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25 março 2015

LAVOURAS DEVEM RECEBER MENOS CHUVAS NO OUTONO

Com início na última sexta-feira (20), o outono deve ter uma redução gradual no volume de chuvas para as lavouras brasileiras, especialmente nas regiões central e Norte do Brasil. Mas com índices pluviométricos maiores na região Sul. As informações são da Somar Meteorologia.

De acordo com o instituto, as chuvas não devem desaparecer por completo, especialmente em abril, que será o mês mais chuvoso do outono nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

As chuvas de abril vão favorecer o desenvolvimento do milho safrinha, que deve ter uma boa safra, mas os números não devem ficar acima da média. A Somar também indica uma redução no potencial produtivo das culturas, por causa da redução no total de horas de brilho solar que as lavouras acumularam ao longo do seu ciclo.

O período chuvoso da estação também vai colaborar com a colheita da cana-de-açúcar e do café, já que a quantidade de chuvas que essas culturas vão receber será suficiente para manter o solo úmido, auxiliando no desenvolvimento sem prejudicar a colheita.

22 janeiro 2010

Lavouras gaúchas se recuperam após temporais

Na maioria das regiões do Estado, os últimos dias foram favoráveis à recuperação dos estragos provocados pelos temporais do início do ano, apesar do retorno das chuvas e da ocorrência de inundações em áreas ribeirinhas e encostas, que atingiram uma série de lavouras, pastagens, pomares e hortas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, se para os produtores atingidos a perspectiva é de prejuízos, para outros, a combinação de umidade e temperatura elevada é sinônimo de boa safra, com lavouras apresentando excelente desenvolvimento e potencial produtivo bem acima da média. Resta ao produtor gaúcho saber como o tempo se comportará até o fim da safra. Caso se confirmem os prognósticos de relativa normalidade para os meses de fevereiro, março, com precipitações próximas às médias históricas, o Estado deverá colher, no caso dos grãos, uma das melhores safras de verão.

O período foi de reconstrução de canais, taipas e vias de acesso e de manejo das lavouras de arroz. Aos poucos o percentual de lavouras em fase de floração e enchimento de grãos começa aumentar, apesar do atraso em relação a anos anteriores. Em alguns casos, devido à insolação abaixo do ideal, o desenvolvimento das lavouras é considerado regular, aquém do desejado, mas ainda há tempo suficiente para recuperação.

Dentro do possível, os agricultores aceleraram a colheita do feijão no Estado, que atinge os 50% colhidos, com atraso de 10 pontos sobre a média histórica. Em razão das enchentes que assolaram o Estado, especialmente nas áreas dos Vales do Taquari, Rio Pardo e na região Central do RS, haverá redução significativa na produção de feijão, dessas regiões. No restante do Estado, o desempenho da lavoura, até aqui, é normal, sendo que, em determinadas zonas de produção, como na Serra e no Alto Uruguai, as estimativas são de excelente produtividade, acima das expectativas iniciais, e que, a se confirmar, poderão compensar na produção final.

A cultura do milho se mantém com ótimo desenvolvimento em função da boa disponibilidade de umidade no solo e do calor. As condições atuais desta safra são as melhores possíveis, com a maioria das lavouras apresentando excelente potencial de produção. As lavouras semeadas no cedo apresentam espigas grandes, com muito boa qualidade de grãos, saindo da condição de risco por deficiência hídrica. O rendimento obtido nos 7% da área já colhida tem se situado bem acima das estimativas iniciais. O potencial apresentado nos 15% que se encontram maduros e prontos para a colheita também repete o cenário. Nas lavouras mais do tarde, o desenvolvimento também é considerado bom.

O clima favorece o desenvolvimento vegetativo das lavouras de soja, apesar que o excesso de chuva em algumas áreas, durante a floração, poderá prejudicar a polinização, resultando em vagens mal formadas. Nessa situação se encontram 20% das lavouras. De maneira geral, o desenvolvimento da safra é considerado bom por técnicos e produtores.

FORRAGEIRAS E CRIAÇÕES

As regiões Central, Serra e Depressão seguem sendo as mais atingidas pelos temporais e enxurradas. No intervalo entre as chuvas, está sendo possível realizar os trabalhos de limpeza e recuperação das áreas atingidas. Na zona da Campanha, o excesso de umidade dificulta a colheita das sementes de cornichão, contudo, a expectativas dos produtores é de uma boa produção de feno, assim como dos trevos, que estão apresentando um expressivo volume de massa verde.

O bom desenvolvimento das pastagens se reflete de forma positiva no desempenho produtivo do rebanho. É visível o ganho de peso dos animais, assim como sua recuperação após um inverno rigoroso e uma primavera de fraco desempenho das pastagens. A categoria mais beneficiada é a das fêmeas que pariram na primavera. Os reprodutores também estão sendo beneficiados devido à melhor condição nutricional. Dessa forma, a expectativa para a próxima primavera é de um bom número de parições.


Na bovinocultura de leite, a abundância de forragem verde de boa qualidade está propiciando um aumento no volume de leite produzido e uma diminuição do custo de produção. As expectativas em relação à produção de silagem também estão aumentando, devido o bom desenvolvimento das áreas cultivadas com o milho que se destina à sua elaboração. Em relação ao preço, apesar do gradativo aumento da oferta, este se manteve estável no último período. Segundo apurou o levantamento realizado pela Emater/RS–Ascar nas principais regiões de produção do Estado, o preço médio do leite se manteve fixado em R$ 0,54 o litro do produto.

Pesca artesanal – Nos municípios litorâneos de Tramandai e Imbé continua proibida a pesca do bagre na Lagoa e a pesca do camarão ainda não aconteceu, já que o nível de salinidade das lagoas está muito baixo, em decorrência do grande volume de chuvas. Na foz do rio Tramandaí, o rendimento continua sendo considerado bom. O defeso dos peixes de água doce encerra no final deste mês.

Informações
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar