos, sendo um destes o humor deprimido ou a perda de interesse e prazer em atividades do dia a dia. E mais: são, na maioria, meninas entre os 14 e 15 anos, com cor da pele parda, indígena ou amarela e fumantes, que convivem com algum familiar deprimido no domicílio.

O perfil do transtorno, levantado pelo psicólogo e doutor em epidemiologia Tiago Neuenfeld Munhoz, no estudo Depressão em adolescentes brasileiros de dez a 19 anos: estudo transversal de base populacional, vai além. A prevalência da doença também está diretamente ligada a condição socioeconômica e escolaridade desse adolescente. Isto porque, indivíduos nestas condições estão expostos a um conjunto maior de fatores de risco, incluindo a própria depressão. Somado a isto, a baixa escolaridade também pode dificultar o entendimento de que os sintomas depressivos são um problema de saúde. “Esta combinação de fatores pode fazer com que estes indivíduos não procurem ajuda especializada. E, pelo fato de terem baixo nível econômico, pode ser que não tenham acesso ao tratamento adequado”, afirma Munhoz.

O trabalho realizado no ambulatório de saúde mental do município, serviço da rede pública que atende os casos leves e moderados de depressão a partir dos 14 anos, vê na prática o apontado pelo estudo. A psicóloga Maria Helena Oliveira destaca, até mesmo, um aumento na demanda de atendimento para esta faixa etária nos últimos anos. Para ela, além das questões sociais e econômicas, o bullying e a falta de uma figura referência na família, que represente autoridade e segurança são os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento da depressão. No entanto, o índice elevado e a procura crescente por tratamento não indicam, necessariamente, que isto é uma novidade entre os jovens. “A depressão sempre existiu, seja na faixa etária que for. O que acontece é que antes ela não era diagnosticada e, ainda mais quando se trata de crianças e jovens, onde a tendência da família é entrar em negação, dificultando o acesso ao diagnóstico e tratamento.”

Tanto para o estudo, quanto para a psicóloga, necessidade de políticas públicas voltadas para a saúde mental que contemplem este grupo são necessárias e até mesmo urgentes. Para Maria Helena, a qualificação e formação dos educadores e, até mesmo dos pais, quanto a exiswtência e manifestação da depressão em jovens é essencial para o combate das altas estatísticas. “Quanto mais precoce o diagnóstico, mais cedo conseguimos resultados positivos no tratamento. Independentemente da idade, quanto menos tempo um indivíduo conviver com a depressão, mais fácil é superá-la.”

28 março 2016

Brasil tem 10% dos homicídios de todo o mundo

O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. A conclusão está nos dados divulgados no Atlas da Violência, organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o levantamento, 10% dos homicídios em 2014, ou seja, um em cada 10 registrados no mundo, ocorreram no Brasil. O percentual é alarmante, em um país que representa somente 2,85% da população mundial.

Em 2014, 59.627 pessoas foram assassinadas no País, representando 29,1 mortes para cada 100 mil habitantes. Trata-se da maior taxa já registrada em solo brasileiro. Entre os homicídios naquele ano, 76,1% foram decorrentes do uso de armas de fogo.

O levantamento apresentado no Atlas da Violência se deu em parceria entre o Ipea e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O estudo aponta as principais vítimas como jovens e negros. Entre os homens de 15 a 29 anos, 46,9% dos óbitos de 2014 foram por homicídio (113,2 para cada 100 mil habitantes). O percentual aumenta para 53% entre meninos de 15 a 19 anos, enquanto entre mulheres dessa faixa etária a taxa é de 14,8%. O indicativo teve aumento de 16,4% entre 2004 e 2014 no Brasil e de 29,5% no Rio Grande do Sul, no mesmo período. A variação de 2013 para 2014 no Estado foi a maior do País, com acréscimo de 22%, enquanto a média nacional foi de 4%.

Para cada 100 mil habitantes, em 2004, a média foi de 26,5 assassinatos no Brasil e 18,5 no Rio Grande do Sul. A taxa subiu, até 2014, para 29,1 no País e 24,1 no Estado, variando, respectivamente, 10% e 30,5%. O Rio Grande do Norte teve a maior variação, de 308,1%. Em São Paulo, houve a maior queda entre 2004 e 2014, com redução de 52,4%.

De 2013 para 2014, o Rio Grande do Sul foi o estado com maior aumento no número de homicídios, passando de 2.318 para 2.716, um acréscimo de 17,2%. Entre 2004 e 2014, o número de assassinatos aumentou 21,9% no Brasil e 38,3% no Estado.

Além disso, o fator educação contribui com os índices as chances de uma pessoa com até sete anos de estudo ser assassinada no País são 15,9 vezes maiores do que as de alguém que ingressou no Ensino Superior.

Jovens negros têm 147% mais chances de serem vítimas de assassinato
Aos 21 anos de idade, quando há o pico de probabilidade de uma pessoa ser morta no Brasil, negros e pardos têm 147% mais chances de serem as vítimas, em relação a indivíduos brancos, amarelos e indígenas. As taxas de assassinatos de afrodescendentes aumentaram 18,2% entre 2004 e 2014, enquanto houve redução de 14,6% entre brancos. Isso significa que em 2014, para cada não negro morto, 2,4 negros são assassinados no País e 1,24 no Rio Grande do Sul. A vitimização é proporcionalmente maior para a população negra em quase todos os estados, exceto Roraima e Paraná.
Foi constatada, no Atlas da Violência, existência de subnotificação por parte da polícia em relação a óbitos decorrentes de intervenção policial. Em 2014, conforme dados do SIM, houve 681 mortes em situações como essa. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que reúne todos os registros de boletins de ocorrência, no entanto, registrou 3.009 mortes por intervenções policiais, das quais 2.669 causadas durante o serviço. Os três estados com os maiores números nesse sentido são Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, com, respectivamente, 245, 225 e 97 mortes pelo SIM e 584, 965 e 278 pelo anuário. No Rio Grande do Sul, o SIM registrou 14 óbitos em ações policiais em 2014, enquanto o anuário registrou 62. De 2004 a 2014, no Brasil, foram 6.665 mortes nessa situação, segundo o SIM, e 20.418, segundo o anuário.

Treze mulheres são mortas por dia no País
Em 2014, 13 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil, totalizando 4.757 mortas no ano. Houve um crescimento de 24,2% na taxa de homicídios nessa parcela da sociedade entre 2004 e 2014, passando de 3.830 para 4.757, e de 27,7% no Rio Grande do Sul, passando de 195 para 249. Mesmo assim, o levantamento do Atlas da Violência estima que o percentual seria 10% maior caso a Lei Maria da Penha e outras políticas públicas contra a violência de gênero não tivessem sido implementadas.
Pelo Disque Denúncia 180, em 2014, foram realizadas 52.957 denúncias. Dessas, 77% afirmaram ser vítimas de agressão semanalmente e, em 80% dos casos, o agressor tinha vínculo afetivo com a vítima (marido, namorado, ex-companheiro etc.). Oitenta por cento das vítimas têm filhos e, em 64% dos casos, os filhos presenciaram ou sofreram a violência.

24 dezembro 2015

Papai Noel da Juventude do PP entregou presentes

O foguetório e a carreta que percorreu algumas ruas de Canguçu na quarta-feira (23) era uma atividade da Juventude do Partido Progressista (PP) da cidade. O Papai Noel da Juventude Progressista visitou mais de 10 bairros e entregou mais de mil pacotinhos de balas, pirulitos e bombons.




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22 setembro 2015

Congresso Municipal da Juventude do PT


No dia 27 de setembro, na Câmara de Vereadores, a partir das 13h00, acontece o congresso municipal da Juventude do Partido dos Trabalhadores.  Com o tema "Construindo o Futuro" os jovens irão debater ações nos seus campos de atuação no município. Haverá uma palestra com a secretária municipal de educação e esportes, Ledeci Coutinho, com o tema "O extermínio da juventude negra" e ainda presença de representantes do movimento estadual dos jovens Petistas.
No mesmo dia será escolhido o novo secretário da juventude, cargo que equivale ao presidente do grupo.

28 maio 2015

VIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) convida para a sua VIII Conferência Municipal que será dia 10 de junho de 2015 no salão da Sociedade Espírita Trabalhadores do Evangelho na Rua General Câmara, 1072.
Na conferência será debatido o tema: "Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes - Fortalecendo os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente".
Durante a manhã, a partir das 08h00, começa o credenciamento dos participantes e logo em seguida formação da mesa de abertura. Será feita leitura e aprovação do regimento interno e os debates com intervalo em torno de 11h30min.
A conferência retorna às 13h00 e durante a tarde haverá apresentação cultural e o início dos trabalhos em grupo e posteriormente uma plenária com apresentação e aprovação das propostas de nível estadual e nacional. O encerramento ocorre com a escolha e eleição dos delegados.

03 março 2015

Qual a opinião dos jovens sobre o aborto?


O Nube promoveu uma pesquisa para descobrir como pensam as novas gerações a respeito desse polêmico assunto

  Passado o período do Carnaval e das grandes festividades, devemos reforçar a conscientização sobre pontos importantes e recorrentes no debate público. O aborto, por exemplo, foi bastante discutido recentemente nas redes sociais. Para compreender como o jovem enxerga esse tópico nos dias atuais, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa perguntando: "Você é a favor do aborto?", a fim de contribuir para o esclarecimento desse tema tão delicado.

Sendo a prática proibida desde quando o Brasil ainda era uma colônia, sua criminalização é questionada por diversos grupos, justamente pelo grande aumento da procura por clínicas clandestinas ou por métodos caseiros. Mais de uma a cada cinco mulheres, antes de completar 40 anos, já interrompeu a gravidez, segundo dados da UnB - Universidade de Brasília. Para destrinchar essa realidade, o Nube obteve, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro, o posicionamento de 17.217 jovens com faixa etária entre 15 e 26 anos. A maioria foi contrária, somando 32,51% dos votos, equivalente a 5.723 participantes, com a seguinte opinião: “Não, são duas vidas em jogo".

Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube, comenta essa predominância: "Por não existir o suporte adequado aos pacientes, ocasionando sequelas ou mesmo a morte tanto às mães quanto aos bebês, a repulsa por esse ato é notória", justifica.

Em segundo lugar, 27,76% (4.886 entrevistados) alegam: "Depende, se oferecer risco para a mulher, sim". "Nessas situações, o ato estará salvando uma vida e é inclusive reconhecido por lei, dentro das condições permitidas. Em casos de gestações resultantes de estupro ou se o feto for anencefálico, o governo também fornece gratuitamente esse procedimento pelo SUS - Sistema Único de Saúde", ressalta a especialista. Ainda assim, 24,26% acreditam ser um crime para o bebê (4.271 pessoas).

Por fim, 15,47% (correspondente a 2.723 dos perguntados), são a favor da prática e dizem: "Sim, a interrupção da gravidez cabe somente à mulher". Essa estatística vai de acordo com um levantamento realizado com mais de 50 mil grávidas, feito em 2014 e publicado pela revista americana "Obstetrics & Ginecology", no qual se constatou: se feito de forma correta, atendendo às medidas de segurança e dentro das normas de saúde, o método pode apresentar poucos riscos à saúde da mulher. Desse total, apenas 0,2% de incidências graves foram identificadas. Em contrapartida, 90% dos casos ocorridos em locais sob condições precárias de equipamentos e higiene resultam em tragédias, conforme pesquisa da Unifesp.

Para Rafaela, "estamos em um momento de extrema mudança de comportamento. Os jovens pensam diferente, fazem suas próprias escolhas e essa resposta reforça o raciocínio. Ainda assim, não é algo para se fazer a todo momento e circunstância, mesmo em uma condição legal. O cuidado com o ato sexual vem em primeiro lugar. Tirar um filho não conserta os erros de uma relação, a mudança está na atitude: há métodos contraceptivos muito mais apropriados", orienta a analista.

Serviço: Pesquisa realizada pelo Nube revela a opinião dos jovens sobre o aborto.
Sugestão de Fonte: Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube.
Sobre o Nube
Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 6.800 mil empresas clientes, 13,5 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 550 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 3,6 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.

Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin, Foursquare e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.

22 julho 2014

Canguçuenses participam de CONGRENAJE e FEST'ART em RO

Na última quinta-feira (17), ao meio-dia, vinte jovens da paróquia Ascensão de Canguçu e Piratini do Sínodo Sul Riograndense da IECLB acompanhados do Pastor Alex Valmor Stahlhöfer, partiram em Caravana com um destino: Espião do Oeste em Rondônia para participar do XXII CONGRENAJE e VIII FEST’ART de 20 á 25 de julho de 2014. Se juntaram em caravana com estes jovens, jovens de Pelotas, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cerro Grande do Sul e Sertão Santana. A viagem durou mais de 60 horas até o seu destino e foi regada de muita paz, louvor, aventuras e alegrias pelos jovens presentes.
O CONGRENAJE é realizado pelos jovens da IECLB a cada dois anos, sendo que o último aconteceu em Pelotas em julho de 2012 e contou com a presença de 1000 jovens, vindos dos mais diversos lugares e Sínodos do País. Neste ano em Rondônia são mil jovens novamente reunidos, que durante o período de CONGRENAJE participarão de diversas atividades, Oficinas, Estudos Bíblicos, dinâmicas e meditações guiados pelo lema bíblico do CONGRENAJE: "Pois Nele vivemos, nos movemos e existimos, porque Dele também somos geração" (Atos 17.28).
Incluem-se a estes, jovens da Igreja Luterana da Bolivia, Alemanha e Japão que participam neste ano do evento. Para quem ficou curioso e quer saber mais um pouco sobre o CONGRENAJE é disponibilizado pelo site da Faculdade EST um link para assistir ao vivo o Evento: http://www.est.edu.br/aovivo/. No primeiro dia foram quase duas mil visualizações dos mais distantes locais como, Chile, EUA e Irlanda.
O CONGRENAJE encerra dia 25 de julho e maiores informações sobre o evento podem ser obtidas no site http://juventudeieclb.blogspot.com.br/p/xxiicongrenaje.html.”



Informações:
Giales Rutz Otto
Vice Coordenador da Juventude Evangélica do Sínodo Sul Riograndense da IECLB

05 setembro 2013

Canguçu presente no FEJU

Aconteceu no dia 02 de Setembro, em Porto Alegre, no auditório anexo da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) o Fórum Estadual de Entidades da Juventude (Feju). O município de Canguçu esteve representado através do Coordenador de Ações para Juventude e vice – presidente do Conselho Municipal da Juventude Jonas Silveira. No encontro participaram, ao todo, foram 137 agremiações inscritas que concorreram a 30 vagas na composição do Conjuve ( Conselho Estadual da Juventude).
Nesta oportunidade Jonas Oliveira aproveitou o espaço para falar e manifestou a participação dos municípios neste conselho, para que descentralize a representatividade, dando oportunidade aos municípios, em especial aqueles do interior do estado.
Após a implantação do Fórum, foi apresentada a proposta de regimento do órgão. As entidades têm até o dia 18 de setembro para encaminhar as emendas para o email conjuve@sjdh.rs.gov.br. Já no dia 23, será realizada a plenária para a aprovação do regimento e escolha da coordenação.

28 maio 2013

Seminário forma jovens lideranças

Começou na manhã desta terça-feira (28) "1º Seminário de Formação de Jovens Líderanças", promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Esportes em parceria Secretaria Municipal de Cultura – Coordenadoria da Juventude, SEDEC, Conselho Municipal da Juventude, EMATER/RS, UFPEL. O Seminário será no CETAC.
São dois dias de encontro. No dia 28 de maio nos três turnos e no dia 29 manhã e tarde. Os jovens debaterão situações de suas realidades e procurarão alternativas para melhorar seu dia a dia. São dois alunos, líderes de turma, de cada escola do município, do do 8º e 9º ano.
Na abertura os jovens foram recepcionados pela equipe de organização que levou os grupos aos dormitórios e fez o cadastramento. Aproximadamente 70 jovens participam do seminário que fará um debate da realidade de cada um dentro de sua comunidade com trocas de experiências e atividades que desenvolvendo o lado crítico de cada um.


Foto: Augusto Pinz
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13 fevereiro 2012

Plenária: Políticas Públicas para a Juventude de Canguçu


Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, o pré-candidato a vereador Adilson Schuch do PT, realizou uma Plenária para tratar de temas relacionados à Juventude. Além dos quase 100 (cem) jovens, do meio urbano e rural, estiveram presentes, o pré-candidato a prefeito pelo PMDB, Airton Pereira, e o presidente do PDT de Canguçu, Neviton Norenberg.
A plenária discutiu a falta de espaço de governo a nível municipal e conseqüentemente a falta de programas relacionados à Juventude. Após o debate lançaram um manifesto solicitando que esteja no programa de governo, a criação de uma secretaria da Juventude para suprir esta demanda.

Manifesto
A juventude de Canguçu manifesta sua inconformidade por estar as margens das políticas públicas municipais e quer exercer, de forma radical, o aprofundamento da democracia, que é o estado a serviço de todos e propiciar a participação da sociedade civil nas decisões. Para isso, solicitamos que estejam no programa de governo do pré-candidato a Prefeito, Dr Airton Pereira e no compromisso do pré-candidato a vereador Adilson Schuch, a criação de uma Secretaria de Juventude que:
·         Seja identificada com a juventude e que atue de forma ágil e inovadora, sabendo o que a população deseja e agindo de forma precisa quanto á implementação de políticas públicas;
·         Execute projetos compartilhados com os demais órgãos da administração e a própria comunidade e seja capaz de combater problemas sociais e promover a qualidade de vida dos jovens;
·         Inove nas práticas e nos modelos administrativos e na identificação de soluções que atendam aos objetivos do município;
·         Proponha ações que insiram o jovem no debate da pauta municipal, permitindo-lhe assumir o papel de protagonista no processo de desenvolvimento do município;
·         Busque implementar no município uma Universidade Pública, que é a maior deficiência em se tratando de educação no município, além disso, qualificação profissional e acesso a ações de cidadania, esporte, cultura e lazer.

06 outubro 2011

Deputados aprovam estatuto da juventude

A meia-entrada em eventos artísticos e culturais, de entretenimento e de lazer também é garantida pelo projeto que institui o Estatuto da Juventude (PL 4529/04), aprovado em Plenário nesta quarta-feira (05), para todo o território nacional.

Além disso, o texto determina que 30%, no mínimo, dos recursos do Fundo Nacional de Cultura terão de ser destinados preferencialmente a programas e projetos culturais voltados aos jovens.

Da mesma forma, emissoras de rádio e televisão terão de destinar espaços e horários especiais voltados a tratar da realidade social do jovem.

Profissão e renda
Para estimular a profissionalização, o substitutivo aprovado prevê que o Poder Público terá de realizar ações voltadas ao preparo para o mercado de trabalho. Deverá ser dada prioridade a programas de primeiro emprego e à introdução da aprendizagem na administração pública direta.

Entre as medidas que serão implementadas está a criação de uma linha de crédito especial para jovens empreendedores. Como parte do acordo, a relatora retirou do texto que essa linha teria recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Sistemas nacionais
Com o objetivo de articular as diversas políticas de municípios, estados e União direcionadas aos jovens, o substitutivo cria mecanismos de coleta de informações, avaliações e gerenciamento dos programas. Haverá um Sistema Nacional da Juventude (Sinajuve), coordenado pelo governo federal, e do qual participarão todos os governos.

Planos nacional, estaduais e municipais de juventude deverão ser elaborados. Para cumprir os objetivos das políticas públicas para a juventude, os municípios poderão se unir em consórcios.

Conselhos
A exemplo dos conselhos da criança e do adolescente, os governos deverão criar conselhos de juventude para colaborar na formulação das políticas públicas.

A relatora Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) retirou as regras de eleição para o conselho e de número mínimo de representantes, mas manteve o critério de paridade entre integrantes dos governos e da sociedade civil.

Entre as atribuições do conselho de juventude estão a de notificar o Ministério Público sobre infração administrativa ou penal contra os direitos do jovem garantidos na legislação; e a de elaborar relatório anual sobre as políticas públicas de juventude.

Informação e avaliação
A União criará e gerenciará subsistemas nacionais de informações sobre a juventude e de acompanhamento das políticas.

Outra mudança em relação ao texto aprovado na comissão especial é a retirada do artigo que criava o Fundo Nacional de Juventude para financiar a gestão das políticas públicas e sustentar o conselho nacional.

07 junho 2011

Jovens do PP participam de programa na Liberdade AM

Os integrantes da Juventude do PP estiveram no programa "Liberdade Notícias Primeira Edição" em entrevista ao repórter Lineo Fonseca na manhã desta terça-feira (07). Geovane Matias, Jáder Cavelheiro e o presidente da JPC Cristiano Aguiar, responderam críticas feitas a administração municipal por integrantes da Juventude do PMDB.
O Primeiro ponto foi em relação a educação. Sobre a questão dos ciclos, Geovane revela que as mudanças já estavam acontecendo há muito tempo, não foi idéia da cabeça de uma pessoa, como teria sido dito, e aprovado pelo conselho de educação. "O Ciclo se desgastou com o tempo. Era um processo muito caro que acabou sendo modificado ao natural", disse.
Sobre inaugurações de pontes, os jovens falaram que é fácil criticar. Segundo eles o dinheiro seria para 5 pontes e foram feitas 9. Sobre estradas, eles também comentaram que apesar das 13 patrolas diariamente no interior as chuvas e as condições do tempo tem atrapalhado bastante o trabalho das equipes.
Geovane e Jáder são integrantes da JPC. Foto: Augusto Pinz
Outro tema foi dos jovens que vão embora de Canguçu. Para a JPC, a economia de Canguçu vai bem. São vairas lojas abrindo e o comércio forte, além da instalação de uma fábrica. "É muita cara de pau de quem sai, fala mal,e  depois volta para a cidade e usufriu daqui. Criticas são boas, mas feitas com ética e com conhecimento", diz Geovane, dizendo que o PP não pensa em eleição ainda, isso será assunto para 2012, diferente de outros partidos que já anteciparam a campanha.
A Entrevista ocorreu em resposta a declarações dadas pelo jovem Vinícius Pegoraro, presidente da JPMDB que apontou diversos problemas na atual administração, também na rádio Liberdade AM.

29 abril 2011

Mensagem Legislativa 020/2011: Lei da Meia Entrada

O setor jovem do PMDB de Canguçu entregou na última quinta-feira (28) para a bancada do PMDB na Câmara de Vereadores o projeto de Lei que assegura aos estudantes canguçuenses o pagamento de meia entrada em em espetáculos culturais, eventos esportivos, e de lazer.

Para Vinicius Pegoraro, presidente da JPMDB,  a lei tem uma racionalidade econômica já que os estudantes possuem uma menor elasticidade financeira, quando comparado aos demais consumidores.

Vinicius Pegoraro revelou que o principal objetivo da lei é incentivar os estudantes a formarem instituições/associações representativas para o setor. "Quando pensamos em criar o Projeto de Lei tinhamos a intenção de restringir a emissão das carteiras estudantis as entidades representativas dos estudantes, para que eles buscassem a formação dos Grêmios Estudantis para obterem o benefício, mas como existe uma Medida Provisória que libera a emissão destas carteiras a demais instituições, tivemos que adaptar a lei municipal a esta realidade para não torna-lá inconstitucional".

Mensagem Legislativa 020/2011: Lei da Meia Entrada 
ASSEGURA A ESTUDANTES O DIREITO AO PAGAMENTO DE MEIA ENTRADA EM ESPETÁCULOS ESPORTIVOS, CULTURAIS, E DE LAZER, E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Artigo 1º - Fica assegurado aos estudantes regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino de primeiro, segundo e terceiro graus, existentes no Município de Canguçu, o pagamento de meia-entrada do valor efetivamente cobrado para o ingresso em casas de diversão, de espetáculos teatrais, musicais, e circenses, em casas de exibição cinematográfica, praças esportivas e similares das áreas de esporte, cultura e lazer do Município de Canguçu, na conformidade da presente Lei.

§ 1º - Para efeito do cumprimento desta lei, consideram-se casas de diversão de qualquer natureza, como previsto no “caput” deste artigo, os locais, que por suas atividades, propiciem lazer e entretenimento.

§ 2º - Caso os promotores dos espetáculos ofereçam descontos no preço dos ingressos, os estudantes pagarão a metade desse preço.

Artigo 2º - O beneficio será assegurado aos estudantes de primeiro, segundo e terceiro graus regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público e particular existentes no Município, mediante a apresentação da Carteira de Identificação Estudantil.

§ 1º - A obtenção do benefício deverá respeitar a classificação etária indicativa do evento.

Artigo 3º - A Carteira de Identificação Estudantil poderá ser emitida pelos correspondentes estabelecimentos de ensino, pela Secretária Municipal de Educação e Esporte, pela associação ou agremiação estudantil a que pertença.

Parágrafo Único – A Carteira de Identificação Estudantil, será válida em todo Município de Canguçu durante o ano letivo em que for expedida, com validação semestral do órgão emissor.

Artigo 4º - Os órgãos municipais diretamente envolvidos com as atividades de cultura, esporte, turismo e de defesa do consumidor prestarão a colaboração necessária à fiscalização e ao fiel cumprimento deste regulamento.

Artigo 5º - A transgressão ao disposto nesta Lei sujeitará o infrator às penas estabelecidas na legislação própria.

Artigo 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Artigo 7º - Revogam-se as disposições em contrário.

26 fevereiro 2010

Juventude do PMDB realiza jantar

Vereador Degar, Deputado Nelson Harter, Luiz Carlos, Gabriel Souza e Vinícius Pegoraro. Fotos: Augusto Pinz.
A Juventude do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (JPMDB) realizou um jantar na noite desta sexta-feira (26) na sede do partido. O encontro contou com a presença de um grande número de filiados.

Entre os presentes estava o presidente nacional da JPMDB, Gabriel Souza(esquerda foto acima), que falou aos presentes de sua intenção como pré-candidato a deputado estadual levantando a bandeira dos jovens. Ele louvou a iniciativa da busca pela instalação do conselho da juventude em Canguçu buscando assim uma participação do jovem na discussão de problemas sociais. "A juventude hoje sofre vários problemas sociais como drogas, êxodo rural com 1 milhão de jovens saindo do campo e indo para a cidade por ano, desemprego assustador. E os jovens precisam participar da política são os bons políticos que tem que tomar seu espaço não dando chance aos maus políticos", falou.

O Presidente municipal do PMDB, Luiz Carlos Valente da Silveira (esquerda na foto acima), mostrou grande contentamento em ver a sede do partido lotada e com muitos jovens presentes. "Esta é a nossa primeira reunião do ano e é muito gratificante ver os jovens participando dessa luta política. Nós em Canguçu somos oposição e colaboramos fiscalizando o que anda errado e colaborando nos bons projetos e isso nos dá orgulho de bater no peito e dizer que somos PMDB", disse.

Também presente na reunião o deputado estadual Nelson Harter (esquerda na foto acima) lembrou que o PMDB gaúcho é diferenciado do nacional. "Aqui nossa virtude é não ficar em cima do muro. Acho, inclusive, que deveriamos ter um candidato próprio a presidência", comentou. Ele ainda lembrou que está sempre presente e em contato com o PMDB Canguçuense para defender as bandeiras do município na Assembléia Legislativa.

Por fim o vereador Gilberto Degar disse ver no presidente municipal da juventude do PMDB, Vinícus Pegoraro, organizador do jantar junto com os demais jovens, um possível candidato a vereador em um futuro próximo. "Isso é que irá proporcionar a reestruturação do nosso partido", encerrou, olhado atentamente por PMDBistas tradicionais como o presidente de honra do partido Pedro Boemeke, o ex-prefeito Gilberto Mussi e o ex-vice-prefeito Augusto Pegoraro.

Vereador dispara contra administração

O vereador Ailton Rodrigues de Melo (Aparicio) disse que a participação dos jovens do PMDB é fundamental para construção de novas lideranças. "São vocês (os jovens) que vão mudar nosso município tirando a atual administração de lá (prefeitura). Eles que prometeram fazer mais e não fizeram nada até agora, um governo péssimo. Eu ando no interior e só ouço reclamações do turno único, da secretaria de Saúde e da Secretaria de Obras que está uma vergonha, um caos. E a nossa juventude vai dar um basta nisso", disse, sendo muito apaludido pelos presentes.

24 fevereiro 2010

Jantar da JPMDB


A Juventude do PMDB Canguçuense estará realizando um jantar de confraternização na próxima sexta-feira (26), às 20h00min, na sede do Partido na rua General Câmara 1603. A expectativa é a possibilidade da presença do Presidente Estadual da JPMDB, Rafael Braga, e do Presidente Nacional, Gabriel Souza.
Durante o encontro haverá exposição dos trabalhos do artista Canguçuense Geovani Aldrighi.