A cultura do tabaco na região de Pelotas encontra-se 80% estabelecida e em fase de tratos culturais.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, as primeiras lavouras plantadas tiveram prejuízos pelo excesso de chuvas acumulado no mês e pela possibilidade de ocorrência de amarelão, fungo na raiz que mata a planta.
Além de Pelotas, em lavouras de São Lourenço do Sul, Turuçu e Arroio do Padre, onde as precipitações também foram bastante intensas, houve lavagem de solos não preparados com camaleões ou plantio direto. Já em Canguçu, que tem uma das maiores áreas de plantio da região (10 mil hectares), o excesso de umidade e granizo não obtiveram perdas significativas.
Ainda não se tem estimativas de porcentagem de perdas na região, que deve manter as mesmas áreas no ano anterior. Segundo o presidente da Comissão do Fumo da Farsul, Mauro Flores, a preocupação dos fumicultores está no baixo peso que as folhas de tabaco devem desenvolver.
Apesar disso, o setor está animado com o recente acordo estabelecido na COP 6 (6ª Conferência das Partes) da Rússia, que garante que a cultura do tabaco não sofra restrições. No lugar da erradicação do plantio, está a possibilidade de que o produtor decida pela reconversão com apoio das entidades representativas.
Também está mantido o acesso ao crédito sem nenhum tipo de impedimento ao produtor e descartada a possibilidade de criação de novos impostos. Para Flores, a proibição do acompanhamento das reuniões durante a Conferência das Partes da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS) acabou colaborando para o resultado.
Definição do preço
Na Metade Sul ainda há lavouras em período de plantio, que encontraram dificuldade para se estabelecer mais cedo em razão da chuva. A expectativa geral é de bom desenvolvimento da cultura, que deve definir preços nos próximos dias com o fechamento da avaliação do custo de produção.
"O aumento no plantio da África preocupou o Brasil com a diminuição da remuneração na última safra, mas a decisão do governo em não restringir o cultivo tranquiliza o setor", confirma o secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Jair Bonow.
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