Um dos 20 produtores que integram o projeto piloto do Programa de Regularidade Ambiental de Pequenas Propriedades Rurais, José Carlos do Amaral, 62 anos, que já 20 cultiva tabaco em parceria com a Souza Cruz, sempre dedicou atenção especial à questão. "Estou muito satisfeito em participar do projeto. Sempre priorizei a preservação do meio ambiente.Sabemos o quanto isso é importante para o futuro que vem por aí", afirma José Carlos.
Em sua propriedade de 56 hectares, localizada em Passo do Vime, no município de Canguçu(RS), José Carlos e seu genro e sócio Selmar Amaral da Cunha, 36 anos, conservam, com orgulho, os 15 hectares de mata nativa e os doi riachos existentes no local. Além disso, reservam 12 hectares para reflorestamento.
É com lenha legal que eles curam os 80 mil pés de fumo produzidos em 4,8 hectares. Mas as atitudes responsáveis dos dois sócios não param por aí. "Sempre seguimos os conselhos do nosso orientador e usamos somente agrotóxicos recomendados para a cultura do tabaco, além dos equipamentos de proteção individual durante a aplicação dos mesmos. Assim temos a certeza de cumprirmos a lei e mantermos a nossa saúde e daqueles que trabalham conosco", conta José Carlos que, seguindo as normas de segurança, já deixou de manipular e aplicar estes produtos. "Estou com 62 anos e aposentado. Hoje quem faz esse serviço é o Selmar", acrescenta.
Para Selmar, a forma como conduzem a produção é uma garantia de que sempre terão trabalho. "Se fornecemos um tabaco que foi produzido seguindo as orientações técnicas e respeitando o meio ambiente, certamente teremos um produto de qualidade. Ganhamos n´s, a empresa que o repassa aos seus clientes e o consumidor final, garantindo assim a continuidade da cadeia produtiva", analisa.
Um comentário:
Parabéns pela consciência. Tomara que incentive mais produtores.
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