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18 maio 2026

Reunião sobre a situação do tabaco acontece na terça-feira (19) em Canguçu


A Prefeitura Municipal de Canguçu, juntamente com a Frente Parlamentar em Defesa dos Produtores de Tabaco, convida toda a comunidade canguçuense para participar de uma audiência pública que irá tratar da situação do tabaco e dos impactos enfrentados pelo setor.

🗓️ Data: terça-feira, 19 de maio

🕑 Horário: a partir das 14h

📍 Local: Câmara de Vereadores de Canguçu

A participação da comunidade é fundamental para o diálogo, construção de propostas e fortalecimento das demandas dos produtores e trabalhadores ligados à cadeia produtiva do tabaco.

30 abril 2026

Calendário de plantio do tabaco no Sul do Brasil inicia nesta semana

Período que vai do começo de maio ao final de novembro abrange as peculiaridades climáticas das regiões produtoras e visa ao controle de pragas e à preservação do solo.

Abril 2026 – Com ciclo produtivo de aproximadamente 180 dias, o tabaco encontra condições regionais diversas para seu desenvolvimento. Por isso, há um cronograma de transplante das mudas (dos canteiros para as lavouras) fixado para cada região produtora. Estabelecido pelo Grupo de Trabalho Qualidade e Inovação, do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), o calendário de plantio da variedade Virgínia tem início no dia 1º de maio pelas regiões Centro-Sul do Rio Grande do Sul (indo até 15 de outubro) e Litoral de Santa Catarina (até 31 de agosto).

Já o plantio da safra 2026/2027 da variedade Burley tem seu calendário iniciado dia 1° de maio no Oeste do Paraná (até 15 de outubro) e no Sudoeste do Paraná (até 15 de novembro). E a variedade Comum tem seu cronograma iniciado em 1° de maio na região Noroeste gaúcha (até 15 de setembro) e Oeste/Meio Oeste Extremo Oeste catarinense (até 15 de outubro). Em relação ao Comum, há uma exceção permitindo o plantio fora do calendário nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Paraná, que tem a particularidade de realizarem o chamado “plantio do cedo” a partir de 1º de abril e indo até 15 de novembro.

Em 15 de maio, inicia o plantio da variedade Virgínia na região Centro do Rio Grande do Sul, estendendo-se até 31 de agosto. E em 1° de junho, começa o plantio de Virgínia no Vale do Itajaí e Planalto catarinense; de Burley no Noroeste Gaúcho e no Oeste/Meio Oeste Extremo Oeste de Santa Catarina. No dia 1º de julho inicia o plantio de Burley no Oeste/Centro do RS e Centro Oeste/Sul do Paraná; e do Comum no Centro/Oeste do RS e Centro Oeste do PR.

Está fixado para 15 de julho o início dos transplantes de Virgínia nas regiões Serra e Extremo Sul do Rio Grande do Sul; e o começo do plantio de Burley e Comum na Serra do RS. E em 1º de agosto começa o transplante da variedade Virgínia no Planalto paranaense, indo até 15 de novembro.

O calendário foi fixado porque foi percebida a necessidade de uma conscientização sobre o calendário de plantio do tabaco. O objetivo é terminar com os plantios fora de época, cuja prática traz diversas consequências negativas, como proliferação de doenças e pragas. “Alguns produtores vinham plantando fora de época na tentativa de renda adicional, porém acabam prejudicando o solo e a qualidade do tabaco”, explica o assessor da diretoria do SindiTabaco, Carlos Sehn.



De acordo com Sehn, respeitar o calendário de plantio contribui com o fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco. “Os orientadores têm papel importante na conscientização dos produtores, levando a informação sobre as consequências negativas da prática”, diz. “Já está confirmado que o correto manejo do solo leva à qualidade das lavouras e ao aumento da produtividade”, acrescenta.

SOBRE O FONIAGRO – Instituído em 2016, o Fórum é composto pelas entidades representativas dos produtores e das empresas e define diretrizes para o acompanhamento e desenvolvimento do sistema de integração e de promover o fortalecimento das relações entre produtores e empresas. Fazem parte do Foniagro da cadeia produtiva do tabaco as Federações de Agricultura dos três Estados do Sul do Brasil (Farsul, Faesc e Faep), as Federações dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag, Fetaesc e Fetaep), a Afubra, o SindiTabaco e empresas associadas.

CICLO DE PRODUÇÃO – Variando conforme as condições regionais, o ciclo de produção do tabaco dura, em média, 180 dias. Começa com a contratação entre produtores e empresas e o recebimento dos insumos e sementes certificadas. As sementes são semeadas em bandejas no sistema float onde as mudas se desenvolvem por cerca de 70 dias. Na sequência, as mudas são transplantadas para as lavouras, onde se desenvolvem por cerca de 90 dias. Após, as folhas são colhidas gradualmente e curadas em estufas ou galpões. Por fim, ocorre a classificação, enfadamento e transporte para as indústrias beneficiadoras. Por meio do Sistema Integrado, a assistência técnica acompanha o produtor em todas as fases do ciclo.

06 março 2026

Brasil registra recorde histórico nas exportações de tabaco em 2025

Negócios externos somaram US$ 3,389 bilhões, 13,85% acima do ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado.

Março de 2026 – O Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões.

O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas).

A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco.

Destinos do tabaco brasileiro

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia.

Principais países importadores 2025

1º Bélgica (US$ 733,4 milhões)

2° China (US$ 576,5 milhões)

3° Indonésia (US$ 280,4 milhões)

4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões)

5° Vietnã (US$ 148,7 milhões)

6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões)

7° Turquia (US$ 123 milhões)

Sul do Brasil responde por 98% das exportações

Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior.

26 fevereiro 2026

Prefeito Arion teve reunião sobre a cultura do Tabaco


Na tarde desta quarta-feira (25), o prefeito Arion Braga recebeu em seu gabinete o secretário-executivo da Amprotabaco, Vinicius Pegoraro.

Durante a conversa, Pegoraro destacou a importância da cultura do tabaco para o município, que possui a maior produção e o maior número de produtores da região. Também ressaltou o trabalho realizado na área da educação, especialmente no acompanhamento da frequência escolar dos filhos dos produtores.

Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação realiza o controle e envio das informações de frequência às indústrias, que efetuam a compra do produto apenas dos produtores cuja frequência escolar de seus filhos estejam de acordo com as normas estabelecidas.

Na oportunidade, o secretário-executivo convidou o município de Canguçu para participar de um seminário, previsto para ocorrer na metade do ano, reunindo municípios produtores de tabaco. O encontro deverá abordar temas relacionados à educação e ao controle da frequência escolar dos filhos dos produtores.

A reunião reforça o diálogo entre o poder público e as entidades representativas do setor produtivo, fortalecendo parcerias e ações conjuntas em benefício do desenvolvimento do município.

04 fevereiro 2026

Pó do tabaco se transforma em fertilizante orgânico

Em 2025, 23 mil toneladas do resíduo industrial foram recicladas. O cumulativo dos últimos 12 anos é de mais de 175 mil toneladas de materiais, que retornam às propriedades para fertilizar as lavouras e melhorar a produtividade.

O pó de tabaco, resíduo do processamento das folhas, retorna às propriedades produtoras na forma de fertilizante orgânico. A reciclagem integra as iniciativas em prol da sustentabilidade ambiental conduzidas pelas empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A produção do Fertileaf é realizada pela Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), e o produto é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e certificado como fertilizante orgânico Classe A.

Após o processamento, o adubo retorna às unidades industriais, que o distribuem aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), fortalecendo a lógica da economia circular junto aos próprios produtores da cadeia. Além da certificação do Ministério da Agricultura, o produto conta com o selo Ecocert, que atesta o uso apropriado do insumo para a produção orgânica, de acordo com normas brasileiras e internacionais.

Conforme dados da Fupasc, entre 2014 e 2025 foram produzidas mais de 175 mil toneladas de fertilizante orgânico. A reciclagem junto à Fundação iniciou em 2014, ano em que foram processadas 5.375 toneladas de pó de tabaco. Com o passar dos anos, a transformação do descarte em fertilizante passou a abranger mais unidades e setores das indústrias, de modo que, atualmente, a totalidade do pó segue para transformação em adubo. Em 2020, já eram produzidas 14.692 toneladas de fertilizante. E em 2025, o volume chegou a 22.991,80 toneladas, que irão fertilizar lavouras da safra 2025/2026.

Para a produção, o pó de tabaco recebe a adição de cinzas de caldeiras à lenha aproximadamente (3%), este um resíduo industrial classe II, gerado nas industrias fumageiras, além de um consórcio de micro-organismos. O coordenador de Sustentabilidade da Fupasc, engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Sebastião Bohrer, explica que a cinza é utilizada para correção do pH e que os micro-organismos aceleram a fermentação dos resíduos. “No tratamento, o pó de tabaco e a cinza são umidificados em um sistema coberto, chamado de leiras, onde também é adicionado o consórcio de micro-organismos para promover a degradação e a estabilização dos resíduos”, explica.

Economia circular sustentável

Segundo a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, a sustentabilidade ambiental e econômica faz parte do propósito das empresas de tabaco, tanto em suas operações industriais quanto nas demais atividades de toda a cadeia produtiva. “A reciclagem de todos os resíduos produzidos é uma ação permanente. E, no caso da produção de fertilizante a partir do pó de tabaco, cumpre todos os requisitos da economia circular sustentável”, afirma. “E isso vem sendo alcançado com o comprometimento dos gestores e das equipes técnicas”, completa.

O que é o Fertileaf

E um fertilizante orgânico Classe A, com registro no Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA EP RS-3713-3, resultado de cerca de 20 anos de pesquisas e experimentos para o desenvolvimento da biotecnologia e da estrutura adequada para compostagem e estabilização dos resíduos provenientes do setor fumageiro. O produto também é certificado pela Ecocert como insumo apropriado para a produção orgânica. O processo de compostagem foi desenvolvido com base nas premissas da economia circular, em que o produto gerado retorna aos produtores.

Como é produzido

A produção do Fertileaf ocorre por meio de um processo de compostagem em área 100% coberta, com ciclo fechado, denominado fermentação em estado sólido, sem geração de resíduos líquidos. A eficiência do processo é avaliada diariamente por meio da medição da temperatura das pilhas de maturação do composto orgânico e também por ensaios de germinação de sementes de ervas daninhas. A fundação recebe o pó cru e as cinzas das empresas associadas, adiciona os micro-organismos e, após 90 a 120 dias de maturação e estabilização, o produto está pronto para retornar às empresas. Na produção, 100% da energia utilizada é proveniente de usina solar própria, e 100% da água é de reuso (pluvial).


Leia este e outros textos no Blog Empreendedores do Campo: https://www.sinditabaco.com.br/blog

27 janeiro 2026

Tabaco ascende municípios no ranking do PIB e das exportações gaúchas

 Janeiro 2026 – A divulgação de uma nota técnica do Departamento de Economia e Estatística (DEE), em dezembro de 2025, colocou Santa Cruz do Sul na 7ª posição do Top 10 do PIB entre os municípios do Rio Grande do Sul. O PIB (Produto Interno Bruto) é um indicador que expressa o valor total dos bens e serviços finais produzidos em determinado período — normalmente um ano — funcionando como um termômetro da atividade econômica.

A ascensão do município no ranking das maiores economias gaúchas vem ocorrendo de forma contínua nos últimos anos. Em 2021, Santa Cruz do Sul ocupava a 11ª posição e não integrava o Top 10 do PIB gaúcho. Ingressou no ranking em 2022, já na 8ª colocação, e, em 2023, com PIB de R$ 13,3 bilhões e crescimento de 19,72% em relação ao ano anterior, avançou para a 7ª posição.

Sede de unidades industriais das maiores empresas de tabaco do mundo, Santa Cruz do Sul tem no setor seu principal sustentáculo econômico. Para o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, os índices confirmam uma percepção histórica.

“A indústria e a produção de tabaco fazem girar a economia das regiões produtoras, beneficiando também o comércio e o setor de serviços”, afirma. “E os municípios onde há unidades industriais, como Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, apresentam altos PIBs per capita, resultado dos empregos, da renda, das divisas e das oportunidades de negócios proporcionadas pelo setor”, explica. Segundo o IBGE, em 2023, Santa Cruz do Sul acumulou um PIB per capita de R$ 100,5 mil/ano. Já Venâncio Aires, registrou R$ 68,1 mil per capita no mesmo período.

Dados da Prefeitura de Santa Cruz do Sul mostram que, entre as 20 maiores empresas em retorno de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no município em 2024 — responsáveis por 85,94% do total arrecadado —, o setor do tabaco respondeu por 70,18% da arrecadação. As cinco principais empresas do município pertencem ao setor do tabaco.

No estado, Porto Alegre lidera a lista do PIB gaúcho, com R$ 104,7 bilhões, seguida por Caxias do Sul (R$ 37,8 bilhões) e Canoas (R$ 29,1 bilhões). Na 4ª posição está Gravataí (R$ 15,5 bilhões); na 5ª, Rio Grande (R$ 14,1 bilhões); em 6º lugar, Passo Fundo, com R$ 14 bilhões; e, em 7º, Santa Cruz do Sul.

Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires no ranking das exportações gaúchas

Em 2025, Santa Cruz do Sul também se destacou no ranking das exportações gaúchas: com o bom desempenho do tabaco, garantiu o 2º lugar, ficando atrás apenas de Rio Grande, município sede do principal porto da região Sul do Brasil. As informações disponibilizadas no portal do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat) são de que Santa Cruz do Sul exportou mais de US$ 1,87 bilhões no período. Os dados mostram também Venâncio Aires, outro município com forte influência do setor do tabaco, em 4º lugar nas exportações gaúchas, com mais de US$ 1,21 bilhões em vendas externas no ano. Confira o ranking completo

Sobre o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 533 mil pessoas no meio rural, em 525 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br

23 janeiro 2026

Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade do tabaco brasileiro frente ao africano

 Janeiro 2026 – O anúncio do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia sinaliza a abertura de novas possibilidades de negócios entre a América do Sul e a Europa. O agronegócio está entre os setores com maior potencial de benefício, diante da perspectiva de redução e, futuramente, de isenção das taxas de importação hoje aplicadas pelos países europeus. Para o tabaco brasileiro, o anúncio representa a expectativa de ampliação dos negócios com a Europa, que já responde por mais de 30% das exportações nacionais anualmente.

Pelo texto que está sendo negociado, as exportações de tabaco brasileiro passarão a contar com redução anual das alíquotas de importação até a eliminação total do imposto. Na prática, isso poderá corrigir uma assimetria competitiva, como destaca o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

“Atualmente, os principais concorrentes do Brasil nas exportações de tabaco são países africanos que já se beneficiam de isenções tarifárias no acesso ao mercado europeu. Nos últimos anos, Maláui, Tanzânia e Zimbábue ampliaram de forma consistente sua produção, o que reforça a necessidade de o Brasil reduzir assimetrias comerciais para preservar e ampliar sua participação no bloco europeu”, observa.

Dados do ComexStat (Sistema de Estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, somente em 2025, a União Europeia importou do Brasil US$ 1,12 bilhão em tabaco, correspondentes a quase 204 mil toneladas. O dado confirma que o bloco é um dos principais destinos das exportações brasileiras do produto.

Após a assinatura do acordo, o Brasil passará a competir em condições mais equilibradas com os países africanos e poderá ampliar o fluxo comercial, considerando a posição brasileira de fornecedor confiável, regular e de alta qualidade do seu produto produzido dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Apesar da expectativa bastante positiva, Thesing alerta que os efeitos não serão imediatos. O acordo ainda depende de trâmites institucionais, como a aprovação do Parlamento Europeu, onde alguns países, como a França, ainda solicitam ajustes para salvaguardar seus produtores locais. O texto ainda precisa ser aprovado pelos congressos do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e do Brasil para entrar em vigor.

Os benefícios do acordo econômico serão sentidos de forma gradativa, uma vez que a desgravação — a redução progressiva das tarifas de importação — ocorrerá ao longo de alguns anos. “A desgravação do tabaco manufaturado é de quatro anos, e a do tabaco não manufaturado, de sete anos”, explica o presidente do SindiTabaco. “A perspectiva é de que o acordo traga benefícios e gere potencial para novos negócios, em razão do aumento da competitividade do tabaco brasileiro no mercado europeu”, destaca.


Sobre o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 533 mil pessoas no meio rural, em 525 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br


09 julho 2025

Prefeito Arion Braga participa de mobilização em defesa da produção de tabaco

 Na manhã desta quarta-feira, 9, o prefeito Arion Braga, participou da mobilização em defesa da cadeia produtiva do tabaco, durante audiência pública promovida no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Organizado pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). 

O encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor para reforçar a importância da produção de tabaco, para a economia especialmente nos pequenos municípios do Sul do Brasil, especialmente nosso município que é o maior produtor de tabaco do País.

17 junho 2025

Amprotabaco convoca para mobilização dia 09/7 em Brasília

Amprotabaco convida os prefeitos e vereadores dos municípios produtores de tabaco a participarem de uma mobilização em Brasília, em defesa da cadeia produtiva do setor. 🌱 

A iniciativa busca fortalecer o posicionamento do Brasil frente às discussões da COP11 – 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. 
Na ocasião, também será realizada uma audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. 

 ⚠️ A mobilização ocorrerá no dia 09 de julho de 2025, às 9h em Brasília. 
A audiência pública será realizada às 14h30min. A presença dos prefeitos e vereadores é fundamental para reforça

07 fevereiro 2024

Representantes da cadeia produtiva do tabaco reagem à fala do embaixador na COP 10

 Redução da área plantada, aumento de impostos e banimento dos dispositivos eletrônicos de fumar (DEFs) preocupou representantes da cadeia produtiva do tabaco na COP 10, que vai até o próximo dia 10, no Panamá.

Fevereiro 2024 – Além da impossibilidade de acesso de representantes do executivo gaúcho, de parlamentares estaduais e federais, e até mesmo de órgãos de imprensa, causou perplexidade a declaração do embaixador brasileiro no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva, durante o segundo dia da 10ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP10).

Ao reforçar a necessidade de medidas para redução da produção de tabaco, o governo brasileiro, representado no evento pelo diplomata em questão, vai na contramão de um importante pilar da economia milhares de brasileiros. “Falar em redução de área plantada é um total contrassenso considerando toda a organização da cadeia produtiva que é chancelada, inclusive, pelo MAPA, e a posição de liderança do Brasil no mercado mundial de produção e exportação de tabaco”, comenta o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke. 

“Ouvimos de muitos, inclusive de representantes do governo federal em eventos preparatórios, que a cadeia produtiva não teria motivos para preocupação, em especial os produtores de tabaco. Entretanto, ao sugerir a diminuição da área plantada, o aumento de impostos e a proibição dos DEFs, os impactos serão sentidos em toda a cadeia produtiva”, reforçou Schünke.

O ambiente aparentemente democrático estabelecido pela ANVISA com a consulta pública sobre os dispositivos eletrônicos de fumar (DEFs) também se desfez com a fala do embaixador. “O banimento dos DEFs apenas estimulará o contrabando e comércio ilegal desses produtos. Fica o questionamento: a consulta pública vai gerar algum resultado efetivo ou serve apenas para dar contornos ‘democráticos’ a uma norma que já está definida?”, questiona Schünke.

CARTA DE REPÚDIO – Diante do impedimento da participação da comitiva, parlamentares emitiram uma nota de repúdio, criticando a “postura antidemocrática” da entidade, já que o evento, promovido pela Organização Mundial da Saúde é financiado com recursos públicos. Assinam a nota de repúdio os deputados federais Heitor Schuch (PSB), Marcelo Moraes (PL) e Rafael Pezenti (MDB-SC), e os deputados estaduais Marcus Vinícius de Almeida (PP), Zé Nunes (PT), Edivilson Brum (MDB) e Silvana Covatti (PP). Os parlamentares criticaram, em especial, o tratamento a veículos de imprensa, que acompanham a comitiva. “A ruptura ao livre exercício de imprensa e profissão configura-se ainda mais grave, pois o mesmo ocorreu em um evento financiado com dinheiro público brasileiro. Nossa comitiva julgou inaceitável a Organização Mundial da Saúde ignorar princípios basilares da democracia.”

TABACO NO BRASIL – Os números demonstram a grande importância do tabaco no cenário do agro sul-brasileiro. Desde 1993, o Brasil permanece na liderança como maior exportador de tabaco do mundo. Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat), o Brasil embarcou 512 mil toneladas de tabaco em 2023, o que gerou divisas de US$ 2,729 bilhões. Ao todo, 107 países compraram o produto, tendo a União Europeia em destaque com 42% do total embarcado, seguida de Extremo Oriente (31%), África/Oriente Médio (11%), América do Norte (8%) e América Latina (8%). Bélgica, China, Estados Unidos e Indonésia continuam no ranking de principais importadores. A participação do tabaco nas exportações foi de 0,80% no Brasil, 4,51% na Região Sul e, no Rio Grande do Sul, estado que é o maior produtor, chegou a 11,19%.

26 janeiro 2024

PREÇO DO TABACO – Reuniões terminam sem acordos

 Mais uma rodada de reuniões de negociação de preço do tabaco para a safra 2023/2024 foi realizada na tarde de hoje, 25 de janeiro. Três empresas foram recebidas pela comissão representativa dos fumicultores. Com nenhuma delas, foi firmado protocolo, apesar das entidades terem reconsiderado a proposta inicial da variação do custo de produção de cada empresa mais 5 pontos percentuais, como reajuste dos valores das tabelas de preços mínimos.

Veja:

- Universal Leaf:

Variação do custo de produção Virgínia: 6,31%

Variação do custo de produção Burley: -2,11%

Proposta de reajuste de 6,31%, para Virgínia, com a diferenciação para as classes CO1 + 7,26%, BO1 + 7,40% (R$ 21,05 o kg), TO1 + 8,00% e TO2 + 7,60%

Proposta de reajuste de 6,31%, para Burley com diferenciação para as classes X1 + 11,85%, C1 + 9,25%, C2 + 10,78%, B1 + 7,87% e T1 + 10,97%

Contraproposta da Comissão para o Virgínia: 6,31% mais 2,94 p.p.

Premium:

Variação do custo de produção Virgínia: 6,46%

Variação do custo de produção Burley: 1,81%

Proposta de reajuste de 6,50% para as duas variedades

Contraproposta da Comissão para o Virgínia: 6,46% mais 2,94 p.p.

BAT

Variação do custo de produção Virgínia: 7,55%

Proposta de reajuste de 7,55% mais 1 p.p.

Contraproposta da Comissão: 7,55% mais 2,94 p.p.

