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27 abril 2020

Depois de 32 dias, paciente que chegou a ficar entubado na CTI com Covid-19 terá alta

Vida nova. O futuro de Élbio Soria Leite, 54 anos, será definido por essas duas palavras. Ele é um dos cinco pacientes curados de Covid-19 em Santa Maria. A volta que ele fez para se recuperar, no entanto, foi maior: foram mais de 30 dias internado no Hospital de Caridade, sendo 19 na Centro de Terapia Intensiva (CTI). Entubado e com ventilação mecânica, Élbio não só se recuperou, mas ressignificou a vida.

Policial militar da reserva, Élbio voltou de um cruzeiro com a família quando se sentiu mal. Mesmo residente de Canguçu, ele já era paciente de um médico de Santa Maria quando tratou um câncer, atualmente controlado. O médico pediu, então, que Élbio fizesse uma tomografia em Pelotas. Ao analisar o resultado, o médico suspeitou que fosse um caso de coronavírus e, prontamente, pediu que Élbio viesse para a cidade. 

- Ninguém quer ficar doente. Mas nós temos que acreditar em Deus, manter a esperança que tudo vai dar certo. Já esperava que pudesse ser coronavírus pelos sintomas - emociona-se.
Élbio foi atendido no Pronto-Socorro do Hospital de Caridade e internado em 25 de março. Conforme o médico infectologista Leonardo Batista Franco, que fez parte da equipe de tratamento de Élbio, o quadro respiratório foi piorando pela Covid-19.

- A piora foi respiratória, da imagem do pulmão. É a piora da doença. A Covid atacando mesmo. Foram momentos difíceis para todos os médicos por não saber como a doença age. Até para tomar condutas, não sabemos que caminho a doença segue - explica.

Em 31 de março, veio a necessidade da ventilação. Nesse dia, Élbio ligou para a esposa para avisar sobre a entubação.

- Eu falei que ia dormir, mas não sabia quantas horas. Eu estava tranquilo, sempre esperando melhorar - conta.

A técnica de enfermagem Carina Nunes Leite, 49 anos, entendia o procedimento por trabalhar na área da saúde. Mesmo assim, os dias seguintes foram demorados para passar.

- Quando ele me ligou, eu tentei passar calma, porque isso era para o bem dele, que estaríamos rezando por ele. Tivemos muita fé. Tinha horas que parecia que não íamos vencer, mas víamos na imprensa que os casos são demorados e mantínhamos a fé. Não desejamos isso para ninguém - desabafa.

Ela chegou a ter a confirmação para o vírus a partir de um exame em um laboratório particular de Santa Maria, mas não apresentou sintomas.

Na CTI, o quadro de Élbio tornou-se crítico. O tratamento seguiu voltado para o suporte ventilatório. Enquanto Élbio esteve sob ventilação, tentava-se estimular uma melhor resposta dos pulmões com uma técnica comum em CTIs, a ventilação prona, em que o paciente é posto de bruços. Nestes casos, as estatísticas não são positivas.

- É um drama além da doença, porque a família deixa de ter acesso à pessoa. É bem angustiante para a família. Quando o paciente é grave, a primeira coisa que fazemos é um contato com os familiares para passar confiança, é criado um vínculo, mas até poucos dias eu só falei por telefone com eles - conta o médico.

Entretanto, a superação de Élbio se mostrou grandiosa não apenas pelos dias internado. A melhora veio de maneira incomum para casos de Covid. Enquanto o usual é a recuperação gradual, Élbio avançou rapidamente até não precisar mais da ventilação, acordar e ir para o quarto em 18 de abril.

- Ele começou a melhorar em alguns dias, e foi estranho porque ele teve uma melhora súbita. Depois disso, em questão de 48 horas, o paciente já estava fora do tubo e acordando. E ele respondeu bem. É uma doença que tem relato de piora clínica, tivemos o cuidado com o paciente, que a doença não estaria reativando - conta o médico.

As lembranças ainda são difíceis de assimilar. O dia em que acordou ainda não é bem lúcido na memória, mas o primeiro pensamento é memorável para Élbio: assim que acordou pensou na família. No quarto, a situação de alívio aumentava graças à melhora e à companhia da esposa.

- Eu fui lembrando aos poucos, o dia que acordei não lembro. A primeira coisa que pensei foi na minha família - lembra Élbio.

Finalmente, Élbio vai poder seguir a principal recomendação da pandemia: ficar em casa. Ele vai com a família ainda nesta segunda para Canguçu. Na certidão, seu aniversário é em 8 de dezembro. Mas seu nascimento também é em 27 de abril.

02 dezembro 2016

Canguçu recebe caminhão da SDR

A Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo  (SDR) entregará nesta sexta-feira (2/12) 25 caminhões para 25 municípios do Estado, entre os municípios contemplados está Canguçu. Os veículos apoiarão a infraestrutura de produção dos agricultores assentados na reforma agrária. O repasse dos caminhões é objeto de convênio firmado entre a SDR e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), atualmente Secretaria da Agricultura Familiar, ligada à Casa Civil da Presidência da República, no valor de R$ 3,4 milhões.

“Esta ação vai apoiar a produção e contribuir para o abastecimento do mercado institucional, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), destaca o secretário da SDR, Tarcisio Minetto.

A entrega dos caminhões ocorrerá às 12h30min, na sede do Departamento de Infraestrutura Rural, Irrigação e Usos Múltiplos da Água (Dinfra), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O acesso é feito pelo portão 10.

17 setembro 2016

Folha apresenta ranking de eficiência dos municípios

A Folha de São Paulo lançou, no final de agosto, o Ranking de Eficiência dos Municípios que mostra quais cidades entregam mais saúde, educação e saneamento com menos recursos.
Foram avaliados 5.281 municípios brasileiros e o ranking - inédito - revela que só 24% das cidades são eficientes.
Os municípios são classificados em quatro categorias: Eficiente, Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente. Canguçu figura na lista de ineficientes, como boa parte dos municípios gaúchos. No total 3 entre 4 municípios do Brasil não são eficientes no uso de recursos.
Veja os dados apontados pelo ranking para Canguçu:

Entenda melhor o REM-F CLICANDO AQUI
Acesse os dados de Canguçu CLICANDO AQUI

No site da Folha também é possível realizar uma comparação entre o desempenho dos municípios.

26 maio 2016

Exposição Passaporte para Esteio será em Canguçu

Canguçu foi escolhida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCC) para sediar, 27, 28 e 29 de maio de 2016, para exposição passaporte com garantia de vaga diretamente Esteio/RS.

No dia 27 de maio às 10h00 começa a concentração de machos, 12h00 término da entrada dos animais do passaporte. Às 16h00 início da admissão e 19h encerramento. No dia 28 às 08h00 o início do julgamento passaporte. O técnico responsável é Frederico Araújo. Inscrições e informações com Patrícia Borges pelo telefone (53) 91342943, Mateus Silva (53) 99102915 ou Raul Telesca (53) 99047272.

São necessário 60  e Canguçu já tem 90 e com 15 na fila de espera.

A organização fica por conta do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Canguçu.

18 maio 2016

Canguçu recebe sistema online para confecção de identidades


O Diretor Geral do Instituto Geral de Perícias, Cléber Müller, esteve em Canguçu nesta quarta-feira (18) para o lançamento do sistema online do setor de identificação para a confecção das carteiras de identidade. Com a implantação do sistema digital no lugar do convencional, ainda com tinta, haverá um ganho na agilidade. Um malote que levava trinta dias poderá levar até dez dias para retornar ao município, segundo o Diretor Cléber. 
Para o diretor do IGP, Guilherme Lopes, responsável pelo setor de identificação, a demanda em Canguçu é muito grande. O novo sistema dará mais segurança no encaminhamento. "A tendência é a comunidade ganhar muito com o novo serviço", garante.
Luiz Roberto de Oliveira, responsável pelo  Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), revela que o pedido de renovação do sistema é um pedido antigo da comunidade junto ao Consepro.


O Posto de Identificação funciona no prédio da Delegacia de Polícia de Canguçu. O atendimento é realizado por Terezinha Moreira de segunda a sexta-feira. Devido ao grande número de procuras nos atendimentos e apenas uma pessoa para o trabalho é necessário o agendamento prévio no setor.

Fotos: Augusto Pinz/Canguçu em Foco
Ouça entrevista realizada na Rádio Liberdade AM com os diretores do IGP clicando AQUI

12 junho 2015

Jornalismo e opinião em sala de aula de Canguçu

Alunos do 5º ano da Escola Neusa Paes do Amaral, de Canguçu, provocados pelo professor Lázaro de Canto Gomes, surpreenderam ao interpretar artigo da repórter Adriana Irion publicado em Zero Hora. Em sala de aula, eles discutiram e opinaram sobre o texto que abordou a violência em Porto Alegre, com foco o caso emblemático da menina de 7 anos morta com bala perdida e a polêmica resposta do governo sobre o crime.

— Com o artigo A culpa não é das mães, propus que os alunos respondessem aos questionamentos levantados pela autora. Resolvi compartilhar alguns fragmentos que considerei bastante reflexivos, visto que a faixa etária da turma fica na média de 10-11 anos — disse o professor Lázaro, 26 anos, agradecendo a oportunidade de refletir com seus alunos.

Confira destaques dos textos:

“E a pequena Laura de 7 anos foi atingida com um fuzil na cabeça, e eu sei que os pais foram embora rapidamente porque estavam com medo daquele bairro. Se eu morasse lá não iria gostar de morar lá.”
Nátali

“Eu vou começar respondendo os questionamentos da repórter Adriana Irion, que provavelmente o secretário não irá responder.
Primeiro questionamento: O estado deixa a desejar, pois muitas crianças não têm acesso à escola.
Segundo questionamento: Bom, eu acho que a culpa é dos criminosos que estão à vontade.
O compromisso das famílias é de dar educação e não deixar seus filhos soltos na rua.
O compromisso do Estado é de dar mais garantia escolar, incentivar a população a buscar melhores condições de trabalho.” Alice

“Eu como filho vejo minha mãe e meu pai falarem sobre direito, deveres e obrigações, mas infelizmente eles dizem que o governo poderia e deveria fazer mais.”
Tairan

“O governo tem que cuidar das pessoas e o bem estar. Mas deixa esses maconheiros e traficantes dominarem as cidades e escolas dificultando a aprendizagem das crianças.”
Wendel

“Na minha opinião, o Estado que deveria tirar as crianças das ruas e dar uma escola sem precariedade, mas não faz nada para ajudar.” Marina

“Não é a mãe que quer ver o seu filho no caminho do mal. Elas querem que os seus filhos sigam em um bom caminho e um futuro feliz.” Mayka

“O Estado tem se importado pouco com os problemas do mundo, com o jeito que os jovens estão vivendo. Mesmo fazendo algumas coisas tudo isso ainda é pouco e não dá resultados fortes. Lugares famosos e bastante frequentados sendo usado para vender drogas por jovens que deveriam estar estudando e tentando ser alguém do bem.” Andrine

“Sim concordo, o Estado não cuida de quase nada! Pois é, o secretário não sabe que tem mães que trabalham mas igual cuidam dos seus filhos e trabalham ao mesmo tempo.” Karini

“Eu acho que as famílias devem estar sempre do lado de seus filhos, e que o Estado deve proteger a sociedade e que o Estado mande mais segurança para que as famílias se sintam com mais proteção.” Paola

“… e eu fiquei aterrorizada com a vida das pessoas na Restinga.

(…)

Você tem toda a razão de defender as mães. Eu tenho mãe e apostaria que se ela fosse você responderia o mesmo para o secretário.” Miriane

“Para sua primeira pergunta a minha resposta seria que a família faz falta e o Estado deveria ter mais creches e mais vagas para crianças enquanto os pais trabalham.

Para a segunda pergunta respondo que na minha opinião o problema é que ele é um Secretário de Segurança, então ele tem que fazer com que todos se sintam seguros.” Luíza

“… não é só o Estado, pois à vezes quando as mães chegam do trabalho e têm tantas coisas para fazer que nem dão atenção para seus filhos. (…) mas pense se uma mãe de uma criança ser prostituta, drogada, alcoólatra, e até mesmo coisa pior, a criança não tem atenção pela mãe. Então todas as crianças do mundo se sentem melhor quando os pais estão em casa cuidando delas.
A culpa é dos criminosos e das mães. O motivo dos criminosos é que o Estado não tem prendido essas pessoas criminosas. Se o estado não prender eles, os criminosos irão se adonar de bairros e vai chegar uma hora que o Estado não vai conseguir parar essas coisas.
O motivo das mães é que tem mães que se preocupam mais com o trabalho do que com os filhos. Então elas deixam seus filhos irem para a rua e lá eles conhecem as drogas, os cigarros ou até coisa pior.
Então, por isso que eu acho que a culpa é dos criminosos e das mães também.” Cristiano

FONTE: CLICRBS

06 abril 2015

Alemão que viaja pela América Latina esteve em Canguçu

O alemão Anton Alexander Bernhardt, 30 anos, decidiu sair pelo mundo em um mochilão, conhecendo os confins do planeta e há dois anos e meio está nessa jornada. Natural de Dresden, capital e maior cidade do estado da Saxonia, com cerca de 535.800 habitantes, largou tudo revelando que desde criança cultivava um amor pelo continente, e sempre quis conhecer os países da América. E no Domingo, 05 de baril de 2015, ele passou por Canguçu e foi recebido pelo "Moto Grupo Acanguaçu", em sua sede no bairro Vila do Céu.
E um detalhe da jornada de Anton chama a atenção: seu meio de locomoção. Durante passagem pela Colômbia se deparou com um tipo de veículo que nunca havia visto no país de origem: o tuk-tuk. O rapaz ficou tão encantado com o mini-táxi que decidiu comprar um tuk-tuk e rodar pelas rodovias da América Latina, conhecendo outros países. Para economizar nos gastos, ele dorme dentro do veículo e se mantém trabalhando com qualquer coisa que oferecem a ele.
Anton Alexander Bernhardt conversa com o jornalista Augusto Pinz
Fotos: Maidana Idiarte/Canguçu em Foco

Em nosso município a recepção foi com direito a churrasco e chimarrão. Sim, ele já está se familiarizando com a bebida típica gaúcha, apesar da cara feia ao tomar um amargo. Aliás, Anton revela que no Brasil e em especial no Rio Grande do Sul a recepção a ele foi muito calorosa. Ele revela que países como Equador, Perú e Argentina sentia uma desconfiança maior da população em relação a ele.
O viajante também destaca a família dos moto grupos que conheceu no caminho. Ele chegou até o moto grupo Acanguaçu após conhecer outros apaixonados por moto em São Gabriel. De lá partiu o contato para Canguçu pedindo abrigo para a passagem de Anton. "A família das motos foi o que mais me ajudou nos últimos dias. Ajudando em tudo São pequenas coisas que são um luxo como um banheiro e uma ducha quente, um local para dormir", comenta.
Onde não encontra tanta hospitalidade dorme em postos de gasolina e próximo a postos policiais. O combustível para abastecer o "Tuk Tuk" geralmente é doação. Em Canguçu uma "vaquinha" do moto grupo irá garantir tanque cheio para seguir viagem rumo a Rio Grande em direção ao Uruguai, posteriormente.
O Tuk Tuk companheiro terá que ser vendido para custear a viagem de volta.
Fotos: Maidana Idiarte/Canguçu em Foco
Mas a viagem já está se encaminhando para o final. Como a irmã de Anton se casa no final de Maio ele deverá retornar para a Alemanha. Para isso deverá vender o tuk tuk garantindo o valor da passagem de volta.

28 janeiro 2015

Vanessa Braga, de Canguçu, no "Encontro" da Rede Globo

A Canguçuense Vanessa Braga participou, na manhã desta quarta-feira (28), do program"Encontro", com a apresentadora Fátima Bernardes da rede Globo de Televisão.
No programa foi relatado o caso da moça que, corajosa, participou do concurso de beleza "Garota Verão 2015", edição de Canguçu.
Vanessa virou uma sensação nas redes sociais após desfilar no concurso quebrando os padrões ditados pela mídia e a moda de que necessariamente deveriam ser moças magras.
No programa a questão da auto-estima foi amplamente debatida. A importância de ir além do visual, valorizando a cultura, inteligência e outros valores e não apenas um corpo que esteja nos padrões, vivendo apenas em função da beleza o que causa uma frustração que chegará um dia, já que a beleza não é eterna.
"Confie em Deus, em primeiro lugar, e depois em sí mesmo", revela Vanessa. " 
A cantora Preta Gil lembrou que ela também sofreu, e sofre, muito preconceito por conta dos quilos a mais e luta há 11 anos contra isso. "Você quebrou um tabu", garantiu. "Você serviu de muito exemplo, fiquei muito orgulhosa de você. Você é muito linda", finalizou Preta Gil.
Confira o vídeo:



Clique aqui para acessar o site do "Encontro"

30 dezembro 2014

Canguçuense é destaque em reportagem do G1

O Site "G1", da rede Globo, realizou uma reportagem sobre a superação do Canguçuense Leandro "Piui", atualmente residindo em Porto Alegre (POA). Confira a seguir:



Após acidente, cadeirante cuida da casa e da filha e quer velejar em 2015
Leandro de Oliveira dirige, faz tarefas do lar e realiza tratamento para andar.
Ex-agente penitenciário perdeu os movimentos das pernas após acidente.






Em uma casa no bairro Camaquã, na Zona Sul de Porto Alegre, Leandro Rosa de Oliveira acorda todos os dias cedo para levar a filha Lívia, de quatro anos, à creche de carro. Após voltar, põe roupas para lavar na máquina, varre a casa e prepara o almoço. A rotina parece simples, não fosse um detalhe: o homem, agente penitenciário aposentado por invalidez, não caminha há mais de quatro dos 32 anos de vida, devido a um acidente de trânsito em 2011. Sentado em sua cadeira de rodas na sala de estar da residência, Leandro lembra a importância de realizar tarefas normalmente para sua reabilitação.
Leandro ao lado da filha Lívia. Ao fundo, o andador usado pelo cadeirante (Foto: Felipe Truda/G1)

"Peço para pessoas com deficiência não deixarem os outros trazerem tudo nas mãos, porque é algo que facilita. É cômodo você estar em casa e receber o almoço, o copo d’água nas mãos. E cada coisa que você deixa fazerem, por mais simples que seja, o corpo deixa de se movimentar e você freia sua reabilitação. Digo para o pessoal não desistir e sempre buscar um recurso, buscar um profissional da área, porque a vida não termina. A vida só termina para quem quer", afirma.
Para 2015, o cadeirante tem mais uma meta: voltar a velejar. Ele já havia praticado a vela adaptada por meio de uma iniciativa gratuita realizada no Iate Clube Guaíba, na Zona Sul de Porto Alegre. "Eles têm fisioterapeutas à disposição e uma equipe para te locomover e te colocar nas velas e depois saem contigo, com colete salva-vidas e tudo", conta empolgado.
O acidente aconteceu em 2011, quando Leandro ainda trabalhava na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), tendo como tarefa investigar possíveis delitos cometidos dentro de prisões em todo o estado. Ele viajava de carro com um colega na BR-290 em Alegrete, na Fronteira Oeste, quando o veículo, a 150 km/h, colidiu com uma carreta. O motorista morreu, e ele foi auxiliado por um agricultor que passava pelo local e atendido às pressas por um médico argentino que havia parado na estrada. O condutor da carreta chegou a ficar hospitalizado, mas se salvou. "Só sei disso porque ele relatou. Eu não lembro, porque a pancada na cabeça me deu traumatismo e apagou umas duas horas de memória", conta.
Rampa foi colocada no pátio para Leandro entrar em casa (Foto: Felipe Truda/G1)
Após o acidente, Leandro ouviu dos médicos que não poderia mais caminhar. Foi submetido a uma cirurgia "apenas para poder sentar". O golpe só não foi mais duro que a reação da filha ao vê-lo no hospital. "O que mais me doeu foi quando ela chegava ao hospital bebê, no colo dos outros, olhava pra mim e não queria chegar perto. Eu estava com aparelhos ligados ao meu corpo e ela não me reconhecia".
Após sair do hospital, Leandro foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Porto Alegre (Cerepal) e, posteriormente, para a AACD, entidade que atende portadores de deficiência. "Lá eu tive meus 11 meses de muita descoberta e evolução. Comecei a ver que um cadeirante poderia seguir a vida normalmente", contou.

Em meio à reabilitação, se separou da ex-mulher. O cadeirante, no entanto, garante que o fim do relacionamento não foi consequência do acidente. "O casamento já não ia bem mesmo", diz. Da união que fora interrompida, surgiu a grande motivação para seguir em frente. A guarda da pequena Lívia é compartilhada, mas Leandro aproveita o tempo livre para tomar conta da filha, que dorme ora com o pai, ora com a mãe.
Enquanto o pai supera as limitações para tomar conta da filha, a pequena Lívia retribui ajudando em tarefas simples, desde recolher prendedores de roupa que caem pelo chão até carregar o carrinho de compras. "E ai de mim se não deixar. Já me senti constrangido em supermercados, pois ela pega o carrinho da minha mão e vai levando. O pessoal fica me olhando e eu digo que, se eu tirar o carrinho dela, arrumo briga. Ela vai empurrando até pesar. Quando pesa, me entrega. Ela é um anjo".
A força de vontade é tanta que Leandro já contrariou uma projeção dos médicos. Após ouvir que nunca se levantaria da cadeira de rodas, ele foi procurado por uma especialista em reabilitação de pacientes com lesão medular. Cerca de um ano depois de dar início ao tratamento, ele já caminha com a ajuda de um andador.
"Ainda uso bastante a cadeira, pelo fato de cozinhar, pois se eu chego perto do fogão com o andador, corro o risco de cair e me queimar. Mas eu saía sempre em meu carro adaptado com a cadeira. Hoje não, eu saio com o andador, porque eu chego nas casas e consigo ir ao banheiro, e chegar a outros cômodos, pois muitas casas são limitadas para cadeira. Hoje dou valor por poder estar no andador", afirma.
Observado por Lívia, Leandro mostra como dirige no carro adaptado (Foto: Felipe Truda/G1)

Se a pequena Lívia faz com que Leandro se sinta motivado a dar sequência à sua reabilitação, a fé em Deus é o principal alicerce ao qual ele se apoia. Em meio a tantas tarefas, não deixa de ler a Bíblia. Uma vez por semana, participa de cultos e grupos de estudo religiosos. A crença no cristianismo já existia, mas se fortaleceu quando o ex-agente penitenciário ainda estava no leito do hospital após o acidente e um homem foi falar com ele, para pregar a religião evangélica. Em meio à conversa, Leandro descobriu que se tratava de um velho conhecido. Os dois serviram juntos ao Exército em 2001 em Bagé, na Região da Campanha. Para ele, não foi uma simples coincidência. "A partir dali eu decidi entregar a minha vida para o Senhor".
Em meio a tantos afazeres, Leandro ainda encontra tempo para defender sua classe. Ele explica que, ao se aposentar por invalidez devido a um acidente de trabalho, obteve o direito de receber um salário equivalente à maior remuneração que poderia alcançar se a carreira não tivesse sido abreviada. Como era da categoria A, a primeira após o funcionário ingressar na Susepe, receberia o valor da categoria E, a última a ser atingida.
Porém, uma lei que vigora desde maio de 2013 não prevê este benefício, o que reduziu a remuneração de Leandro. "Cada um dos poucos aposentados por invalidez da Susepe ficou recebendo de acordo com a classe em que estava. Eu sou o mais prejudicado, porque meu salário ficou como se eu recém tivesse ingressado no estado", argumenta.

Leandro praticou vela adaptada no IateClube Guaíba (Foto: Arquivo pessoal)
Mas se acomodar não é da índole de Leandro, que fez contato com o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) e com os demais aposentados na mesma situação que ele para tentar reverter a situação. Há duas semanas, pouco antes do recesso parlamentar, esteve na Assembleia Legislativa para acompanhar uma sessão que poderia terminar com a aprovação de uma emenda prevendo a volta do benefício. Apesar de não ter tido sucesso na empreitada, ouviu de deputados governistas e oposicionistas – papéis que se inverterão a partir da posse de José Ivo Sartori (PMDB) em janeiro – o compromisso com sua causa.
Sendo nas galerias da Assembleia Legislativa, em um barco à vela, no caminho da creche da filha ou na cozinha da própria casa, Leandro ensina uma lição não apenas para os cadeirantes, mas para os seres humanos: é preciso superar obstáculos para sentir-se vivo.

21 novembro 2014

Rede Record grava matéria em Canguçu-RS


Está em Canguçu para uma gravação o apresentador Geraldo Luis, da Rede Record de Televisão. Ele e sua equipe estão produzindo uma matéria para o programa "Domingo Show" sobre a família de agricultores do interior de Canguçu conhecido como "Quadrupedes de Canguçu". São quatro agricultores que andam com os pés e as mãos.
Os moradores do Faxinal - 3º distrito - já foram destaques em outras reportagens da mídia estadual como jornal Zero Hora (clique aqui para ver a matéria)
A equipe da Record de São Paulo entrou em contato com o radialista Ubiratan Rodrigues para intermediar o encontro. Rodrigues fez um vídeo e enviou para a equipe que decidiu desembarcar em Canguçu para a gravação.
Geraldo "balançou" o calçadão de Canguçu.
Fotos: Augusto Pinz/Canguçu em Foco



As ações de Geraldo e sua equipe chamaram atenção dos populares na tarde desta sexta-feira (21) no centro de Canguçu.

GERALDO LUÍS
Geraldo Luís é nascido em Limeira, interior de SP. É filho único de uma faxineira, Dona Olga Moreira. Estudou em escola pública, e trabalha desde os 9 anos de idade. Fez teatro infantil, imitava artistas humorísticos e cresceu com esse sonho. É formado em jornalismo em Piracicaba, e foi repórter policial de rádio durante 17 anos. Na Record estreou o Balanço Geral SP , apresentou o Geraldo Brasil e agora comanda o Domingo Show.

16 outubro 2014

Adolescente é atingida por raio e morre em Canguçu

Uma adolescente de 12 anos é a primeira vítima fatal da enxurrada que castiga a Zona Sul do Estado desde a madrugada desta quinta-feira (16).
TALITA ELCIANE FERREIRA DE LIMA foi atingida por um raio por volta da 14h30min.
De acordo com informações do Pronto-Socorro do Hospital de Caridade de Canguçu, ela havia saído de casa, no Rincão dos Maias, Zona Rural da cidade, a 15 quilômetros da área urbana, para recolher algumas roupas do varal quando foi atingida.
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook
 
A equipe médica do Pronto-Socorro tentou reanimá-la mas não obteve sucesso.
Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Canguçu é a cidade da região onde a precipitação deve ser maior nesta quinta-feira, com 75 milímetros de chuva.
O enterro da jovem será nesta sexta-feira (17) às 14h30min. saindo de sua residência no Rincão dos Maias em direção ao cemitério da Manuela na mesma localidade.

04 setembro 2014

Poema de Canguçuense selecionado para projeto em POA

O Canguçuense Daniel Andrioli Rasch, mais conhecido como "Daniel Punk", teve seu poema "Poema Faminto" selecionado no projeto "Poemas no Ônibus e no Trem 2014" 
"Trata-se de um projeto bem legal desenvolvido já há algum tempo pela Coordenação do Livro e Literatura, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre. Quem já utilizou alguma vez na vida o transporte coletivo da Capital já deve ter se deparado com algum desses poemas expostos ali", comenta Daniel.
A lista dos selecionados está no link:
http://coordenacaodolivro.blogspot.com.br/2014/08/poesias-selecionadas-pelo-concurso.html

"Não tenho muita certeza se posso publicar o poema aqui, pois há uma exigência de que ele seja inédito (não sei se vale somente antes da seleção ou também antes de ser efetivamente publicado). O certo é que ele viajará bastante pelas ruas e linhas do Trensurb durante todo o ano de 2015. Também sairá uma coletânea com os poemas selecionados que será publicada em livro e será lançada durante a Feira do Livro deste ano", lembra o Canguçuense Daniel "Punk".
Daniel tem um blog onde estão alguns de seus textos. Quem tiver interesse em conhecer um pouco do trabalho do autor pode acessar:
danielpunkdiz.blogspot.com.br

11 fevereiro 2014

ZH aponta que Canguçu tem grande número de latrocínios

Canguçu ocupa a sexta posição entre as cidades gaúchas com o maior número de latrocínios no ano de 2013. No último ano, foi registrado um caso de assalto seguido de roubo no município. O levantamento foi realizado pelo jornal Zero Hora e divulgado no domingo, dia 9.

Segundo o professor de pós-graduação em ciências criminais da Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Rodrigo Azevedo, o objetivo dos criminosos nesses casos não é a morte, e sim o roubo, mas o assassinato pode acontecer devido a reação das vítimas.

O latrocínio registrado em Canguçu ocorreu em setembro. Na ocasião, Gilberto Zarnott Júnior, de 22 anos, foi preso em flagrante por estuprar uma criança de dois anos e matar, a facadas, a bisavó da menina, Selma Reichow, de 69 anos. Por volta das 5h, a mãe do bebê chegou em casa, encontrando o corpo da avó e a criança em estado de choque. Gilberto foi enquadrado em latrocínio por ter levado alguns objetos da casa da vítima. O crime chocou o bairro Vila Nova.

Canguçu é a única cidade da Região Sul a aparecer no ranking, sendo que a primeira colocação é ocupada por Livramento, com seis registros em 2013. Outros dois municípios da região, no entanto, aparecem na lista de cidades com o maior número de roubos do Estado: Pelotas, que ocupa a quinta posição, com 2.794 casos registrados, e Rio Grande, com 1.513. (Com informações: Zero Hora e do Portal Camaquã)

10 fevereiro 2014

Receita Federal apreende mercadorias durante abordagem de veículo com placas de Canguçu

Agentes da Inspetoria da Receita Federal de Jaguarão/RS, apreenderam na tarde da última, sexta feira, dia 7 de fevereiro, um veículo Ford Escort com placas de Canguçú/RS com cigarros e pilhas. A mercadorias, aproximadamente 90 pacotes de cigarros de origem estrangeira e 270 caixas de pilhas, bem como o veículo, avaliados preliminarmente em R$ 25 mil, foram encaminhadas a um depósito da Receita Federal. O motorista, que já havia sido autuado outras duas vezes por contrabando de cigarros, foi encaminhado a autoridade policial para lavratura do flagrante. Fonte: Portal de Camaquã

11 setembro 2013

Crimes, em Canguçu, são destaque no Diário Popular

Veja matéria do jornal "Diário Popular", de Pelotas, sobre Canguçu - nesta quarta-feira (11):

Uma população assustada busca explicações para os crimes de grande impacto na sociedade, formada na sua maioria por pequenos agricultores. A violência que paira sobre Canguçu é motivo de comentários pelas ruas. Falta de efetivo na Brigada Militar e na Polícia Civil? Peculiaridade de município considerado o maior minifúndio da América Latina? São perguntas que podem virar tema de estudo.
O professor e pesquisador da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Luiz Antônio Bogo Chies, diz que é difícil avaliar a situação da criminalidade na cidade de 55.462 (estimativa populacional em 2013, segundo IBGE), sem uma pesquisa mais aprofundada, mas que os índices apontam que está na hora da região ganhar um estudo sobre a violência nas cidades do interior, principalmente aquelas com alguma particularidade. “Sabe-se que em Canguçu houve um aumento no caso de suicídios.”
Mas são os crimes com requintes de crueldades que têm chamado a atenção dos moradores. Em menos de um mês, um bebê foi encontrado por vizinhos no pátio de uma casa abandonada, na estrada da Pedreira. Cães estavam comendo partes do corpo da vítima. A mãe foi identificada, indiciada pela Polícia e está presa.
“Mal encerramos o inquérito do bebê e já nos deparamos com o latrocínio”, admite a titular da Delegacia de Polícia, delegada Paula Vieira. Ela se refere à morte a facadas de Selma Reichow, 69, e o estupro de sua bisneta, 2,8 anos, na manhã de sábado, dia 7, feriado da Independência. O suspeito, Gilberto Zarnott Júnior, de 22 anos, foi preso em flagrante com pertences da vítima, uma faca e está no Presídio Estadual de Canguçu.
“Não vou entrar no mérito da falta de efetivo, mas o município tem uma grande extensão de área. Então nossa meta é esclarecer e coibir casos de homicídios consumados e tentados, a partir de prisões e com apreensões de armas.” Desde o início do ano, dez pessoas foram presas. Paula Vieira não tem como apontar estatisticamente a relação, mas diz acreditar que o tráfico de drogas influencia diretamente na prática de outros crimes, como roubos e furtos. “Recebemos bastante denúncias e com isso passamos a realizar operações na área rural, principalmente no 5º distrito.”
É neste local que a Delegacia de Polícia ainda não conseguiu desvendar duas mortes. O assassinato de um agricultor, na tarde do dia 8 de julho. Valcelino Gomes Padilha, de 41 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo de caça quando chegava às margens do rio Camaquã, na localidade do Passo da Guarda. A vítima era moradora de um assentamento.
“Já o caso da jovem Rejane, encontrada morta quase na divisa de Camaquã, também não conseguimos encerrar, pois até agora não temos a causa da morte”, admitiu Paula Vieira. Rejane da Fonseca Longaray, de 21 anos, desapareceu no dia 25 de agosto de 2012 e foi encontrada na tarde do dia 9 de setembro, na costa do rio Camaquã, próximo ao assentamento Arroio das Pedras, também no 5º distrito. Um cão teria guiado parentes até a localidade, sendo que as roupas e as características da arcada dentária deram indício que o corpo em avançado estado de decomposição seria o da jovem.
Caso Maiara
O crime de maior repercussão na cidade ainda é o da jovem Maiara Schellin Kholer, de 20 anos. Eladesapareceu no dia 7 de julho do ano passado e seu corpo foi encontrado três dias depois, em um matagal, no Rincão dos Maias, interior do município. A jovem foi estrangulada e o principal suspeito é o ex-namorado - B.B.B., 19. Ele foi indiciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio doloso por motivo torpe e ocultação de cadáver e permanece preso preventivamente.
Morta a enxadadasViolência contra a mulher também está entre os crimes ocorridos em Canguçu. No dia 23 de setembro de 2012, a enfermeira Gleice Brum Conceição, de 37 anos, foi encontrada morta a golpes de enxada na localidade de Boa Vista, 3º distrito. O crime passional teria sido cometido pelo namorado, Adelar Cunha de Moura, de 30 anos, que sofria de depressão. Logo depois, ele usou uma corda para se enforcar na garagem. Adelar era natural de Canguçu e trabalhava na fazenda onde ocorreu o crime.
O boato de que Gilberto Zarnott Júnior, de 22 anos, suspeito de ter matado a idosa Selma Reichow e estuprado sua bisneta, teria sido libertado na terça-feira (10), deixou os familiares das vítimas em estado de choque e de alerta. A reportagem conversou com uma das filhas da vítima de latrocínio, enquanto se preparava para ir até a Delegacia de Polícia confirmar a informação que não as deixou dormir à noite. “Estamos desoladas, sem saber o que fazer”, disse Nivia Reichow da Silva, 49. Ela encontrou um parente do acusado que garantiu que a família dele não estaria movendo ação para libertá-lo.
A dor pela perda de Selma está sendo sustentada na esperança pela melhora da bisneta, estuprada no dia do crime. Ela está internada no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), em Pelotas, em fase de recuperação, conforme informou Nivia. “Achamos que ela demorou muito tempo para ser atendida. Somente à noite é que a pequena passou por cirurgia de quatro horas”, reclamou. O MP deve investigar a situação. Já a casa onde ocorreu o crime que chocou a comunidade de vila Nova, está fechada.
Os crimes contra a vida não são o único fator que deixa a comunidade insegura. A agricultora Neusa Oliveira, de 51 anos, espera que a violência da cidade não chegue à área onde mora. No distrito que abriga a localidade da Florência ainda é possível manter hábitos antigos. “É muito tranquilo onde eu moro. O problema é aqui na cidade. Tem que cuidar tudo. Até para mexer com o dinheiro”, disse à reportagem enquanto descansava sentada em um banco da praça. Neusa atribuiu a violência ao aumento no consumo de drogas.
Morador do 2º distrito de Canguçu, o agricultor Claudiomir Rutz Maass, de 40 anos, diz que dois comerciantes foram assaltados na colônia e cada um arcou com prejuízo de R$ 5 mil. “Às vezes a gente liga para a polícia e ela não vem.”
Ao contrário da opinião dos entrevistados, para o comandante da 4ª Companhia de Canguçu, capitão Anderson Wenitt, é baixo o número de ocorrências na zona rural em relação a outras localidades. “Adotamos em Canguçu a Operação Paz nos Bairros, porque deu certo em Pelotas. Também são feitas barreiras em veículos de fora da cidade e patrulhamento nos distritos do município.” Eventualmente, o efetivo do Pelotão de Operações Especiais do 4º Batalhão de Polícia Militar (POE/4ºBPM), é deslocado até a cidade para atuar no policiamento ostensivo.

Falso boato
A confirmação da prisão do suspeito partiu da promotora de Justiça, Camile Balzano de Mattos, que sustenta a manutenção da preventiva de Gilberto. “Até o meio-dia de hoje (terça) não havia pedido nenhum de soltura”, garantiu. A Justiça, segundo a promotora, pensa numa possível transferência do preso, uma vez que ele sofreu lesões na casa prisional. “Fomos analisar a ficha do suspeito que constou muitos processos”, admitiu Camile.
Recuperação
Roubos e furtos
Quem compartilha a opinião de Neusa é o taxista Osvaldir Henzel, de 48 anos. “Está de mal a pior. O crime como o roubo estão crescendo assim como a desumanidade. A droga está tomando conta.” Como motorista de táxi, Henzel diz que não pode selecionar quem entra no seu veículo, nem mesmo se está armado. “Tenho que me apegar a Deus.”
Já o aumento no efetivo seria a solução para a redução da criminalidade, no ponto de vista do funcionário de uma agropecuária, Albino Brehm, de 42 anos. Enquanto o reforço no policiamento não é possível, ele e seus colegas adotam medidas de segurança própria, principalmente na hora de fechar o estabelecimento, para não virar alvo de assaltantes.
Zona rural
Morador do 2º distrito de Canguçu, o agricultor Claudiomir Rutz Maass, de 40 anos, diz que dois comerciantes foram assaltados na colônia e cada um arcou com prejuízo de R$ 5 mil. “Às vezes a gente liga para a polícia e ela não vem.”
O que diz a Brigada Militar
Ao contrário da opinião dos entrevistados, para o comandante da 4ª Companhia de Canguçu, capitão Anderson Wenitt, é baixo o número de ocorrências na zona rural em relação a outras localidades. “Adotamos em Canguçu a Operação Paz nos Bairros, porque deu certo em Pelotas. Também são feitas barreiras em veículos de fora da cidade e patrulhamento nos distritos do município.” Eventualmente, o efetivo do Pelotão de Operações Especiais do 4º Batalhão de Polícia Militar (POE/4ºBPM), é deslocado até a cidade para atuar no policiamento ostensivo.
Com as informações: Diário Popular


11 julho 2013

FotoNotícia: Comércio fechado nesta quinta-feira (11)

A maior parte do comércio local aderiu ao pedido da ACICAN e não abriu as portas na manhã desta quinta-feira (11).
Fotos: Augusto Pinz

07 dezembro 2012

Vai parar em Canguçu?

Causou revolta na comunidade Canguçuense a declaração do comentarista Cláudio Brito, da RBS TV, no programa "Bom Dia Rio Grande" da manhã desta sexta-feira (07). Falando sobre o Seminário que discute os rumos da Polícia Civil no RS, que acontece em Porto Alegre (POA), ele usou o município de Canguçu de forma pejorativa para exemplificar uma situação que ocorre, segundo ele, na Polícia Civil: Quando um delegado de polícia faz algo que não é do gosto político de alguém é ameaçado com transferência para Canguçu-RS.
Brito disse que defende a inamovibilidade dos delegados de polícia, como ocorre com os Juízes, para que este tipo de coisa não ocorra mais. O que fica no ar é a questão de ser Canguçu um local desprestigiado por autoridades da segurança, ou um opinião pessoal do comentarista? Se isso ocorre é necessário que nossas autoridades constituídas se manifestem e cobrem uma postura decente e respeitosa com nossa cidade.
A indignação fica, mas, com certeza, este cidadão será inamovivel de seu posto e continuará falando balelas na televisão gaúcha! #Calaboca_Claudio_Brito
VEJA O VÍDEO DA MANIFESTAÇÃO CLICANDO AQUI

JORNALISTA ENTRA EM CONTATO
Por volta de 18h30min desta sexta-feira (07) o jornalista e advogado Claudio Brito entrou em contato com o editor do site, jornalista Augusto Pinz. Brito pediu desculpas pelo comentário infeliz que realizou e explicou a situação dizendo que a intenção era falar da distância entre os municípios. "O que acontece é que quando forças ocultas entram em ação mandam os delegados para bem longe", disse. "Em nenhum momento quis ofender a comunidade de Canguçu", assegurou. Ele disse que sempre utiliza o exemplo com outro município que teria existido e hoje não existe mais "cachimbinha" e que a situação serviu para evitar novos problemas.
Claudio Brito disse conhecer Canguçu apenas de passada e que pretende vir, em breve, conhecer a cidade e desfazer qualquer mal entendido. Nos colocamos a disposição para recebê-lo e mostrar nossa bela cidade.

Atualizado às 19h02.

18 abril 2012

Denúncia leva a trabalho escravo em Canguçu

Seis homens atuavam em corte de lenha e vivam em condições degradantes.
Até o final do mês de março, seis homens, moradores do 5° distrito de Canguçu eram vítimas de trabalho escravo como cortadores de lenha em uma propriedade de 150 hectares. A denúncia chegou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que ao se associar, ao Ministério do Trabalho e Emprego, confirmou o caso. Os trabalhadores foram libertados e já receberam o valor total de aproximadamente R$ 30 mil, equivalente a todos os direitos trabalhistas que tiveram ignorados ao longo dos meses que cumpriram jornadas diárias de cerca de 10 horas.
As condições eram degradantes. Os operários não tinham acesso à água potável, dormiam em camas improvisadas em um galpão desativado, alimentavam-se pelo chão e recebiam bem abaixo do salário mínimo regional, de R$ 700,00.  Os rendimentos de R$ 200,00, por quinzena, eram reduzidos à metade devido aos gastos no mercado onde adquiriam a comida que os ajudaria a enfrentar a labuta, das 07h30min às 12h00min e das 13h30min até o anoitecer. E a comida era simples: arroz, feijão com caldo ralo e farinha para engrossar. “Era o que dava. Era tudo muito caro no armazém”, conta João Vilson da Silva, 57.
E juntos, lado a lado, os moradores do assentamento Arroio das Pedras desde 2001, confirmam: ao desbravar outros matos já enfrentaram situação ainda mais caótica. Nessa propriedade, ao menos, o alojamento significava um teto de alvenaria. “O normal é ficarmos acomodados embaixo de lonas pretas no meio do campo, sem água ou luz”,  conta Marcos Vinícius de Bairros, 22, que chegou aos dez anos em Canguçu, quando a família foi contemplada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e deixou o acampamento em Rodeio Bonito, no norte do estado.
O rato morto encontrado na cacimba de onde tiravam água, portanto, não choca. Pelo contrário. Vira até motivo de riso enquanto relembram a longa jornada com o machado em mãos, para então sobrar em torno de R$ 200,00 ao final do mês, descontados os custos de alimentação.
FUTUROS E INCERTEZAS
Os próximos três meses serão de renda certa. Os seis trabalhadores receberão o seguro-desemprego. Depois, volta o assombro da falta de alternativas. O jovem Jonatan Volmir da Silva, 19, explica com naturalidade o fato de ter permanecido quase oito meses nas terras, sem carteira assinada nem um prato de comida garantido por dia. “Quando não se tem trabalho, ninguém pensa se dá. Quando surge algo a gente pega”, resume e festeja a oportunidade de completar a mobília da casa que divide com a mulher e a filha. “Por enquanto ainda não sabemos como vai ser depois que  como vai ser depois que acabar o seguro".
Trabalho escreavo é crime previsto pelo artigo 349 do Código Penal. Denuncie pelos telefones (53) 3227-5214 ou (53) 3229-1131
Fonte: Diário Popular

05 abril 2012

Filme gravado no Interior de Canguçu

Um grupo de jovens estudantes sai para uma pesquisa na natureza e o que deveria ser um passeio educativo se transforma em uma tarde de horror, perseguidos por um assassino. E isso tudo no interior do município de Canguçu, mais precisamente na localidade da Florida -2º distrito.
Com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão o diretor do filme, Ney Peres - que também é cantor e radialista - gravou durante dois meses o filme. Com recursos próprios e equipamentos amadores de filmagem, Ney teve ajuda de amigos que atuaram na produção. Todos eles moradores da localidade onde ocorreram as filmagens.
Ney fala com entusiasmo da produção. Diz não lembrar de outro filme gravado no município. Com o título "O Assassino", e duração de 70 minutos, a obra reproduz uma enredo de terror e suspense. "Gêneros que eu mais gosto", revela Ney. E por ele esta não será a única peça produzida. "Gosto de faroeste também. Quem sabe farei algo adaptado a nossa realidade", comenta.
Inicialmente serão produzidas 100 cópias do filme vendidas diretamente por Ney e em uma loja em frente a praça Dr. Francisco Carlos dos Santos, pela Rua General Osório. Veja o trailer do filme:

24 fevereiro 2012

Tsunami agita carnaval em Jaguarão

Canguçu esteve muito bem representada no carnaval 2012 em Jaguarão. Além de muitos Canguçuenses que foram lá curtir a festa, a equipe Tsunami conduziu o bloco "Aprovados e Chopados" com uma super estrutura de som e luz comandada pelos DJs Roger Nunes e Nicolas Tammer e pelo proprietário do sistema Tsunami Tiarles Knabach.





Durante quatro noites uma multidão acompanhou a Tsunami na folia do carnaval. E o sucesso foi tanto que o bloco "Aprovados e Chapados" foi escolhido melhor bloco de 2012. E a Tsunami foi escolhido o "Melhor Trio Elétrico".