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21 setembro 2015

Plantio de arroz atinge 61.766 hectares no Rio Grande do Sul

Os produtores de arroz gaúchos aproveitaram os dias ensolarados do início do mês de setembro para iniciar o plantio da lavoura de arroz na safra 2015/2016. Já são 61.766 hectares plantados, 5,7% de uma intenção de 1.083.638. A região mais adiantada é a Fronteira Oeste com 12,22% semeado ou 38.151 hectares dos 312.139 pretendidos. O destaque é o município de Uruguaiana, que já semeou 22,05% ou 22.829 hectares da área desejada de 103.535. 

Em segundo lugar aparece a Zona Sul, que tem 9,56% ou 16.725 hectares de uma intenção de 175.007 para a safra 2015/2016. Nesta região, o destaque é o município de Rio Grande, com 22,93% da área pretendida semeada. Na região da Campanha, a área plantada atinge 5.222 hectares, 3,17% dos 164.800 programados. A Depressão Central (DC) tem 0,89% ou 1.290 hectares de uma área pretendida de 145.210. As regiões da Planície Costeira Interna (PCI) têm 0,26% semeado, 378 hectares dos 147.513 desejados e a Externa (PCE) não tem nenhuma área plantada informada dos 138.969 hectares pretendidos. 

A primeira lavoura de arroz semeada na PCI está localizada no município de Camaquã. O produtor José Antonio Garcia, da localidade de Banhado do Colégio, semeou oito hectares da cultivar 424 RI, no dia 3 de setembro. Segundo o produtor, o clima favoreceu o plantio antecipado. A estimativa inicial é de que a área de arroz a ser semeada na região de abrangência do 3º Nate não sofra grandes alterações, apesar do alto custo de produção, que tem causado dor cabeça no planejamento da safra atual. 

Na Zona Sul, a semeadura avança em ritmo intenso nos municípios de Rio Grande, Jaguarão, Arroio Grande e Santa Vitória do Palmar. Neste mesmo período, na safra passada, a Regional Zona Sul registrava 0,6% da área plantada, quando apenas Santa Vitória avançava em suas áreas de arroz. 

Para os responsáveis pela Coordenadoria, os produtores da região estão, cada vez mais engajados no preparo antecipado de suas áreas e isso muito se deve à rotação com a cultura da soja, que proporciona essa antecipação. Outro fator que tem ocorrido na região é a forma como as parcerias evoluem, em que a entrega das terras estão se antecipando, dando condições de evolução no preparo do solo. Para exemplificar, a Granjas 4 Irmãos, que possui área total de 6.456,4 hectares, conta com mais de 41% da área plantada. 

27 fevereiro 2014

Estudo da Farsul aponta possível mudança no mercado internacional do arroz

A Assessoria Econômica do Sistema Farsul realizou uma análise sobre o mercado internacional do arroz baseado em um relatório da USDA de janeiro de 2014. No estudo foi feita uma projeção para a próxima década que aponta uma possível alteração na geografia de exportação do cereal, que será benéfica ao mercado brasileiro.
A responsável pela mudança será a China que teve uma variação na produção de 1,4% a.a. no período entre 2009 a 2014, com estimativa de uma safra de 141,5 milhões de toneladas para este ano. Mantida a média, a previsão é de 162,7 milhões de toneladas em 2024.
Por outro lado, o consumo de arroz no país aumenta em média 2,3% a.a. Se o crescimento for sustentado, ele chegará a 183,28 milhões de toneladas nos próximos dez anos, obrigando a China a comprar 20,62 milhões de toneladas. Esse é o total exportado pela Índia, Vietnã e Estados Unidos juntos neste ano e equivale a 57% de toda a importação mundial em 2014.
O economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz, vê esse novo quadro como favorável ao Brasil, “Numa economia de mercado em que a China passa a importar quase 21 milhões de toneladas por ano, e considerando que temos outros países asiáticos, como Vietnã, Tailândia e Índia, que deverão tentar atender essa demanda e ao fazê-lo eles deixam de abastecer mercados que hoje eles competem com o Brasil”, explica. 
Para Antônio da Luz, os preços do arroz no mercado internacional também serão alterados, pois, mesmo nas regiões onde não atuam, os países asiáticos terminam rebaixando o preço,  “Estamos falando de uma tendência de preço internacional crescente, uma tendência de alta no preço do arroz, se isso se confirmar”, salienta. O economista lembra que outros produtos já passaram por situação semelhante, principalmente a soja.