A Comissão lamenta que, mais uma vez, as reuniões terminam com notícias negativas. “A comissão representativa dos produtores não reconhece a tabela de empresa que não concede reajuste de, no mínimo, da variação do custo de produção. As empresas, ao não repor nem a variação do custo de produção da safra, demonstram não ter comprometimento com seu produtor integrado”, enfatizam os representantes. “Para assinar protocolo somente com a reposição do custo de produção mais um percentual de lucratividade, conforme proposta realizada”.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 
 Texto e fotos: Jorn. Luciana Jost Radtke/Afubra

18 outubro 2023

Prefeito de Canguçu esteve reunido com Ministro da Agricultura sobre COP-10

O prefeito de Canguçu e presidente da AMPROTABACO, Vinícius Pegoraro (MDB), esteve em Brasília nesta quarta-feira (18) para tratar com o Ministro da Agricultura, senador Carlos Favaro, sobre a posição do Brasil durante a convenção quadro do tabaco, COP-10, que acontece em 2023 no Panamá.
Pegoraro classificou como um passo positivo o encontro com o compromisso do Ministro de que o Brasil não tomará qualquer posição que cause qualquer prejuízo a produção de tabaco, preservando o livre comércio. "Esse foi o compromisso que a gente teve do Ministro (Favaro), aqui no Ministério da Agricultura, na reunão realizada hoje (18)", assegurou Vinicius em vídeo em seu Instagram. "Com isso a gente vai ter uma posição Brasileira que não vá gerar qualquer tipo de risco", destacou Pegoraro.

30 agosto 2023

COP 10 - Subcomissão da ALRS faz encaminhamentos para a defesa do setor do tabaco


Depois de um trabalho de 90 dias, a Subcomissão em Defesa do Setor do Tabaco e de acompanhamento da COP 10 concluiu o documento que será entregue aos representantes do governo federal que participam da 10ª Conferência das Partes, em novembro, no Panamá. 

Agosto 2023 – A 46ª Expointer, em Esteio, foi o local escolhido para a entrega oficial do Relatório Final da Subcomissão em Defesa do Setor do Tabaco e de Acompanhamento da COP 10, vinculada à Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), nesta terça-feira, 29 de agosto. 

Representantes da cadeia produtiva, autoridades e lideranças políticas e empresariais acompanharam a entrega do documento das mãos do presidente da subcomissão, deputado Marcus Vinicius, ao presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, deputado Luciano Silveira.  

O documento é resultado de um trabalho de 90 dias quando foram coletadas informações sobre o setor em audiências públicas promovidas pela Subcomissão em seis municípios gaúchos – Santa Cruz do Sul, Camaquã, Venâncio Aires, Rio Pardo, Candelária e Arroio do Tigre. O relatório será agora submetido à aprovação da Comissão da Agricultura até o dia 12 de setembro.  

Encaminhamentos propostos pelo documento: 

1 – Criação de um grupo de trabalho com representantes de agricultores, empresas, governos estaduais e municipais, visando à participação efetiva na formação da posição brasileira na COP-10; 

2 – Garantia de que governos e organismos públicos e privados cumpram os termos da declaração interpretativa da Convenção-Quadro para não prejudicar o livro comércio e a cadeia produtiva; 

3 – Recusa de adoção de posturas prejudiciais ou proibitivas aos produtores e ao comércio de produtos ilícitos de tabaco por parte dos organismos do governo; 

4 – Evitar a implementação de novos impostos e tributos que aumentem a carga sobre a cadeia produtiva durante debates sobre reforma tributária; 

5 – Implementação rigorosa de ações de fiscalização e combate ao contrabando, descaminho, pirataria e falsificação de produtos do setor do tabaco; 

6 – Adoção regulamentada de novas tecnologias, como tabaco aquecido e cigarro eletrônico com nicotina de tabaco, para preservar a cadeia produtiva; 

7 – Retirada de campanhas governamentais que façam alegações infundadas sobre crimes ambientais e ocupação inadequada de terras pela fumicultura; 

8 – Reconhecimento da importância econômica e social do tabaco pelo parlamento estadual por meio da apresentação de um Projeto de Lei; 

9 – Mobilização e participação de agentes estatais e parlamentares em atividades da COP 10 por meio de missões oficiais. 
 
“Não vamos admitir que em pleno 2023 tenhamos deputados barrados na porta de um evento realizado com dinheiro público, como ocorreu em outros anos. E já fica nosso recado ao governo federal que aqui no Rio Grande do Sul não vamos aceitar restrições à produção de tabaco”, enfatizou o deputado Marcus Vinícius durante o evento. 

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, participou do evento e está otimista com a demonstração de apoio e defesa da continuidade da produção e exportação. Para Schünke, o documento será uma ferramenta importante na defesa da cadeia produtiva. “Esse é um momento muito positivo, porque é um momento democrático. Todos puderam se expressar, todos os elos da cadeia produtiva foram ouvidos, assim como todos os partidos políticos puderam se expressar. Essa caminhada foi um exemplo de democracia e é exatamente o contrário do que temos visto nas COPs, que considero a pior ditadura que existe, onde o nosso negócio é discutido e não podemos participar”, disse o executivo.  

TABACO É AGRO – Segundo o levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a safra 2022/2023 superou 605 mil toneladas e a comercialização do produto rendeu quase R$ 11 bilhões aos 125 mil produtores da Região Sul do Brasil. Ainda de acordo com a Afubra, o faturamento médio de um hectare de tabaco se equivale a 6,19 de soja ou a 7,55 hectares de milho. 

SOBRE A COP 10 – A Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) foi o primeiro tratado internacional de saúde pública da história da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mês de novembro, o Brasil participará da 10ª Conferência das Partes (COP 10), da CQCT, que este ano será realizada no Panamá. 

23 agosto 2023

Safra de tabaco 2022/2023 fecha em 605.703 toneladas

 A produção sul-brasileira de tabaco da safra 2022/2023 chegou a 605.703 toneladas. Os números foram finalizados esta semana pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e são obtidos por meio de pesquisas realizadas durante a safra junto aos produtores de tabaco. A variedade Virgínia chegou a 551.586 toneladas; o Burley, 46.469; e o Galpão Comum, 7.649 toneladas.

O presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, lembra que, em novembro de 2022, a entidade divulgou uma estimativa inicial de que a safra sul-brasileira poderia atingir 604.732 toneladas. “Quando divulgamos essa estimativa inicial, o cálculo é realizado usando o número de pés inscritos no Sistema Mutualista, por tipo de tabaco, somando-se o número de pés dos produtores que não estão inscritos no Sistema, mais um percentual de produtores que plantaram a mais ou a menos que o inscrito. Estes três fatores nos dão certeza sobre a área plantada. Volume de produção e produtividade, como os produtores rurais sabem, dependem do clima e tratos culturais utilizados. E isso ficou bem demonstrado nessa safra, onde houve períodos que se acreditava numa quebra de safra e, se ocorreu foi bem pontualmente, em regiões específicas, pois, na grande maioria das regiões produtoras ocorreu uma boa produtividade e a estimativa de produção se confirmou, inclusive com um pequeno acréscimo”, enfatiza Drescher.

Drescher faz uma análise comparativa entre as safras 2021/2022 e 2022/2023. “Levando em consideração o Sul do Brasil, em termos de área, houve um aumento de 6,1%, ou seja, 246.590 ha na 2021/2022 para 261.740 ha. A produção aumentou de 560.181 toneladas para 605.703 toneladas, um aumento de 8,1%. Numa análise por estado na produção sul-brasileira, do Rio Grande do Sul foi de 256.947 toneladas, com uma participação de 42,4%; os fumicultores catarinenses produziram 192.235 toneladas, com participação de 31,7%; e no Paraná, 156.522 toneladas, com uma participação de 25,8%. Na produtividade nesta safra, comparada com a safra passada, houve um aumento de 0,7% no Rio Grande do Sul; Santa Catarina teve aumento de 1,5% e no Paraná, de 3,7%.”

O preço médio praticado na safra 2021/2022, sul-brasileiro, foi de R$ 17,02 e na 2022/2023 R$ 18,12, uma variação de 6,5%. O preço médio praticado por estado, temos, no Rio Grande do Sul, R$ 18,03; em Santa Catarina R$ 18,45; e no Paraná R$ 17,88. “Novamente, nessa safra, tivemos uma melhora no preço praticado, a partir de maio, apesar do volume de tabaco disponível. Um dos fatores é que houve uma queda na produção na Índia, o que fez com que o mercado internacional se voltasse para o Brasil”, explica Drescher, ressaltando que isso não pode ser considerado motivo para um aumento no plantio. “Temos que levar em consideração que, se não houver quebra de safra em outros países produtores, nosso produto pode não ser valorizado”.

Já a receita bruta do tabaco, valor recebido pelos produtores, no Sul do Brasil, em 2021/2022 foi de R$ 9.536.432.060,00.  E em 2022/2023, R$ 10.977.929.575,49. “Tivemos, portanto, um aumento de 15,1% na receita bruta. Neste total, em 2022/2023, o Rio Grande do Sul participou com R$ 4.632.146.279,32, o que representa 42,2% do Sul do Brasil. Santa Catarina obteve uma receita bruta de R$ 3.546.840.971,69, representando 32,3%. No Paraná, a receita bruta chegou a R$ 2.798.942.324,48, representando 25,5%”.

SAFRA 2023/2024 – A estimativa de produção para a safra 2023/2024 será finalizada no fim do mês de outubro. A projeção de área sul-brasileira a ser plantada, indica para um leve aumento. “Em nossas visitas à associados temos recebido informações de aumento de área e de pés de tabaco. Isso é temeroso, pois pode haver um aumento muito grande na produção brasileira, o que pode implicar numa menor lucratividade para o produtor. Menos é mais; é importante adequarmos a produção à demanda”, finaliza o presidente da Afubra.

Texto: Jorn. Luciana Jost Radtke/Foto: Arquivo/Afubra

COMPARATIVO PRODUÇÃO SUL-BRASILEIRA E POR ESTADO

Produção (t) Sul-Brasileira

 

Produção (t) Rio Grande do Sul

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

512.594

551.586

7,6%

 

Virgínia

222.914

231.715

3,9%

Burley

41.793

46.469

11,2%

 

Burley

23.750

24.623

3,7%

Comum

5.794

7.649

32,0%

 

Comum

670

609

-9,1%

Total

560.181

605.703

8,1%

 

Total

247.334

256.947

3,9%

         

Produção (t) Santa Catarina

 

Produção (t) Paraná

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

159.130

176.508

10,9%

 

Virgínia

130.550

143.362

9,8%

Burley

11.928

14.455

21,2%

 

Burley

6.115

7.392

20,9%

Comum

747

1.272

70,3%

 

Comum

4.377

5.768

31,8%

Total

171.805

192.235

11,9%

 

Total

141.042

156.522

11,0%

 

COMPARATIVO ÁREA SUL-BRASILEIRA E POR ESTADO

Área (ha) Sul-Brasileira

 

Área (ha) Rio Grande do Sul

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

223.108

235.187

5,4%

 

Virgínia

101.195

104.756

3,5%

Burley

20.734

22.770

9,8%

 

Burley

12.437

12.524

0,7%

Comum

2.748

3.783

37,7%

 

Comum

426

395

-7,3%

Total

246.590

261.740

6,1%

 

Total

114.058

117.675

3,2%

         

Área (ha) Santa Catarina

 

Área (ha) Paraná

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

64.541

70.272

8,9%

 

Virgínia

57.372

60.159

4,9%

Burley

5.345

6.579

23,1%

 

Burley

2.952

3.667

24,2%

Comum

420

638

51,9%

 

Comum

1.902

2.750

44,6%

Total

70.306

77.489

10,2%

 

Total

62.226

66.576

7,0%

 

COMPARATIVO PRODUTIVIDADE SUL-BRASILEIRA E POR ESTADO

Produtividade (kg/ha) Sul-Brasileira

 

Produtividade (kg/ha) Rio Grande do Sul

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

2.298

2.345

2,1%

 

Virgínia

2.203

2.212

0,4%

Burley

2.016

2.041

1,2%

 

Burley

1.910

1.966

2,9%

Comum

2.108

2.022

-4,1%

 

Comum

1.573

1.541

-2,0%

Total

2.272

2.314

1,9%

 

Total

2.168

2.184

0,7%

         

Produtividade (kg/ha) Santa Catarina

 

Produtividade (kg/ha) Paraná

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

2.466

2.512

1,9%

 

Virgínia

2.276

2.383

4,7%

Burley

2.232

2.197

-1,6%

 

Burley

2.071

2.016

-2,7%

Comum

1.779

1.994

12,1%

 

Comum

2.301

2.097

-8,8%

Total

2.444

2.481

1,5%

 

Total

2.267

2.351

3,7%

 

COMPARATIVO PREÇO PRATICADO SUL-BRASILEIRO E POR ESTADO

Preço (R$/Kg) Sul-Brasileira

 

Preço (R$/Kg) Rio Grande do Sul

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

17,16

18,20

6,0%

 

Virgínia

17,38

18,05

3,9%

Burley

15,95

17,76

11,4%

 

Burley

16,16

17,81

10,2%

Comum

12,83

15,17

18,2%

 

Comum

15,41

17,09

10,9%

Total

17,02

18,12

6,5%

 

Total

17,26

18,03

4,5%

         

Preço (R$/Kg) Santa Catarina

 

Preço (R$/Kg) Paraná

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

 

Tipo/Safra

21/22

22/23

∆%

Virgínia

17,30

18,52

7,1%

 

Virgínia

16,61

18,02

8,5%

Burley

15,96

17,74

11,1%

 

Burley

15,09

17,63

16,8%

Comum

14,35

16,31

13,7%

 

Comum

12,18

14,72

20,9%

Total

17,19

18,45

7,3%

 

Total

16,41

17,88

9,0%