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07 abril 2019

07 de Abril - Dia do Jornalista

Ser jornalista é buscar entender a realidade para possibilitar que outros a entendam; é verificar os fatos para que opiniões pessoais não prevaleçam; é ouvir os que têm e os que não têm voz e levar para a esfera pública a diversidade de opiniões; é lutar para que os interesses pessoais não se sobreponham aos públicos; é honrar a profissão que se confunde com missão de servir à humanidade.

Neste 7 de abril, Dia Nacional do Jornalista, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) saúda e homenageia a categoria. À sociedade, pede o reconhecimento e a valorização dos/das profissionais que têm o compromisso ético de buscar a verdade e de reportá-la.

Neste momento de crise geral, em que a desinformação provoca retrocessos históricos no Brasil e em vários outros países, é preciso que as sociedades democráticas valorizem o Jornalismo como atividade essencial à democracia, e reconheçam o/a jornalista como profissionais indispensáveis ao fazer jornalístico.

Desinformação se combate com mais informação. Mas no Brasil, infelizmente, a categoria dos jornalistas tem sido vítima de demissões em massa, arrocho salarial, precarização das relações de trabalho e cerceamento à sua autonomia profissional, ocorridas nos próprios locais de trabalho.

Além das questões específicas, como trabalhadores/as, os/as jornalistas também estão sofrendo as consequências da contrarreforma trabalhista, aprovada no governo Temer, que retirou direitos trabalhistas, contribuindo ainda mais para a precarização das relações de trabalho e achatamento salarial.

E enfrentam outra grande ameaça: a proposta de reforma da Previdência que, na prática, tem como objetivo acabar com a seguridade social, incluída a Previdência Pública.

Como se não bastassem os ataques aos direitos conquistados historicamente pelos/as trabalhadores/as brasileiros/as, os/as jornalistas também são vítimas diretas dos recorrentes atentados às liberdades de expressão e de imprensa. É preciso reafirmar que sem essas liberdades e sem democracia nas comunicações, não há democracia real.

A FENAJ celebra o Dia do Jornalista, mas também chama cada profissional a cumprir o seu papel, honrando o compromisso da categoria que é com a busca da verdade e a produção de informação ética e plural.

A FENAJ também chama os/as jornalistas a se somarem ao conjunto da classe trabalhadora brasileira para resistir aos ataques aos direitos trabalhistas e sociais. Sem ações de resistência, sem esperança e sem luta não há conquistas possíveis.

Brasília, abril de 2019.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

25 outubro 2015

Morre o jornalista e escritor morroredondense Ricardo Pierobom

Morreu na tarde de hoje (24), o jornalista e escritor, nascido no Açoita Cavalo – interior de Morro Redondo, João Ricardo Pierobom. A informação foi confirmada através da assessoria de comunicação da Azonasul.

Pierobom descreveu as peculiaridades, causos e histórias da terra onde nasceu e cresceu no livro lançado em 2009, “À Sombra do Açoita Cavalo”. O escritor ainda foi patrono da primeira Feira Municipal do Livro que aconteceu em Morro Redondo no mesmo ano.

Funcionário público estadual aposentado, também trabalhou nas rádios Cultura, Universidade Católica de Pelotas e Pelotense, atuou ainda na TV Nativa e Pampa, Diário Popular, e era parceiro da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul).

O jornalista de 71 anos que lutava contra um câncer na bexiga, estará sendo velado na capela da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, rua Santos Dumont, até as 11h deste domingo (25) e depois será cremado. As cinzas, atendendo a um pedido seu, serão lançadas no Açoita Cavalo.

07 abril 2015

07 de Abril - Dia do Jornalista


O jornalismo e a valorização dos jornalistas

Não é tarefa fácil comemorar o Dia do Jornalista neste 7 de abril. Não depois que as maiores empresas jornalísticas abandonaram o próprio jornalismo e assumiram o partidarismo como objetivo, não depois que o jornalismo abdica da informação e a troca pela profusão de opiniões que pululam de graça também nas chamadas redes sociais. Mas é fundamental reafirmar a importância social e a relevância histórica dos jornalistas e do jornalismo.

É tarefa árdua esta de valorizar o jornalismo depois que o sensacionalismo e a espetaculização assumiram o valor central desta atividade responsável por ter ajudado a construir a moderna esfera pública que conhecemos. Depois da preguiça e o descompromisso ético ter tomado conta da ação de alguns.

É difícil mas necessário e, principalmente realizável, reconhecer e valorizar o trabalho dos jornalistas. O jornalista existe porque a sociedade precisou e ainda precisa da livre circulação de informações. A sociedade constituiu um profissional que fizesse os relatos não testemunhados pelo restante da comunidade. Um profissional que relatasse a verdade e assegurasse a credibilidade das informações.

Neste dia 7, gostaria de ver a sociedade brasileira lembrando e homenageando as centenas de jornalistas que se sacrificaram, alguns com a sua vida, através de seu trabalho cotidiano e nem sempre glamouroso. Gostaria de ver os empresários que enriqueceram às custas deste trabalho, remunerando adequadamente este trabalhador singular. Gostaria que os assassinos e agressores de jornalistas fossem exemplarmente punidos e os censores nunca mais existissem.

Neste Dia do Jornalista, gostaria que o governo editasse políticas públicas que garantissem a segurança dos jornalistas e que a sua profissão voltasse a ser exercida a partir da formação superior específica. Que este dia 7 seja o início de muitos outros dias em que o jornalista possa cumprir sua tarefa exclusiva, o jornalismo, de maneira livre, independente e potente. A sociedade precisa disto.

* Presidente da FENAJ, da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC) e vice-Presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ)


07 abril 2013

Fenaj divulga perfil do jornalista brasileiro


Para comemorar o Dia do Jornalista - 7 de abril, a FENAJ lançou, nesta quinta-feira (4/4), o relatório com a síntese da pesquisa "Perfil do Jornalista Brasileiro". 

O lançamento ocorreu em entrevista coletiva em Brasília, com as participações dos presidentes da FENAJ, Celso Schröder, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Mirna Tonus, da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, Dione Moura, e do professor Samuel Lima, um dos coordenadores da pesquisa, que foi desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UFSC em convênio com a FENAJ.

Entre os dados mais evidentes da pesquisa, que subdividiu os entrevistados em 3 segmentos para aprofundar a análise (os que atuam na mídia - 55%, os que atuam em assessoria de imprensa ou outras atividades jornalísticas - 40%, e os que atuam como professores - 5%), as mulheres compõem 64% do universo dos profissionais que estão em atividades, 98% da categoria tem formação superior, 59,9% recebem até cinco salários mínimos, aproximadamente 50% trabalham mais de oito horas por dia e 27% trabalham em mais de um emprego.

Detalhe expressivo é que as mulheres jornalistas, mais jovens, ganham menos que os homens; são maioria em todas as faixas até 5 salários mínimos e minoria em todas as faixas superiores a 5 salários mínimos. E são minoritárias nos cargos de chefia nos veículos e órgãos de comunicação.

O presidente da FENAJ, Celso Schröder, avalia que os resultados deste estudo permitirão às entidades sindicais dos jornalistas buscarem maior sintonia com a categoria. "Apontam, por exemplo, a perspectiva de reforçarmos a luta das mulheres por igualdade de oportunidades, condições de trabalho e de salários", diz.

Para ele, a pesquisa consagra uma tese defendida pela FENAJ e Sindicatos de Jornalistas. "O dado de que três quartos da categoria são favoráveis à criação do Conselho Federal dos Jornalistas, e de que menos de 2 em cada 10 que atuam na mídia são contra, liquida com a expectativa daqueles que sempre buscaram criar um dilema sobre este assunto", comemora.

Schröder lembra que o relatório lançado em comemoração ao Dia do Jornalista é apenas uma síntese. "O livro que traz muito mais detalhes sobre este trabalho brilhantemente conduzido pelos professores Jacques Mick e Samuel Lima já está no prelo e estará disponível aos interessados brevemente", anuncia.

07 abril 2012

07 de Abril - Dia do Jornalista

A Melhor Profissão do Mundo
"Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte." Gabriel Garcia Marques.

Dia do Jornalista e o jornalismo

A comunicação sempre se fez presente em todos os estágios de evolução humana. Mas, a origem do jornal se deu na Europa por meio dos ingleses, franceses, alemães e, mais tardiamente, o jornal chegou aos Estados Unidos e na América.

O Jornal possui a responsabilidade de instigar seus leitores a pensar, a estimular seu senso crítico e a debater temas de interesse da sociedade. Hoje, ser Jornalista é ser um profissional da Informação. Sua função é coletar informações que sejam de interesse público e divulgá-las para a sociedade. Entre as especialidades da profissão, um jornalista pode ser: arquivista pesquisador, assessor de imprensa, diretor de redação, editor, jornalista, produtor de texto, repórter de televisão ou rádio, revisor, repórter fotográfico.

São esses profissionais que recolhem, apuram, selecionam, redigem, difundem idéias e as registram através de imagens e de sons. Eles ainda são responsáveis por interpretar e organizar as informações e notícias a serem difundidas, expondo, analisando e comentando os acontecimentos.

A divulgação dessas informações pode ser feita através de jornais, revistas, televisão, rádio, internet, assessorias de imprensa e quaisquer outros meios de comunicação com o público. O trabalho de todo profissional da informação deve ser orientado no sentido de garantir o direito à informação qualificada, ética, democrática e cidadã para toda a população.

Homenagem do Fiqueavista

O Fiqueavista Classificados parabeniza a toda esta categoria, especialmente o nosso amigo e jornalista "Augusto Pinz" pela seriedade e dedicação com que transmite diariamente notícias e informações aos leitores através do Site Canguçu em Foco.

Parabéns!

Equipe Fiqueavista Classificados Grátis de Canguçu

Fonte: http://www.cidadaopg.sp.gov.br/

05 abril 2012

Dia do Jornalista é o dia do Jornalismo

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul saúdam neste 7 de abril, Dia Nacional dos Jornalistas, a todos trabalhadores e trabalhadoras que, nas redações de jornais e revistas, estúdios de rádio e TV, nas mídias eletrônicas, escolas e assessorias de imprensa; escrevendo, editando, desenhando, fotografando, filmando, ensinando, narrando ou apresentando notícias em todos suportes, exercem esta profissão que é um dos pilares mais visíveis da democracia.

A Fenaj e o Sindicato homenageiam a todos aqueles que, com condições de trabalho quase sempre aquém do necessário, ajudam a consolidar o estado de direito. Lembra, neste dia, a saga heróica de militantes da notícia que arriscaram sua integridade, sua liberdade e sua vida. Exige do estado brasileiro a imediata investigação da morte de Wladimir Herzog e de todos os jornalistas que foram presos e torturados pela ditadura militar.

A Fenaj e os 31 sindicatos brasileiros que congregam os jornalistas reivindicam liberdade, condições de trabalho e remuneração justas e dignas por parte daqueles que enriquecem utilizando a força de trabalho dos jornalistas brasileiros. Para isto propõe um piso salarial nacional para a categoria, de maneira a garantir a qualidade de vida e a independência no exercício de sua profissão.
As entidades alertam ao estado brasileiro para o perigoso crescimento dos crimes contra a integridade e a vida dos jornalistas. Exige a apuração dos crimes contra jornalistas no exercício de seu trabalho e o julgamento de todos os envolvidos. Também reivindica a federalização dos crimes contra estes profissionais como medida eficiente contra a impunidade.

Compartilham com os cursos de Jornalismo, seus professores e alunos, a certeza que superaremos de uma vez por todas esta situação constrangedora criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando da decisão desastrada e obscurantista da retirada da exigência da formação superior para o exercício do Jornalismo. Agradecem, mais uma vez, ao parlamento brasileiro que, sintonizado com a opinião pública, está restituindo a dignidade para o jornalista e a qualidade do Jornalismo para a sociedade.

Finalmente as entidades, convidam os cidadãos para - ao homenagear seus jornalistas - defenderem um Jornalismo de qualidade: independente, informativo e ético, que assegure a liberdade de expressão contida na constituição brasileira, reconhecendo que esta liberdade não é propriedade privada de jornalistas ou empresas de comunicação e sim propriedade do cidadão brasileiro.

Viva aos jornalistas, lutadores da democracia.

* Direção da Federação Nacional dos Jornalistas e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

07 abril 2011

Manifesto à Nação: 7 de abril - Dia do Jornalista

Os jornalistas brasileiros, legitimamente representados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus 31 Sindicatos de Jornalistas filiados, vêm a público, no dia consagrado à categoria, para reafirmar a defesa do Jornalismo e da regulamentação da profissão de Jornalista. O Jornalismo é um bem público essencial à democracia e não existe Jornalismo sem o profissional Jornalista.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

O Jornalismo não é uma simples atividade que pode ser exercida por qualquer um, independentemente de qualificação profissional. O Jornalismo é uma forma de produção de conhecimento sobre a realidade social e requer prévios conhecimentos teóricos e metodológicos, que fundamentam o conhecimento produzido. Igualmente, nem toda a informação produzida socialmente é informação jornalística. Portanto, nem todos que produzem e/ou difundem informações são jornalistas.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a sociedade a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.

Os jornalistas brasileiros entendem que a regulamentação da profissão atende ao interesse público. Difunde-se no Brasil e no mundo a ideia de que estabelecer regras de acesso à profissão de Jornalista é restringir a liberdade de expressão, como se esta liberdade fosse restrita aos jornalista.

A liberdade de expressão é um direito individual de cada cidadão que não se realiza somente pelos meios de comunicação. O papel dos jornalistas é o de buscar a diversidade e a pluralidade de opiniões, garantindo com o seu trabalho, a expressão dos indivíduos e dos grupos sociais constituídos.

Os jornalistas são guardiães da liberdade de expressão que, sistematicamente, é violada pelos donos da mídia. No Brasil, são os empresários do setor os que mais manipulam, deturpam e vetam informações, segundo seus interesses corporativos, que restringem a autonomia intelectual dos jornalistas e lhes impõem condições de trabalho adversas.

No Dia do Jornalista, a categoria reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão e pede o apoio da sociedade brasileira para a reconquista da regulamentação da profissão, com a aprovação das PECs que restituem a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício profissional e a posterior criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ), órgão que virá garantir a auto-regulamentação da profissão.

Federação Nacional dos Jornalistas
Brasília, 7 de abril de 2011

07 abril 2010

Dia do Jornalista

Formação profissional é fundamental para garantir o direito à informação qualificada

A dignificação da profissão de Jornalista se faz com resistência e luta. E neste caminho prosseguimos em defesa do direito da sociedade à informação qualificada, democrática e ética, apesar da fatídica decisão do STF que derrubou a exigência do diploma para o exercício da profissão. Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, as bandeiras da defesa de nossa formação e regulamentação profissional e da democratização da comunicação permanecem erguidas e nossas vozes se farão ouvir ainda mais em 2010.

Não é de hoje o empenho patronal em explorar os trabalhadores, precarizar as relações de trabalho e manter sob seu controle, a punho de ferro e da forma mais desregrada possível, o acesso à profissão de Jornalista e a produção e difusão de informações. A defesa que os patrões fazem das liberdades de imprensa e de expressão é uma falácia para encobrir seus interesses mesquinhos e a mercantilização da comunicação.

Seus objetivos se concretizaram na decisão do STF, que confundiu o direito de uma categoria ter sua regulamentação e a exigência do diploma como regra de acesso qualificado à profissão com cerceamento à liberdade de expressão. Mas a grande maioria da sociedade brasileira prossegue apoiando a necessidade da exigência do diploma universitário para o exercício profissional do Jornalismo, como já atestaram diversas pesquisas, consultas e enquetes.

Com o apoio da sociedade e com a ação unitária e conjunta de nossa categoria podemos e devemos ampliar o movimento pela aprovação das Propostas de Emenda Constitucional que tramitam no Congresso Nacional prevendo o restabelecimento do diploma e a luta para que as deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação sejam postas em prática, configurando políticas para o setor efetivamente a serviço do interesse público, da desconcentração da propriedade dos veículos e da livre, democrática e plural circulação de informações e ideias.

Estas são as prioridades dos jornalistas em 2010. Estes são compromissos da FENAJ e dos 31 Sindicatos de Jornalistas do Brasil.

Parabéns aos jornalistas brasileiros!

Diretoria da FENAJ
7 de abril de 2010