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02 julho 2015

Governo garante atendimento da pauta do Grito da Terra Brasil

Ao receber dirigentes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag/RS), durante a realização do 21º Grito da Terra Brasil, nesta quarta-feira (1º), o governador José Ivo Sartori, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, assegurou a execução de demandas apresentadas na assembleia da entidade, em maio. Entre elas, a manutenção dos programas de forrageiras, com aporte de R$ 3 milhões, do Troca Troca de Sementes, além de outros R$ 26,4 milhões para a compra de 220 mil sacas do grão. 

Os primeiros pagamentos devem ocorrer em 15 dias. Está em processo de licitação a compra de produtos da agricultura familiar para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), chegando a R$ 10 milhões. 

"O trabalho da agricultura familiar é crucial para o crescimento do Estado. Levem para suas famílias essas palavras de incentivo para seguirmos construindo um Rio Grande melhor", disse Sartori, durante manifestação feita na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. As cadeias produtivas vinculadas à agricultura familiar contribuem com 27% do PIB do Rio Grande do Sul. Dos 441 mil estabelecimentos rurais no Estado, 378 mil são de base familiar. 

Sartori destacou ainda que o governo vai apoiar a participação em feiras promovidas pela agroindústria, a perfuração de poços artesianos e a construção de pequenos açudes para abastecimento de água no meio rural, por meio da patrulha mecanizada, além da ampliação do atendimento ao cooperativismo e criação de grupos de trabalho para formatar um novo modelo de compras de terras via Funterra. Acrescentou que o programa do protetor solar está ampliado para todos os municípios, sem necessidade de reedição de decreto. 

Fortalecimento do Susaf 

Outras demandas referem-se à criação de patrulhas rurais, intensificando as ações na prevenção e repressão de crimes, além de incentivo ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial, Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) - um dos pleitos da Fetag - para ampliar a geração de recursos pelas agroindústrias. 

Foi destacado ainda que a Secretaria de Obras Públicas, Saneamento e Habitação pretende continuar com o modelo de complementação financeira de até R$ 5 mil por unidade a ser construída, com vistas a reduzir o déficit habitacional nas comunidades do interior do RS. No quesito infraestrutura, o governo busca recursos de US$ 100 milhões para a execução de acessos asfálticos em pequenos municípios - pleito apresentado na terça-feira na Corporação Andina de Fomento (CAF), pelo governador, em Brasília.

Sartori reforçou a importância de os produtores fazerem o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Hoje, o Rio Grande do Sul tem só 3% das propriedades registradas - de 480 mil imóveis, apenas 16 mil foram registrados. 

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, reafirmou que a entidade tem o papel de defesa dos agricultores e dos assalariados rurais, além de ajudar a construir as políticas de defesa para dar mais qualidade de vida aos pequenos produtores. Acrescentou que as respostas às demandas serão analisadas, e os pleitos não atendidos serão levados às secretarias estaduais. 

Participaram da audiência os secretários Tarcísio Minetto (Desenvolvimento Rural) e Ernani Polo (Agricultura e Pecuária) e os deputados Elton Weber, Heitor Schuch e Gilmar Sossela.

Estado RS

20 maio 2014

Agricultores se reúnem no Ministério do Desenvolvimento Agrário

Cerca de 5 mil pessoas devem participar do 20º Grito da Terra em Porto Alegre

Pelo menos mil agricultores familiares estão reunidos na manhã desta terça-feira no pátio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, na rua Loureiro da Silva, área central de Porto Alegre. Mais de 20 ônibus chegaram à Capital desde as 7h para participar do 20º Grito da Terra Brasil. 

A solução para a demarcação de terras, a distribuição de protetor solar pelo governo e a educação no campo são algumas das principais reivindicações dos agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). 

A expectativa dos organizadores é de que cerca de 5 mil pessoas, de 352 sindicatos de trabalhadores rurais, participem da atividade. Por volta do meio-dia, os manifestantes devem se deslocar até o Palácio Piratini, sede do governo do Estado, para pressionar o governador Tarso Genro.

Os agricultores familiares, então, irão se dividir em grupos para reivindicar em diferentes locais da cidade. Um grupo irá para a Caixa Econômica Federal para fazer pressão para que sejam liberados recursos para a habitação rural; Outra parte irá para a Secretaria do Desenvolvimento Rural, também tratando da questão indígena e outras questões que estão afligindo os agricultores rurais; o Ministério do Emprego também está no roteiro e a Secretaria de Saúde do Estado. A Fetag afirma que não conseguiu nem mesmo apresentar a pauta para discuti-la nesta última. Além disso, a intenção é acompanhar a discussão em Brasilia que deverá ter início às 11h com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.

Os atos acontecem em Brasília e nos outros 26 estados, devendo reunir 50 mil pessoas, segundo o presidente da Contag, Alberto Broch. De acordo com ele, a pauta prevê aumento dos recursos de investimento e custeio para agricultores familiares, a implementação de um novo plano de reforma agrária e a melhoria dos atuais assentamentos, entre outros pontos.

25 março 2011

LIDERANÇAS ACERTAM PARCERIA PRÓ- GRITO DA TERRA‏

Estiveram reunidos, nesta sexta-feira (25), no salão da Casa da Cultura, o prefeito Cássio Mota, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pedro Adão Schiavon, o gerente local da Afubra, Daniel Prestes, representante da Diretoria da ACICAN, Alexandre Diélo, o presidente do Sindilojas, Carlos Alberto Morais, além dos radialistas Carlos Pinheiro (Rádio Cultura AM) e Salazar Ribeiro (Rádio Liberdade AM0, quando foi colocada, de forma oficial, a proposta de organização e pauta da mobilização, Grito da Terra/Regional, a ser sediado por Canguçu, em 06 de abril de 2011.
A coordenação Estadual do Movimento é da FETAG/RS, sendo que, posteriormente a realização das mobilizações regionais, acontecerá o Grito da Terra/Estadual, que preparará a pauta final para a mobilização Nacional, quando cerca de 500 lideranças gaúchas, definidas pelas regionais, participarão, em Brasília, como representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais do RS. O Prefeito Cássio Mota disse ser parceiro do movimento, colocando toda a estrutura da Prefeitura a disposição para o apoio que necessário a realização do evento, que trará para a cidade, centenas de agricultores, dos 12 municípios que compõem a Regional da Fetag. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pedro Adão Schiavon pregou um trabalho conjunto, na defesa das reivindicações do meio rural nesse dia. Alexandre Diélo, da Acican, salientou que Canguçu depende da produção agrícola e precisamos gritar, sempre, em favor das reivindicações dos agricultores, para que se possa produzir melhor, equilibradamente, de forma a promover o desenvolvimento geral do Município.

Entre as reivindicações da mobilização Grito da Terra/Regional, se destacam: Acesso à terra ( melhores condições para o crédito fundiário), questões ligadas ao Programa Suasa (liberação para que toda a iniciativa do agronegócio, possa ter comercialização e venda, asseguradas fora dos limites do Município), saúde para o homem do campo, reivindicações acerca do SUS e liberação da Emenda 29, com maiores recursos para o setor, crédito agrícola e situação das dívidas do agricultor, meio ambiente (Código Florestal) e suas implicações para a agricultura, e outras.

*Com informações da Ass. de Imprensa da Prefeitura