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06 março 2026

Brasil registra recorde histórico nas exportações de tabaco em 2025

Negócios externos somaram US$ 3,389 bilhões, 13,85% acima do ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado.

Março de 2026 – O Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões.

O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas).

A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco.

Destinos do tabaco brasileiro

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia.

Principais países importadores 2025

1º Bélgica (US$ 733,4 milhões)

2° China (US$ 576,5 milhões)

3° Indonésia (US$ 280,4 milhões)

4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões)

5° Vietnã (US$ 148,7 milhões)

6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões)

7° Turquia (US$ 123 milhões)

Sul do Brasil responde por 98% das exportações

Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior.

20 fevereiro 2026

'Condições impossíveis': produtores do RS relatam dificuldades de acesso a crédito

 Entidades apontam entraves nas regras da MP 1314/2025 e questionam execução da linha de R$ 12 bilhões ofertada pelo BNDES.

Após quatro safras seguidas de prejuízos, o Rio Grande do Sul caminha para mais perdas na temporada 2025/26. Segundo a Emater-RS, tanto a soja quanto o milho segunda safra enfrentam um cenário crítico devido à estiagem e às altas temperaturas. Diante desse cenário, as duas culturas devem ter o potencial produtivo reduzido.

Enquanto as lavouras sofrem com o déficit hídrico, os produtores rurais gaúchos lutam para sobreviver. A soma dos prejuízos em campo resulta em dívidas que se acumulam a cada safra, sem perspectiva de solução no médio e longo prazo.

Arlei Romeiro, presidente da Associação de Produtores e Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (Aper), avalia que as instituições financeiras têm parcela de culpa no cenário que se desenha no estado. “Muitos produtores procuram os bancos, mas os critérios de enquadramento são tantos que acabam não conseguindo os recursos”, aponta.

Romeiro também questiona sobre relatos de produtores mais idosos, que estariam sendo excluídos sob a justificativa de não se enquadrarem no público-alvo. A situação, na avaliação dele, indicaria possível divergência entre a circular operacionalizada pelos bancos.

Recursos que não chegam

Em outubro de 2025, a abertura de uma linha de crédito com orçamento de R$ 12 bilhões operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prometia um respiro para a saúde econômica das propriedades rurais com perdas de safra. Esse alívio, contudo, não chegou para muitos produtores do Rio Grande do Sul.

Encerrado em 10 de fevereiro, o programa do BNDES liberou um total de R$ 7,5 bilhões em operações de renegociação de dívidas. Sobre a linha emergencial, criada a partir de uma medida provisória, o presidente da Aper aponta critérios impostos pelos bancos que são praticamente impossíveis de serem cumpridos.

A dificuldade relatada pela associação se reflete em casos concretos no interior do estado. Em Toropi, o produtor Tarlen Schach afirma que tentou renegociar dois custeios de R$ 340 mil junto à cooperativa de crédito. Segundo ele, apenas um dos contratos foi enquadrado na MP 1314/2025, com prazo de oito anos e juros controlados. O outro precisou ser renegociado com juros livres, após a instituição não aceitar o parcelamento na modalidade prevista na medida provisória.

Schach relata que quitou pendências para retirar o nome do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), mas afirma que, mesmo com a emissão de certidão negativa de débitos, o parcelamento não foi formalizado. “Disseram que eu tinha perdido o prazo e que não havia mais recurso”, afirma.

De acordo com o produtor, a dívida inicial, de cerca de R$ 700 mil, já estaria sendo cobrada em aproximadamente R$ 1 milhão para novo parcelamento em nove anos, com juros livres. Ele diz ainda que foi notificado de que, caso não assine o acordo, a instituição poderá executar garantias vinculadas às áreas dadas em alienação. “Agora não sei mais o que fazer”, desabafa.

Bancos de um lado, produtores do outro.

Outro ponto relatado é sobre o prazo final de acesso à linha do BNDES. Na circular enviada às instituições financeiras, constava que as operações precisariam ser protocoladas até 6 de fevereiro de 2026. Porém, o prazo para contratação do financiamento deveria ser feito até 10 de fevereiro.

Romeiro avalia que faltou clareza, o que fez com que muitos produtores não conseguissem acessar os recursos. “Isso não pode ser um problema que acaba sendo descontado e cobrado do produtor rural”, diz.

Para José Carlos Vaz, consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, as normas que compõem a MP 1314/2025 e a MP 1316/2025, que tratam da liquidação de dívidas rurais, “foram mal redigidas”, acarretando dificuldade no cumprimento de prazos e entrega de documentos.

Na avaliação dele, a maior parte dos produtores que estão enquadrados na MP está em situação de endividamento e de vulnerabilidade financeira significativa. Nesse contexto, Vez argumenta que as instituições optam por não correr o risco e pedir garantias que diminuam a possibilidade de desonra dos compromissos financeiros.

“Contudo, a regra geral é que se o produtor está enquadrado na norma e o banco diz que aceita o risco dele, o banco tem que cumprir o compromisso”, pondera.

Vaz também alerta que se o produtor comprovar que já cumpria todas as exigências e faltava apenas o processamento das certidões ou da operação, pode recorrer à Justiça para garantir o enquadramento na linha.

RS vive ciclo sem precedentes.

Em dezembro do ano passado, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) encaminhou um ofício ao governo federal pedindo mudanças na MP 1314/2025 por causa de entraves na adesão dos produtores rurais gaúchos.

“A linha de R$ 12 bilhões foi insuficiente e mal construída e não faltaram avisos e reuniões para demonstrar”, afirma Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul. Segundo ele, dados do Banco Central mostram que a maior parte das dívidas foi renegociada com recursos livres, a juros entre 18% e 22%.

Para Luz, isso desmente o argumento de que teria faltado demanda. “Quem em sã consciência preferiria juros mais altos a mais baixos?”, questiona.

Sobre a situação vivida pelo estado, o economista é categórico e afirma que se trata de uma crise sem precedentes. “Os produtores têm que se adaptar”, diz. Nesse sentido, ele aponta que só uma boa colheita seria capaz de reverter o cenário.

Para a safra 2025/26 do Rio Grande do Sul, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 38,9 milhões de toneladas de grãos, um avanço de 8,4% em relação à temporada anterior. O resultado, porém, depende das condições climáticas e pode influenciar diretamente a capacidade de recuperação financeira do setor.

O Canal Rural procurou o BNDES para comentar os relatos de exclusão apresentados na reportagem, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

Canal Rural

04 fevereiro 2026

Pó do tabaco se transforma em fertilizante orgânico

Em 2025, 23 mil toneladas do resíduo industrial foram recicladas. O cumulativo dos últimos 12 anos é de mais de 175 mil toneladas de materiais, que retornam às propriedades para fertilizar as lavouras e melhorar a produtividade.

O pó de tabaco, resíduo do processamento das folhas, retorna às propriedades produtoras na forma de fertilizante orgânico. A reciclagem integra as iniciativas em prol da sustentabilidade ambiental conduzidas pelas empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A produção do Fertileaf é realizada pela Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), e o produto é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e certificado como fertilizante orgânico Classe A.

Após o processamento, o adubo retorna às unidades industriais, que o distribuem aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), fortalecendo a lógica da economia circular junto aos próprios produtores da cadeia. Além da certificação do Ministério da Agricultura, o produto conta com o selo Ecocert, que atesta o uso apropriado do insumo para a produção orgânica, de acordo com normas brasileiras e internacionais.

Conforme dados da Fupasc, entre 2014 e 2025 foram produzidas mais de 175 mil toneladas de fertilizante orgânico. A reciclagem junto à Fundação iniciou em 2014, ano em que foram processadas 5.375 toneladas de pó de tabaco. Com o passar dos anos, a transformação do descarte em fertilizante passou a abranger mais unidades e setores das indústrias, de modo que, atualmente, a totalidade do pó segue para transformação em adubo. Em 2020, já eram produzidas 14.692 toneladas de fertilizante. E em 2025, o volume chegou a 22.991,80 toneladas, que irão fertilizar lavouras da safra 2025/2026.

Para a produção, o pó de tabaco recebe a adição de cinzas de caldeiras à lenha aproximadamente (3%), este um resíduo industrial classe II, gerado nas industrias fumageiras, além de um consórcio de micro-organismos. O coordenador de Sustentabilidade da Fupasc, engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Sebastião Bohrer, explica que a cinza é utilizada para correção do pH e que os micro-organismos aceleram a fermentação dos resíduos. “No tratamento, o pó de tabaco e a cinza são umidificados em um sistema coberto, chamado de leiras, onde também é adicionado o consórcio de micro-organismos para promover a degradação e a estabilização dos resíduos”, explica.

Economia circular sustentável

Segundo a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, a sustentabilidade ambiental e econômica faz parte do propósito das empresas de tabaco, tanto em suas operações industriais quanto nas demais atividades de toda a cadeia produtiva. “A reciclagem de todos os resíduos produzidos é uma ação permanente. E, no caso da produção de fertilizante a partir do pó de tabaco, cumpre todos os requisitos da economia circular sustentável”, afirma. “E isso vem sendo alcançado com o comprometimento dos gestores e das equipes técnicas”, completa.

O que é o Fertileaf

E um fertilizante orgânico Classe A, com registro no Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA EP RS-3713-3, resultado de cerca de 20 anos de pesquisas e experimentos para o desenvolvimento da biotecnologia e da estrutura adequada para compostagem e estabilização dos resíduos provenientes do setor fumageiro. O produto também é certificado pela Ecocert como insumo apropriado para a produção orgânica. O processo de compostagem foi desenvolvido com base nas premissas da economia circular, em que o produto gerado retorna aos produtores.

Como é produzido

A produção do Fertileaf ocorre por meio de um processo de compostagem em área 100% coberta, com ciclo fechado, denominado fermentação em estado sólido, sem geração de resíduos líquidos. A eficiência do processo é avaliada diariamente por meio da medição da temperatura das pilhas de maturação do composto orgânico e também por ensaios de germinação de sementes de ervas daninhas. A fundação recebe o pó cru e as cinzas das empresas associadas, adiciona os micro-organismos e, após 90 a 120 dias de maturação e estabilização, o produto está pronto para retornar às empresas. Na produção, 100% da energia utilizada é proveniente de usina solar própria, e 100% da água é de reuso (pluvial).


Leia este e outros textos no Blog Empreendedores do Campo: https://www.sinditabaco.com.br/blog

31 janeiro 2026

4º Encontro da Romaria Ecumênica da Agroecologia

 🌿 Convite especial! 🌿

Nos dias 18 e 19 de abril, a comunidade quinto distrito de Canguçu se reúne para dois dias de partilha, formação, cultura e celebração, fortalecendo a segurança alimentar e a agroecologia nos territórios da agricultura familiar, da reforma agrária e das comunidades quilombolas.

📅 Programação com mística, seminário, visitas às unidades familiares de produção agroecológica, feira, noite cultural e a comemoração do aniversário da comunidade, com caminhada e momentos reflexivos.

🤝 Um espaço de troca de saberes, fortalecimento da luta coletiva e celebração da vida no território.

👉 Venha participar e celebrar com a gente! 💚🌱

#Agroecologia

#SegurançaAlimentar

#AgriculturaFamiliar

#ReformaAgrária

#ComunidadeQuilombola

#FeiraAgroecológica

#CulturaPopular

#PartilhaDeSaberes

#VidaNoTerritório

#ResistênciaECuidado


26 janeiro 2026

Brasil registra 77,8 milhões de raios por ano; Bovinos são atingidos com maior frequência

O Brasil registra cerca de 77,8 milhões de descargas elétricas para o solo a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A posição geográfica do país e o clima tropical explicam a liderança mundial no fenômeno. A República Democrática do Congo aparece em segundo lugar, com 43,2 milhões de raios anuais, seguida pelos Estados Unidos, com 35 milhões.

Tocantins lidera o ranking estadual com maior densidade de raios, registrando 19,8 descargas por quilômetro quadrado ao ano. Amazonas, Acre, Maranhão e Pará completam as posições seguintes. As regiões Norte e Centro-Oeste concentram os maiores índices devido às condições climáticas favoráveis à formação de tempestades.

Bovinos entre as principais vítimas das descargas atmosféricas

Levantamento do INPE aponta que entre 2010 e 2019 morreram 2.973 cabeças de gado atingidas por raios no Brasil. O número representa perdas 3,3 vezes maiores que as mortes humanas pelo mesmo fenômeno no período analisado

Diferentemente dos casos envolvendo pessoas, onde geralmente morre uma vítima por evento, no caso dos animais a média é de 18 cabeças de gado por ocorrência. A perda estimada pelas mortes dos animais no período alcança cerca de R$ 15 milhões, com prejuízo médio de R$ 5 mil por animal aos criadores.

Mato Grosso lidera o ranking dos dez estados com maior número de mortes de animais, registrando 437 óbitos, seguido por São Paulo (361) e Mato Grosso do Sul (358). Tocantins, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Paraná completam a lista, totalizando 86% das mortes no país.

Comportamento animal aumenta vulnerabilidade aos raios

Os bovinos buscam proteção da chuva embaixo de árvores isoladas nos pastos, que também funcionam como pontos de atração para as descargas elétricas. Quando o raio atinge a árvore, a corrente elétrica percorre o solo e eletrocuta os animais que estão ao redor.

O maior número de animais mortos por um único raio foi de 103 bovinos, em 16 de março de 2018, em Cacoal (RO). Os animais tentavam se abrigar embaixo de uma árvore durante a tempestade quando foram atingidos.

As estações de primavera e verão concentram a maior parte das mortes (67%), períodos mais quentes do ano com maior número de tempestades e raios. Estas também são as épocas de maior disponibilidade de pastagens para alimentação animal.

Segundo o INPE, 26% das fatalidades com raios acontecem em áreas rurais. A exposição constante dos trabalhadores e animais a céu aberto aumenta a vulnerabilidade.


Instalações elétricas adequadas reduzem riscos

Especialistas recomendam aterramentos corretos a cada 200 metros de cerca, com instalação adequada de para-raios. Profissionais estimam que 90% das cercas rurais estão mal instaladas, com reaproveitamento de metal oxidado e aterramentos inadequados.


O poder de destruição de um raio

A intensidade de um raio médio é cerca de mil vezes superior à de um chuveiro elétrico. Uma única descarga pode ultrapassar os 30 mil ampères e percorrer distâncias de distâncias de até 5 km. Esse nível de energia é capaz de causar danos severos tanto a seres humanos quanto à infraestrutura das cidades.

Fonte: Agro em Campo


25 janeiro 2026

AGRICULTOR COLHE PEPINO DE 7 KG EM SC


 CASO RARO! Um pepino de 90 centímetros e sete quilos chamou a atenção dos moradores de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A hortaliça, colhida em 12 de janeiro, tem um tamanho muito acima do padrão.

O pepino foi cultivado pelo agricultor Ambrósio Magnani (85 anos), conhecido na comunidade como “Nonô Bode”. Com uma vida inteira dedicada à agricultura, ele afirma que nunca tinha visto algo semelhante.

“Comprei a muda numa agropecuária sabendo que poderia ser um pouco maior que o normal, mas fiquei surpreso com o quanto cresceu”, conta o agricultor.

A filha de Ambrósio, Alaide Martins, contou que o plantio foi feito no fim de setembro e recebeu os mesmos cuidados das outras hortaliças da horta.

“Ele usou o mesmo adubo que costuma colocar no milho. Não teve nada de diferente”, disse.

Apesar do cultivo comum, apenas um pepino cresceu de forma exagerada. Outro fruto no mesmo pé não deve atingir tamanho semelhante porque a planta está enfraquecida.

No Brasil, os principais tipos de pepino cultivados são o caipira, o de conserva, o aodai (ou comum) e o japonês, que é o maior deles, embora raramente ultrapasse 30 centímetros.

Segundo o pesquisador da Estação Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Gerson Wamser, o caso é realmente raro.

“É bem fora do normal. A gente nem sabe exatamente qual semente foi usada, já que a muda foi comprada pronta. Isso pode acontecer na natureza como uma mutação genética, algo muito raro, talvez um em um milhão”, explica.

O pesquisador explica que, se o clima ou o adubo fossem os únicos responsáveis, outras plantas também teriam crescido mais. “Como foi só um pepino, a hipótese mais forte é a genética mesmo”, afirma.


Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias

16 dezembro 2025

Produtores de pêssego enfrentam prejuízos em Canguçu e região

O comunicador Geraldo Dannenberg conversou na manhã de segunda-feira (15/12) com o produtor de pêssego João Antônio Anguinoni, que relatou a difícil situação enfrentada pelos produtores do município durante a safra deste ano.

Segundo João Antônio, no último sábado pela manhã, uma indústria chegou a mandar embora 17 caminhões carregados de pêssego. O motivo, de acordo com o produtor, foi a falta de mão de obra e também a falta de espaço para armazenar a fruta, o que acabou impedindo a entrega da produção.

A situação gera um prejuízo enorme para quem trabalha com o cultivo do pêssego, já que muitos produtores não conseguem comercializar a safra. Durante a entrevista, o produtor fez um apelo e disse que, quem quiser ir até a sua propriedade para colher e buscar o pêssego, pode levar a fruta de forma gratuita, já que não há outra alternativa diante da impossibilidade de venda.

A Rádio Cultura segue acompanhando o caso e dando voz aos produtores rurais do município.(Propriedade da família Felix)

Fonte: Rádio Cultura AM.



11 novembro 2025

Tarifaço dos EUA ameaça início da colheita de tabaco e milhões em exportações no RS

 


Em 2024, o país norte-americano foi o terceiro maior comprador no estado, movimentando mais de US$ 245 milhões.

Enquanto produtores do Rio Grande do Sul iniciam a colheita do tabaco com boas expectativas para a safra, o setor enfrenta um desafio que pode comprometer os resultados: a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A medida já afeta diretamente um dos principais mercados do tabaco gaúcho e acende o alerta entre agricultores e representantes da indústria.

A produção nacional no último ano foi de 719 mil toneladas, sendo 303 mil apenas no Rio Grande do Sul, o equivalente a 42% do total brasileiro. Com o clima colaborando, a expectativa é repetir os bons números em 2025.

No entanto, o cenário internacional preocupa, visto que, em 2024, os Estados Unidos foram o terceiro maior comprador do tabaco produzido no estado, adquirindo cerca de 38,4 mil toneladas e movimentando mais de US$ 245 milhões.

Neste ano, antes da entrada em vigor do tarifaço, cerca de 70% do tabaco destinado ao país já havia sido embarcado. Com a nova taxação, parte dos embarques foi suspensa: cerca de 12 mil toneladas já vendidas não chegaram a sair das indústrias.

— O que nós exportamos historicamente para os Estados Unidos é cerca de 9% do volume — revela Valmor Thesing, presidente do Sinditabaco. 

— Mantido o tarifaço, as empresas associadas ao sindicato do tabaco terão um desafio de tentar realocar esses volumes em outros mercados — explica.

Segundo ele, algumas remessas foram retomadas recentemente, mas ainda representam uma fração pequena do que está represado.

Na metade Sul do estado, em municípios como Canguçu, mais de cinco mil famílias dependem da produção de fumo.

— A safra, no geral, parece que vai ser bem melhor, tá boa mesmo. Os produtores se preocupam com o tarifaço da comercialização também, que pode ser o grande problema para nós aqui — afirma o produtor Nilton Pereira. (G1)

Além do impacto imediato nas exportações, há receio de que os preços pagos aos produtores sejam afetados. Marcílio Drescher, presidente da Afubra, destaca que o tabaco do tipo burley (muito consumido pelos norte-americanos) pode ser o mais prejudicado. "Se o tarifaço dos Estados Unidos permanecer em vigor, no futuro isso haverá de afetar, mas principalmente no produtor de tabaco burley, que é o tabaco de galpão", comenta Drescher

16 outubro 2025

Secretário de Agricultura, Pecuária, Cooperativismo e Recursos Hídricos assina convênio para liberação de emenda do deputado Zé Nunes para Canguçu-RS

 Na quarta-feira (15), o Secretário de Agricultura, Pecuária, Cooperativismo e Recursos Hídricos, José Fernando Goetzke, representou o prefeito Arion Braga na Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul, em encontro com o secretário Vilson Covatti.

Na ocasião, foi realizada a assinatura de emenda parlamentar indicada pelo deputado estadual Zé Nunes, que destina ao município um distribuidor de calcário e uma pá carregadeira, equipamentos que irão fortalecer o trabalho da Secretaria Municipal e apoiar diretamente os produtores rurais de Canguçu.

22 setembro 2025

Governo abre crédito de R$ 12 bilhões para produtores rurais

Uma linha de crédito que possibilita liquidar ou amortizar dívidas de produtores rurais cujas atividades foram prejudicadas por eventos climáticos foi criada pelo governo federal. A medida consta da Resolução nº 5.247, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22).

De acordo com o Planalto, a resolução cria uma linha de crédito rural de até R$ 12 bilhões permitirá liquidar ou amortizar parcelas ou operações de crédito rural de custeio e de investimento.

A medida inclui operações que já tenham sido objeto de renegociação ou de prorrogação, contratadas ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e contratadas pelos demais produtores rurais.

Estão também incluídas as operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), desde que:

Tenham sido originalmente contratadas ou emitidas até 30 de junho de 2024, que estavam em situação de adimplência em 30 de junho de 2024, e que estavam em situação de inadimplência em 5 de setembro de 2025;

Tenham sido renegociadas ou prorrogadas com vencimento da parcela ou da operação previsto para o período de 5 de setembro de 2025 a 31 de dezembro de 2027 e estejam em situação de adimplência na data de contratação desta linha de crédito.

Produtores rurais e cooperativas

A linha de crédito beneficiará produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária, na qualidade de produtor rural.

“O empreendimento financiado deve estar localizado em municípios que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em, pelo menos, dois anos no período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024, em decorrência de enxurradas, alagamentos, inundações, chuva de granizo, chuvas intensas, tornados, onda de frio, geada, vendaval, seca ou estiagem, com reconhecimento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional”, explica o Planalto.

Podem também acessar a linha de crédito, “produtores que tenham duas perdas de, no mínimo, 20% do rendimento médio da produção em, pelo menos, duas das três principais atividades agrícolas, levando-se em conta critérios para o cálculo da perda, determinados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária”.

A linha de crédito terá os seguintes limites:

  • Até R$ 250 mil para beneficiário do Pronaf;
  • Até R$1,5 milhão para beneficiário do Pronamp;
  • Até R$ 3 milhões para os demais produtores rurais.

O reembolso terá prazo de até nove anos, incluído até um ano de carência, de acordo com a capacidade de pagamento do mutuário.

Interessados em acessar esse crédito devem ficar atentos ao prazo para contratação, que vai até 10 de fevereiro de 2026. (Agência Brasil)

03 setembro 2025

Ovinos atacados por cães no 5º distrito

Uma propriedade no quinto distrito de Canguçu-RS, Alto Alegre, teve, novamente, o registro do ataque de cães em Ovelhas. 

Os ataques ocorreram, possivelmente, entre o final de agosto e começo de Setembro. Foram mortas duas ovelhas. Em outro ataque semelhante o produtor rural já havia perdido outros animais. 

Foto: Reprodução Facebook Eleandro Tessmer


29 julho 2025

CCIR estará indisponível até 18/08/2025

 Comunicamos que o serviço de Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) estará indisponível de até 18 de agosto de 2025. Os interessados devem procurar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais para regularização neste período.


09 junho 2025

Produtores rurais realizam manifestação na BR-392 KM 62


 70 Produtores rurais da região Sul do Estado estão realizando manifestação, pacificia, na BR392 kM 62 no viaduto de acesso a Pelotas na Avenida Visconde da Graça, saída do bairro Simões Lopes.

O trânsito é liberado por alguns momentos e posteriormente bloqueado.

Os agricultores pedem medidas urgentes do governo Federal como a securitização das dívidas. 

Segundo os produtores o Governo Federal não está dando a devida atenção a situação. 


06 junho 2025

Seminário de Irrigação do Programa Irriga+RS será realizado em Canguçu

A Emater/RS-Ascar e as secretarias estaduais da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), promovem na próxima quarta-feira (11/06), em Canguçu, mais uma edição do Seminário de Irrigação do Programa Irriga+RS. O evento inicia às 13h30, no Centro de Treinamento de Agricultores de Canguçu (Cetac), localizado na Rua Inácio Teixeira Filho, s/n.

Com foco na divulgação do programa estadual que concede subvenção financeira direta a produtores rurais para implantação de sistemas de irrigação, o seminário reúne autoridades, técnicos e agricultores interessados em ampliar a segurança hídrica nas propriedades.

A programação inicia com recepção e inscrições, seguida de pronunciamentos de autoridades. Às 14h30, o subsecretário de Irrigação da Seapi, Paulo Salerno, apresenta o Irriga+RS. Às 15h, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura aborda as normas ambientais para outorga e licenciamento.

Na parte final do evento, serão apresentados dois casos práticos de Canguçu: a irrigação por gotejamento na cultura da melancia, com a Família Wachholz, e a irrigação por aspersão em pastagem, com a Família Possas Leite.

O seminário conta com apoio da Prefeitura de Canguçu, do Sindicato Rural de Canguçu e do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Canguçu.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

02 junho 2025

Manifestação pela Securitização continua em Canguçu

 Produtores rurais do município de Canguçu realizam manifestação pedindo a securitização de dívidas dos Agricultores ou uma solução alternativa com renegociação. Para chamar atenção do Governo Federal manifestações ocorrem em vários pontos, e em Canguçu-RS a concentração é na Lacerda, na BR392 Km 125 nesta segunda-feira (02/06) em atos que começaram em Maio.
Durante alguns períodos a rodovia fica bloqueada e os Agricultores divulgam suas pautas, liberando o trânsito posteriormente. 
Na região,  além de Canguçu há protestos em São Lourenço do Sul,  Camaquã, Tapes, Arroio Grande e Piratini.  Não há data final para as manifestações e os Agricultores alegam que não estão tendo o retorno esperado por parte do Governo.

28 maio 2025

Chamada Pública para aquisição de produtos da agricultura familiar até dia 12/06

 Está aberta a chamada pública nº 01/2025 para a aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural, destinado ao atendimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar / Pnae. Interessados devem entregar os envelopes até o dia 12 de junho, no Departamento de Compras e Licitações da Secretaria Municipal da Fazenda.

22 janeiro 2025

Agricultores de Canguçu participam de pesquisa da UFRGS

 Nesta terça-feira (21) agricultores de Canguçu estiveram participando de um projeto de pesquisa liderado pela professora Dra. Solange Cristina Garcia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para analisar a exposição dos produtores aos agrotóxicos. 

Exames de sangue foram coletados no salão do Sindicato Rural de Canguçu por alunos da faculdade de Farmácia. Também exames de urina foram coletados para análise e células da mucosa na saliva para estudos de possíveis alterações no DNA. O projeto é intitulado "Estudo de Biomarcadores de efeitos através das alterações de proteínas exossomais plasmática e da epigenética em expostos ocupacionais à agentes químicos". O projeto é avaliado pelo CEP-UFRGS


Posteriormente os resultados serão divulgados de forma agrupada, sem exposição dos participantes, que aceitaram colaborar de forma voluntária. Porém, cada participante receberá os resultados individuais no particular em 30 dias.

Nesta terça (21) foram 16 pessoas participando. Esta é a segunda coleta. Na primeira, em 17 de Setembro de 2024 outras 52 pessoas participaram. 

Atuam na pesquisa os doutorandos:

Simony, Ingrid, Shanda, Fernanda, Letícia, Lucas.

E os Bolsistas de Iniciação científica: Cauã, Gabriel, Isadora, Luiza, Laura, Mateus, Matias.

Além do Pós Doutorando: Gabriel Pedroso

Fotos: Giana Leal/Especial

19 dezembro 2024

EXPORTAÇÕES DO AGRO EM ALTA

  | As exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassam US$ 153 bilhões no acumulado de 2024. Este é o segundo melhor desempenho para o período já registrado na série histórica.

O valor representa 48,9% do total das exportações brasileiras no período. Entre os destaques, estão o complexo soja (US$ 52,19 bilhões), carnes (US$ 23,93 bilhões) e o complexo sucroalcooleiro (US$ 18,27 bilhões). Juntos, os três grupos responderam por mais de 60% do total exportado.