Por Miki Breier*
O movimento “Diretas já” tomou conta do Brasil em 1984. Era o fim de um período onde os militares definiam quem governava o país, desde 1964, quando ocorreu o golpe. Representantes de todos os partidos bradavam que, para a abertura fazer realmente sentido, precisávamos ter o direito de votar também para a presidência da República.
O Congresso Nacional acabou adiando as eleições diretas para 1989, onde tivemos 22 candidatos ao cargo máximo da Nação. O número excessivo de concorrentes deu-se pela necessidade dos partidos de apresentarem seus nomes e propostas a serem avaliados pelos eleitores. Bipartidarismo era algo a ser esquecido no novo momento político que o país vivia.
Algumas eleições depois, parece que os partidos políticos foram acostumando com a ideia de estar no governo ou fora dele e, por consequência, desistindo da tese de lançar candidatura própria. Desde 1994, PSDB e PT vem polarizando a disputa presidencial, fazendo com que outras siglas passassem a ter papel coadjuvante no debate sucessório. É bom relembrar, porém, que não está equivocado o partido que estuda a possibilidade de referendar um de seus quadros para querer assumir a chefia do Poder Executivo.
Mesmo compreendendo a importância de fazermos parte de um governo que melhorou e muito o poder aquisitivo da classe trabalhadora, o PSB entende que tem condições de apresentar um novo projeto para o país, onde possamos questionar os lucros abusivos dos bancos, onde a reforma política e pacto federativo possam sair do papel, inclusive renegociando a dívida dos estados com a União.
Pelo trabalho desenvolvido em Pernambuco, sendo o governador mais bem avaliado do Brasil, Eduardo Campos tem sido sondado como possível candidato à presidência. Pode parecer precipitado falar em futuras eleições, quando ainda estamos avaliando os resultados das eleições municipais deste ano. Mas é bom lembrar que com nosso calendário eleitoral, onde temos eleições a cada dois anos, assim que passarmos pelas festas de final de ano, já estaremos às vésperas de 2014.
*Miki Breier é deputado estadual (PSB-RS).
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