O governador Tarso Genro e o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, realizaram em Canguçu, nesta sexta-feira (27), a entrega de Cartões Emergência Rural. Foram contemplados agricultores familiares, assentados e quilombolas prejudicados com a última estiagem. Ao todo, foram disponibilizados quase três mil cartões, totalizando R$ 1,251 milhão em benefícios. A atividade lotou as dependências do Anfiteatro da Casa de Cultura do município.
Foram entregues 2.966, sendo 2.312 cartões para agricultores familiares, 390 para assentados e 264 para comunidades quilombolas. O governador considerou o ato mais importante para o governo do que para o público beneficiado, porque "demonstra a eficiência do Executivo em atender situações emergenciais".
Canguçu é o município com maior número de minifúndio da América Latina, tendo cerca de dois terços da população vivendo na área rural. "Por isso, essa ação tem como prioridade dar condições para que a estrutura produtiva, característica da região, se mantenha e se fortaleça", afirmou o governador.
Dos 22 municípios que compõem o Corede Sul, 12 estão sendo beneficiados com o Cartão Emergência Rural. São eles: Amaral Ferrador, Arroio Grande, Canguçu, Cerrito, Herval, Jaguarão, Pedras Altas, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Piratini, Santa Vitória do Palmar e Santana da Boa Vista. Também foram entregues cartões para Herval, Jaguarão, Piratini e Pedras Altas.
Solidariedade
Para o secretário da SDR, Ivar Pavan, cuja secretaria é responsável por esta ação, a entrega dos cartões relembra a solidariedade com o homem do campo vista apenas no governo Olívio Dutra. Ele afirmou que a ação demonstra a atenção do governo com quem sofreu e ainda tem dificuldades devido a longa estiagem vivenciada no Estado. "A ação não tem custo para o agricultor e chega direto nas propriedades. O fato do governador ter participado de três atividades desta natureza (Barra Funda e Ijuí), nesta semana, mostra a preocupação do governo com a agricultura familiar", disse Pavan.
Cada Cartão Emergência Rural terá um valor disponível, em parcela única, para que os agricultores possam adquirir, exclusivamente, sementes e insumos agrícolas, alimentos e outros gêneros de primeira necessidade, além de alimentação para animais nos estabelecimentos credenciados pela Banrisul Serviços.
Cerca de 100 mil famílias de agricultores familiares, oito mil famílias de assentados e 1,2 mil famílias de quilombolas devem ser atendidos com o Cartão. Os valores serão de R$ 500,00 por família de assentados e quilombolas, e de R$ 400,00 para as famílias de agricultores familiares.
Durante o evento, foi destacado que os lojistas que possuem a máquina da Rede Banricompras e aceitam os cartões da Banrisul Serviços já estão aptos a receber o Cartão Emergência Rural em seus estabelecimentos. Caso o lojista tenha interesse em credenciar seu estabelecimento para receber o cartão, deve comparecer à agência local do Banrisul.
A partir do dia 1º de agosto, os cartões e as senhas serão entregues, também, aos agricultores na sede das entidades ou sindicatos onde foram previamente cadastrados. Para sua identificação, devem levar documento de identidade.
A solenidade em Canguçu contou, ainda, com a presença dos secretários de governo Afonso Motta (Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas), Miriam Marroni (Secretaria Geral de Governo) e Vinicius Wu (Gabinete do Governador), parlamentares, entidades representativas dos beneficiários (Fetag e MST), o diretor Administrativo e Financeiro da Ceasa, Paulo Tavares, o secretário-adjunto da SDR, Ronaldo Oliveira e o diretor de Cooperativismo da SDR, Gervásio Plucinski.
Foto: Caco Argemi/Palácio Piratin
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6 comentários:
Os valores serão de R$ 500,00 por família de assentados e quilombolas, e de R$ 400,00 para as famílias de agricultores familiares.
Porque a diferença de valores serra que teve mais estiagem para assentados e quilombolas do que os (agricultores familiares)?
Já que se fala tanto em igualdade a onde ta igualdade ai???????????
O governo devia pensar mais na igualdade por descriminar os pequenos agricultores eles tem o mesmo direito.
na verdade o governo esta justamente tentando diminuir a difença, mais para quem tem menos e mais para quem historicamente tem nemos, não esqueçamos que o Brasil tem uma divida historica com os quilombolas
ONG CIEM
No discurso é promovida a igualdade, mas na pratica o governo privilegia sempre a "companheirada" das invasões em detrimento dos agricultores de fato, aqueles que sem badernas, derramam o suor sempre pra produzir neste País. Fazer o que, um dia pode mudar. Todos merecem, mas que seja no mínimo, no mesmo valor, não se pode faser diferença entre um e outro, desde que esteja produzindo no campo. Isso demonstra a falta de uma politica de sustentabilidade permanente e não uma de assistencialismo, só no momento do aperto. Assim, não se faz agricultura realmente forte.
Palhaçada!!! para os verdadeiros trabalhadores 400, é d dar raiva dessa gente!!!
O Valor devia ser igual, porque descriminar e Crime.
Se produzir um quilo de feijão, um quilo de tabaco ou soja ETC,, preço no mercado igual para todos não importando quem produziu se foi agricultores familiares o quilombolas ou assentado, basta produzir mais para ganhar mais.
E não ficar só esperado pela sexta básica,pela casa nova do governo.
faz que nem os pequenos agricultores familiares e só trabalhar que se ajunta dinheiro.
Essa é a visão de muitos achar que quilombolas não trabalham, quilombolas também são agricultores e tem trabalhado muito sim.não ficam só esperando coisas do governo como muitos dizem.O racismo aqui em canguçu ainda é muito forte infelismente.basta vc analisar e ver a indignação por tão pouca coisa
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