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20 fevereiro 2010

Grãos de verão têm bom desenvolvimento no Estado

As culturas de grãos de verão no Estado tiveram uma semana com boas condições de desenvolvimento, evoluindo em suas fases, melhorando seus índices. Conforme o Levantamento Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, as chuvas atrapalharam somente em algumas áreas pontuais, onde ocorreram em excesso.

A lavoura orizícola, de forma geral, mantém-se em atraso em relação a safras anteriores. A fase de perfilhamento permanece entre 13% e 14% atrás da média, mesmo com a melhora na semana. “Isso traz preocupação ao setor, pois essas áreas poderão entrar em floração, fase crítica da lavoura, em períodos que podem ocorrer menor temperatura”, comenta a diretora técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezomo. Nos últimos dias, 6% da lavoura já entrou em fase final de maturação e a colheita teve inicio em algumas localidades.

Os produtores de milho aceleraram a colheita na semana e mantiveram o equilíbrio, já que tinham reduzido a diferença existente nas fases iniciais. Essa evolução rápida se dá, em decorrência da possibilidade de armazenar maiores quantidades de produto antes da paralisação ou redução da colheita do cereal, pois a colheita da soja é prioritária à do milho. As condições de desenvolvimento da lavoura são muito boas, com os primeiros números das áreas colhidas acima das estimativas iniciais.

Nas regiões em que já se sentia a necessidade de chuvas para o bom desenvolvimento da cultura da soja, como o Planalto, Médio e Alto Uruguai, elas ocorreram, trazendo excelentes condições de evolução para as lavouras. Aproximadamente 75% da área plantada já ultrapassou ou está em vias de ultrapassar as fases mais críticas da cultura, podendo-se dizer que a tendência de momento é para uma safra muito boa, excelente, acima das estimativas iniciais. Mesmo que existam focos de ferrugem asiática em vários pontos, os produtores estão monitorando e utilizando fungicidas no combate e na prevenção, não havendo relatos de perdas relevantes nas áreas atingidas.

As culturas de hortigranjeiros receberam, nessa semana, uma melhor e mais amena distribuição de chuvas, fato que melhorou as condições antes adversas, assim como as temperaturas que baixaram, dando boas condições de desenvolvimento para as frutas e olerícolas. As produções ainda não se estabilizaram e nem normalizaram na maioria das zonas de produção, especialmente as conduzidas a céu aberto. Os preços continuam altos para vários produtos nas feiras e mercados do Estado devido a menor oferta e, também, da diminuição de importação de produtos oriundos de outras regiões, como o Sudeste, que vêm sofrendo com as intempéries climáticas e com baixa produção.

As condições seguem favoráveis ao bom desenvolvimento das pastagens, que neste verão esta apresentando um desempenho excepcional. A forragem é abundante e na maioria das zonas de importância pecuária a sobra de pasto nas áreas de pastoreio. Em decorrência de a condição alimentar ser favorável o gado bovino está obtendo ganhos de peso acima do inicialmente esperado. O atual ciclo reprodutivo também está muito bom devido a excelente condição nutricional deve se refletir em um maior índice de prenhez e, consequentemente, um maior número de nascimentos na próxima primavera.




Informações
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

22 janeiro 2010

Lavouras gaúchas se recuperam após temporais

Na maioria das regiões do Estado, os últimos dias foram favoráveis à recuperação dos estragos provocados pelos temporais do início do ano, apesar do retorno das chuvas e da ocorrência de inundações em áreas ribeirinhas e encostas, que atingiram uma série de lavouras, pastagens, pomares e hortas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, se para os produtores atingidos a perspectiva é de prejuízos, para outros, a combinação de umidade e temperatura elevada é sinônimo de boa safra, com lavouras apresentando excelente desenvolvimento e potencial produtivo bem acima da média. Resta ao produtor gaúcho saber como o tempo se comportará até o fim da safra. Caso se confirmem os prognósticos de relativa normalidade para os meses de fevereiro, março, com precipitações próximas às médias históricas, o Estado deverá colher, no caso dos grãos, uma das melhores safras de verão.

O período foi de reconstrução de canais, taipas e vias de acesso e de manejo das lavouras de arroz. Aos poucos o percentual de lavouras em fase de floração e enchimento de grãos começa aumentar, apesar do atraso em relação a anos anteriores. Em alguns casos, devido à insolação abaixo do ideal, o desenvolvimento das lavouras é considerado regular, aquém do desejado, mas ainda há tempo suficiente para recuperação.

Dentro do possível, os agricultores aceleraram a colheita do feijão no Estado, que atinge os 50% colhidos, com atraso de 10 pontos sobre a média histórica. Em razão das enchentes que assolaram o Estado, especialmente nas áreas dos Vales do Taquari, Rio Pardo e na região Central do RS, haverá redução significativa na produção de feijão, dessas regiões. No restante do Estado, o desempenho da lavoura, até aqui, é normal, sendo que, em determinadas zonas de produção, como na Serra e no Alto Uruguai, as estimativas são de excelente produtividade, acima das expectativas iniciais, e que, a se confirmar, poderão compensar na produção final.

A cultura do milho se mantém com ótimo desenvolvimento em função da boa disponibilidade de umidade no solo e do calor. As condições atuais desta safra são as melhores possíveis, com a maioria das lavouras apresentando excelente potencial de produção. As lavouras semeadas no cedo apresentam espigas grandes, com muito boa qualidade de grãos, saindo da condição de risco por deficiência hídrica. O rendimento obtido nos 7% da área já colhida tem se situado bem acima das estimativas iniciais. O potencial apresentado nos 15% que se encontram maduros e prontos para a colheita também repete o cenário. Nas lavouras mais do tarde, o desenvolvimento também é considerado bom.

O clima favorece o desenvolvimento vegetativo das lavouras de soja, apesar que o excesso de chuva em algumas áreas, durante a floração, poderá prejudicar a polinização, resultando em vagens mal formadas. Nessa situação se encontram 20% das lavouras. De maneira geral, o desenvolvimento da safra é considerado bom por técnicos e produtores.

FORRAGEIRAS E CRIAÇÕES

As regiões Central, Serra e Depressão seguem sendo as mais atingidas pelos temporais e enxurradas. No intervalo entre as chuvas, está sendo possível realizar os trabalhos de limpeza e recuperação das áreas atingidas. Na zona da Campanha, o excesso de umidade dificulta a colheita das sementes de cornichão, contudo, a expectativas dos produtores é de uma boa produção de feno, assim como dos trevos, que estão apresentando um expressivo volume de massa verde.

O bom desenvolvimento das pastagens se reflete de forma positiva no desempenho produtivo do rebanho. É visível o ganho de peso dos animais, assim como sua recuperação após um inverno rigoroso e uma primavera de fraco desempenho das pastagens. A categoria mais beneficiada é a das fêmeas que pariram na primavera. Os reprodutores também estão sendo beneficiados devido à melhor condição nutricional. Dessa forma, a expectativa para a próxima primavera é de um bom número de parições.


Na bovinocultura de leite, a abundância de forragem verde de boa qualidade está propiciando um aumento no volume de leite produzido e uma diminuição do custo de produção. As expectativas em relação à produção de silagem também estão aumentando, devido o bom desenvolvimento das áreas cultivadas com o milho que se destina à sua elaboração. Em relação ao preço, apesar do gradativo aumento da oferta, este se manteve estável no último período. Segundo apurou o levantamento realizado pela Emater/RS–Ascar nas principais regiões de produção do Estado, o preço médio do leite se manteve fixado em R$ 0,54 o litro do produto.

Pesca artesanal – Nos municípios litorâneos de Tramandai e Imbé continua proibida a pesca do bagre na Lagoa e a pesca do camarão ainda não aconteceu, já que o nível de salinidade das lagoas está muito baixo, em decorrência do grande volume de chuvas. Na foz do rio Tramandaí, o rendimento continua sendo considerado bom. O defeso dos peixes de água doce encerra no final deste mês.

Informações
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar