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22 maio 2020

2ª parcela do 13º de aposentados e pensionistas começa a ser depositada na segunda(25)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa, na próxima segunda-feira (25/05), a pagar o 13º de aposentados e pensionistas. O depósito da segunda parte desse abono anual será realizado no período de 25 de maio a 5 de junho, conforme a Tabela de Pagamento 2020.

Para aqueles que recebem um salário mínimo, o depósito da antecipação será feito entre os dias 25/05 e 05/06, de acordo com o número final do benefício, sem levar em conta o dígito verificador. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados entre 01/06 e 05/06.

Em todo o país, 35,8 milhões de pessoas receberão seus benefícios de maio. O INSS injetará na economia um total de R$ 71,5 bilhões. Desse total, 30,8 milhões de beneficiários receberão a segunda parcela do 13º, o equivalente a R$ 23,8 bilhões.

Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2020, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário. Nesta parcela, vale lembrar, é feito o desconto do Imposto de Renda (IR).

Aqueles que recebem benefícios assistenciais (Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC/LOAS e Renda Mensal Vitalícia – RMV) não têm direito ao abono anual.



18 dezembro 2019

Calendário de pagamento de aposentadorias e pensões de 2020

Cerca de 35 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem checar a data de depósito dos benefícios de 2020. Segundo o INSS, os depósitos seguirão a mesma sequência de anos anteriores. As datas foram divulgadas na segunda-feira (16).

Segundo o instituto, para quem recebe um salário mínimo, os depósitos de janeiro serão feitos entre os dias 27 de janeiro e 7 de fevereiro. Para saber a data exata, o beneficiário deve verificar o número final do seu cartão de benefício, sem último dígito verificador, que aparece depois do traço. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados a partir de 3 de fevereiro. A tabela completa pode ser conferida no site do INSS.

03 abril 2019

O militar e o agricultor, quem é o privilegiado?

Em tempos de debate sobre a reforma da Previdência, surgem muitos argumentos contra e a favor, especialmente de quem não quer ser afetado (ou muito afetado) nas mudanças de regras para as aposentadorias.

Um setor de forte resistência é o dos militares (Forças Armadas).

A categoria elencou uma série de motivos, em comparação com os trabalhadores da iniciativa privada como contraponto à equiparação de regras aos demais segurados/servidores: uma maneira de justificar os privilégios, como se a previdência fosse uma medida de compensação pelas desvantagens.

Neste texto vamos fazer uma comparação dos 10 pontos listados com a realidade dos agricultores, que atualmente também possuem regras diferenciadas, estes porém fortemente afetados pela reforma.

1 – O militar não pode mais fazer greves, manifestações, associar-se a sindicatos e partidos políticos.

O agricultor pode fazer greves e manifestações. Mas, se parar de trabalhar, não vai colher e vai perder mais ainda. Pode até fazer manifestações (e faz), mas isso não tem nada a ver com previdência, que não foi criada para compensar a ausência do direito de se manifestar. Ademais, essa afirmação – de que militar não pode se filiar a partidos – é relativa, pois há vários militares da reserva (ou não seria mais militar?) na condição de parlamentares, de vice e Presidente da República.

2 – É proibido falar do governo. Entrevista, só se for autorizado.

O agricultor pode falar do governo. Mas, o que falar do governo tem a ver com proteção previdenciária? O direito a se aposentar decorre do trabalho e não de uma restrição democrática. Ademais, “falar do governo” não chega a ser uma vantagem em si, já que não necessariamente traz efeitos práticos.

3 – Não tem direito à FGTS.

O agricultor não tem FGTS. Nunca teve. Nem por isso se aposenta após 35 anos de trabalho, sem idade mínima. A idade prevista é de 60 anos para homens e mulheres.

4 – Não recebe hora extra.

O agricultor trabalha, na maioria dos casos, mais que 8 horas por diária, de sol a sol. Em algumas atividades exige-se que se comece antes mesmo de o sol nascer, como a produção de leite, é árduo, desgastante e se ele não trabalha, quem mais perde é ele mesmo. Não apenas não tem direito à hora extra como não tem qualquer garantia de remuneração, nem mesmo de obter um preço bom para seus produtos de modo a pelo menos cobrir os custos de produção.

5 – Não tem direito à adicional noturno.

O agricultor não tem adicional noturno. Ninguém paga para ele trabalhar até mais tarde ou começar as 5 horas da manhã. Como dito no item anterior, não tem nem garantia de remuneração mínima, muito menos adicional.

