NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

13 agosto 2015

Mormo tem alto índice de morte em Humanos

Com a decisão do município de Canguçu em realizar os desfiles da Semana Farroupilha com os cavalos, o debate sobre a doença conhecida popularmente como "Mormo" ganham força na comunidade. A Prefeitura assinou convênio garantindo os exames que concedem uma guia para circulação dos animais sem a presença da bactéria e a Guia de Trânsito Animal (GTA), como é chamado, será exigido de cada um dos presentes no desfile.
Segundo o coordenador da 21ª Região, Marco Aurélio "Bicudo", durante entrevista para Rádio Liberdade AM a fiscalização das entidades erá rígida, até porque a multa para o organizador do evento é de R$ 15 mil além de R$ 1.500,00 para cada animal sem a guia.
O Coordenador da Inspetoria Veterinária de Canguçu, Francisco Coelho, foi entrevistado na Rádio Cultura AM, na manhã desta quinta-feira (13) e alertou sobre os riscos da doença que pode ser transmitida para humanos com índice de mortalidade de 95%. Os animais infectados e portadores da bactéria devem ser sacrificados. Já o site da Secretaria Estadual de Agricultura dá como 100% de mortes.
Até o momento um caso foi registrado no município de Rolante (RS) o que fez com que o Estado lançasse um manifesto proibindo aglomeração de animais sem as guias pelo período de 6 meses - tempo de encubação da doença.
Cidades como Piratini e Dom Pedrito decidiram suspender os desfiles com cavalos por entender ser difícil o controle.

O mormo

             Registrado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, o mormo é uma bactéria que ataca equinos e seres humanos. A gravidade da enfermidade se dá por vários motivos. O primeiro é que não há vacina para combate-la. Uma vez diagnosticado o animal como positivo a única saída é seu sacrifício. Mais grave ainda é que ela pode ser transmitida para o ser humano e também não há cura, em 100% dos casos leva a morte. As principais implicações são febre, úlceras na mucosa nasal, descarga nasal purulenta ou sanguinolenta, abscessos nos linfonodos e dispneia.

Situação atual no Estado

             Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil exames em todo o Rio Grande do Sul. Dos exames realizados, 11 deram positivo (suspeito) e foram encaminhadas novas coletas para contraprova no laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco e ainda não retornaram. As suspeitas foram registradas em diferentes regiões do estado como Litoral Norte, Fronteira Oeste e no Noroeste. Não havendo nenhum caso positivo no período de seis meses desde o primeiro foco, o Estado pode requerer ao Ministério da Agricultura retorno do status anterior de livre do mormo, sem mais ter a necessidade de exigir o exame, prazo esse que se encerra no início de dezembro.
Ouça entrevista do Chefe da Inspetoria local, Francisco Coelho, para rádio Cultura AM nesta manhã:

LEIA TAMBÉM:
Mormo será tema de audiência na Assembleia Legislativa do RS

Nenhum comentário: