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26 março 2026

Alunos da escola Carlos Moreira participam de mostra científica na Expoagro Afubra


Entre os dias 24 e 27 de março de 2026, os alunos Carla Daniela Reichow Kruger e Jeremias Sperling da Silva, acompanhados pela professora Vanessa Priebe Holz, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Moreira estão participando da etapa Sul Brasileira da Mostra Científica Verde é Vida na Expoagro Afubra. 

O trabalho apresentado que tem como título: "O aumento de casos de animais peçonhentos: Uma questão de saúde pública e qualidade ambiental." foi desenvolvido pelos alunos dentro da proposta de iniciação científica na escola onde os mesmos retratam através de dados e relatos de populares os perigos que o aumento significativo da população destes animais podem oferecer aos moradores do campo e apresentam como produto final um kit de ervas e especiarias que podem servir como repelentes destes animais dentro das propriedades.


10 fevereiro 2026

Negociação do tabaco segue sem acordo

Comissão recebeu Alliance One, CTA e JTI, reafirmou o custo de produção como referência e disse que continuará buscando ajustes na tabela 2025/2026 dentro do Sistema Integrado.

A Comissão Representativa dos Fumicultores se reuniu, hoje, 09 de fevereiro, com três empresas do setor (Alliance One, CTA e JTI) para dar continuidade ao processo de negociação do reajuste da tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026. Apesar do retorno das companhias à mesa e da disposição em manter o diálogo, as propostas apresentadas não atingiram o patamar considerado satisfatório pela comissão, e não houve assinatura de protocolo.

Para dar transparência ao processo, a comissão reiterou que suas avaliações seguem ancoradas no parâmetro técnico do custo de produção e no histórico recente das tratativas, que, em diferentes momentos, permitiram avanços acima do custo apurado. Segundo os representantes dos produtores, esse histórico sustenta a possibilidade de construção de um entendimento sem abandonar a referência técnica — desde que as empresas apresentem propostas compatíveis com a apuração conjunta do custo, respeitando os fundamentos do Sistema Integrado. A comissão complementa que, no caso da JTI, as tratativas evoluíram nesta segunda rodada de negociação de preço e “esperamos que estejam perto de um consenso”.

A comissão destacou ainda a postura das três empresas recebidas ao longo do dia, que compareceram às reuniões e se dispuseram a tratar o tema com a representação dos fumicultores. Mesmo sem consenso, os encontros foram avaliados como importantes para manter os canais abertos e preservar a lógica negocial do Sistema Integrado de Produção, com foco na busca de conciliação sobre o preço do tabaco.

A representação dos produtores reforçou o alinhamento das entidades em torno do interesse do fumicultor e da estabilidade da cadeia produtiva. “Não fechamos o diálogo com as empresas e aguardamos para que, pelo fortalecimento do sistema integrado de produção, ainda sejam possíveis ajustes nas tabelas de preços mínimos do tabaco”, afirmou a comissão, ao defender que a negociação deve seguir orientada por critérios técnicos, respeito às regras do sistema e responsabilidade com a fumicultura e com o setor como um todo. Para tanto, uma nova rodada de reuniões está sendo agendada para sexta-feira, dia 13 de fevereiro, já com a confirmação da presença da JTI e BAT.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná.


Texto e foto: Jorn. Luciana Jost Radtke/AFUBRA

21 março 2023

Governador do RS reafirma defesa da cadeia produtiva na abertura da 21ª Expoagro Afubra

 O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou nesta terça-feira, 21 de março, da abertura da 21ª Expoagro Afubra, em Rio Pardo (RS). Diante de diversas autoridades e lideranças do agronegócio, Leite enfatizou a defesa da cadeia produtiva do tabaco.  

Quero destacar o entendimento que temos em relação à cadeia produtiva do tabaco. Podem ter certeza que essa cultura encontrará sempre respeito e respaldo por parte do governo do Estado porque entendemos a sua importância econômica. Entendemos que outros produtos também podem causar prejuízos à saúde da população e não podemos aceitar condenar uma determinada produção, especialmente porque a humanidade sempre encontra formas de atender as suas necessidades pessoais. É importante que se haja respeito, que se entenda o impacto na vida de milhares de pessoas”, destacou Leite. 

A fala vem em um momento de preocupação para a cadeia produtiva. Em novembro, a décima Conferência das Partes (COP10) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) pode trazer entraves à produção do tabaco. Benício Werner, presidente da Afubra, falou sobre o tema.  

Uma preocupação é o retorno das discussões em torno da CQCT. Precisamos das autoridades unidas em torno desta cultura que gera milhares de empregos. O setor do tabaco não pode ser visto como um vilão, mas como um importante segmento gerador de renda, emprego, qualidade de vida”, enfatizou. 

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, esteve presente na solenidade e recebeu autoridades, lideranças do agronegócio e visitantes no estande da entidade. Ele avalia positivamente a participação do governo do Estado no evento que acontece até a próxima sexta-feira, 24 de março. 


Ficamos satisfeitos em perceber que há um respaldo por parte do governo gaúcho. É um apoio esperado, considerando a relevância econômica e social do produto para o Rio Grande do Sul. Atualmente, o Estado responde por 50% do total da produção de tabaco brasileiro e tem grande representatividade no mercado global se levarmos em conta que o Brasil é segundo maior produtor mundial de tabaco”, avalia Schünke. 

ESTIAGEM TAMBÉM PREOCUPA – Às vésperas do Dia Mundial da Água, diversas lideranças demonstraram preocupação com a estiagem que vem assolando o Estado nas últimas safras. Benício Werner, presidente da Afubra, enfatizou a importância de o Estado investir em alternativas. “Precisamos implementar a construção de reservatórios, seja por meio de açudes ou por barragens. Em nossa região já existem projetos de barragens e eles vem ao encontro do ambiente rural, mas também do meio urbano, que tem crescido”, comentou.

14 setembro 2021

Canguçu lidera produção de fumo no pais na safra 2020/2021

 


Canguçu-RS assume, de novo, o primeiro lugar entre os municípios produtores de tabaco. No ano passado Canguçu estava em segundo lugar.

A receita bruta do tabaco, no Sul do Brasil, em 2019/2020 foi de R$ 5.609.341.172,00 e em 20/21, R$ 6.623.443.364,00.

Safra 2020/21, fonte: Afubra

11 agosto 2021

Projeto MuDáAlimento da Afubra

Vá até uma loja da Afubra, leve 1kg de alimento, indique uma instituição para doar e receba uma muda de árvore.


O Hospital de Caridade de Canguçu poderá ser indicado por você para receber as doações. Participe!!






27 julho 2021

Afubra dá algumas dicas para evitar o prejuízos

 A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) dá algumas dicas para evitar o prejuízos:

- Encher os canteiros do sistema floating com água para evitar o congelamento das raízes;
- Tapar os canteiros durante no meio da tarde com as lonas das estufas. Isso faz com que a temperatura se mantenha mais alta durante a noite;
- Pode ser usado um tecido ou lona extra abaixo da lona para evitar o congelamento e armazenar calor;
- Quando há o congelamento não é recomendado jogar água por cima. Com a chegada do sol as mudas podem queimar mais facilmente;
- Quando as mudas estão congeladas não se deve abrir as lonas para pegar sol até ocorrer o descongelamento completo;
- Em semanas de previsão de geada não se recomenda fazer a poda para não deixar a planta mais sensível;
- Também não é recomendado uso de lâmpadas para manter o calor, serragem e fogueiras ao entorno.

03 agosto 2020

Afubra realiza Assembleia e reduz taxas

Em decorrência de limitações impostas pela pandemia de Covid-19 e respaldada em decretos governamentais orientando a evitar aglomerações, a tradicional Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), realizada, anualmente, no mês de julho, não pôde ocorrer este ano. Marcada para hoje, 31 de julho, ao invés de reunir associados dos três Estados do Sul, foi realizada uma videoconferência entre os membros da diretoria e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade, que representaram as diversas regiões produtoras de tabaco, para deliberar e aprovar os assuntos costumeiramente constantes em pauta de Assembleia.  “Como não é possível postergarmos as definições sobre taxas, contribuições e benefícios do Sistema Mutualista para a safra 2020/2021, resolvemos fazer a videoconferência. Porém, o que ficou definido será homologado na próxima Assembleia”, explica Benício Albano Werner, presidente da Afubra.

TAXAS - A nova definição, válida para a safra 2020/2021, reduz o percentual de contribuição para inscrição das lavouras de tabaco para o auxílio sobre danos de granizo, de 5,2% para 4,8%. Para quem têm direito às bonificações de 10%, 20%, 30% e 40%, as taxas reduzem para 4,3%, 3,8%, 3,4% e 2,9%, respectivamente. O bônus é concedido aos produtores que efetuam inscrição de forma ininterrupta e sem registro de prejuízos com granizos indenizáveis, seguindo períodos pré-determinados.

DESCONTOS –Para a safra 2020/2021, ficou estabelecido o desconto de 5%, caso os produtores antecipem o pagamento até 31 de agosto; 3% para quem optar pela liquidação até 30 de setembro; e, até 31 de outubro, prazo final para inscrições, o desconto é de 2%.

PRAZOS – Desde a safra 2017/2018, o prazo de carência passou a ser de sete dias, a partir da entrega dos pedidos de inscrição de lavouras na Afubra, matriz e filiais, e postagem no Correio. A nova regra foi aprovada na Assembleia Geral Ordinária, em julho de 2016. “O produtor devedor, mesmo tendo feito sua inscrição anterior ao pagamento, a validade contará sete dias a partir da data do pagamento”, explica o presidente da Afubra.

URM - Para a próxima safra, não haverá mudanças na Unidade Referencial Mutual (URM), que serve de base para o recebimento dos benefícios e pagamentos dos auxílios do Sistema Mutualista. O valor da URM continua R$ 13,47.

SAFRA – Como a comercialização da safra 2019/2020 ainda não está concluída, estima-se que o volume total deva ficar em 646.991 toneladas. Para o novo período, a entidade sugere redução na produção de tabaco para adequar a oferta à demanda.

