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22 julho 2021

Caminhoneiros podem paralisar no próximo domingo (25)

No Dia do Motorista, celebrado no próximo domingo, caminhoneiros devem fazer uma paralisação para reivindicar o aumento de impostos, do combustível e também o preço do pedágio. Conforme o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Rio Grande (Sindicam/RG), a mobilização deve ganhar força e adesão nos próximos dias.

De acordo com o presidente do Sindicam/RG, Dieck de Sena, o sindicato, que hoje conta com mais de 500 associados, sempre esteve à frente da categoria e apoiará a classe. "A situação está insustentável. Temos necessidades e vamos conforme a categoria, que não suporta mais os aumentos de impostos", afirma.

Ele também destaca que empresas de transporte rodoviário estão procurando o sindicato para apoiar a paralisação. "O empresário também não aguenta esses aumentos, muitos me falam que está cada vez mais difícil manter o serviço e os funcionários", diz.


Paralisação pode ser igual a de 2018

De Sena, que também é secretário do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), acredita que a mobilização poderá ser igual a de 2018, quando caminhoneiros de todo o Brasil entraram em greve por dez dias, fazendo serviços de fornecimento de combustíveis e distribuição de alimentos e insumos pararem, levando o país à beira de um colapso. "Provavelmente será um efeito cascata. À medida que uns param, outros irão apoiar e parar também", conta.

Segundo ele, além dos empresários, outras classes que dependem de veículo para seu sustento também devem aderir. "Essa briga não é mais só do caminhoneiro, mas de outros trabalhadores do transporte. Não somos contra o governo, mas chegamos no limite, temos que olhar o nosso lado. Tivemos uma tentativa de paralisação em 1º de fevereiro, porém não teve força e agora a categoria está arrependida, então acho que essa terá muita adesão", comenta.

Assim como 2018, o aumento do diesel vem preocupando e descontentando a classe. A causa desse encarecimento se dá pelo preço de paridade de importação (PPI), adotado desde outubro de 2016, o qual considera para a definição dos preços a variação internacional do barril do petróleo, a cotação do dólar, custos de transporte e uma margem imposta pela Petrobras, que serve para evitar prejuízos à companhia.

Outro ponto levantado é o preço do pedágio, principalmente no Sul do Rio Grande do Sul. "Hoje perdemos alguns trabalhos para Santa Catarina devido ao valor do nosso pedágio, vemos uma dificuldade das cargas virem para o nosso porto [de Rio Grande]. Embarcadores preferem o estado vizinho porque o pedágio é mais barato e isso reflete no trabalho do caminhoneiro da região", acrescenta Sena.

Uma categoria descontente

"Sempre falo que se nossa categoria soubesse a força que tem, nunca passaríamos por essas coisas". Assim o caminhoneiro Alex Prietsch iniciou a conversa com a reportagem. Defensor da paralisação, Prietsch diz que, apesar do movimento estar mais forte no centro do país, na Região Sul, através das redes sociais, também há mobilização.

"Tem os apoiadores do governo e tem o pessoal que está apoiando a paralisação, a maioria, que não está contente com valores de tabela de fretes, e que na verdade nunca esteve. Foi uma forma que, na época, o governo usou para amenizar a paralisação. A categoria acreditou e agora, com mais da metade do mandato, a categoria está acordando", fala Prietsch.

Federação diz que ainda não há manifesto para adesão
Conforme o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS (Fecam-RS), André Luis Costa, até o fechamento desta edição, entre os sindicatos filiados à Fecam-RS, não houve nenhuma manifestação de participação na paralisação. "Continuamos atravessando um momento difícil para a sociedade como um todos, mas, apesar disso, há avanços para a melhoria da condição do transportador autônomo e os canais de negociação estão abertos", explica.

"A classe é livre em suas decisões, pois não são as entidades que fazem ou declaram greve e sim a categoria. Se esta entender que o movimento é justo e oportuno, vai aderir naturalmente sem a necessidade que qualquer confronto ou impedimento do direito de ir e vir", reforça Costa.

