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25 maio 2023

Dia Mundial da Compreensão do Cultivo de Tabaco


31 de maio 2023,Dia Mundial da Compreensão do Cultivo de Tabaco
– A Associação Internacional dos Países Produtores de Tabaco (ITGA, sigla em inglês), lançou recentemente um manifesto em defesa do cultivo do tabaco ao redor do mundo. Segundo a nota da entidade, no dia 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoverá o 'Dia Mundial Sem Tabaco' e o setor estará mais uma vez sujeito a reivindicações infundadas e danosas. Para contrapor a data, a ITGA lança o “Dia Mundial da Compreensão do Cultivo de Tabaco”. 

“Os produtores de tabaco exigem proteção de seus governos. A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da OMS, opera de maneira excludente, na qual os produtores de tabaco não têm voz. Ao ignorar as preocupações legítimas dos produtores, os meios de subsistência de milhões de pessoas são colocados em risco”, segue o informativo da ITGA, dirigido pela espanhola Mercedes Vázquez. 

Segundo o documento da ITGA, o cultivo do tabaco fornece meios de subsistência para milhões de agricultores em todo o mundo, muitas vezes nas regiões menos desenvolvidas. “Acabar com a produção de tabaco no ambiente atual, sem garantir a transição sustentável para outras culturas economicamente viáveis, empobrecerá milhões de agricultores que já operam nos limites regulatórios mais rígidos há muitas décadas”, avalia Vázquez. Ainda segundo a ITGA, projetos de diversificação conduzidos pelo CQCT no Quênia, em uma iniciativa emblemática, cobrem apenas 0,0005% da produção de tabaco, área insuficiente para demonstrar sua viabilidade econômica.  

A entidade também elaborou uma série de mitos e fatos sobre o cultivo do tabaco, abordando questões como trabalho infantil, saúde dos produtores e renda (leia na íntegra). O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, acredita que é preciso abordar essas questões com transparência, para que a sociedade possa entender que, mais do que um produto final, o setor do tabaco gera empregos, renda e qualidade de vida para milhares de pessoas em todo o mundo. 

“Neste momento em que a segurança alimentar está altamente em voga, é preciso lembrar os motivos que fazem o produtor optar pela produção do tabaco. O principal deles: a renda. Na última safra, a receita auferida pelos mais de 128 mil produtores de tabaco no Sul do Brasil ultrapassou R$ 9,5 bilhões”, destaca Schünke, citando dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). 

O último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 3,9 milhões de propriedades rurais do Brasil foram caracterizadas como pertencentes à agricultura familiar no período e a produção nesses estabelecimentos gerou receita total de R$ 107 bilhões, uma média de R$ 27,4 mil por propriedade. Para efeitos de comparação, na safra 2016/17, somente com o cultivo do tabaco, o produtor recebeu, em média, R$ 40,5 mil, montante 32% acima da média brasileira. Há de se considerar ainda que, por ser diversificado, o produtor de tabaco aufere outras receitas, mas o tabaco se destaca nos rendimentos da pequena propriedade: apesar de ter ocupado apenas 17% da área da propriedade no período, o tabaco representou, em média, 52% da receita do produtor, segundo a Afubra. 

PARA SABER – No Brasil, a agricultura familiar é caracterizada pelo empreendimento familiar rural e deve atender aos seguintes requisitos: ter área de até quatro módulos fiscais (que na Região Sul varia entre 5 a 35 hectares cada módulo, dependendo do município); utilizar, no mínimo, metade da força de trabalho familiar no processo produtivo e de geração de renda; auferir, no mínimo, metade da renda familiar de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; ser a gestão do estabelecimento ou do empreendimento estritamente familiar. No tabaco, de acordo com a Afubra, o tamanho médio das propriedades na safra 2021/22 chega a 12,1 hectares. A entidade aponta ainda que 95,7% dos produtores tem área até 30 hectares.  

02 abril 2021

Audiência pública debateu negociação de preço do tabaco

 Audiência pública reforça necessidade de retomada de levantamento de custo conjunto e negociação de preço com SindiTabaco


Com presença de representações de agricultores e indústrias, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa realizou, nesta quinta-feira (1), audiência pública virtual para discutir a comercialização de tabaco na safra 2020/2021, que atingiu 30% no final de março com preços frustrantes para as mais de 70 mil famílias na atividade. O presidente da Afubra, Benício Werner, reafirmou que não houve negociação de preço e que os valores pagos ao produtor foram impostos pelas empresas. Os participantes criticaram ainda a falta de diálogo com as federações para a composição do custo e manifestaram descontentamento com a classificação do produto.


Proposição conjunta dos deputados Elton Weber e Zé Nunes, a audiência reforçou a necessidade urgente de retomada do levantamento de custo conjunto e da negociação de preço com o SindiTabaco. Desde o ciclo 2007/2008, a negociação deixou de ser setorial e passou a ocorrer diretamente com cada indústria. Segundo pesquisa da Afubra, na variedade Virgínia, o preço médio praticado nesta safra é de R$ 10,18. Já o custo de produção por quilo é de R$ 10,09, ou seja, 0,89% de lucratividade. A entidade salienta, contudo, que o custo de produção é o apurado pelos representantes dos fumicultores. 
Entre os encaminhamentos: solicitar às empresas a planilha de custos da safra, propor que a Emater possa, também, fazer cálculo de custo de produção, envolver a Câmara Setorial do Tabaco no debate e realizar levantamento jurídico para o cumprimento da legislação.

 

Vice-coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Produtores de Tabaco da Assembleia Legislativa, Weber insistiu na retomada do sistema em vigor até a safra 2006/2007 no Rio Grande do Sul e criticou a ausência do sindicato das indústrias no debate. "Quando um segmento que participa de um setor não quer discutir, não é um bom sinal. Estou falando aqui do SindiTabaco. Quero fazer um apelo: precisamos voltar a ter um custo de produção conjunto, voltar ao sistema de negociação de preços. Não podemos deixar que tudo que foi construído no passado se perca. Nosso tema de casa é ampliar o diálogo e a negociação, como se fazia, e melhorar nosso relacionamento. Se não, corremos o risco de nos fragilizar".


 

Zé Nunes lamentou que, mais uma vez, algumas empresas tenham se negado a participar do debate, e acredita que a Assembleia deva viabilizar este diálogo de alguma forma. “Temos um trabalho organizado na Frente Parlamentar em Defesa dos Produtores de Tabaco, acompanhamos o processo e os desafios da comercialização da safra. Temos discutido com todos os envolvidos, buscando uma alternativa, já que os produtores estão sendo bastante prejudicados. Tivemos um aumento no custo de produção, e uma comercialização com preços aquém do esperado. É preciso que a legislação federal 13.288 proteja de fato o produtor”, defendeu.

 

Para ele, causa estranheza que as empresas desconsiderem o aumento dos preços de insumos, energia, combustível. “Precisamos garantir um levantamento conjunto do custo produtivo, porque nessa cadeia, o agricultor está na situação de maior vulnerabilidade, é sem dúvida o elo mais fraco da cadeia”, lamentou.


 

Primeira estimativa aponta recuo de área e produção

A primeira estimativa para a safra de tabaco 2020/2021: 606.952 toneladas nos três Estados do Sul do Brasil, o que significa uma redução de 4% comparado à safra passada, que fechou em 633.021 toneladas. Em termos de área, é prevista redução de 6%, passando de 290.397 hectares para 273.356 hectares nesta safra.

Deputado Federal Marcelo Moraes (PTB-RS) fez uma importante manifestação durante a audiência sintetizando a aflição dos produtores.Ele sugeriu um preço mínimo para que a partir daí as indústrias passem a dar um valor em cada negociação. Também pediu mais atuação da EMATER para que contraponha  a indústria. 

23 outubro 2017

Colheita de tabaco ganha abertura oficial no Rio Grande do Sul

O início da colheita do tabaco passa a contar com um evento festivo. A primeira edição irá ocorrer nesta sexta-feira em Venâncio Aires, segundo maior produtor do Brasil. O evento, sediado na localidade de Estância Nova, é promovido pela Secretaria de Agricultura, Sinditabaco, Afubra e Prefeitura de Venâncio Aires. A programação inclui uma demonstração da colheita.

Para o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, o evento serve também para reforçar alertas. “Já estamos há alguns anos conscientizando os produtores sobre a importância do uso da vestimenta de colheita para a prevenção da Doença da Folha Verde do Tabaco. Pesquisas científicas comprovaram que a proteção chega a 98%”, destaca. A vestimenta, composta por calça e blusa leves e impermeáveis e luvas de nitrila, evita a absorção dérmica de nicotina.

Durante a abertura da colheita também ocorre a renovação do convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens no Rio Grande do Sul, que incentiva o cultivo de grãos e pastagem após a colheita do tabaco. Na safrinha de 2017, a diversificação rendeu aos produtores R$ 415 milhões em milho, R$ 128 milhões em feijão e R$ 57 milhões em soja. O Brasil é o 1º no ranking mundial de exportações de tabaco em folha há 24 anos e atualmente responde por 30% das exportações mundiais. Em 2016, foram embarcadas 483 mil toneladas. (Correio do Povo)

13 julho 2017

Pelotas sedia 9º Ciclo de Conscientização

Temas como agrotóxicos, Doença da Folha Verde do Tabaco e trabalho infantil no meio rural estarão em debate na tarde do dia 20 de julho, em Pelotas (RS). Promovido pelo SindiTabaco, empresas associadas e Afubra, evento deve reunir cerca de 400 pessoas na Sociedade Recreativa 15 de Julho.

O advogado e procurador do Ministério Público do Trabalho aposentado, Dr. Veloir Fürst, falará sobre proteção da criança e do adolescente.

 Promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o 9º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente percorrerá municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No dia 20 de julho (quinta-feira), Pelotas recebe a programação. O evento acontece na Sociedade Recreativa 15 de Julho (Avenida Fernando Osório, 6197 - Três Vendas), a partir das 13h30. A estimativa é de um público de cerca de 400 pessoas, entre produtores de tabaco, autoridades, líderes da comunidade, agentes de saúde e diretores de escola.

A programação integra um vídeo informativo sobre questões como a correta aplicação, manuseio e armazenagem de agrotóxicos, bem como sobre a utilização da vestimenta de colheita para evitar a Doença da Folha Verde do Tabaco. Além disso, palestra sobre trabalho infantil e uma peça teatral faz parte da agenda. Em 2016, pesquisa realizada com os participantes do 8º Ciclo apontou que 80% sentiu que aprimorou seus conhecimentos sobre proteção da criança e do adolescente e quase 82% acredita que os conhecimentos adquiridos podem promover mudança de atitude.

SAIBA MAIS - Os seminários realizados desde 2009 em municípios produtores de tabaco atendem aos acordos firmados perante o MPT-RS e MPT-Brasília. Em oito anos, os seminários do Ciclo de Conscientização já contabilizaram a participação de 20,6 mil pessoas, a maioria produtores de tabaco, em 51 municípios da Região Sul do Brasil. O setor é pioneiro no combate ao trabalho infantil no meio rural. Há quase 20 anos, desenvolve ações para conscientizar o produtor a cumprir a legislação, uma vez que menores de 18 anos não podem trabalhar na lavoura. Também é o único a exigir o comprovante de matrícula dos filhos dos agricultores em idade escolar e o atestado de frequência para a renovação do contrato comercial existente entre empresas e produtores, dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco.

TABACO EM FOLHA - O Brasil é o maior exportador de tabaco em folha do mundo desde 1993. Em 2016, o produto representou 1,15% do total das exportações brasileiras, embarcado para 90 países e resultando em US$ 2,12 bilhões em divisas. No ranking mundial de produção de tabaco, o país fica atrás somente da China. Considerado um dos pilares da economia do Sul do Brasil, a tradição cultivada por milhares de famílias agrícolas oportuniza renda e empregos diretos e indiretos em 574 municípios. Somente no meio rural, quase 600 mil pessoas se envolvem com a atividade e 40 mil empregos diretos são gerados nas empresas do setor instaladas na Região Sul do País. 

15 maio 2017

Ciclo do Tabaco será debatido pela UFPEL

Nesta sexta-feira (19), a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel da Universidade Federal de Pelotas (FAEM/UFPel) realiza o evento “Ciclo do Tabaco”. O dia será de debates sobre as dinâmicas relacionadas à cadeia produtiva do tabaco. O encontro será realizado no salão nobre da FAEM, com início às 9h.

Serão realizados três painéis, compostos por um conjunto de estudos desenvolvidos no Departamento de Ciências Sociais Agrárias e Departamentos de Solos e no Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel. Assuntos como a cadeia do tabaco no desenvolvimento territorial, os efeitos do tabaco sobre os solos e as relações do tabaco com a saúde humana serão apresentados e debatidos nesse encontro.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas diretamente no local do evento ou neste link

13 fevereiro 2017

NO COMÉRCIO TAMBÉM TEM SAFRA

Canguçu – Conhecida como Capital Nacional da Agricultura Familiar e atual líder na produção de fumo no Brasil, Canguçu tem uma malha viária de nada menos que 8 mil quilômetros. Mas não é preciso ir além das principais ruas da zona urbana (onde vivem 20 mil dos 60 mil habitantes) para perceber a importância que a agricultura – e, sobretudo, o tabaco – desempenha para a economia local.

Bastam alguns passos para se deparar com alguma agropecuária, loja de máquinas ou implementos agrícolas ou ainda serviços técnicos voltados às lavouras. Não é por menos: enquanto o setor industrial responde por apenas 7% do dinheiro que circula no município, o comércio chega a 49%. E é justamente dos fumicultores e da boa receita gerada a cada ano com a cultura que provém a maior parte da demanda.

O impacto não recai apenas sobre produtos e serviços relacionados à vida no campo, mas também sobre segmentos como veículos, móveis, imóveis, confecções e até gastronômico. “Ontem mesmo fui jantar em um restaurante e a maioria das pessoas que estavam lá eram jovens do interior”, conta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Rogério Carmiato da Silva.

Proprietário há 16 anos de uma revenda de automóveis no Centro, Vilmar Redü costuma vender entre 40 e 50 carros por ano para fumicultores. Segundo ele, a procura começa a se intensificar a partir de junho, após o fim da comercialização. “Primeiro, eles pagam as dívidas. Depois vêm para o comércio gastar. Se não fosse a produção de fumo na cidade, nós venderíamos bem menos”, observa. Já no período de colheita, quando os produtores estão trabalhando nas lavouras, o comércio sofre uma baixa.

De acordo com o presidente da Associação de Comércio, Indústria e Serviços de Canguçu, Rodrigo de Almeida Ferreira, além de movimentar a economia local, isso também garante mais qualidade de vida aos fumicultores. “Hoje os nossos produtores têm casas boas, têm veículo, têm internet. Se o fumo acabasse, seria uma uma mudança drástica para todo o município”, diz. (Portal do Tabaco)

23 janeiro 2017

Doença da Folha Verde do Tabaco pauta revista científica

O artigo Avaliação da vestimenta padrão utilizada durante a colheita das folhas de tabaco e implicações na prevenção da Green Tobacco Sickness (GTS) foi publicado na edição de dezembro de 2016 da Revista Brasileira de Medicina do Trabalho (RBMT), conferindo um grau de confiança ainda maior à vestimenta recomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) junto com suas empresas associadas.

"Em alguns fóruns, especialmente antitabagistas, temos ouvido que a nossa vestimenta não protege o produtor contra a Doença da Folha Verde do Tabaco. A publicação do artigo em uma revista deste porte desmantela qualquer tipo de argumento nesse sentido, pois referencia todos os testes e parâmetros seguidos com total concordância aos mais elevados critérios científicos internacionais", avalia o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke. 

Segundo o executivo, a aceitação dos produtores foi rápida, mas ainda existem algumas resistências quanto ao uso da vestimenta. "Continuamos promovendo campanhas de conscientização e contando com a orientação dos técnicos envolvidos e a disponibilização do material a preço de compra, uma vez que alguns produtores ainda resistem à utilização da vestimenta", diz Schünke. 

A Doença da Folha Verde do Tabaco foi descoberta recentemente e o Brasil foi pioneiro no desenvolvimento de uma vestimenta de colheita adequada para evitar a intoxicação. A vestimenta de colheita que os produtores recebem a preço de compra das empresas começou a ser desenvolvida em 2009, quando o SindiTabaco contratou um consultoria especializada  para pesquisa, desenvolvimento e descrição das especificações técnicas da vestimenta. Entre 2010 e 2011, uma segunda consultoria avaliou a eficácia da vestimenta, sua segurança operacional e o grau de proteção à Doença da Folha Verde do Tabaco. O estudo comprovou cientificamente que a vestimenta de colheita assegura uma diminuição de 98% da exposição dérmica, sendo considerada altamente eficiente no controle do problema. Além disso, a vestimenta foi desenvolvida prevendo um maior conforto térmico aos trabalhadores.

ENTENDA - Durante a colheita, se não for utilizada a vestimenta adequada, a nicotina da planta, em contato com a pele, pode causar mal-estar nos produtores, principalmente se as folhas do tabaco estiverem umedecidas por chuva ou orvalho. A exposição à nicotina acontece no contato da pele com a resina (goma) das folhas de tabaco durante a colheita, no desponte, no recolhimento da lavoura e no carregamento das estufas e dos galpões de cura. Absorvida pela pele, a nicotina é transportada até os vasos sanguíneos. Sua absorção é maior com o aumento da área exposta e com a presença de lesões na pele. Pequenas atitudes, como utilizar a vestimenta e luvas específicas, evitar colher quando as folhas estiverem molhadas e preferir os horários menos quentes do dia, possibilitam ao produtor um trabalho seguro.

[O mundo do Dr. Niko Tino] Presença garantida nos seminários do Ciclo de Conscientização para saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente, o Dr. Niko Tino (Cristiano Pereira) apresenta seu mundo científico, abordando temas como uso de agrotóxicos e Doença da Folha Verde do Tabaco de forma irreverente.



SOBRE O SETOR DE TABACO - O Brasil é o 2º maior produtor e o 1º no ranking mundial de exportações de tabaco em folha desde 1993. A tradição da produção de tabaco se construiu graças à alta rentabilidade em pequenas áreas. Na safra 2015/16, mais de 144 mil produtores de 574 municípios da Região Sul do Brasil produziram 539 mil toneladas. A receita gerada aos produtores superou os R$ 5,2 bilhões. Em 2016 foram embarcadas 481 mil toneladas do produto, gerando divisas de US$ 2,09 bilhões. Acesse os infográficos e estatísticas

21 julho 2016

Ministro da Agricultura reconhece valor da produção de tabaco

Constatar in loco como é conduzida a produção de tabaco. Esse foi o principal objetivo da visita do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, realizada nesta quarta-feira, 20 de julho, à região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Acompanhando do secretário-executivo de Políticas Agrícolas, Neri Geller, do vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, e do secretário estadual de Agricultura do RS, Ernani Polo, além de outras lideranças políticas, empresariais, sindicais e comunitárias, Maggi percorreu uma propriedade rural, produtora de tabaco, em Venâncio Aires, onde pode conversar com uma dezena de produtores rurais, e seguiu para Santa Cruz do Sul a fim de conhecer uma unidade de beneficiamento e uma fábrica de cigarros.


Ao final do dia, em coletiva de imprensa, Maggi se disse surpreso com o que viu e ouviu. "A argumentação que me trouxe à região é de ouvir dizer que os trabalhadores que atuam na produção de tabaco 'tomam banho de veneno' todos os dias, criando uma situação insalubre de trabalho. Eu imaginava que se fazia uso da pulverização e o combate de pragas incidia por 5 dias a uma semana, como a gente faz no algodão ou na soja, mas para minha surpresa isso não acontece porque se usam outras técnicas. Por meio de engenharia genética se buscam características nas plantas que são resistentes a um fungo, a uma praga, a um problema de solo. O que vocês fazem aqui deveria ser exemplo para outras culturas do Brasil. Ao invés de ajudar a excluir esse processo produtivo, eu vou auxiliar para que vocês possam fazer mais, possam ampliar os seus negócios", afirmou o ministro na abertura da coletiva.

Ao ser questionado sobre o seu posicionamento em relação ao futuro da cultura do tabaco, Blairo garantiu suporte e defesa ao setor que gerou na última safra mais de R$ 5 bilhões aos produtores. "Sou parceiro do produtor rural e meu papel é defender as cadeias produtivas do agronegócio. Nos causa indignação quando este setor que faz o que faz pelo País, social, econômica e ambientalmente, apanha diuturnamente da sociedade. Não estamos defendendo nada ilegal, produzir tabaco é absolutamente legal e se o mundo consome, qual é o mal nisso?", ponderou Maggi. O ministro enfatizou que veio com posicionamento positivo em relação ao setor e que retorna às atividades ainda mais convencido. Veja o que disse o ministro sobre as principais demandas do setor do tabaco:

RESOLUÇÃO 4.483 / PRONAF
Publicada no Diário Oficial da União no dia 05 de maio, a resolução 4.483 entrou em vigor no dia 1º de julho, alterando as normas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto atual restringe o financiamento a produtores rurais que não comprovarem, anualmente, a redução da dependência financeira da propriedade rural ao plantio de tabaco. Segundo Maggi, o assunto está sendo negociado conjuntamente com a Secretaria de Políticas Agrícolas, e a expectativa é que seja revogada no dia 28 de julho.

COP7
A 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece entre os dias 7 e 12 de novembro, na Índia, preocupa o setor pela falta de transparência no processo. "Este é um assunto que vamos começar a discutir e é um enfrentamento que faremos em todas as esferas necessárias. Eu estarei na Índia para participar desse evento, vocês têm um parceiro nesse sentido. Vamos tentar abrir espaço para a participação da cadeia produtiva, demanda do setor. Já sabemos que alguns relatórios foram produzidos por pessoas que desconhecem o setor e que mentiram grosseiramente. Já estamos fazendo as ponderações, ponto a ponto", frisou o ministro.

RECONVERSÃO
"Querem fazer a substituição do tabaco por outra cultura, mas quem em sã consciência aceita retroceder os seus rendimentos e mudar o seu padrão de vida? Qual produtor que tem uma renda de 10 vai querer ter uma renda de 2? Não vamos se enganar que a sociedade vai bancar os outros 8, o País não tem dinheiro para subsidiar. Até porque o subsídio é muito ruim, atrai ineficiência, incompetência, gente que não conhece o setor. Não vai funcionar por aí".

CONTRABANDO
"Nessa área não posso fazer muito além de vocês porque compete à Polícia Federal e aos órgãos de repressão. O que podemos e vamos fazer é alertar as autoridades competentes da área sobre esses números que são alarmantes". Atualmente, o contrabando corresponde a mais de 30% do mercado nacional de cigarros.

TRIBUTAÇÃO
"Sobre esse tema existe um grande paradoxo: a mesma sociedade que usa os recursos dos altos impostos do cigarro reclama que não quer o cigarro. Esses impostos são necessários, ainda mais nesse momento difícil que o País passa."

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, integrou a comitiva que recepcionou o ministro e avaliou como muito positiva a visita. "A visita foi excelente. Poucas vezes ouvimos um ministro tão claro e transparente em sua posição. Tínhamos uma expectativa positiva, porque sabemos da importância econômica e social do nosso setor, mas as declarações que ouvimos hoje por parte do ministro nos demonstram que ganhamos um novo aliado para defesa da cadeia produtiva do tabaco. Parece que o cunho ideológico foi superado e teremos uma pessoa que vai olhar para o que realmente traz resultado para o País: a renda, os empregos, os impostos gerados pelo setor", avalia Schünke

31 maio 2016

Cigarro é o principal fator de risco para o câncer bucal

 Dia 31 de maio é o Dia de Combate ao Câncer Bucal e Dia Mundial de Combate ao Fumo. Data reforça a importância de prevenir a doença mantendo uma boa saúde bucal e evitando o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.

O diagnóstico de câncer faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Com o bancário aposentado Vilson Alberti Santin, a notícia gerou diversos traumas e mudanças  bruscas. Depois de fumar e beber por cerca de 30 anos, recebeu o diagnóstico de câncer bucal. Descobriu a doença com 48 anos de idade em uma consulta de rotina. Ele sentia um desconforto no fundo da boca quando entrava em ambientes climatizados. Hoje, já com 57 e quase sem voz, ele sente as sequelas do cigarro e da bebida. “Tenho dificuldades para deglutir, falar e mastigar. Os dentes estão mais frágeis pelas radioterapias e estou quase sem voz”, conta o aposentado que também sofria com a baixa imunidade e, por isso, inclusive  mudou de cidade e estado buscando um clima mais estável. Apesar de já ter passado por duas cirurgias e 33 sessões de radioterapia, o diagnóstico precoce auxiliou para um tratamento eficaz da doença. Nesta semana o diagnóstico completa 10 anos e o Carcinoma Epidermóide de Palato Mole está controlado.
Cláudia Schavinski, oncologista clínica do Centro do Tratamento do Câncer (CTCAN) que acompanhou o tratamento e hoje faz o controle da doença do aposentado, ressalta a importância do diagnóstico precoce, através de exames rotineiros na boca. Feitos por um profissional de saúde, eles podem diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer. “A população deve fazer o auto-exame da boca a cada 6 meses. Já aqueles que bebem e fumam devem estar mais atentas e fazer uma avaliação com profissional pelo menos uma vez ao ano”, alerta. O acompanhamento é importante pois o Brasil é o quarto lugar em incidência no mundo e em 2016 são estimados mais de 15 mil novos casos. A taxa de cura nos casos iniciais pode chegar a 80%, contudo nos estágios avançados da doença, o tratamento tende a ser mais agressivo e a chance de cura se reduz proporcionalmente.

Causas e diagnóstico precoce
Os principais fatores de risco são: vício de fumar cigarros ou cachimbo, consumo frequente de álcool e no caso de câncer de lábio, a exposição solar sem proteção. Conforme a cirurgiã dentista do CTCAN, Alexandra Silveira, outras causas também são consideradas fatores que predispõem ao câncer de boca, como: má higiene bucal, pela maior quantidade de microorganismos ou traumas constantes na mucosa da boca. Ela explica que o uso de próteses dentárias mal ajustadas, dentes com restaurações ou bordas cortantes, ou mesmo queimaduras repetitivas ocorridas por alimentos muito quentes como, por exemplo, o chimarrão são situações que agridem as mucosas orais predispondo o aparecimento de neoplasias. Outros fatores que podem ser considerados são a presença do papiloma vírus (HPV), idade superior a 40 anos e uma dieta desequilibrada.

Fumo
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o hábito de fumar é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal. Atualmente mais de 10% da população brasileira são fumantes.  Vilson, que atribui quase 100% ao fato de ter sido fumante o desenvolvimento do câncer, faz uma recomendação. “Eu aconselharia a todos os fumantes que dessem uma repensada na próxima carteira, no próximo maço. Eu tenho certeza que o fumo e o álcool me levaram a esse estágio. Gostaria que todas as pessoas repensassem o cigarro”, pede. Para a oncologista Cláudia, a educação do público e o acesso a informações relacionadas aos fatores de risco; sinais e sintomas de alerta; a realização do autoexame bucal; além da capacitação dos profissionais cirurgiões-dentistas, são fundamentais para o diagnóstico das doenças bucais e seu tratamento adequado.

Sinais de alerta
De acordo com a oncologista, é comum os pacientes confundirem os tumores na boca com aftas. No entanto, o principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam por mais de duas semanas. “Outros sintomas são ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal”, explica. Ela alerta para algumas lesões que podem passar despercebidas. “É importante observar o tempo de duração destas alterações e procurar atendimento odontológico ou médico caso não haja melhora dos sintomas. Dificuldade de fala, mastigação e deglutição, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado”, complementa.

Homens x mulheres
Os homens são mais afetados que as mulheres, conforme a cirurgiã dentista, porque apresentam uma somatória dos três principais fatores de risco para neoplasia bucal. “Eles fumam muito mais que as mulheres, bebem mais álcool e se expõem mais continuamente as radiações solares sem proteção”, alerta. Somente no Rio Grande do Sul, em 2016, são estimados 2.260 novos casos de câncer de cavidade oral em homens e 490 novos casos em mulheres, segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Brasil, a estimativa é de 11.140 novos casos em homens e 4.350 em mulheres.  "O melhor tratamento é a prevenção, e a prevenção do câncer de boca é basicamente feita a partir da redução dos fatores etiológicos, bem como a visitas regulares ao dentista para se ter um diagnóstico precoce”, complementa Alexandra.

Saiba mais sobre os malefícios causados pelo cigarro CLICANDO AQUI

02 março 2016

Dia Nacional de Combate ao Contrabando

Nesta quinta-feira, 3 de março, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Contrabando. Entidades, instituições e órgão governamentais se mobilizam em prol do controle de fronteiras e da conscientização para que a população não consuma produtos ilegais. Porém, o problema continua sem solução. No caso do tabaco, que ostenta a ingrata posição no topo entre os produtos contrabandeados, representando 67,44% do total de produtos ilegais que entram no Brasil, a pirataria tem aumentado ano a ano. As estimativas atuais são de que 31% do consumo de cigarros no Brasil tem origem clandestina, principalmente do Paraguai. E os índices são ainda maiores na região Sul. No Rio Grande do Sul, estado campeão de produção, o mercado ilegal chega a 43,3%. Já no Paraná, 52,8% dos cigarros consumidos são oriundos da ilegalidade.

Atualmente, o contrabando movimenta em torno de R$ 6 bilhões por ano, segundo avaliação do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf). O órgão também revela que o prejuízo gerado, entre perdas do mercado formal e a não tributação, chega a R$ 6,4 bilhões. Com o contrabando, todos têm prejuízos: o governo deixa de arrecadar R$ 4,5 bilhões em impostos, as indústrias sofrem a concorrência desleal e os consumidores são expostos a produtos sem qualquer controle de qualidade. 

Para o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, o mercado ilegal prejudica a indústria nacional pagadora de impostos e submetida aos rígidos controles sanitários dos órgãos brasileiros e sacrifica o emprego dos trabalhadores. "O contrabando representa uma ameaça significativa para toda a sociedade porque financia outras atividades criminosas, como o tráfico de drogas e armas", comenta. "Por ser um problema complexo, o mercado ilegal de cigarros deve ser enfrentado com iniciativas diversas e complementares, como o fortalecimento das autoridades de combate e repressão, maior controle de fronteiras e severidade de penas aos infratores", explica. "Também é preciso que haja a conscientização de que medidas regulatórias excessivas e altos impostos contribuem para o crescimento da ilegalidade", acrescenta.

Uma das principais causas apontadas para a continuidade da prática do contrabando de cigarros é a alta lucratividade dos criminosos, que varia de 179% a 231%, segundo dados do Idesf. "Outro motivo é a diferença de preços do produto, ocasionado pela grande diversidade tributária entre o cigarro paraguaio e o brasileiro, que leva parte dos consumidores a optar pelo produto ilegal e mais barato", explica Iro Schünke.

MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA
Neste dia 3 de março acontece um grande evento em Brasília (DF) em favor da ampliação do combate ao contrabando no País. A iniciativa é do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), em parceria com instituições empresariais e da sociedade civil. O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, participará da programação que tem o objetivo de discutir e propor medidas contra o crime de contrabando e suas graves consequências para a sociedade e para economia formal. Além disso, as entidades envolvidas na organização do Dia Nacional de Combate ao Contrabando pretendem encaminhar ao governo propostas de ações que possam contribuir para o combate à pirataria.


SAIBA MAIS:
APREENSÕES - Dados da Receita Federal do Brasil mostram que no primeiro semestre de 2015 foram apreendidos 342 milhões de unidade de cigarros e similares, sendo que no primeiro semestre de 2014 o total havia sido de 234,7 milhões, representando aumento de 45,68%. Além disso, durante o ano de 2015, a Receita Federal promoveu a destruição de mais de 646 milhões de unidade de cigarros. E esses números representam apenas uma pequena parte do contrabando, pois o Brasil é grande em fronteiras e os criminosos conseguem burlar os sistemas de segurança, distribuindo produtos ilegais em todas as regiões do país. 

13 janeiro 2016

Revista do Sinditabaco destaca produtor da Favila

O Canguçuense Claudir Frank, da Favila - 1º distrito - foi destaque na publicação "SindiTabacoNews" do Sinditabaco. Na edição conjunta de Janeiro, Fevereiro e Março de 2016, a diversificação de culturas realizada na propriedade do agricultor foi tema da coluna "Fala, produtor".
A propriedade de Claudir tem 30 hectares e três estufas de fumo. São 7 hectares de tabaco Virgínia e outros destinados a milho, pêssego e eucalipto, além de mata nativa.

Veja o que diz a reportagem:
"Nesta terra, em se plantando, tudo dá!". A frase de Pero Vaz de Caminha, na carta escrita ao rei Dom Manuel de Portugal, ao ver toda a natureza exuberante do Brasil, nunca esteve tão atual. A diversificação de culturas é a prova disso e vem ganhando mais e mais adeptos. Caso do agricultor Claudir Frank, de Canguçu, no sul do RS. Ele segue à risca os ensinamentos difundidos pelo Programa Milho e Feijão Após a Colheita do Tabaco: além dos grãos, cultiva ainda aveia.
"As culturas se destinam à alimentação dos animais, extração de sementes e ainda servem como um colchão de proteção ao solo, renovando a terra e reduzindo a acidez e a erosão", explica. O revezamento da lavoura é feito de safra a safra do tabaco Virgínia, cuja previsão é de uma produção de 18 mil quilos (são 110 mil pés plantados). E a diversificação não para por aí. Uma área da propriedade é destinada exclusivamente para o plantio de 3 mil pés de pêssegos, que rendem cerca de 30 toneladas; em outra 6,5 mil árvores de eucaliptos são cultivados, madeira suficiente para o fornecimento de calor nas estufas de secagem do tabaco.

10 dezembro 2015

SindiTabaco lança campanha de prevenção da Doença da Folha Verde

"Colheita Segura" é o nome da campanha de educação. Uso do equipamento de prevenção garante 98% de proteção ao trabalhador rural. 

O trabalho na lavoura de tabaco se tornou mais seguro nos últimos anos. Desde o desenvolvimento da vestimenta de colheita, é possível prevenir o aparecimento da Doença da Folha Verde. O equipamento padrão é composto por calça e blusa leves e impermeáveis e luvas de nitrila, e a segurança aumenta se o trabalhador usar chapéu e botas. Uma pesquisa científica realizada em 2010 e 2011 mostrou que a proteção chega a 98%. 
Para orientar sobre o uso correto da vestimenta de colheita, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), lançou por meio de seu canal no Youtube, a campanha "Colheita Segura", que reforça as recomendações dadas aos produtores sobre o uso do kit de proteção. 
A avaliação da eficácia da vestimenta de colheita foi obtida através de estudo feito pela equipe de pesquisadores do médico Flávio Ailton Duque Zambrone, da Planitox, uma empresa de Campinas, São Paulo. 
A pesquisa foi conduzida em cinco diferentes áreas produtoras de tabaco Virgínia no Rio Grande do Sul - nos municípios de Venâncio Aires, Boqueirão do Leão, Pelotas, Turuçu e São Lourenço do Sul - e avaliou a exposição potencial dérmica dos trabalhadores à nicotina e a forma adequada de proteção.
O procedimento de colheita ocorreu com tabaco molhado, que é o cenário mais favorável à contaminação, pois a umidade favorece a dissolução da nicotina das folhas, e consequentemente, há maior exposição do trabalhador. Participaram do estudo 18 pessoas, de ambos os sexos, não fumantes e com experiência na colheita. A análise e quantificação dos resíduos foram realizadas por métodos analíticos previamente validados, conforme preconizado pela Resolução RE no 899/2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao analisar as amostras coletadas, o fator de penetração calculado foi de 2%, que é a quantidade de resíduo possível de penetrar através da vestimenta de proteção e alcançar a pele. Por isso, a conclusão da pesquisa foi de que a proteção é de cerca de 98%, mostrando que o uso da vestimenta de colheita reduz de maneira significativa e eficaz a quantidade de nicotina que pode estar potencialmente em contato com a pele do trabalhador.
Além dos investimentos feitos em pesquisas e no desenvolvimento da vestimenta de colheita, as indústrias do tabaco também vêm trabalhando pela conscientização, com o objetivo de preservar a saúde e a segurança dos produtores. Conforme o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os orientadores agrícolas recomendam e incentivam o uso correto da vestimenta, que é disponibilizada a todos os produtores integrados. "Também são feitos seminários de conscientização e campanhas de mídia e distribuídos folders que orientam sobre os cuidados necessários", acrescenta.
SAIBA MAIS:
- A vestimenta de colheita foi desenvolvida em 2009, com base em trabalhos de pesquisa conduzidos pelo professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e consultor em segurança do trabalho rural, Luiz Carlos Castanheira. Depois dos estudos junto a produtores rurais gaúchos e catarinenses, o pesquisador ajustou detalhes relacionados ao conforto térmico dos trabalhadores. O resultado foi uma vestimenta confeccionada em tecido fino de poliamida emborrachada e resinada, impermeável à água e com dispositivos adequados de ventilação. 
- A Doença da Folha Verde do Tabaco, também conhecida como Green Tobacco Sickness (GTS), é uma doença ocupacional associada com a exposição dos trabalhadores à nicotina, durante a colheita do tabaco. A nicotina é um alcaloide presente nas folhas de tabaco, solúvel em água e lipídios, podendo ser absorvida pela pele, principalmente quando as folhas estão molhadas por chuva ou orvalho. Caracteriza-se como uma intoxicação cujos principais sintomas são dor de cabeça, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e tonturas.

23 outubro 2015

SindiTabaco empossa nova diretoria

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) empossa a nova diretoria nesta sexta-feira, 23 de outubro, às 20 horas, no Restaurante Águas Claras Higienópolis, em Santa Cruz do Sul (RS). Reeleito para o quarto mandato consecutivo, Iro Schünke, continua à frente da entidade nos próximos três anos.

Segundo Schünke, com o objetivo de defender os interesses comuns das 16 empresas associadas, a entidade tem como foco a sustentabilidade da cadeia produtiva do tabaco e a manutenção da renda e dos empregos gerados, bem como a comunicação e a transparência. "Temos avançado no sentido de levar a cada vez mais pessoas, de diferentes regiões do Brasil, informações sobre o setor, difundindo sua importância social e econômica para milhares de pessoas do Sul do País, bem como as ações que desenvolvemos", afirma o executivo.
Iro Schünke inicia o quarto mandato como presidente do SindiTabaco / Divulgação

No mandato que inicia, Schünke vislumbra novos desafios, especialmente relacionados a assuntos regulatórios, outro grande foco do SindiTabaco. "Vamos seguir buscando um ponto de convergência ou de equilíbrio entre as questões relacionadas à saúde e à geração de renda e empregos da cadeia produtiva. Encerramos 2015 conscientes de que foi um ano difícil no cenário político e econômico do País, mas acreditando que o setor continuará avançando, mantendo o Brasil como o maior exportador de tabaco em folha do mundo e o segundo maior produtor", avalia.

GESTÃO 2015-2018

DIRETORIA
Iro Schünke, presidente
Norberto Kliemann, vice-presidente de Secretaria
Daniel de Moura Barbosa, vice-presidente de Finanças
Valmor Thesing, vice-presidente de Relações Industriais (Recursos Humanos)
Flávio Lucas Goettert, vice-presidente de Assuntos Fiscais
Claudimir Rodrigues, vice-presidente de Produção e Qualidade de Tabaco
Felipe Bremm, vice-presidente de Gestão Ambiental e Responsabilidade Social
Suplentes: Guido Knies, Marco Antonio Dotto, Roberto Naue, Heitor Celso Kipper, Wilson Klemann e Eduardo Manoel Jardim Alves.

CONSELHO FISCAL
Ingo Arnaldo Fischborn, Lauro Afonso Goerck, Ronaldo Boettcher
Suplentes: Vernei Lamartes Oberbeck e Adelir Legramanti

DELEGADOS REPRESENTANTES
Iro Schünke e Norberto Kliemann
Suplentes: Valmor Thesing e Felipe Bremm

01 outubro 2015

Conselho Tutelar ganha carro da JTI

Conselheira Heloisa Moura comemora entrega do veículo. Foto: Augusto Pinz

Ocorreu, na manhã desta quinta-feira (01) a entrega de um automóvel para o Conselho tutelar de Canguçu, através de doação da empresa JTI (Japan Tobacco International). A intermediação da doação ocorreu por pedido do deputado estadual Pedro Pereira (PSDB), que durante ato de entrega pediu, também, doação para o Hospital de Caridade de Canguçu (HCC).
O veículo é um Gol ano 2010 modelo 2011 completo, que servirá exclusivamente para o atendimento necessários de deslocamento dos Conselheiros no exercício de suas atividades.
Estiveram presentes, o Prefeito Municipal Gerson Nunes (PT), o Secretario Municipal de Assistência Social Demaicon Peter, Imprensa Local e representando a Empresa JTI através do Líder de Produção Fernando Leite, Líder Produção, do Supervisor Regional de Produçã Eder Blank, e do Supervisor de Projetos de Campo Pablo Cardoso .

Acreditem, ali atrás tem um carro!!! 
Diretor da JTI, Fernando Leite, assina a doação do carro. 
Prefeito fala da importância da doação e do serviço que é prestado pelo conselho. 
Fotos: Augusto Pinz


28 agosto 2015

Psicóloga Canguçuense conduz pesquisa de fumantes com HIV

A dependência física e psicológica, e os aspectos comportamentais do fumante portador de HIV/Aids são avaliados no trabalho de pesquisa efetuado pela psicóloga com especialização em Abordagem Multidisciplinar em Dependência Química pela Furg, Marília Souza, doutoranda em Saúde e Comportamento pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), com o intuito de sugerir intervenções aos profissionais de saúde no tratamento do público-alvo. A ideia é avaliar os possíveis danos causados a essas pessoas e as alterações cerebrais que acontecem em função do vírus, níveis de saúde físico, nutricional e mental.

Marília destaca que o ato de fumar desenvolve um hábito e com ele os gatilhos que levam o usuário a fazer uso do cigarro. No aspecto psicológico, é comum entre os fumantes falarem que combate a ansiedade e porque gostam da sensação do cigarro entre os lábios ou entre os dedos, porque diminui o peso, entre outras justificativas. “Essa questão de entender a expectativa em relação ao cigarro será justamente para montar estratégias e listar as interferências comportamentais e com isso auxiliar o fumante a parar com o hábito.

Marília destaca que os dados a envolverem o tabagismo são preocupantes. O cigarro é a maior causa de morte evitável, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Na população geral, é responsável por 21% dos óbitos. Já no público-alvo do trabalho esse percentual é mais do que o dobro: 44% entre os portadores do vírus HIV e 88% entre os que desenvolvem a doença. Por isso a necessidade de estratégias de combate, salienta a pesquisadora.

A fase atual é de aplicação de questionários a 452 pacientes do Serviço de Assistência Especializada (SAE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A pesquisa deve estar concluída até o final do ano e embasará trabalhos científicos, além de traçar as estratégias para o serviço de saúde. O teor não pode ser divulgado antes da publicação em um periódico científico. Conforme Marília, serão avaliados os possíveis danos causados pelo cigarro e as alterações cerebrais que acontecem em função do vírus, os níveis de saúde físico, nutricional e mental. Com base na referência bibliográfica utilizada, a psicóloga salienta que entre os soropositivos fumantes é comum maior número de homens, o baixo nível escolar e o desemprego.

Também levando em consideração a bibliografia estudada, a psicóloga cita que entre os portadores da doença e fumantes, os sintomas depressivo e o estresse são notados. Já os físicos indicam a perda do músculo da face e o aumento do abdômen, do tórax e da nuca, causados pela medicação (lipodistrofia). “Minha preocupação é conseguir pesquisar um fator, que é o tabagismo, embora tenha havido uma queda no número de fumantes de 45% entre 1989 e 2010, segundo o Inca (Instituto do Câncer)”, fala.

O uso do narguilé 
Para a campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo, cuja data transcorre amanhã, o tema deste ano é O uso de narguilé e a iniciação ao fumo. A decisão do Inca se deu em decorrência do crescente número de novos usuários desse dispositivo para consumo do tabaco no Brasil. De acordo com dados da PETab 2008 (Inca), o cachimbo de origem oriental tinha, na época, quase 300 mil consumidores no país. O narguilé possui uma característica peculiar: um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente. Tal fato reforça o aspecto da socialização do cachimbo, algo muito atraente, especialmente para os jovens. No narguilé o tabaco é aquecido e a fumaça gerada passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma mangueira.

Parar é possível
O comerciante Alex Resende Martins, 48, fumou por 32 anos. Decidiu parar quando a filha, na época com dois anos, o viu com cigarro na mão, embora ele sempre tentasse esconder dela, e disse que ia fazer mal para a garganta dele e ia precisar de um “doutor”. O comentário o tocou tanto que no outro dia saiu em busca de remédio para começar o tratamento. Sozinho não conseguiria, admitiu para si mesmo.

Levou três meses para definitivamente largar o vício. Foi um tempo de tratamento e outro de reforço. Nem pescar ia, para não lembrar do cigarro, porque associava uma coisa à outra. Quando terminou o reforço ficou muito tenso, “pavio curto”, como se definiu. “Tive que ir para o psiquiatra. Mais uns dois meses”, conta. Um outro medicamento, dessa vez para combater a ansiedade, lhe foi receitado.

Havia engordado 22 quilos. Começou a se sentir mal e resolveu fazer um check-up. E o resultado foi frustrante: todas os indicadores estavam aumentados. “Não sabia nem por onde começar. Hoje estou de dieta e já emagreci bastante. Agora vou fazer exercício. Antes não ia porque me achava muito gordo para academia”, conta. E ele segue: “Pela minha filha valeu ter parado de fumar, porque quero cuidar dela. Se eu pudesse ter um desejo atendido, era para ser eterno, só para ficar perto dela.”

31 maio 2015

31 de Maio: DIA MUNDIAL SEM TABACO

A Organização Mundial de Saúde, instituiu o dia 31 de maio como: DIA MUNDIAL SEM TABACO,que visa alertar para os riscos de saúde associados ao uso do tabaco e defender a adoção de políticas eficazes para reduzir o seu consumo.

Em Canguçu a primeira e benéfica restrição quanto ao hábito de fumar em locais fechados, principalmente em repartições públicas, foi instituído na Câmara de Vereadores, na presidência do ex-vereador Salazar Ribeiro de Souza,através da Resolução Nº 02/86, que proibiu fumar na Sala de Sessões Joaquim de Deus Nunes, abrangendo vereadores, funcionários e demais participantes das sessões plenárias. 
Posteriormente por ocasião da atual Lei Orgânica foi incluída proibição de fumar nos meios de transporte coletivo e nas repartições públicas(Art. 198), por indicação do ex-vereador Daltro Tavares.


12 maio 2015

Contrabando será tema de eventos em Brasília

Fonte: SindiTabaco

Maio 2015 - Com o intuito de ampliar o Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) promovem eventos em Brasília na próxima quinta-feira, 14 de maio. As atividades iniciam às 10 horas, na Câmara dos Deputados, onde acontece a posse da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação, presidida pelo deputado federal Efraim Filho. Na ocasião será entregue Manifesto sobre o tema aos presentes. Na sequencia, o grupo se reúne para tratar da agenda de atividades do Movimento em Defesa do Mercado Legal, durante reunião-almoço.

O FNCP estima que o país tenha prejuízos em torno de R$ 100 bilhões com o contrabando (perdas setoriais + sonegação), recurso suficiente para construir 1,4 milhão de casas populares; 105 mil km de rodovias; 77 mil leitos hospitalares e 19 mil creches. Entre os desafios da comissão destacam-se:
1. Controle das fronteiras, combatendo o contrabando por meio de rigorosa fiscalização que evite o ingresso de produtos que não pagam impostos, não geram empregos e aumentam a criminalidade no País;
2. Criação de uma agenda positiva Brasil/Paraguai, de caráter empresarial, para que o país vizinho possa se desenvolver de forma sustentável;
3. Promoção de ajustes tributários para que os produtos legalizados possam ser mais competitivos, reduzindo assim a atratividade financeira de mercadorias contrabandeadas e fazendo o ambiente de negócios mais justo e competitivo. 
O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, participa dos eventos. Ele também esteve presente no ato pelo Dia Nacional de Combate ao Contrabando, promovido pela ETCO e FNCP em março. O evento Pelo fim do contrabando contou com a participação de parlamentares e entidades representativas de diversos setores.

"A Receita Federal tem atuado no sentido de coibir ações ilícitas, mas o Brasil é grande em fronteiras e o mercado ilegal continua se agravando. Outras ações são necessárias para frear o problema. Além de prejudicar o setor formal organizado, que gera renda e empregos, o contrabando causa prejuízo direto aos cofres públicos que deixam de arrecadar com o produto legal, no caso dos cigarros um dos mais tributados no país", avalia Schünke.

CIGARROS - Segundo o IBOPE inteligência, o contrabando superou o patamar de 31% do mercado brasileiro de cigarros em 2014, números equivalentes a uma evasão fiscal de R$ 4,5 bilhões. Dados da Receita Federal apontam que no último ano foram apreendidos mais de 182 milhões de maços de cigarros, o que corresponde a mais de 3,64 bilhões de cigarros ilegais retirados de circulação. O montante apreendido supera o valor de R$ 514 milhões e representa 28% do total apreendido pela Receita no ano. De acordo com o FNCP, um caminhão carregado de cigarros paraguaios poderia confeccionar 26 mil uniformes escolares.

07 maio 2015

Audiência pública em Canguçu vai debater cadeia produtiva do tabaco

As dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores de fumo em Canguçu, na região Sul do Estado, serão debatidas em audiência pública da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, presidida pelo deputado Adilson Troca (PSDB). O requerimento, de autoria do deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), foi aprovado na reunião ordinária desta quarta-feira (6). 
A reunião em Canguçu deverá ouvir representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social e da Saúde; Incra; Emater; Conab; secretarias de Desenvolvimento Rural e da Agricultura; Famurs; Uvergs, Fetraf; Fetag; Afubra; Sindtabaco; Movimento dos Pequenos Agricultores; prefeituras e Câmaras de Vereadores da região. Por sugestão do deputado Sérgio Turra (PP), também a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia deverá participar, uma vez que é tema de interesse.

O presidente, Adilson Troca, anunciou que no dia 18 a comissão realiza audiência pública em Caxias do Sul, para tratar do desenvolvimento regional.

Participaram da reunião os deputados Adilson Troca (PSDB), Tiago Simon (PMDB), Nelsinho Metalúrgico (PT), Zé Nunes (PT), João Fischer (PP), Sérgio Turra (PP), Eduardo Loureiro (PDT) e Any Ortiz (PPS).

26 fevereiro 2015

Mercado ilegal preocupa setores produtivos brasileiros

Dia Nacional do Combate ao Contrabando - Para marcar a data dedicada ao combate ao contrabando, o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), em conjunto com mais de 20 entidades empresariais e organizações da sociedade civil, estão organizando um ato em defesa do mercado legal brasileiro. O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, participa do evento Pelo fim do contrabando na próxima terça-feira, 3 de março, às 15 horas, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

Na ocasião, será apresentado um balanço do problema, seus impactos e sugestões para solucioná-lo. Além dos membros das entidades representativas, o evento contará ainda com a presença de parlamentares, com quem serão discutidas as questões citadas, na busca pelo combate ao contrabando. Segundo dados do IBOPE inteligência, o contrabando superou o patamar de 31% do mercado brasileiro de cigarros em 2014, números equivalentes a uma evasão fiscal de R$ 4,5 bilhões ao governo federal.

De acordo com o Balanço Aduaneiro de 2014 divulgado pela Receita Federal, no último ano foram apreendidos mais de 182 milhões de maços de cigarros, o que corresponde a mais de 3,64 bilhões de cigarros ilegais retirados de circulação. O montante apreendido supera o valor de R$ 514 milhões e representa 28% do total apreendido pela Receita no ano. A apreensão total de mercadorias processadas pela Receita Federal, nas áreas de fiscalização, repressão, vigilância e controle sobre o comércio exterior (inclusive bagagem), resultou no ano de 2014, no montante de R$ 1,80 bilhão, um aumento de 3,70% em relação ao ano de 2013. Entre as mercadorias apreendidas, encontram-se produtos falsificados, tóxicos, medicamentos e outros produtos, inclusive armas e munições.

"A Receita Federal tem atuado no sentido de coibir ações ilícitas, mas o Brasil é grande em fronteiras e o mercado ilegal continua se agravando. Outras ações são necessárias para frear o problema. Além de prejudicar o setor formal organizado, que gera renda e empregos, o contrabando causa prejuízo direto aos cofres públicos que deixam de arrecadar com o produto legal, um dos mais tributados no país", avalia Schünke.

SindiTabaco