Sistema Mutualista - Benefícios e Contribuições - Safra 2020/2021
Auxílio Danos em Lavouras
Granizo
Granizo e/ou tufão
Normal
4,8%
11,4%
Bônus 10% (5 a 8 safras)
4,3%
10,3%
Bônus 20% (9 a 12 safras)
3,8%
9,1%
Bônus 30% (13 a 16 safras)
3,4%
8%
Bônus 40% (17 ou + safras)
2,9%
6,8%


Contribuição

Em URMs

Benefício

Em URMs
Contribuição anual associativa
3
--
Contribuição anual para auxílio funeral
4
800
Contribuição anual para auxílio funeral esposa / filhos
4
800


Em caso de perda total
Auxílio estufa geminada
8
480
Auxílio estufa A/B
8
640
Auxílio estufa G
8
850
Auxílio estufa ar forçado adaptada AFA
8
850
Auxílio estufa ar forçado gêmea
8
850
Auxílio estufa ar forçado
8
1.100

Texto e foto: Jorn. Luciana Jost Radtke

21 março 2017

Escola de Canguçu na Expoagro Afubra 2017

A Escola Municipal Heitor Soares Ribeiro está apresentando trabalho que é destaque na Região Sul, escolhido para representar os Municípios de Canguçu, São Lourenço do Sul e Arroio do Padre na XVII Mostra Científica Verde é Vida apresentada na Expoagro Afubra 2017.
O trabalho de pesquisa "Abelhas, um tesouro da natureza" foi realizado pelas alunas Alice Schmalfuss Kohler e Cristine Kohler Buttow, orientado pela professora Carla Mantovani Furtado que mostra a importância das abelhas  para a humanidade.
O estante da escola esta recebendo  visitas  do publico em geral e de autoridades, onde  o referido trabalho está tendo muito sucesso.

19 dezembro 2015

Continua sem acordo de preço a atual safra de tabaco

A segunda rodada de negociação de preço para a atual safra de tabaco terminou sem acordo entre produtores de tabaco e indústrias fumageiras. Das seis fumageiras recebidas, duas não apresentaram proposta e as demais não chegaram ao percentual de reajuste proposto pelas entidades, que é de 17,7%. As propostas apresentadas variaram percentualmente de 9,12% até 12%, sobre as tabelas praticadas na safra passada.

“O objetivo desta segunda rodada foi de receber as propostas das indústrias e avançar na negociação. Isso não foi possível, pois as indústrias não chegaram ao que nós estamos propondo”, revela a Comissão. Com isso, a expectativa da Comissão representativa dos produtores é de uma nova rodada a partir da metade do mês de janeiro. “Novamente, esperamos que as empresas reconsiderem suas posições e não continuem desconsiderando a real variação do custo de produção”.

Outra medida que será tomada pela Comissão é manter uma audiência com o Ministério da Agricultura para denunciar que algumas empresas não estão cumprindo a Instrução Normativa nº 10, que trata da classificação do tabaco.

A Comissão recomenda aos seus produtores, frente a uma safra menor, que eles valorizem o seu produto e acompanhem a comercialização e pressionem por preço justo.

As entidades representativas dos produtores de tabaco e as lideranças das empresas fumageiras, se reuniram hoje, 17, de maneira individual com cada fumageira, na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul. A Comissão representativa dos fumicultores é formada pelas federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

22 julho 2015

Benício Werner é reeleito para mais quatro anos na presidência da Afubra

Os associados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) reconduziram o atual presidente Benício Albano Werner para um novo mandato à frente da entidade. A eleição ocorreu neste sábado, dia 18, durante a assembleia ordinária anual, ocorrida no teatro do Colégio Mauá, em Santa Cruz do Sul/RS. Romeu Schneider, como secretário, e Marcílio Laurindo Drescher, como tesoureiro, completam o quadro titular da diretoria. Marco Antonio Dornelles assume como vice-presidente, e dois novos nomes – Geraldo Back como segundo secretário e Ornélio Sausen como segundo tesooureiro - integram a equipe de suplentes. A posse ocorreu logo após o pleito, que definiu também os suplentes e os membros dos conselhos deliberativo e fiscal para o quadriênio 2015/2019 (ver quadro).
Ao agradecer a confiança dos associados, Werner disse que sua candidatura para mais um mandato foi motivada pelo apoio vindo de colegas da diretoria, conselhos, quadro social e colaboradores, bem como dee instituições ligadas à Afubra que, segundo ele, muito o auxiliaram para um bom desenvolvimento das atribuições durante o primeiro mandato. “A luta de meu pai, Harry Werner, que sempre acreditou na Afubra, foi outro motivo que me levou à aceitar mais quatro anos à frente da entidade”, disse o presidente. Como metas de trabalho, Werner cita o desenvolvimento de novas atividades da Afubra, partindo de matéria prima, porém do incentivo da diversificação de culturas dos produtores.

Diretoria e Conselhos Deliberativo e Fiscal da Afubra – 2015/2019


12 junho 2015

Trabalho infantil tem afastado crianças e adolescentes da escola


12 de junho 2015 (Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil) - Relatório divulgado em 2015 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que 121 milhões de crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, no mundo inteiro, desistiram ou nem sequer começaram a frequentar a escola. Na faixa dos 12 a 15 anos, o número chega a 63 milhões. Os números demostram que há muito mais adolescentes nessa situação do que crianças. Enquanto uma em cada 11 crianças em idade escolar de nível primário não frequenta a escola, um em cada cinco adolescentes está na mesma situação.

O relatório, intitulado Reparação da promessa quebrada de Educação para Todos: resultados da Iniciativa Global Crianças Fora da Escola, mostra também que as mais afetadas pela falta de acesso à educação são as crianças que vivem em áreas de conflito, as que trabalham e as que enfrentam discriminação baseada em etnia, gênero ou deficiência. A pobreza, contudo, é o maior vilão da educação, diz o estudo. Na Nigéria, por exemplo, dois terços das crianças em áreas mais pobres não vão à escola. E 90% delas provavelmente nunca o farão. Os índices mais elevados de crianças fora da escola são encontrados na Eritreia e na Libéria, onde 66% e 59% das crianças, respectivamente, não frequentam a escola primária.