Por: Vitória Leitzke/Diário Popular Pelotas-RS

28 outubro 2015

Caminhoneiros são convocados para nova greve

Os caminhoneiros podem realizar um novo protesto e entrar em greve mais uma vez este ano. O Comando Nacional do Transporte, que participou das paralisações no começo do ano, divulgou um comunicado pela internet convocando os trabalhadores a suspenderem as atividades em todo o País, no dia 09 de novembro.

Em um vídeo divulgado na Rede Social da entidade, Ivar Schmidt, líder do movimento, afirma que a principal reivindicação é a renúncia da presidente Dilma Rousseff. De acordo com Schmidt, Dilma não teria cumprido com as exigências feitas na paralisação anterior, entre elas, o perdão das multas dos motoristas que aderiram à greve. “Essa era a reivindicação mais fácil de ser atendida”, disse o Ivar.
Foto: Augusto Pinz

Na pauta de discussões também estão a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo, regulamentação da profissão motorista, entre outras. Em fevereiro, a paralisação dos caminhoneiros causou prejuízos de 700 milhões de reais apenas no setor de aves e suínos em todo o Brasil.

04 agosto 2015

Servidores públicos do RS iniciam plenárias regionais pelo interior do estado

A paralisação do serviço público, desta segunda-feira (3), teve alta adesão em todo o Rio Grande do Sul. Nesta semana, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do RS vai iniciar uma série de plenárias pelo interior do estado para organizar a Assembleia Geral Unificada do dia 18. A primeira plenária será terça-feira (4), no calçadão de Pelotas. Quarta-feira (5), a plenária será em Santa Maria, na Praça Saldanha Marinho, e, quinta-feira (6), será em Santana do Livramento, na Praça Internacional. As três plenárias iniciam às 14h. O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do RS (SINDSEPE/RS) está em estado de greve e vai acompanhar as plenárias. A direção orienta que, no dia em que tiver a plenária da sua região, pare as atividades no local de trabalho e participe da atividade.
Reunião com Governo. Fotos: Mariana Pires

Contra o parcelamento dos salários e Projetos de Lei que retiram direitos, enviados pelo governador à Assembleia Legislativa do RS, os servidores públicos do estado prometem construir greve geral, a partir do dia 18 de agosto. Na segunda (3), a paralisação unificada do serviço público aconteceu nas escolas estaduais, nas delegacias, que registraram apenas casos graves, e na saúde. Os servidores do Hospital Sanatório Partenon não trabalharam e montaram bloqueios temporários na Av. Bento Gonçalves. Na Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde-FEPPS/Lacen também teve paralisação e manifestação em frente ao local.

Na segunda-feira (03) um o ato conjunto no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF). reuniu mais de 2 mil pessoas, que bloquearam as entradas do prédio e impediram o funcionamento das secretarias estaduais. Lá estavam servidoras/es da Escola de Saúde Pública, Escola Técnica do SUS, 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Coordenação de Política de Assistência Farmacêutica (CPAF), Divisão de Assistência Farmacêutica Porto Alegre (DAF), Ambulatório de Dermatologia Sanitária, Instituto Psiquiátrico Forense e Hospital Santa Marta, professoras/es, entre outros.

Em Porto Alegre, parte do sistema bancário reduziu o atendimento devido à insegurança de não ter polícia nas ruas. Quem saiu de casa encontrou policiais militares circulando, mas enfrentou bloqueios nas ruas e falta de ônibus da Carris, que também suspendeu atividades. No interior, o SINDSEPE/RS recebeu relatos das paralisações na 14ª CRS, em Santa Rosa, na 3ª CRS, em Pelotas, e na 12ª CRS, em Santo Ângelo.

“O ideal é o governador pagar o salário integral, porque a gente quer trabalhar. Como ele (Sartori) quer cobrar tributos da população se não cumpre com o pagamento dos seus funcionários? Isso é mau exemplo para toda a sociedade e ainda por cima inconstitucional”, lamentou funcionária pública presente, hoje, no CAFF. A servidora não quis se identificar com medo do assédio que sofre da chefia da sua repartição, situação que se repete do serviço público do RS.

Caminhada e reunião com o governo

Na segunda-feira (03) por volta das 10h, mais de 2 mil servidores públicos que estavam no CAFF ocuparam a Av. Borges de Medeiros e iniciaram caminhada pelo centro, até o Palácio Piratini. Ao chegar na Praça da Matriz, representantes de entidades que fazem parte do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do RS pediram uma reunião com o governo. Às 11h, o Chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, o sub-chefe jurídico da Casa Civil e o Chefe de Gabinete do Governador receberam as lideranças. Biolchi afirmou não ter solução para o parcelamento dos salários.

O presidente do SINDSEPE/RS lembrou Biolchi que a situação do estado está caótica, com a maioria dos servidores ganhando muito pouco e agora com parte dos seus créditos comprometidos devido ao parcelamento do salário. “Quem vai garantir os juros e os créditos dos servidores nos bancos? O governo vai colocar os servidores como inadimplentes. Por acaso o estado do RS quer abrir desobediência civil?”, indagou o sindicalista.

Representantes do SINTERGS e da Afocefe perguntaram ao Chefe da Casa Civil se o governo tem intenção de combater a sonegação no estado, com fiscalização de arrecadação tributária, ou de reduzir os altos salários e auxílio moradia a juízes. Biolchi se comprometeu a pensar nas questões e sinalizou chamar até o fim da semana as entidades para respostas mais concretas. “Queremos enviar uma série de projetos à Assembleia Legislativa do RS, provavelmente até quarta-feira”, finalizou.

Estavam presentes na reunião Cpers, SINDSEPE/RS, Fessergs, Sindijus, Sintergs, Amapergs, Sisdaer e Afocefe.

VEM AÍ PACOTE DO GOVERNO

Conforme publicado nesta segunda-feira (03) no jornal Zero Hora, entre os projetos que serão enviados para o Palácio Piratini até quarta-feira, na terceira fase do ajuste fiscal, constam não somente medidas de geração de receitas, mas também de redução de despesas da máquina. Isso significa que, nesta semana, o governo de José Ivo Sartori deverá remeter ao Legislativo propostas de extinção, fusão ou incorporação por secretarias das chamadas vinculadas, instituições públicas de segundo escalão.

São medidas admitidas desde o início do ano pelo governo Sartori, mas havia entendimento de que essas questões seriam tratadas apenas em 2016. O certo é que, nessa primeira etapa de redução do tamanho do Estado, as ações deverão ser voltadas para as 20 fundações públicas do Estado em atividade. Elas podem ser extintas, fundidas ou transformadas em departamentos de secretarias por meio de aprovação de projeto de lei na Assembleia.

Outro ponto da reestruturação será uma reforma na previdência. O Piratini pretende fazer o mesmo que o governo federal: os futuros servidores que quiserem se aposentar com salário superior ao regime geral da previdência, atualmente fixado em R$ 4,6 mil, terão de pagar contribuições extras a um fundo complementar.

“Estes projetos vão cobrar a sociedade o que o governador não consegue fazer. Agora a luta é unificada e até a greve.”, declarou o presidente do SINDSEPE/RS.

03 agosto 2015

Governo do Estado recebe representantes de servidores no Piratini

Representantes de servidores públicos foram recebidos, nesta segunda-feira (3), no Palácio Piratini, para tratar do calendário de pagamento da folha do Executivo do mês de julho. Na última sexta-feira, foi divulgado o cronograma de pagamento em três etapas, iniciando-se com o depósito de parcela líquida de R$ 2.150,00 para todos os 347 mil funcionários naquela data. Uma segunda parcela líquida de R$ 1 mil será depositada, no máximo, até 13 de agosto. O valor final, acima dos R$ 3.150,00, tem previsão de ser creditado até o dia 25. 

Os servidores foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, acompanhado do chefe de Gabinete do Governador, João Carlos Mocelin, e do subchefe jurídico da Casa Civil, José Guilherme Kliemann. Representantes de entidades como Fessergs, Cpers, Sindsepe, Sintergs, Amapergs, Sinsirga, Sisdaer, Sinsdjus, Sindisaúde e Sindipe demonstraram preocupação com o calendário de pagamento e os projetos a serem encaminhados pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa nos próximos dias. 

Biolchi disse que o governo reconhece a legitimidade das manifestações dos servidores diante da impossibilidade de pagamento integral da folha e vê com respeito as preocupações expressas. "Esta reunião evidencia o tamanho do efeito de o Estado não cumprir com sua obrigação de pagar os salários em dia e o quanto é importante buscarmos soluções de forma conjunta. O calendário apresentado não reflete uma escolha do governo, mas uma situação de fato, que se sobrepõe à vontade de todos", explicou. 

Segundo o chefe da Casa Civil, o governo está mantendo e buscando uma relação de respeito e diálogo com os servidores. "Desde o início do ano, vínhamos falando sobre o agravamento da situação financeira. Em maio, já havíamos enfrentado a falta de recursos para todas as despesas e garantimos pagamentos na medida em que era possível, comunicando que a situação seria agravada", lembrou. Quanto aos projetos a serem enviados à Assembleia, Biolchi disse que um novo conjunto de iniciativas de enfrentamento da crise estrutural deve ser encaminhados nos próximos dias, reforçando as medidas para a transparência e procurando soluções compartilhadas para o Estado. 

Ascom-Casa Civil 

Escolas lançam comunicado sobre aulas

Escolas estaduais do município de Canguçu anunciam como serão os próximos dias em relação a os horários de aula. A escola  estadual de ensino médio João De Deus Nunes (JDN) fará paralisação dias 03 e 04 de agosto e por orientação do CPERS terá horários reduzidos até que o governo doe estado tome uma posição em relação as manifestações. Veja o comunicado:


Nota de esclarecimento JDN
Os últimos acontecimentos ocorridos no nosso Estado como: desrespeito com os trabalhadores,parcelamento do salário do funcionalismo e toda essa insegurança quanto a situação financeira de cada trabalhador das áreas de atendimento básico( saúde, educação e segurança) nos levam a tomar a decisão de apoio aos sindicatos de paralisação por 2 dias, 03 e 04 de agosto do corrente ano, nos quais manteremos um movimento de articulação dentro da escola.
A partir de quarta-feira dia 05 de agosto, de acordo com orientações do CPERS os horários serão reduzidos até que o governo do estado se posicione diante esta situação. Contudo continuaremos na escola cumprindo o horário de trabalho, pois nós professores e funcionários queremos trabalhar, mas ao mesmo tempo também não podemos compactuar com o parcelamento dos salários, tendo em vista que temos compromisso com nossas despesas mensais.
Anteriormente nossa luta era pelo aumento de salário e implementação do piso nacional. Hoje lutamos pela garantia de recebermos pelo trabalho desenvolvido durante o mês, de maneira integral.
Contamos com a compreensão da comunidade escolar.

Já a escola Irmãos Andradas suspendeu as aulas até dia 04 de agosto. Na quarta-feira (05) as aulas retornam normalmente. Confira comunicado da escola Irmãos Andradas, abaixo:

Comunicado da escola IRMÃOS ANDRADAS:
COMUNICADO IMPORTANTE - AULAS CANCELADAS dia 04/08, TERÇA-FEIRA.
EM VIRTUDE DOS FATOS REFERENTE AO FUNCIONALISMO PÚBLICO E ESTANDO EM COMUNHÃO COM TODOS, POR RESPEITO E INDIGNAÇÃO ao DESCASO DOS GOVERNOS COM OS PROFESSORES,
ESTÃO CANCELADAS AS AULAS DURANTE TODO DIA DE AMANHÃ, DIA 04 DE AGOSTO DE 2015.

UCPEL
A Universidade Católica de Pelotas (Ucpel) também comunicou que irá suspender as aulas do turno da noite nesta segunda-feira (03). Veja:

COMUNICADO - Suspensão das Atividades - 03/08

Em virtude da paralisação do transporte coletivo na data de hoje, 03 de agosto, a Universidade Católica de Pelotas (UCPel) decide suspender suas atividades acadêmicas e administrativas a partir das 17h15min, retornando à normalidade na manhã de terça-feira, 4 de agosto.

22 abril 2015

Sem acordo, caminhoneiros voltam a parar

Caminhoneiros de todo o Estado preparam-se para um novo movimento de paralisação.

A partir da meia-noite desta quinta-feira (23) a categoria deve retomar os bloqueios e parar as atividades. O acordo esperado pelos motoristas autônomos não foi possível em uma reunião realizada na tarde desta quinta em Brasília entre governo federal e representantes dos caminhoneiros no auditório da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Na Zona Sul, o porta-voz da categoria, Everaldo Born, revela que os motoristas vão aderir à paralisação - o que deverá afetar o abastecimento em postos de gasolina e em outros estabelecimentos comerciais em Pelotas, Canguçu e em outras cidades da região.
Foto: Augusto Pinz/Canguçu em Foco

Segundo representações estaduais, a reivindicação de uma tabela com o preço mínimo do frete não foi confirmada pelo governo. Além disso, a redução no preço do óleo diesel também não foi negociada entre os participantes do encontro.

Participaram da negociação os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

Fonte: Diário Popular

27 março 2015

Caminhoneiros ameaçam retomar paralisações

Caminhoneiros e transportadores autônomos prometem novamente “parar” o Brasil a partir do próximo dia 23 de abril, como ocorreu no final de fevereiro e começo deste mês. Não houve o atendimento da pauta principal de reivindicações da categoria durante a segunda rodada de negociações ocorrida nesta quinta-feira em Brasília: retirada do PIS e da Cofins sobre o óleo diesel, criação de uma tabela de preço mínimo dos fretes, uma linha de crédito de R$ 50 mil aos endividados e a anulação das multas de trânsito aplicadas durante os protestos, entre outros pedidos já encaminhados na primeira rodada.

“Com certeza voltaremos a bloquear estradas”, afirmou após a reunião realizada na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um dos representantes dos autônomos e transportadoras, o gaúcho Fábio Luiz Roque. Conforme o deputado federal Osmar Terra (PMDB), o governo poderia ter avançado mas nada de oficial anunciou. De acordo com o parlamentar a retirada do PIS e da Cofins correspondem a um alívio de 8% sobre o combustível. “Essa medida significaria uma sobra de R$ 2 mil mensais no bolso do autônomo”, disse Terra.

Na Câmara dos Deputados já tramita uma emenda que propõe a transferência de cobrança do PIS e da Cofins para o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), explicou o deputado. Em relação à tabela dos fretes o secretário-Geral da Presidência, ministro Miguel Rossetto, afirmou que a proposta pode ser derrubada judicialmente se for efetivada. O motivo é elementar: o setor, como todos os demais da economia, é regulado pela lei da oferta e da procura e não por tabelas.

O único aceno positivo, conforme Luiz Roque, foi em relação ao pedido de prorrogação, por um ano, das dívidas da categoria contraídas junto ao programa Pró-Caminhoneiro – de financiamento a compra de caminhões novos. A matéria, segundo o deputado, pode ser votada nos próximos dias. Participaram também da reunião, os ministros do Trabalho, das Cidades, dos Transportes e do Trabalho, mais senadores, empresários e dirigentes da ANTT.

31 julho 2012

Caminhoneiros seguem paralisados em Canguçu

Fotos: Augusto Pinz 
Pelo segundo dia caminhoneiros paralisaram suas atividades junto ao trevo de acesso ao município de Canguçu, na BR 392. Eles reivindicam melhores condições de trabalho em relação a manutenção, impostos, pedágio e diesel e também protestam contra a lei 12619/12 que determina que a cada quatro horas de trabalho os caminhoneiros parem por trinta minutos.
Nenhum dos presentes no ato se manifestou sobre a paralisação. Afirmam apenas que a manifestação é pacífica e pedem o apoio de mais caminhoneiros. O trânsito não está interrompido, apenas outros caminhoneiros que passam no local são convidados a parar.