A mídia, a família e os amigos condicionam os indivíduos a se exercitar, a cuidar de seus corpos, o que os direciona a desejos, hábitos, cuidados e descontentamentos com a aparência visual do corpo. A decisão em exercitar-se é, em parte, motivada pela percepção da forma do seu corpo.
A partir do pressuposto que quanto maior a renda familiar
maior o acesso das pessoas à informação e à mídia e de que
há um padrão de beleza imposto na sociedade tem-se a
hipótese de que a IC atual e a satisfação com essa IC devem
variar entre mulheres de classe econômica diferentes.
Toda mudança reconhecível, entra na consciência comparando-se com situações já vivenciadas, realizando assim uma avaliação da nova situação que gera uma mudança na IC.
A IC jamais está totalmente fechada e completa, uma vez que é resultante de memórias e também de percepções presentes, sendo, portanto,uma estrutura dinâmica. Por estar em permanente aquisição e mudança é preciso o trabalho do ser humano no sentido de construí-la e elaborá-la continuamente. No decorrer da história, as culturas tendem a estigmatizar traços ou comportamentos que sejam considerados negativos ou desviantes. A percepção do tamanho corporal, sob este ponto de vista, vem sendo associada a fortes valores culturais.
O culto à magreza está diretamente associado à imagem de poder, beleza e mobilidade social, gerando um quadro contraditório e confuso, tendo em vista que, através da mídia escrita e televisiva, a indústria de alimentos vende gordura, com o apelo aos alimentos hipercalóricos, enquanto a sociedade cobra magreza.
Esta exigência da sociedade em relação à beleza é mais forte no universo feminino, enquanto que no universo masculino o desvio com relação ao padrão de beleza está vinculado à falta de tempo, em função do ritmo atribulado da vida profissional, para as mulheres, não cultivar a beleza é falta de vaidade – um qualitativo depreciativo da moral.
Se, por um aspecto da sociedade, tem-se o culto à magreza como padrão estético, por outro lado o tratamento que esta sociedade dá aos obesos é merecedor de destaque.
Através disso, entende-se que uma dieta balanceada, com quantidade e qualidade, supervisionada por um nutricionista, possam garantir um peso adequado e uma vida saudável
MARIA FRANCISCA A. BRANCO VIEIRA
CRN2 7040
Nutricionista formada pela Universidade da Região da Campanha – URCAMP em Bagé
Pós graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS em Porto Alegre
Atua como nutricionista na Prefeitura Municipal de Canguçu desde 2006- RS
Artigos de Referência
Relação entre índice de massa
corporal e a percepção da
auto-imagem em
universitários
Rev Saúde Pública 2006;40(3):497-504
Idalina Shiraishi Kakeshita
Sebastião de Sousa Almeida
Tipo físico ideal e satisfação com a imagem
corporal de praticantes de caminhada
Vinicius Oliveira Damasceno1, Jorge Roberto Perrout Lima2, Jeferson Macedo Vianna2,
Viviane Ribeiro Ávila Vianna3 e Jefferson Silva Novaes4
Imagem corporal de mulheres de diferentes classes econômicas
Elijane de Jesus Nantes Coelho
Tamir de Freitas Fagundes
Departamento de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
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3 comentários:
Belo texto e magnifica explicação. É de se pensar em tudo, e refletir.
Parabens Francisca - Sucesso profissional pra você! Amplexo
Gostaria muito de saber se a Dra Maria Francisca atende particular e qual telefone para contato?
Sim atendo particular, o telefone para contato é do Descont Saúde 3252 3451 ou 8418 5267 e também meu celular 99676119.
Obrigada
Mª Francisca
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