A situação dos brasileiros é um pouco melhor, mas merece cuidado. A Região Sul do Brasil, maior produtora de tabaco do País, apresentou queda no percentual de crianças de 10 a 17 anos ocupadas nos três Estados, entre 2004 e 2009. Em contrapartida, segundo o relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), um expressivo contingente de 6,2 milhões de jovens (18,4% do total) não estudava nem trabalhava em 2009, ou seja, 1 de cada 5 jovens brasileiros de 15 a 24 anos estava ocioso, naquele ano. No meio rural, o número de jovens ociosos aumentou entre 2004 e 2009, ao evoluir de 15,9% para 17,4%. "Os dados preocupam e o setor tem pensado em alternativas para os jovens do meio rural. Novidades devem ser divulgadas em breve nesse sentido", afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke. 

"Na agricultura familiar, onde o trabalho é visto como um "valor", ainda persistem os argumentos de que crianças devem aprender o ofício desde cedo e que os adolescentes devem trabalhar para ficar longe das drogas ou do crime. Tais argumentos, além de serem nocivos para o desenvolvimento dos jovens, fazem perpetuar a pobreza no meio rural, prejudicando o desenvolvimento da sociedade", afirma a advogada e socióloga, Ana Paula Motta Costa que palestrará para produtores de tabaco durante o 7º Ciclo de Conscientização.

O setor de tabaco é pioneiro no combate ao trabalho infantil no meio rural. Há mais de 15 anos, desenvolve ações para conscientizar o produtor a cumprir a legislação, uma vez que menores de 18 anos não podem trabalhar na lavoura. Entre as ações que merecem destaque está a exigência do comprovante de matrícula dos filhos dos agricultores em idade escolar e o atestado de frequência para a renovação do contrato comercial existente entre empresas e produtores, dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco. Além disso, o SindiTabaco promove anualmente, Ciclos de Conscientização sobre a saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente. Em sua sétima edição reuniu mais de 15 mil pessoas, em 38 municípios da Região Sul do país. Em 2015, o 7º Ciclo percorrerá os municípios do Rio Grande do Sul (Paraíso do Sul, Sinimbu e Barão do Triunfo), Santa Catarina (Vidal Ramos e Irineópolis) e do Paraná (Imbituva e Palmeira).

TABACO EM FOLHA - O Brasil é o maior exportador de tabaco em folha do mundo, desde 1993. Em 2014, foram 476 mil toneladas embarcadas e US$ 2,5 bilhões de divisas. No ranking mundial de produção de tabaco, o país fica atrás somente da China. Na última safra, foram produzidas 735 mil toneladas e gerados R$ 5,3 bilhões de remuneração aos 162 mil produtores integrados. Considerado um dos pilares da economia do Sul do Brasil, a tradição cultivada por milhares de famílias agrícolas oportuniza renda e empregos diretos e indiretos, em 651 municípios. Apesar de utilizar, em média, apenas 16% da propriedade para o plantio do tabaco, o produto é responsável por 53% da renda do produtor.

10 abril 2015

TABACO: Manifestação em Venâncio Aires frustra fumicultores

A situação da cadeia produtiva do tabaco na safra 2014/2015 foi discutida durante o dia de hoje, 10 de abril, em Venâncio Aires/RS, durante uma mobilização dos fumicultores. O encontro foi organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A abertura do encontro se deu na Praça da Bandeira e, em seguida, os mais de 2 mil fumicultores caminharam até a frente da empresa China Brasil, onde fizeram as suas manifestações. Na primeira hora da tarde, foi a vez da fumageira Alliance One receber os manifestantes.

Além das pacíficas manifestações em frente às duas empresas – à 50 metros do portão de acesso, pois as empresas pediram uma liminar judicial, temendo depredação -, foram formadas comitivas que visitaram a CTA, Alliance One e China Brasil, em Venâncio Aires, e Universal Leaf e Premium, em Santa Cruz do Sul. Na pauta dos encontros a tentativa de conseguir um reajuste do preço e a diminuição no rigor da classificação.
Segundo o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, é importante que governos municipais, vereadores, deputados federais e estaduais e também as lideranças comerciais se unirem ainda mais a nós e nos auxiliarem nesta luta. “Eles podem e devem enviar correspondências para todas as empresas, mostrando o que o tabaco representa para os municípios e para o comércio. As empresas estarão com estas correspondências e poderão mostrar aos seus clientes a situação difícil que vive o nosso produtor, já que as fumageiras alegam que os clientes estão pedindo descontos”, destaca Werner.

Ao fim do encontro, ao dar o parecer para os produtores presentes na manifestação, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, revelou que foram dados 20 dias para as empresas melhorarem os preços pagos ao produtor. “Se isto não acontecer, no início de maio estaremos aqui novamente. E não somente na frente destas duas empresas. Faremos um movimento maior”, garantiu o dirigente.


A Mobilização do Fumo contou com a participação de lideranças de entidades e também de prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais.

NOVA SAFRA
Um desdobramento das visitas para algumas indústrias durante o Manifesto do Fumo é um encontro com as fumageiras, na última semana de abril, para debater a nova safra de tabaco. “Não podemos mais uma vez deixar o produtor produzir o tabaco e depois, ter dificuldade de comercializar o tabaco. Para isso, queremos que as empresas nos digam antes do plantio da safra 2015/2016 o que irão querer, para que todos, juntos – entidades e empresas – possamos orientar o fumicultor, pelo bem da sustentabilidade do setor.

Texto e fotos: Luciana Jost Radtke
Departamento de Comunicação Afubra

21 março 2015

Afubra Completa 60 anos

Idealizada por Harry Antonio Werner, a Afubra foi fundada no dia 21 de março de 1955. A criação foi motivada pela inexistência de uma modalidade de defesa e assistência aos fumicultores. As dificuldades se relacionavam à falta de amparo financeiro diante da sequência de prejuízos oriundos das tempestades de granizo, que devastavam as lavouras de tabaco em questão de minutos, e das instabilidades advindas para colocação do produto no mercado e do preço destinado aos produtores.

No ano que comemora seis décadas de existência, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) registra o momento histórico com a edificação de uma obra literária, denominada “Afubra: 60 anos de um ideal”.

O livro retrata as múltiplas unidades e atividades da entidade, criadas e desenvolvidas por variados departamentos e setores que surgiram ao longo do tempo para fazer frente aos objetivos sociais traçados no momento da fundação e atender os anseios de seu quadro social e das comunidades sul-brasileiras inseridas em sua base de atuação. Por meio de fotografias, a obra também destaca os atuais colaboradores. São mais de mil pessoas que, somadas ao trabalho dos fundadores e ex-colaboradores, edificaram o ideal Afubra durante as últimas seis décadas.

02 setembro 2014

Audiência pública debate impactos da COP6 para a produção de tabaco

MTE defendeu a produção de empregos gerados no campo pelo setor e a participação da AmproTabaco na 40ª reunião da CONICQ, nos dias 24 e 25 de setembro.

Setembro 2014 – Entidades relacionadas ao setor do tabaco participaram de audiência pública promovida pela Comissão Especial para tratar da Fumicultura no Estado, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Presidida pelo deputado Edson Brum, a reunião foi realizada no Plenarinho, nesta segunda-feira à tarde, e teve como pauta os anseios do setor sobre a 6ª Conferência das Partes (COP6) da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco (CQCT), que acontece entre 13 e 18 de outubro, em Moscou, na Rússia. 
A produção de tabaco envolve, segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), mais de 160 mil produtores. Somente no Rio Grande do Sul são mais de 84 mil pequenos produtores. Recentemente o documento-base do grupo de trabalho dos artigos 17 (diversificação) e 18 (proteção ao meio ambiente e à saúde das pessoas) causou preocupação ao setor. Entre as ações propostas que mais preocupa é a de interromper financiamentos públicos e incentivos para o cultivo do tabaco. 
“Estranhamos que o Brasil, protagonista na elaboração do documento, tenha concordado com itens que contrariam a Declaração Interpretativa assinada pelo governo brasileiro – que salvaguarda a produção de tabaco – tendo apoiado, inclusive, a redação sobre programas de reconversão. Somos favoráveis à diversificação, mas não à reconversão da cultura enquanto houver demanda do produto no mundo”, abordou Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco).
Neviton Nörnberg, superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego e representante do ministério na Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), trouxe informações sobre as reuniões preparatórias para a COP6 e a posição do governo brasileiro. Segundo ele, a posição do MTE está clara e foi expressa durante a 39ª Reunião Ordinária da CONICQ, realizada em agosto. “Não podemos de forma alguma confundir a produção do tabaco com as ações relacionadas à saúde. Levamos a preocupação que o MTE tem com relação ao êxodo rural, uma vez que a produção de tabaco envolve 640 municípios brasileiros. Sabemos a diferença que o setor faz na economia destes municípios. Na última reunião da CONICQ fizemos uma ponderação de que, se o Brasil restringir a produção de tabaco, outros países vão produzir. Não é frustrando a cultura do tabaco que veremos reflexos no consumo do produto. É preciso uma ação cultural, de conscientização, e não simplesmente reduzir áreas”, defendeu.
Segundo ele, o MTE defendeu no encontro a participação da representação dos prefeitos por meio da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AmproTabaco) na 40ª reunião de trabalho que acontece nos dias 24 e 25 de setembro. Neste encontro também será tomado o posicionamento do governo brasileiro com relação aos documentos da Convenção. “Precisamos trabalhar no sentido de termos um posicionamento maduro e que reflita a realidade da cadeia produtiva”, afirmou Nörnberg. Segundo Brum a Comissão vai acompanhar as reuniões preparatórias à COP6 e, desde já, se manifestar favorável à continuidade da produção de tabaco no Estado. Entre as medidas esperadas pelo governo brasileiro, é a de rejeitar qualquer medida que configure o cerceamento da liberdade do produtor em cultivar tabaco.

28 agosto 2014

TRABALHO INFANTIL-Informação e conscientização para mudar

Diálogo fundamentado em bons argumentos tem sido a principal ferramenta para combater o trabalho infantil e preservar a saúde e a segurança dos produtores de tabaco.

Mudar não é das tarefas mais simples para o homem. Ainda assim, a evolução humana foi baseada em mudanças, algumas mais radicais que outras. Duas grandes aliadas à mudança são a conscientização e a informação. E este também tem sido o objetivo dos Ciclos de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente que desde 2009 percorrem a Região Sul do Brasil. De lá para cá, foram 6 edições anuais, 38 eventos em diferentes municípios e um saldo de 15 mil pessoas conscientizadas.
Em 2014, o 6º Ciclo contabilizou a participação de 3 mil pessoas, 70% deles produtores de tabaco. Os sete eventos realizados neste ano no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná, também contaram com a participação de diretores de escolas, agentes de saúde, conselheiros tutelares, autoridades municipais e imprensa, bem como das equipes de campo das empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), promotor do evento com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
Pesquisa realizada durante o 6º Ciclo apontou que 83% dos participantes se sentiram melhor informados sobre os temas e 87% acreditam que o conhecimento sobre o assunto pode promover a mudança de atitude dos produtores na erradicação do trabalho infantil. “Há alguns anos era muito comum a família ser mais numerosa e a cultura do tabaco tinha uma característica singular: empregar toda a família e gerar uma renda considerável para manter todos na propriedade. Além disso, o tabaco surgiu em meio à colonização alemã, que considera o trabalho um valor, assim como a honestidade e o respeito. Essa conjuntura, fez com que o trabalho infantil se tornasse uma questão cultural”, afirma Ana Paula Motta Costa, advogada e socióloga, palestrante nos eventos de Santa Catarina e Paraná.
“Estes encontros são muito importantes, pois é um reforço na disseminação das informações que já é feita pelas equipes de campo aos 160 mil produtores integrados. Este é um trabalho que continuará e o resultado até o momento tem sido muito promissor. Com informação e conscientização acreditamos que a mudança é possível”, afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.
O procurador do Trabalho aposentado pela Procuradoria do Trabalho de Santo Ângelo (MPT/PRT 4ª Região), Dr. Veloir Dirceu Fürst palestrou nos eventos realizados no Rio Grande do Sul e elogiou o desempenho do setor, que teve o maior índice de redução de trabalho infantil no Rio Grande do Sul. Quando na ativa, Fürst foi o procurador responsável por colher o Termo de Compromisso de conscientização com relação ao trabalho infantil e saúde e segurança dos produtores no Rio Grande do Sul em final de 2008. Três anos depois, tal compromisso foi estendido para Santa Catarina e Paraná.
“Os resultados da conscientização podem ser comprovados pelos dados do último censo que apontam que, enquanto a redução do trabalho infantil no Rio Grande do Sul, de um modo geral, foi de 16%, no setor do tabaco foi superior a 50%. Em Santa Catarina e no Paraná, os números se mantiveram estáveis, mas lá, o trabalho de conscientização começou em 2011. É importante lembrar que o trabalho infantil não é uma questão exclusiva do tabaco na agricultura. Nosso papel é conscientizar que trabalho não é brincadeira. Se for para substituir mão de obra adulta, passa a ser exploração de trabalho infantil”, avaliou.
O 6º Ciclo de Conscientização atende aos termos dos acordos firmados perante o MPT-RS e MPT-Brasília e faz parte do programa Crescer Legal, que tem o objetivo de prevenir e combater o trabalho de crianças e adolescentes na cultura do tabaco, por meio da conscientização dos produtores integrados e da sociedade, bem como de projetos sociais no âmbito da educação e do lazer.
A programação integra um vídeo informativo que aborda questões como a correta aplicação, manuseio e armazenagem de agrotóxicos. Também orienta os produtores a sempre utilizar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) e considerar a legislação vigente, que proíbe menores de 18 anos, gestantes e maiores de 60 de aplicar agrotóxicos. Além disso, uma palestra sobre trabalho infantil e um teatro integram o seminário, sendo este último um momento lúdico e de retomada das principais mensagens.
De acordo com a legislação vigente, menores de 18 anos não podem trabalhar na cultura do tabaco. Neste sentido, o acordo prevê a exigência do comprovante de matrícula escolar dos filhos de produtores no período da assinatura do contrato de comercialização de safra entre produtor e empresa e o comprovante de frequência ao final de cada ano letivo. Caso seja constatado o trabalho infantil, as empresas estão comprometidas em comunicar o fato às autoridades competentes. Em caso de reincidência, a empresa não renovará o contrato para a safra seguinte.

05 agosto 2014

Verde é Vida realiza Mostra Científica Regional

Escolhas ocorrem nas 14 Regiões de Atuação

No dia em que completa 23 anos – 08 de agosto -, o Projeto Verde é Vida, programa de ação socioambiental da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), promove a primeira etapa da Mostra Científica Regional. O encontro ocorre nas 14 Regiões de Atuação (RAs), espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e reúne os trabalhos realizados pelos alunos das escolas parceiras. De cada um dos 14 encontros saem quatro trabalhos para a segunda etapa da Mostra Científica Regional de cada RA, que ocorrerá durante as reuniões de outubro e novembro. Nesta segunda etapa serão definidas as pesquisas que estarão na VI Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida, durante a Expoagro Afubra 2015.
Os encontros iniciam (confira abaixo detalhes de cada RA) às 8h30min e estendem-se até às 16 horas. Além da apresentação das pesquisas científicas haverá a entrega das condecorações aos Grupos Ambientais e a entrega dos cheques do Bolsa de Sementes. “Esta reunião normalmente ocorre durante o mês de junho, considerado o mês ambiental. Mas, este ano, devido à Copa do Mundo, a equipe do Verde é Vida entendeu ser melhor realizar o encontro em agosto e se optou pelo dia em que o projeto está de aniversário. Com isso, simultaneamente, iremos ter um grande número de pessoas trabalhando em prol da educação rural e do meio ambiente”, explica o professor José Leon Macedo Fernandes, coordenador pedagógico do Verde é Vida.

PARA SABER MAIS
RA Araranguá: em Maracajá. Serão cerca de 25 trabalhos de 12 escolas dos municípios de Erno, Maracajá e Meleiro.
RA Cachoeira do Sul e Candelária: em Novo Cabrais. Serão 29 escolas dos municípios de Agudo, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Novo Cabrais e Paraíso do Sul apresentando em torno de 55 trabalhos.
RA Camaquã: em Camaquã. Cerca de 20 trabalhos de 13 escolas de Camaquã, Chuvisca, Cristal e Dom Feliciano.
RA Herval d’Oeste: em Herval d’Oeste. Serão cerca de 20 trabalhos de 16 escolas dos municípios de Água Doce, Capinzal, Erval Velho, Herval d’Oeste, Joaçaba, Luzerna e Treze Tílias.
RA Imbituva: em Ipiranga. 12 escolas de Guamiranga, Imbituva, Ipiranga e Prudentópolis apresentam 20 trabalhos.
RA Irati: em Teixeira Soares. As 16 escolas de Irati, Mallet, Rio Azul e Teixeira Soares apresentam em torno de 25 trabalhos.
RA Rio do Sul e Ituporanga: em Ituporanga. Cerca de 35 trabalhos serão apresentados pelas 23 escolas dos municípios de Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Ituporanga, Petrolândia e Rio do Sul.
RA Rio Negro e Mafra: em Canoinhas. As 33 escolas de Canoinhas, Itaiópolis, Mafra, Piên, Quitandinha e Rio Negro apresentam cerca de 55 trabalhos.
RA Santa Cruz do Sul: em Santa Cruz do Sul, no pavilhão central da Oktoberfest. Serão cerca de 35 trabalhos das 30 escolas de Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Vera Cruz.
RA São Lourenço do Sul e Canguçu: em São Lourenço do Sul. Em torno de 20 trabalhos das 15 escolas de Arroio do Padre, Canguçu e São Lourenço do Sul.
RA São Miguel d’Oeste: em São Miguel d’Oeste. 25 trabalhos das 14 escolas de Iporã d’Oeste, Princesa, São José do Cedro e São Miguel d’Oeste.
RA Sobradinho e Arroio do Tigre: em Passa Sete. As 12 escolas de Arroio do Tigre, Lagoão, Passa Sete e Sobradinho apresentam em torno de 30 trabalhos.
RA Tubarão e Braço do Norte: em Tubarão. Serão cerca de 25 trabalhos de 18 escolas dos municípios de Braço do Norte, Cocal do Sul, Gravatal e Tubarão.
RA Venâncio Aires: em Venâncio Aires. Serão nove escolas dos municípios de Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Mato Leitão, Sério e Venâncio Aires apresentando em torno de 20 trabalhos.

26 março 2014

Abertura da Expoagro Afubra aponta preocupações do setor

Com o intuito de fortalecer a produção agropecuária, a diversificação das propriedades, a capacitação do produtor rural e o incentivo a sua permanência no campo está sendo realizada a 14ª Expoagro Afubra. Os pronunciamentos de abertura do evento, realizada na manhã desta terça-feira, 25 de março, refletiram as preocupações atuais com a sustentabilidade das propriedades rurais e a manutenção da população rural no campo. Outros pontos apontados foram as questões relacionadas ao tabaco, principal cultura da região e responsável pela sobrevivência e qualidade de vida de cerca de 160 mil unidades de agricultura familiar no sul do Brasil.

Para o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, o crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, de 5,8%, representou o dobro de crescimento da média nacional e se deve, principalmente, ao efeito safra. “E a parcela de contribuição dos fumicultores no incremento da economia sul-brasileira foi de R$ 5,3 bilhões, dos quais 49% correspondem ao Rio Grande do Sul”, disse. Ele também mencionou que é preciso pensar alternativas para quando as condições climáticas não são favoráveis. “A criação de programas, pela Secretaria de Agricultura, como o Mais Água, Mais Renda e o de Secagem e Armazenagem de Grãos, e a criação dos Arranjos Produtivos Locais, pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento, entre eles o APL do Vale do Rio Pardo, que tem como entidade gestora a Afubra, são caminhos promissores para uma produção agrícola mais segura e rentável”, acrescentou.

Outro aspecto apontado por Werner para melhorar os resultados na agricultura é a tecnologia. “Em razão disso, a programação da Expoagro possibilita debates e discussões sobre a evolução dessas tecnologias, bem como abordagens e esclarecimentos de muitos outros assuntos”, explicou. “Estamos abrindo a Expoagro motivados a incentivar e fomentar a diversificação de atividades no meio rural, mas cientes de tratar-se de tema complexo”, acrescentou.

Ao lembrar que o governo tem investido em crédito agrícola para impulsionar o setor, o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Francisco Signor, disse que o mundo precisa de alimentos. “País bom é aquele que tem um bom celeiro”, salientou. E o delegado federal do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) no Rio Grande do Sul, Marcos Carlos Regelin, disse que o MDA prioriza crédito e investimentos em qualificação e em agroindústrias para que o produtor possa escolher as culturas que quer produzir.

O deputado estadual Edson Brum, representando a Assembleia Legislativa, falou das potencialidades econômicas da região, representadas especialmente pelo tabaco. “Originamos 10,4 bilhões de impostos e somos o maior exportador mundial, com 50 mil containers saindo do Porto do Rio Grande para trazer as riquezas que temos aqui”, comentou.

Por sua vez, o deputado federal Luís Carlos Heinze, conclamou aos representantes políticos e de entidades que se unam para defender o tabaco. “Com dois hectares de soja ou milho, ninguém vive, mas com dois hectares de fumo, se pode viver bem”, disse. E o deputado federal Sérgio Moraes lembrou que os produtores de tabaco são os que mais trabalham e menor recebem retorno, além de serem apontados com preconceito. “Um homem de 17 anos não pode ajudar o pai na lavoura porque é trabalho infantil”, exemplificou. “Nossos filhos têm que aprender a gostar da lavoura, sim”.

O prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke, lembrou que o tabaco mantém 39% da população nas áreas rurais, o que evita o problema social da urbanização. “A vida no campo mudou para melhor e a Expoagro é a celebração dessa vida”, comentou. E lembrou que é no parque da feira que será instalado o Centro Vocacional Tecnológico (CVT), da Unisc e Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, aproximando a tecnologia e o setor primário. “Nossa visão de futuro é sermos o Vale do Silício em biotecnologia e oleoquímicas”, completou.

Finalizando os pronunciamentos, o governador Tarso Genro, comentou que a economia local é influenciada pela economia global, e o desafio é não se deixar abater pela crise mundial. Sobre as campanhas contra o tabaco, ele disse que são feitas, principalmente, por países grandes produtores de fumo, que dizem trabalhar pela saúde pública, enquanto, na verdade, querem proteger seu mercado. “Nós devemos nos juntar, acima de rivalidades e partidos políticos, para proteger a nossa riqueza produtiva local”, disse.


Milho & Feijão - Após a solenidade de abertura da Expoagro, ocorreu a assinatura da renovação do Programa Milho & Feijão Após a Colheita do Tabaco. A novidade é que o programa, criado pela empresa Souza Cruz, passará a ser desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), ampliando a cobertura. A ação conta com a parceria do governo do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa); Mapa, por meio da Superintendência Federal da Agricultura no RS; Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul); Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do RS (Fetag) e Afubra.

08 março 2014

Lançamento da Expoagro 2014

Rio Pardo recebeu nesta sexta-feira (7), a visita do governador em exercício Beto Grill, que prestigiou o lançamento da 14ª edição da Expoagro Afubra 2014. A solenidade, realizada na localidade de Rincão Del Rey, reuniu várias lideranças políticas do Estado e Município.
Beto Grill ressaltou o momento que o RS vive e a importante contribuição que a agricultura familiar vem prestando ao Estado. "O governo tem todas as condições para melhorar a qualidade de vida do povo gaúcho. A agricultura familiar é um dos pilares de nossa economia. O governo estadual é parceiro em todas as políticas e ações de desenvolvimento que visam dar suporte para a agricultura", destacou Beto Grill. 
O governador em exercício salientou o sucesso das políticas públicas do atual governo para estruturação do setor agrícola, através da criação das duas secretarias voltadas para o setor primário: a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, comandada pelo secretário Luiz Fernando Mainardi, e a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, cujo titular é o secretário Ivar Pavan. "Temos que ser um estado indutor do desenvolvimento. Para tanto, é necessário oferecer ao setor produtivo todo o apoio que ele necessita", disse Grill. 
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul – FETAG, Elton Weber palestrou sobre a importância da agricultura familiar, tema que segundo ele, deve ser debatido pelos governos e sociedade. A Expoagro Afubra 2014 acontece nos dias 25, 26 e 27 de março  em Rincão Del Rey, em Rio Pardo.
 Fotos: Gustavo Gargioni/Especial Palácio Piratini

21 fevereiro 2014

Pagamento inicial soma mais de R$ 35 milhões em danos de lavouras

O pagamento de auxílios sobre danos em lavouras, inscritas no Sistema Mutualista da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), se inicia na próxima terça-feira, dia 25. De acordo com o tesoureiro da entidade, Marcílio Laurindo Drescher, o primeiro lote soma mais de R$ 35 milhões. “Os valores vão beneficiar os fumicultores que tiveram suas lavouras atingidas pelo granizo e que já liquidaram as respectivas ordens de pagamento”. O repasse, complementa o dirigente, ocorre de forma integral e obedece a opção do associado, indicada no pedido de inscrição.

Drescher diz também que, concluída a primeira etapa, o pagamento dos danos causados pelo granizo, estimados em mais de R$ 100 milhões, passa a ser feito semanalmente. “Todos os auxílios, ressalta, serão pagos até o final do período de comercialização, com recursos do sistema mutualista". O dirigente lembra que o repasse dos valores são destinados exclusivamente para os associados que tiveram danos em lavouras. “Os demais benefícios – reconstrução de estuda e auxílio funeral – são pagos logo após o comunicado”, ressalta.

Desde o início da atual safra, o Departamento de Mutualidade da Afubra registra 101 incidências de granizo nas regiões fumageiras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, gerando prejuízos a 37.417 lavouras. O número, no entanto, ainda pode ser maior, visto que há regiões onde a colheita não está totalmente concluída. No ciclo anterior, lembra Drescher, foram registradas 99 tempestades, que causaram danos em 33.795 plantações durante todo o período de presença de folhas nas lavouras.