6 – Não tem direito à periculosidade.

O agricultor trabalha com muitas ferramentas e equipamentos perigosos, com produtos químicos (risco de contaminação) e não há qualquer pagamento de adicional. Mais uma vez: adicional sobre o que, se ele não tem garantia do básico?

7 – Insalubridade somente será paga em alguns casos raríssimos.

O agricultor não tem direito à adicional, até porque sequer tem remuneração garantida. No entanto, se expõe ao sol, às intempéries e aos produtos químicos.

8 – O militar está disponível 24 horas, 7 dias por semana, sem custo.

O agricultor trabalha muitas vezes no domingo. Um exemplo é a criação de animais, em que se for necessário tem que trabalhar inclusive de noite e de madrugada. Está sempre disponível para o que tiver que ser realizado. Além disso, estar disponível é uma coisa, efetivamente ser chamado e trabalhar já é outra coisa.

9 – Não tem direito a férias.

Para a maioria dos agricultores essa palavra nem sequer faz parte do vocabulário. Primeiro, porque não tem quem cuide dos animais e faça os demais serviços necessários e segundo, porque não tem condições financeiras. Mas, ao contrário do que se afirma, o militar tem sim direito a férias.

10 – O militar pode ser enviado para qualquer lugar do Brasil, com ou sem família.

O agricultor não é mandado para “qualquer outro lugar”, mas muitos deles são “enviados” pra a cidade por falta de condições de se manterem no campo. O militar recebe valor adicional quando está em “missão”, em deslocamento e o agricultor não tem nem a garantia do básico.

O que mais diferencia o agricultor do militar é que este tem soldo, garantia de renda mínima, não corre o risco financeiro da atividade, tem estabilidade no emprego, não fica sem renda em caso de enchente, de seca, etc.

Já o agricultor, apesar de também não ter a maioria dos direitos que os militares não têm, sofre com a insegurança da atividade: clima (enchente, seca, excesso de frio ou calor), preços, custos de produção, mercado, pragas da lavoura, doenças dos animais, entre outros problemas.

Fica a pergunta: quem é o privilegiado? Se o agricultor vai ser incluído na reforma, porque o militar não? Se o agricultor, inclusive a trabalhadora rural, só vai se aposentar aos 60 anos, porque o militar se aposenta com 35 anos de atividade, sem idade mínima, e nunca com apenas um salário-mínimo, valor da aposentadoria do agricultor?

Faço um desafio: que tal viver um dia na pele de um agricultor? E depois disso voltarei a te perguntar quem realmente deveria se aposentar mais cedo.

*Jane Berwanger, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP)

18 agosto 2015

13º Salário e a justiça social

Há poucos dias perguntei à contabilidade os valores que pagamos de 13° salário e de PIS. Praticamente a mesma coisa. Isso pode variar conforme o ramo industrial. Por que fiz isso? Lembrei-me de um fato ocorrido em 1970, quando era estudante de Direito da UFRGS. Um professor entrou na sala animado, para comentar uma informação. O Governo militar, reconhecendo que havia problemas na área social, criara um programa chamado PIS que seria o décimo quarto salário do trabalhador. O PIS existe até hoje, mas que loucura é essa? Não existe 14° salário no Brasil. O PIS deveria ser, mas de mudança em mudança, hoje as condições para receber um salário mínimo são muito restritas. O trabalhador precisa ter cinco anos de carteira assinada e não ter recebido mais de R$ 17.000,00 no ano. 

Todos nós pagamos, embutido no preço de qualquer produto, uma fração para o décimo terceiro e para o PIS, em quantias quase equivalentes. Na hora do retorno, quanta diferença. Apenas ao trabalhador que ganha menos de R$ 1.400,00 é dado apenas um salário mínimo, no caso do PIS. No décimo terceiro, todos recebem na proporção de seu salário. Onde reside a diferença? No caso do décimo terceiro, o Estado apenas manda patrões e empregados se acertarem. No caso do PIS, entre as partes, existe o Governo que vai recolhendo mensalmente as quantias para administrá-las longe da volúpia dos patrões. Dois presidentes gaúchos, Goulart e Médici criaram o décimo terceiro e o décimo quarto salário respectivamente. Goulart, político de viés esquerdista, confiou que os patrões cuidariam bem dessa quantia durante o ano para pagar aos seus funcionários no Natal. E assim tem sido feito. Já Médici, de direita, achou uma solução tipicamente de esquerda. Criou um imposto, trouxe a receita para dentro do Estado, adicionou uma burocracia para administrá-lo. Deu no que deu. Que o Brasil tem gritantes contrastes sociais ninguém duvida. Esse exemplo mostra que o setor privado pode ser mais eficiente, até para fazer justiça social.

TEXTO DE LUIZ FERNANDO ODERICH

24 junho 2015

O paradoxo da aposentadoria: dá pra confiar o futuro ao governo?


Por Lélio Braga Calhau

A mudança nas regras da aposentadoria tem causado grande preocupação na população. Não seria para menos. O assunto mexe com a gente, e muito. As pessoas contribuem por anos e esperam, numa fase posterior, onde a força física e a saúde já não são as mesmas de outrora, ter a segurança e a tranquilidade de receber mensalmente um valor suficiente para a vida, na aposentadoria.
Infelizmente, a verdade é que não há mais segurança e tranquilidade quando tratamos da aposentadoria. Mais que reclamar, temos que aceitar a nova realidade desse fato e reagir. Mais do que nunca, construir paulatinamente uma reserva financeira é essencial por parte de cada um de nós. 
Essa reserva pode começar a ser construída com valores pequenos. Pouco a pouco, vá aumentando esses valores e, com bons investimentos (ex.: Tesouro Direto) você se beneficiará da ação avassaladora dos juros compostos. 
Com mudança de comportamento e a adoção de hábitos financeiros positivos, como por exemplo: reduzir despesas, fazer bicos, vender coisas inúteis, estudar educação financeira gratuitamente na internet, etc., você pode mudar o seu futuro. Não confie apenas na aposentadoria oferecida pelo governo. Crie alternativas que irão fazer a diferença na sua vida, complementando e atendendo suas efetivas necessidades.
Por fim, chega a ser um paradoxo. O mesmo governo federal, que reduz a ação da  aposentadoria pública, paga juros de seis por cento ao ano, mais a inflação (IPCA), para investimentos no Tesouro Direto. Isso pode lhe proporcionar a construção, no longo prazo, de uma reserva tão importante quanto a aposentadoria. Não deixe seu futuro na mão do governo. Dá trabalho, mas dá resultado. 
O seu futuro agradece!
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Sobre a Educação Financeira para Todos:
www.educacaofinanceiraparatodos.com 
Criado e mantido por Lélio Braga Calhau, Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais, o Portal Educação Financeira Para Todos promove conteúdo gratuito sobre planejamento financeiro. Sua missão é conscientizar os consumidores brasileiros através de artigos, cases, vídeos e reflexões sobre gastos sem planejamento.

26 agosto 2013

Aposentados começam a receber nesta segunda-feira primeira parcela do 13º salário

Aposentados e pensionistas da Previdência Social começam a receber a partir desta segunda-feira, juntamente com a folha de pagamento de agosto, o adiantamento referente à primeira parcela do 13º salário. Os pagamento antecipados seguem até 6 de setembro. Ao todo, serão depositados R$ 12,62 bilhões para 26,19 milhões de benefícios em todo o Brasil. Apenas no Rio Grande do Sul, o valor pago soma R$ 1,05 bilhão, o quarto maior montante do país.

Os depósitos começam nesta segunda-feira para os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 1, descontando-se o dígito. Os segurados que recebem acima do mínimo terão seus benefícios creditados, a partir do dia 2 de setembro.

Não haverá desconto de Imposto de Renda (IR) nesta primeira parcela. De acordo com a legislação, o IR sobre o 13º salário só é cobrado em novembro e dezembro, quando será paga a segunda parcela da gratificação natalina. Aposentados e pensionistas, em sua maioria, receberão 50% do valor do benefício. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente.

Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor do que os 50%. Como esse benefício é temporário, o INSS calcula a antecipação proporcional ao período. Por exemplo, um benefício iniciado em janeiro, e ainda em vigor em agosto tem o 13º terceiro salário calculado sobre oito meses. O segurado receberá, portanto, metade deste valor. Em dezembro, caso ainda esteja afastado, o segurado irá receber o restante. Se tiver alta antes, o valor será calculado até o mês em que o benefício vigorar e acrescido ao último pagamento do benefício.

10 julho 2012

FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS RECEBEM DECRETO DE APOSENTADORIA


Um total de 13 funcionários da Prefeitura de Canguçu foram recebidos na manhã desta segunda - feira (09.07.12.), no gabinete do prefeito Cássio Mota, quando foram saudados pelo chefe do Executivo Municipal pelos serviços prestados à municipalidade, durante vários anos de suas atividades, muitos deles muito além do tempo previsto em Lei, havendo casos de 42 e até 48 anos de atuação, na função.
A maioria dos novos aposentados eram professores, mas dois servidores foram funcionários da área de transportes e obras, que também cumpriram seus tempos de serviço. Dos treze, onze ao todo compareceram ao ato.
Na ocasião, a vice - prefeita Mariza Eslabão agradeceu ao grupo pelo trabalho desenvolvido durante o período ativo e desejou que Deus os ajudem a se manter com saúde, por longo tempo para que possam gozar o merecido descanso.
Por sua vez, o prefeito Cássio Mota ressaltou que todos tiveram grande importância para a comunidade, através do cumprimento de suas obrigações e tarefas, "cada um tem uma história, isto é gratificante, a cada um o nosso reconhecimento e o nosso desejo de felicidade".
Todos puderam falar e dizer de suas experiências de vida, ao longo de suas jornadas durante os vários anos de trabalho, desde as dificuldades enfrentadas, até  os momentos de satisfação vivenciados ao longo do tempo.
Fonte: www.cangucu.rs.gov.br

05 setembro 2011

Administração decreta novas aposentadorias

Na tarde desta segunda-feira (05) ocorreu a assinatura de novas aposentadorias de funcionários municipais através do Fundo de Aposentadoria e Pensão do Servidor (FAPS):
Gislaine Kruger Grutzmann
Jussara Oliveira Gonçalves
Maria Cleusa Lacerda Ribeiro
Marilu Moreira Goelzer
Zilva Quevedo Reis
Gelcira Rodrigues Lopes
Luciara Rodrigues Stoffels
Nanci Dias Ribeiro
Foto: Terezinha Moreira

06 outubro 2010

Simular aposentadoria ficou mais fácil

O INSS tornou menos complicado a partir desta quarta-feira a tarefa de simular o valor da aposentadoria na internet. Agora, quando o segurado preencher os campos referentes aos dados cadastrais, se o sistema encontrar alguma divergência entre os dados digitados pelo usuário e os dados constantes no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), emitirá um aviso sobre a necessidade de regularizar as informações no INSS. Porém, independentemente da divergência, o sistema permitirá a conclusão da simulação.

Ao final da digitação dos dados, o sistema apresentará um demonstrativo em formato PDF com todas as informações sobre os períodos de contribuição e o detalhamento do cálculo da aposentadoria. Neste documento haverá uma mensagem clara de que se trata de uma simulação da contagem do tempo de contribuição, válida apenas para conferência, não garantindo o reconhecimento do direito ao benefício.

O trabalhador pode simular o tempo de contribuição ou o valor inicial do benefício. Para simular o tempo de contribuição, o empregado ou contribuinte individual informa a data inicial e o último dia do vínculo empregatício. No não desconsidera contagem especial de tempo, em que o contribuinte trabalhou exposto a situações prejudiciais à saúde ou a integridade física. Faz apenas a contagem convencional.

No caso do valor do benefício, o cálculo leva em conta o tempo de contribuição, a idade no momento da requisição da aposentadoria e a expectativa de vida do segurado na data de início de seu benefício (conforme tabela divulgada anualmente pelo IBGE).

Como a simulação de aposentadoria não pode ser feita nas agências da Previdência Social, a internet é o único caminho. Para usar o serviço o segurado deve entrar no site da Previdência Social (www.previdencia.gov.br), clicar na opção Agência Eletrônica: Segurado na página inicial e escolher o item Calcule sua aposentadoria (simulação). O trabalhador deve ter em mãos o Número de Identificação do Trabalhador (NIT), o PIS/Pasep ou o Cartão de Inscrição de Contribuinte Individual, além das datas de início e fim de cada atividade e/ou contribuição.

Fonte: Site Sind.. dos Radialistas-RS

15 junho 2010

Lula sanciona reajuste de 7,7% para aposentados

Em perfeita sintonia com os aposentados o presidente Lula sancionou, nesta terça-feira, o reajuste de 7,7%. Já o fim do fator previdenciário - redutor das aposentadorias - foi vetado. O reajuste foi aprovado pela Câmara e pelo Senado, que alterou o texto da medida provisória editada pelo governo concedendo a partir de 1º de janeiro deste ano um reajuste de 6,14%. Mas o tema dividiu a base de apoio ao governo. Para aliados, os percentuais variaram de 6,14%, conforme o acordo firmado com as centrais sindicais, a 7%, defendido pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e a 7,7%, defendido por governistas, como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC)

16 março 2010

Tempo de estágio poderá contar para a aposentadoria

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode decidir nesta quarta-feira (17) se deve passar a constar da Constituição federal norma que assegura a inclusão de período de estágio e de estudos custeados por bolsas na contagem de tempo necessário à concessão da aposentadoria e demais benefícios previdenciários. A medida já consta de legislação infraconstitucional, a qual determina que, para fazer jus à contagem de tempo, estagiários e bolsistas devem contribuir para a Previdência Social como segurados facultativos.

A constitucionalização do direito está sendo sugerida por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 16/04, apresentada pelo senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). Ele argumenta que há incertezas quanto ao futuro das reformas previdenciárias, o que pode levar a retrocessos com relação ao direito hoje assegurado. O relator, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), recomenda em seu voto a aprovação da matéria.

"Na situação atual, nada impede que uma medida provisória ou um projeto de lei qualquer venha a tornar letra morta esse direito, em nome da redução do déficit previdenciário", argumenta o relator.

Se a previsão do benefício estiver no texto constitucional, observa Alvaro Dias, qualquer tentativa de modificação exigirá quórum qualificado. Dessa maneira, conforme o senador, será possível evitar "mudanças açodadas e insegurança jurídica" para os contribuintes estagiários e bolsistas.

O direito facultativo de contribuição para estagiários e bolsistas, como meio de acesso aos benefícios previdenciários, está previsto no texto da Lei 8.212/1991, que dispõe sobre a organização da Seguridade Social. Depois do exame pela CCJ, a proposta seguirá a Plenário, para votação em dois turnos. (Agência Senado)

08 janeiro 2010

Aposentados terão direito a mais benefícios bancários

Um acordo entre o Ministério da Previdência Social e os bancos vai garantir a ampliação de serviços relacionados ao recebimento de benefícios para cerca de 27 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, dos quais 2,13 milhões no Rio Grande do Sul.

As medidas acertadas entre a pasta e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) valem a partir dos pagamentos referentes a janeiro, que serão feitos entre os cinco últimos dias deste mês e até o quinto de fevereiro.

Segundo o ministério, o acordo favorecerá principalmente 15,2 milhões de beneficiários do país que não contam com conta corrente e passarão a ter a possibilidade de usar serviços bancários antes restritos aos correntistas.

- Transferência de conta

Entre as medidas estão o recebimento do comprovante anual para declaração de imposto de renda e a possibilidade de transferir sem custos, uma vez a cada mês, o valor total do benefício para outra conta bancária.

– O aposentado terá facilidade para comprovar renda ou transferir seus recursos para outra instituição – disse o ministro da Previdência, José Pimentel.

- Dez folhas de cheques por mês

O acordo também prevê a migração do cartão magnético para a conta corrente. Isso, com o banco garantindo todas as facilidades do Pacote de Tarifa Zero previstas pelo Banco Central, como o fornecimento de dez folhas de cheques por mês e até dois extratos contendo a movimentação mensal por meio de terminal de autoatendimento.

O que muda
Serviços bancários a que os aposentados e pensionistas do INSS passam a ter direito:
- Extrato mensal: os beneficiários poderão imprimir nos terminais de atendimento automático o extrato mensal. Os bancos terão prazo de 180 dias para implementar o serviço.
- Imposto de renda: os bancos terão de repassar o comprovante anual de pagamento do benefício para a declaração de rendimentos no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
- Compra de passagens: o contracheque vira comprovante para ter direito à compra de passagens de ônibus com valor reduzido.
- Novo cartão: o beneficiário receberá do banco, gratuitamente e sempre a pedido do beneficiário, cartão que terá, além da identificação da instituição financeira, a caracterização da pessoa como segurado da Previdência ou do Benefício de Prestação Continuada. Os bancos terão 120 dias para fornecerem novos cartões, depois de receberem as especificações.
- Transferência entre contas: o aposentado poderá transferir o valor total do benefício para outra conta bancária, uma por mês. O serviço será feito gratuitamente por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou de Documento de Crédito (DOC). O usuário também poderá autorizar o banco a fazer transferência automática.
- Tarifa zero: se o usuário migrar o seu cartão magnético para conta corrente, deverá ter todas as facilidades do Pacote de Tarifa Zero previstas pelo Banco Central.

Entre os serviços gratuitos estão:
- Fornecimento de dez folhas de cheques por mês
- Quatro saques mensais
- Dois extratos com a movimentação do mês por meio de terminal de autoatendimento
- Realização de consultas pela internet
- Duas transferências entre contas na própria instituição por mês


DIÁRIO GAÚCHO

10 dezembro 2009

Aposentados recebem novo mínimo a partir de janeiro

O ministro da Previdência, José Pimentel, informou hoje que o novo mínimo será pago nas aposentadorias no dia 25 de janeiro, com ganho real de 5,08%. Segundo ele, a data foi definida em acordo feito com as centrais sindicais em 2006, quando ficou acertado que a cada ano se anteciparia um mês para o reajuste. Como neste ano será em janeiro, o governo já prepara a medida provisória agora em dezembro. Ele lembrou que a despesa está prevista na peça orçamentária enviada em agosto ao Congresso.

Para os que recebem acima do mínimo, 8,2 milhões de aposentados, está previsto reajuste com base na inflação integral de 2009 mais 50% do Produto Interno Bruto (PIB - a soma de tudo o que a economia produz) de 2008, o que representa ganho real de 2,5%, despesa incluída na proposta orçamentária depois de discussão com as centrais sindicais. O impacto dessa medida será de R$ 3 bilhões

17 julho 2009

Pedro Pereira parte em defesa dos aposentados

Em pronunciamento em plenário, o deputado Pedro Pereira (PSDB) criticou a desconsideração do Governo Lula com a classe aposentada. Pereira se referiu ao fato de o Governo Federal ter enviado à Câmara, proposta para reajuste de 8,9% aos aposentados que recebem até um salário mínimo e apenas 3,8% para os que recebem mais que isso. São mais de 8 milhões de aposentados nesta condição, que precisam completar sua renda mensal com bicos ou com a ajuda financeira de parentes ou amigos. “É um absurdo que esta enorme parcela da população, que trabalhou a vida inteira, cumpriu com suas obrigações fiscais e agora espera amparo do Governo, tenha como resposta uma agressão desse tipo. A cesta básica, no governo Lula, aumentou 211%, os medicamentos, 267%, isto significa uma defasagem de mais de 67% para essas pessoas”, disse o parlamentar.
Pereira lembrou, ainda, que com a chegada da aposentadoria, os idosos precisam gastar com medicamentos e tratamentos de doenças comuns à idade, como cardíacas, reumáticas e respiratórias. “O Governo Federal vem tratando os aposentados como material descartável há muito tempo. É preciso que se dê um basta a isso. Que esses brasileiros recebam um mínimo de dignidade de quem eles elegeram”, lembrou Pereira.

Manifestação

Pedro Pereira também ressaltou a parcialidade e a falta de discernimento dos manifestantes que estiveram em frente a casa da Governadora Yeda Crusius na madrugada de quinta-feira (16). Pereira disse que defende os interesses dos professores estaduais, da mesma forma que o Governo Estadual tem melhorado o acesso à educação aos mais carentes. “O que não se pode admitir é que uma massa de manobra como essa que polui o Cepers se torne símbolo de um movimento. Não é! Simplesmente são baderneiros direcionados por interesses que nós sabemos bem quais são, que querem a qualquer preço, criar tumulto no Governo”, garantiu Pereira.
O parlamentar ressaltou, ainda, que as agressões sofridas pela família da Governadora demonstram a total falta de respeito dos manifestantes. “É gente que não sabe conviver em sociedade, que não respeita opiniões contrárias, como bem convém aos regimes ditatoriais que suas lideranças tanto idolatram”, disse o tucano.


Pereira realiza audiência para melhorar a segurança da região sul

Preocupado com a situação da segurança pública nos arredores de Pelotas, o deputado estadual Pedro Pereira (PSDB) vai participar de uma reunião com os representantes da Polícia Militar da região na próxima segunda-feira (20). O objetivo do encontro é solicitar a reabertura do posto policial na localidade de Monte Bonito, 9° distrito de Pelotas. O pedido é um anseio da população local, que vem enfrentando um grande aumento na criminalidade no local, especialmente assaltos. Na ocasião, o parlamentar irá levar a demanda ao Comandante do 4° BPM, Cel. Utinguaçu Rosado e ao Comandante do CRPO-SUL, Cel. Odiomar Bitencourt Teixeira.

“É uma necessidade urgente daquela população. E vamos lutar para resolver isso o quanto antes. Tenho certeza de que a Brigada Militar tem interesse de melhorar o policiamento lá, e acredito em uma solução rápida para a questão”, declarou Pereira.