06 maio 2011

Colheitas se encaminham para o final

Colheita de soja no interior de Canguçu - Foto: Augusto Pinz
Os produtores gaúchos finalizam, na próxima semana, a colheita das lavouras de arroz e soja, com o registro de produção e produtividade recordes. Conforme relata o Informativo Conjuntural, documento elaborado pela Emater/RS-Ascar, a colheita do arroz atingiu nesta quinta-feira (05/05), 98% da área plantada, devendo-se confirmar a estimativa de produção de 8,6 milhões de toneladas e produtividade de 7.521 quilos por hectare. A colheita da soja chegou a 95% das lavouras e as que ainda restam a serem colhidas já se encontram maduras. A produtividade média deve atingir 2.744 quilos por hectare e a produção total, 11,2 milhões de toneladas.

A colheita avança também nas lavouras de milho e feijão. Na primeira, a retirada dos grãos já alcança 72% da área plantada, e 60% no caso da segunda. Com a safra dos grãos de verão se encaminhando para o final, parte dos produtores começa os preparativos para o plantio do trigo. As atividades ainda se restringem à procura por financiamentos e reserva de insumos. Informações preliminares quanto à intenção de plantio indicam que a área deverá se manter praticamente igual à do ano anterior, com uma pequena tendência de elevação - a Emater/RS divulgará nos próximos dias o primeiro levantamento quanto à intenção de plantio para a safra de trigo 2011.

Na região do Vale do Caí, estão em colheita bergamotas, laranjas de ciclo precoce e a lima ácida variedade Tahiti. Entre as bergamotas, está quase finalizada a colheita da variedade Satsuma, originária do Japão, que é a mais precoce das frutas cítricas na região - o percentual de colheita é de 95%. O raleio das bergamotinhas verdes encaminha-se para o final, já estando concluído para as variedades Caí e Pareci, e em fase de conclusão para a variedade Montenegrina.

Entre as laranjas, estão em colheita as variedades Céu Precoce, Seleta, Shamouti e Umbigo Bahia. A colheita da laranja Céu Precoce atingiu 25% da área plantada e da Umbigo variedade Bahia, 15%. A laranja Shamouti, de origem israelense, está com grande ampliação nas áreas de cultivo na região do Vale do Caí, principalmente em razão da resistência ao Cancro Cítrico.

No Planalto e Médio Alto Uruguai, o desenvolvimento dos pomares de laranjas e bergamotas é considerado muito bom pelos técnicos da Emater/RS-Ascar. Há expectativa de excelente produção, na medida em que o clima está favorecendo o desenvolvimento dos citros. Na região Serrana, segue a colheita das variedades precoces, melhorando paulatinamente as características visuais, principalmente coloração, bem como as qualidades internas dos frutos, destacando-se a doçura. Todas as espécies e variedades apresentam considerável retardo na maturação.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar

22 janeiro 2010

Lavouras gaúchas se recuperam após temporais

Na maioria das regiões do Estado, os últimos dias foram favoráveis à recuperação dos estragos provocados pelos temporais do início do ano, apesar do retorno das chuvas e da ocorrência de inundações em áreas ribeirinhas e encostas, que atingiram uma série de lavouras, pastagens, pomares e hortas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, se para os produtores atingidos a perspectiva é de prejuízos, para outros, a combinação de umidade e temperatura elevada é sinônimo de boa safra, com lavouras apresentando excelente desenvolvimento e potencial produtivo bem acima da média. Resta ao produtor gaúcho saber como o tempo se comportará até o fim da safra. Caso se confirmem os prognósticos de relativa normalidade para os meses de fevereiro, março, com precipitações próximas às médias históricas, o Estado deverá colher, no caso dos grãos, uma das melhores safras de verão.

O período foi de reconstrução de canais, taipas e vias de acesso e de manejo das lavouras de arroz. Aos poucos o percentual de lavouras em fase de floração e enchimento de grãos começa aumentar, apesar do atraso em relação a anos anteriores. Em alguns casos, devido à insolação abaixo do ideal, o desenvolvimento das lavouras é considerado regular, aquém do desejado, mas ainda há tempo suficiente para recuperação.

Dentro do possível, os agricultores aceleraram a colheita do feijão no Estado, que atinge os 50% colhidos, com atraso de 10 pontos sobre a média histórica. Em razão das enchentes que assolaram o Estado, especialmente nas áreas dos Vales do Taquari, Rio Pardo e na região Central do RS, haverá redução significativa na produção de feijão, dessas regiões. No restante do Estado, o desempenho da lavoura, até aqui, é normal, sendo que, em determinadas zonas de produção, como na Serra e no Alto Uruguai, as estimativas são de excelente produtividade, acima das expectativas iniciais, e que, a se confirmar, poderão compensar na produção final.

A cultura do milho se mantém com ótimo desenvolvimento em função da boa disponibilidade de umidade no solo e do calor. As condições atuais desta safra são as melhores possíveis, com a maioria das lavouras apresentando excelente potencial de produção. As lavouras semeadas no cedo apresentam espigas grandes, com muito boa qualidade de grãos, saindo da condição de risco por deficiência hídrica. O rendimento obtido nos 7% da área já colhida tem se situado bem acima das estimativas iniciais. O potencial apresentado nos 15% que se encontram maduros e prontos para a colheita também repete o cenário. Nas lavouras mais do tarde, o desenvolvimento também é considerado bom.

O clima favorece o desenvolvimento vegetativo das lavouras de soja, apesar que o excesso de chuva em algumas áreas, durante a floração, poderá prejudicar a polinização, resultando em vagens mal formadas. Nessa situação se encontram 20% das lavouras. De maneira geral, o desenvolvimento da safra é considerado bom por técnicos e produtores.

FORRAGEIRAS E CRIAÇÕES

As regiões Central, Serra e Depressão seguem sendo as mais atingidas pelos temporais e enxurradas. No intervalo entre as chuvas, está sendo possível realizar os trabalhos de limpeza e recuperação das áreas atingidas. Na zona da Campanha, o excesso de umidade dificulta a colheita das sementes de cornichão, contudo, a expectativas dos produtores é de uma boa produção de feno, assim como dos trevos, que estão apresentando um expressivo volume de massa verde.

O bom desenvolvimento das pastagens se reflete de forma positiva no desempenho produtivo do rebanho. É visível o ganho de peso dos animais, assim como sua recuperação após um inverno rigoroso e uma primavera de fraco desempenho das pastagens. A categoria mais beneficiada é a das fêmeas que pariram na primavera. Os reprodutores também estão sendo beneficiados devido à melhor condição nutricional. Dessa forma, a expectativa para a próxima primavera é de um bom número de parições.


Na bovinocultura de leite, a abundância de forragem verde de boa qualidade está propiciando um aumento no volume de leite produzido e uma diminuição do custo de produção. As expectativas em relação à produção de silagem também estão aumentando, devido o bom desenvolvimento das áreas cultivadas com o milho que se destina à sua elaboração. Em relação ao preço, apesar do gradativo aumento da oferta, este se manteve estável no último período. Segundo apurou o levantamento realizado pela Emater/RS–Ascar nas principais regiões de produção do Estado, o preço médio do leite se manteve fixado em R$ 0,54 o litro do produto.

Pesca artesanal – Nos municípios litorâneos de Tramandai e Imbé continua proibida a pesca do bagre na Lagoa e a pesca do camarão ainda não aconteceu, já que o nível de salinidade das lagoas está muito baixo, em decorrência do grande volume de chuvas. Na foz do rio Tramandaí, o rendimento continua sendo considerado bom. O defeso dos peixes de água doce encerra no final deste mês.

Informações
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar