O município de Piratini concentra boa parte dos grãos de cevada produzidos na Zona Sul do Estado. A empresa familiar Westermann Comércio e Cereais Ltda, no ramo há 40 anos, recebe a produção do município e também de Canguçu, Cerrito, Pedras Altas e Hulha Negra. O destino do cereal é 100% para a maltaria da Ambev em Porto Alegre.
O fornecimento de insumos e a compra garantida dão segurança aos produtores para lucratividade satisfatória. O produtor William Westermann acredita que dentre as opções de inverno, trigo ou cevada, a principal matéria-prima da cerveja é a escolhida como a mais vantajosa.
“A nossa prioridade é a soja”, explica Willian, “a palhada que a cevada deixa no solo é melhor para a rotação, com ela e os riscos climáticos são menos decisivos na qualidade final”. O produtor se mostra otimista com as previsões do tempo. “Precisamos de chuva e bastante frio e é isso que este ano vai ter”, completa.
Lavoura
O zoneamento agrícola indica o início do plantio para essa região a partir de 21 de maio até final de junho. As variedades utilizadas tem potencial para produzirem três ton/ha e desempenho para bom padrão cervejeiro. São mais resistentes às doenças fúngicas.
O armazém Westermann oferece assistência técnica para as lavouras atendidas, beneficiamento e comercialização de cereais e grãos.
Também fica responsável pelo transporte e armazenagem da produção de quase 1.400 hectares. Arroio Grande e Jaguarão também plantam cevada, beneficiada por outra empresa.
William explica que a expectativa do produtor é receber em média R$ 34,50 pela saca de 60 kg. A cevada de melhor qualidade está cotada em R$ 605,00 a tonelada.
A safra será satisfatória se a região conseguir produzir pelo menos 90% dessa categoria. “Tendo esse resultado os lucros são muito satisfatórios”, conclui Westermann.
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