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10 abril 2018

Educação financeira é caminho para evitar endividamento pessoal

A pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada, em 4 de abril último, pela Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo, constata que o percentual de famílias com contas em atraso aumentou em março, pela primeira vez neste ano. O cartão de crédito foi o principal compromisso financeiro para mais de sete em cada dez famílias e, dessas, pelo menos uma não teve condições de quitar seus compromissos, tornando-se inadimplente. Orientar pessoas para evitar o endividamento descontrolado tem sido uma das preocupações do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC) e de sua Comissão de Estudos de Responsabilidade Social, em atividades como palestras e o Projeto Piloto, em parceria com a Escola Monteiro Lobato, onde a educação financeira é ensinada aos jovens adaptada a sua linguagem e vida cotidiana.
De acordo com a coordenadora da comissão, a contadora e consultora em gestão financeira Cristiane Souza, as consequências da falta de controle do orçamento têm impacto direto na qualidade de vida. “Por isso, aprender formas de criar e desenvolver uma administração de recursos eficiente é importante, tanto para pessoas físicas como jurídicas”, afirma.
Segundo a contadora, o endividamento já inicia aos 18 anos e cerca de 60 milhões de brasileiros estão registrados em órgãos de proteção ao crédito, o que corresponde a 28,8% da população. Esse dado evidencia a dificuldade de grande parte das pessoas em gerir os próprios recursos. “Uma das formas de prevenir o endividamento descontrolado é inserção da educação financeira nos currículos de escolas e universidades”, assegura Cristiane.

www.crcrs.org.br

02 junho 2016

Relatório Quadrimestral de 2016

O secretário Municipal da Fazenda, Indústria e Comércio, Fabris Prestes, apresentou no ultimo dia trinta um de maio do ano em curso, em audiência pública, na Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Carlos Rodnei Ribeiro Jacondino, presidente da Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Planejamento, Fiscalização e Controle, o relatório do primeiro quadrimestre de 2016 do município de Canguçu, em conformidade com que determina a legislação.
Dentre os dados apresentados destacam-se:

Receitas Correntes no quadrimestre: R$: 43.349.132,59
Receitas de Capital no quadrimestre: R$:1.310.731,43
Deduções:        R$:4.371.403,18
Totalizando a Receita        R$: 42.655.281,20
Representando 32,64 do orçamento estimado para 2016 de R$: 130.674.692,97

Despesas Correntes Realizadas no período – R$: 29.135.729,84
Despesa Total R$: 33.374.845,17

Resultado positivo no período R$: 3.858.761,56

Gastos com pessoal em acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal:
No Executivo – 52,52% acima do limite prudencial de 51,30%
No Legislativo – 2,95% dentro do limite estabelecido de 6%

Percentual de gastos obrigatórios:
Educação 21,15% abaixo do limite constitucional de 25%
Saúde 17,70% acima do limite constitucional de 15%

09 março 2015

Dívida com carro pode levar você para o buraco


Por Lélio Braga Calhau

O brasileiro, em muitos casos, se deixa levar pelas efusivas propagandas das grandes fábricas de automóveis e termina por fazer o primeiro mal negócio de sua vida com a compra de um carro. Às vezes, para piorar, chega a ser um duplo mal negócio, porque ele compra financiado um veículo fora de suas reais necessidades e acima de sua capacidade financeira.
Infelizmente, a maioria dos brasileiros, quando vai comprar um carro, só olha o valor da prestação e se ela encaixa no bolso. É só olhar para as propagandas de consórcio de veículos espalhadas pelo Brasil onde, quase sempre, o foco (ao arrepio do Código de Defesa do Consumidor) é o valor da prestação e não o valor total do bem financiado. 

Normalmente, vem ainda para cima do consumidor com aquele papo de “custo zero”, “o jeito mais fácil de comprar o seu carro”, etc. Na verdade, sabemos que o jeito mais simples de comprar um carro é o mesmo de todas as outras coisas: trabalhar, poupar e pagar à vista. 

Os vendedores de automóveis, muito bem treinados, sabem que um consumidor que entra numa loja já está 60% motivado a comprar um carro. Para outros, os que fazem o “inocente” test-drive, a conversão em vendas, na média, atinge valores superiores a 80% dos clientes.  O consumidor desatento já entra numa posição desvantajosa na negociação, sem saber que uma decisão impensada deste porte tem a capacidade de prejudicá-lo financeiramente por muitos anos. 

Frases de efeito, todas preparadas nos treinamentos de vendas e disparadas em sequências pré-ordenadas, ajudam a alterar a percepção do consumidor. Algumas dicas, como chamar o cliente pelo primeiro nome para buscar uma maior proximidade, repetir sempre frases com grande conteúdo emocional, como “você merece isso” ou “seus filhos vão adorar” fazem o estrago na percepção do consumidor desatento ou despreparado para a realização do negócio dessa importância.

Comprar um carro é algo muito bom e sempre nos fascina. Mas, tem ônus e responsabilidades muito maiores que só as maravilhas apresentadas nos comerciais das grandes fábricas. O dono do carro tem grandes despesas para a sua manutenção, tributos, multas de radares, seguros (cada vez mais caros), combustíveis subindo fortemente. Compre com a razão e evite se endividar por um bem, que por mais que seja desejado, vai trazer grande impacto para o seu patrimônio e pode afetar a vida de toda sua família por anos. 
   
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Sobre a Educação Financeira para Todos:
www.educacaofinanceiraparatodos.com  
Criado e mantido por Lélio Braga Calhau, Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais, o Portal Educação Financeira Para Todos promove conteúdo gratuito sobre planejamento financeiro. Sua missão é conscientizar os consumidores brasileiros através de artigos, cases, vídeos e reflexões sobre gastos sem planejamento.

23 janeiro 2015

Sete dicas para reduzir suas despesas financeiras

Por Lélio Braga Calhau

Manter uma vida financeira em ordem é essencial. Para isso, são necessários alguns passos, como reduzir gastos com supérfluos, pagar as contas em dia e, se preciso, buscar fonte de renda extra, para reforçar o orçamento. Siga as sete dicas abaixo e melhore a sua relação com o dinheiro.

1. Cartão de crédito: um dos maiores vilões. Deve ser o foco principal de suas energias, pois muitos endividamentos começam aqui. Primeiro, interrompa imediatamente as compras parceladas. Pague somente à vista. Isso vai causar um pouco de dor no início, mas, com o tempo, seu saldo devedor parcelado (dívida global) começará a diminuir. Não se esqueça: você tem dois limites para o uso do cartão de crédito: o global (toda sua dívida no cartão) e o mensal (que vence mês a mês). Fique atento a isso. Você terá problemas financeiros se estourar qualquer um dos dois limites. Evite pagar a anuidade do cartão ou negocie um valor baixo.   

2. Analise as taxas de juros: verifique os juros dos empréstimos (custo efetivo) e procure trocar as dívidas mais caras (cartão de crédito e cheque especial) por dívidas mais baratas (CDC e crédito consignado, por exemplo). Saber exatamente qual é a taxa de juro de cada produto financeiro é primordial para fazer as escolhas certas. 

3. Venda coisas inúteis: venda ou doe objetos que você não usa há mais de dez meses. Tenha o hábito de abrir espaço para coisas novas, quando comprar outras. Doe para bibliotecas, asilos e instituições de caridade tudo que não tiver mais uso para você e não for possível vender. Seja simples. Não tem mais uso? Desfaça-se do bem. Quem sabe você pode ajudar alguém fazendo isso?

4. Lance mão da portabilidade: não pense duas vezes antes de usar a portabilidade de dívidas. Peça ajuda aos contadores. Exija sempre reciprocidade do banco onde você movimenta sua conta. Se os funcionários da agência não lhe dão a atenção que você acha que merece, troque de gerente, de agência ou até mesmo de instituição financeira. O gerente da sua conta é você. Fique esperto! Exija reciprocidade.

5. Arrume outra atividade para complementar sua renda: o mundo precisa e valoriza pessoas que resolvem problemas e entregam resultados concretos. Hoje, com a internet, barreiras espaciais e temporais diminuíram. Você pode construir gratuitamente um site oferecendo suas competências profissionais na rede. Pode ser que você não encontre demanda na sua cidade, mas pessoas com sua capacidade profissional podem ser procuradas numa cidade próxima ou em outro estado. Muitas atividades têm migrado para o meio digital. Você também pode dar aulas particulares em escolas ou prestar consultoria de temas que tenha experiência. Pesquise na internet e veja se pessoas com sua qualificação já oferecem esses serviços. Assim, você terá uma ideia concreta do que pode fazer para aumentar a sua renda.     

6. Antecipe prestações sempre que puder: qualquer dinheiro que sobrar deve ser direcionado para antecipar prestações de empréstimos. Exija que o banco dê o desconto proporcional nas parcelas. Em caso de empréstimos maiores, como o crédito imobiliário, procure o suporte de um contador para verificar se o banco está cobrando os juros corretamente.

7. Invista na sua educação financeira: não saia atirando para tudo quanto é lado ao investir na sua educação financeira. Procure sites especializados, autores de referência e periódicos de renome. Leia os boletins emitidos pelas instituições financeiras com cuidado. Os bancos defendem o lado deles e não o dos consumidores. Procure associar-se a um Instituto de Defesa do Consumidor e acompanhe com frequência as páginas dos PROCONs e do Ministério Público na internet. Sempre há notícias de interesse concreto do consumidor e que ajudam a proteger o seu patrimônio.
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Sobre o Educação Financeira para Todos:
www.educacaofinanceiraparatodos.com
Menos de 10% dos brasileiros possuem seguros. Destes, boa parte faz a contratação de forma equivocada. Visando mudar essa realidade, o Portal Descomplicando o Seguro tem o intuito de disseminar informações de interesse público na hora de contratar um seguro de vida, automóvel, planos de previdência privada, saúde ou odontológico. Um de seus diferenciais é o glossário de “segurês”, que traduz termos técnicos da área. 

16 outubro 2013

Assembleia aprova o projeto do balanço geral do Estado de 2012

Atendendo a dispositivo constitucional, a Assembleia Legislativa votou e aprovou,  na sessão plenária dessa terça-feira (15), o projeto de decreto legislativo (PDL 4 2013), da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, aprovando o Balanço Geral do Estado, que constitui a prestação de contas do governo estadual, referente ao exercício financeiro de 2012. Outros seis projetos também foram aprovados hoje.

Durante o encaminhamento da matéria, os deputados oposicionistas Alexandre Postal (PMDB), Frederico Antunes (PP), Zilá Breitenbach (PSDB), Maria Helena Sartori (PMDB) e Pedro Pereira (PSDB) cobraram esclarecimentos dos parlamentares governistas acerca dos 30 apontamentos do Tribunal de Contas ao Balanço Geral, especialmente nas áreas da saúde, da educação e da dívida pública, os quais, segundo os oposicionistas, demonstram que governador não teria cumprido vários preceitos constitucionais.

O governista Raul Pont (PT) rebateu as críticas dos oposicionistas, destacando o crescimento de recursos orçamentários para a educação e saúde, entre outros. A matéria foi aprovada com 37 votos favoráveis e nove contrários.

Fonte: Agência AL-RS de Notícias

25 julho 2010

Como fazer o salário sobrar

Difícil chegar ao fim do mês com as contas em dia? Veja as dicas de Bruno Lima do site Bolsa de Mulher.

Se o seu salário termina sempre antes do mês, saiba que você não está sozinha: três em cada quatro famílias brasileiras acham difícil chegar ao fim do mês com as contas em dia. O dado é da última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.

O que não vale é ficar de braços cruzados diante do problema e esperar que, um dia, venha um aumento de salário. É preciso agir o quanto antes. "A ideia é sempre fazer um orçamento para ficar no azul, planejando suas despesas, priorizando as despesas de custeio de manutenção da casa e adiando despesas supérfluas", afirma Gilberto Braga, especialista em finanças e professor do Ibmec-RJ.

Segundo ele, independentemente do padrão financeiro, o gasto deve estar equilibrado com as reais necessidades. Entre as armadilhas financeiras que podem complicar a tarefa de equilibrar as contas estão o crédito fácil combinado com juros altos, as promoções e as liquidações no comércio e as muitas opções na hora de pagar, como cartões de crédito, de débito e cheques pré-datados, que nem sempre são usados no momento certo.

Para tentar ajudar nessa difícil tarefa, nós reunimos 20 dicas para o seu dinheiro render mais. São estratégias inteligentes que têm dado certo para mulheres exatamente como você. Experimente se essas pequenas mudanças de hábito também podem modificar a sua relação com o que você ganha.

16 janeiro 2010

Lula sanciona Lei do Novo Fies

Depois de grande expectativa por parte de quem utilizou o financiamento estudantil, o Presidente Lula sancionou a lei do novo Fies, Nº 12.202, na noite de quinta-feira (14). Entre as novas medidas estão aumento do parcelamento de duas para três vezes o tempo do curso; abatimento de 1% da dívida para professores e médicos que atuarem, respectivamente, na rede pública de ensino e nos programas de saúde da família (PSF) para cada mês de trabalho, e a quitação do saldo devedor em casos de falecimento ou invalidez permanente do estudante.

Mas o que todos que utilizaram o financiamento aguardavam mesmo era pela aprovação da medida que reduz os juros do Fies para todos os contratos. O parágrafo 10 do artigo 5º estabelece que “a redução dos juros, estipulados pelo Conselho Monetário Nacional, incidirá sobre o saldo devedor dos contratos já formalizados”.
Como em 26 de agosto de 2009, o Conselho Monetário Nacional oficializou a redução dos juros do Fies para 3.5%, taxa abaixo da inflação. No entanto, na época a medida beneficiava somente os futuros contratos e alguns cursos.

22 agosto 2009

Queda de receita dos Municípios preocupa FAMURS

A FAMURS – Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do sul prevê uma nova redução no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) às prefeituras em agosto. A estimativa é de uma queda de 14,5%, em comparação a agosto de 2008. A primeira parcela do FPM do mês, repassada no último dia 10, teve uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em julho, o FPM apresentou o pior desempenho do ano, registrando uma perda de R$ 26 milhões, ou seja, de 20% em relação a junho e de 11,3% em relação a julho de 2008. - A redução do FPM será maior no 2º semestre devido ao volume de devoluções do Imposto de Renda ser maior nesse período, afetando diretamente os Municípios que sofrem quedas bruscas em seus repasses – avalia a coordenadora da área de Receitas Municipais da FAMURS, Cinara Ritter.
O presidente da FAMURS e prefeito de Sentinela do Sul, Marcus Vinícius Vieira de Almeida, disse que é urgente que o governo federal encaminhe pedido de suplementação orçamentária ao Congresso Nacional para repor as perdas dos Municípios com o FPM neste segundo semestre. – A FAMURS, junto com a CNM, reitera a necessidade do governo federal enviar um projeto de lei solicitando expansão do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), editado na Medida Provisória 462/2009 – afirma Almeida.
No 1º semestre do ano, as perdas dos recursos do FPM foram suplementadas pela Medida Provisória 462 de maio de 2009, do governo federal que destinou R$ 1 bilhão a todos os Municípios brasileiros. Para os Municípios gaúchos, o montante foi de R$ 59,4 milhões.
Em visita feita à FAMURS, em 31 de julho, o subchefe de Assuntos Federativos da Presidência da República, Alexandre Padilha; e o assessor especial do Gabinete da Presidência da República, Julio Hector Marin, receberam das mãos de Almeida a solicitação de suplementação financeira ao governo federal, assim como um estudo feito pela entidade com a queda do FPM.
- A criação de outra medida provisória que complemente o FPM, a descentralização de poder e recursos da União e a definição de regras mais claras e restritivas na concessão de benefícios fiscais foram os pedidos feitos pela FAMURS ao governo federal – disse Almeida.


ARRECADAÇÃO DE JULHO/09 EM CANGUÇU
Segundo Site do Tesouro Nacional a arrecadação de Canguçu em Julho de 2009 foi a seguinte: