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26 março 2026

Caminhoneiros descartam greve após reunião com Governo Federal

 


PISO DO FRETE | Representantes de sindicatos de caminhoneiros descartaram uma paralisação, após serem recebidos, nessa quarta-feira (25), pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, no Palácio do Planalto. A informação é da Secretaria-Geral da Presidência da República. 

No encontro, foi discutida a implementação da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula que exige e fiscaliza o piso do frete. O texto ainda prevê punições e o cancelamento do registro de empresas que descumprirem a lei.

Segundo Boulos, os caminhoneiros decidiram não fazer greve devido ao atendimento de suas reivindicações pelo governo federal.

Lula também determinou intensificar a fiscalização contra a especulação com o preço dos combustíveis, provocada pela guerra no Oriente Médio.  

Fonte: EBC

20 outubro 2021

Caminhoneiros ameaçam paralisação a partir de 1º de novembro

Desde o último sábado, caminhoneiros de todo o país decretaram estado de greve e prometem paralisação a partir do dia 1º de novembro, caso o governo federal não atenda uma lista de reivindicações da categoria. Entre as demandas estão o estabelecimento de um frete mínimo e a redução no preço dos combustíveis. De acordo com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Rio Grande (Sindicam-RG) profissionais da Zona Sul estarão unidos no ato.

É a primeira vez desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) que entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) se colocam publicamente a favor de uma greve. A decisão pelo indicativo de paralisação se deu após uma reunião no último sábado, no Rio de Janeiro, durante o ll Encontro Nacional dos Caminhoneiros.

O principal motivo é a insatisfação com a falta de atendimento do governo federal às pautas da categoria, tais como o pedido de redução no preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras, o Preço de Paridade de Importação (PPI), a constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete, o retorno da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), a inclusão do desconto do INSS pago pelos caminhoneiros na Lei do Documento de Transporte Eletrônico, a aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, o aperfeiçoamento na proposta do voto em trânsito no Senado e a criação de pontos de parada e descanso.

Conforme explica o presidente do Sindicam-RG, Dieck Sena, as demandas são as mesmas de 2018. À época, para dar um fim à paralisação, o governo de Michel Temer sancionou a Medida Provisória (MP) do Frete, a qual criou uma tabela de valores - esta que a categoria agora busca por reajustes - e concedeu subsídio público ao diesel. "Pauta é o que não falta. São assuntos pedidos lá em 2018, na última paralisação, e estamos até agora buscando por elas. Uma delas é o julgamento na constitucionalidade do piso mínimo do frete, que está na mão do STF e ainda não foi decretada. A gente quer que votem, que seja deferido ou indeferido, queremos apenas uma resposta", defende.

A única definição concreta é que se em 15 dias - prazo que começou a ser contado no último sábado - não houver uma sinalização positiva ou uma conversa com líderes do setor, os caminhoneiros começarão a greve, sem tempo estipulado de duração. "Acreditamos que a partir dessas reuniões que estamos organizando com as entidades, a próxima por exemplo acontecerá aqui no Estado, em Canoas, no dia 20 de outubro, ela [paralisação] irá ganhar força. Ou nos atendem, ou não tendo sinal do governo a categoria vai aderir à paralisação", afirma Sena.

Traição

Em entrevista realizada no domingo, Carlos Alberto Litti Dahmmer, diretor da CNTTL, afirmou que o governo federal não atendeu as demandas apresentadas pelo setor e que a categoria se sente traída. "70% da categoria acreditou nas propostas do governo e se considera traída por [Bolsonaro] não ter cumprido", declarou ao site Poder360. Ele ainda pontuou que "a paralisação não é política, e sim econômica". "Nós estamos a favor da categoria. É que às vezes se confundem que estar a favor da categoria é estar contra o governo", finalizou.

Possíveis soluções

O intermédio entre o governo federal e os profissionais está sendo realizado pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, que conta com outros 272 deputados federais e 22 senadores. Dentre as ações, no último mês a Frente publicou um documento pedindo a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Combustível. No documento, há a afirmativa que "[...] existe solução para equilibrar esses preços, o que falta é uma administração coerente". O texto ainda aponta que "se a Petrobras praticasse preço de paridade internacional, as refinarias estariam operando a plena carga e as importações dessa ordem não seriam necessárias".

Ontem, a Frente enviou ofício aos chefes dos poderes Executivo e Legislativo, dando conhecimento de seu interesse em auxiliar a encontrar um acordo entre os representantes dos caminhoneiros e o governo federal, a fim de evitar a paralisação. No documento é citada a insatisfação da categoria diante das políticas de preços do petróleo e os constantes aumentos. "Perante a atual crise econômica que assola o país, mesmo que a motivação dos caminhoneiros seja legítima, uma paralisação dessa amplitude será muito prejudicial à economia, com impacto à inflação e ao desenvolvimento social e industrial", pontua o parlamentar. (Diário Popular)

18 outubro 2021

Caminhoneiros ameaçam, novamente, greve geral

Entidades de caminhoneiros propõem greve em 1º de novembro



Três entidades nacionais de trabalhadores vinculados ao setor de transporte de cargas anunciaram que decidiram decretar estado de greve e que vão iniciar greve nacional a partir de 1º de novembro se o governo federal não atender reivindicações que remontam à paralisação dos caminhoneiros em 2018. A decisão foi tomada durante encontro no Rio de Janeiro que reuniu as entidades Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), vinculada à CUT; Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), segundo comunicado enviado à imprensa na noite do sábado.

As três entidades já fizeram outras convocações de greve nacional dos caminhoneiros, incluindo em fevereiro e julho deste ano, mas com a categoria dividida entre grupos que apoiam e são contra o governo de Jair Bolsonaro os protestos não chegaram ao nível de mobilização de 2018 em que o país parou por mais de 10 dias. "A situação é que nenhuma das reinvidicações acordadas na ocasião da paralisação de 2018 foram atendidas", afirmou no comunicado o presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, deputado Nereu Crispim (PSL-RS).

Entre as reivindicações da categoria estava a aplicação efetiva da chamada tabela de fretes mínimos. O assunto está parado no Supremo Tribunal Federal (STF) desde que o governo de Michel Temer cedeu à pressão dos caminhoneiros em 2018, aceitando a criação de um piso mínimo obrigatório de fretes para os caminhoneiros autônomos, algo que levou entidades transportadoras do setor privado a questionar a legalidade do mecanismo na Justiça. O governo federal tem afirmado que está aberto ao diálogo com os caminhoneiros e tem feito uma série de concessões paliativas aos motoristas, como incluí-los como grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. 

Mas uma das principais queixas dos motoristas é justamente o custo do combustível, reajustado para cima seguidas vezes nos últimos meses pela Petrobras. O preço médio do diesel no país acumula alta de mais de 50% neste ano. No final de setembro, a Petrobras anunciou aumento de 9% no preço médio do diesel vendido em suas refinarias, após 85 dias de estabilidade. A Ticket Log calculou na semana passada que o preço médio do diesel comum nos postos do Brasil subiu 5,55% na primeira quinzena de outubro ante o fechamento de setembro, para 5,203 reais por litro. O valor representa avanço de 41% sobre a média registrada em outubro de 2020, segundo a empresa.

A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada projeto que torna fixo o ICMS incidente sobre os combustíveis, uma proposta defendida por Bolsonaro, mas que não conta com apoio de boa parte dos governadores, que calculam que perderão 24 bilhões de reais em arrecadação. O texto vai ser analisado pelo Senado. (Por Alberto Alerigi Jr., com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro).https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2021/10/17/entidades-de-caminhoneiros-propoem-greve-em-1-de-novembro.htm?cmpid=copiaecola

17 agosto 2020

Trabalhadores dos Correios em todo o país deliberam greve nacional

Os trabalhadores dos Correios de todo o país entram em greve às 22 horas desta segunda-feira (17) para locais que possuem terceiro turno e das 00h de 18/08, os funcionários dos Correios vão parar as atividades por tempo indeterminado contra a retirada de direitos, contra a privatização da empresa e negligência com a saúde dos trabalhadores em relação à Covid-19.

Em Canguçu a agência dos Correios deverá continuar com o atendimento normal, ficando apenas sem as entregas dos carteiros. As entregas ficam reduzidas ficando apenas terceirizados realizando as ações.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) junto aos sindicatos filiados tentam, desde o início de julho, dialogar com a direção dos Correios em torno da pauta de negociação. No entanto, além da empresa se negar a negociar, a categoria foi surpreendida desde o dia 1º de agosto com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021. Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, em uma atitude desumana impedindo tratamentos diferenciados e que garantem melhor qualidade de vida, pagamento de adicional noturno e horas extras.
Os trabalhadores também lutam contra a privatização dos Correios, o aumento descabido da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, e o descaso e negligência com a saúde e vida dos ecetistas na pandemia da Covid-19. Em uma verdadeira batalha judicial, a FENTECT e seus sindicatos tiveram que acionar a Justiça para garantir equipamentos de segurança, alcool em gel, testagem e afastamento dos grupos de risco e aqueles que coabitam com grupos de risco ou possuem crianças em idade escolar. De acordo com o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, a retirada de direitos e a precarização da empresa é uma das estratégias do Governo Bolsonaro e da direção dos Correios para a privatização, entregando os Correios para o capital estrangeiro. “O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”, declarou.
O secretário geral diz ainda que essa greve representa uma verdadeira batalha pela vida dos trabalhadores. “A direção da ECT buscou essa greve, retirou direitos em plena pandemia e empurrou milhares de trabalhadores a uma greve na pior crise que o país vive. Perdemos muitos companheiros para a Covid-19 em função do descaso e negligência da empresa. É o Governo Federal e a direção da ECT mantendo privilégios com ampliação de cargos e altos salários, ampliando lucro em detrimento da vida dos trabalhadores. Lutamos pelo justo. Lutamos para que as nossas vidas e empregos sejam preservados”, afirmou.
 Confira os principais direitos retirados da categoria:
- Plano de saúde
- Vale cultura
- Anuênios
- Adicional de atividade de distribuição e coleta (AADC)
- Adicional de atividade de tratamento (AAT)
-Adicional de atividade de guichê (AAG)
- Alterar a data do dia do pagamento
- Auxílio de dependentes com deficiência
- Pagamento de 70% a mais da hora normal quando há hora extra trabalhada
- Reembolso creche
- Pagamento de 70% das férias
- Aumento no compartilhamento do ticket
- Licença maternidade de 180 dias
- Fim da entrega matutina
- Garantia de pagamento durante afastamento pelo INSS
- Ticket nas férias
- Ticket nos afastamento por licença médica
- Vale alimentação
- Para motoristas é o fim da cláusula sobre acidente de trânsito
- Indenização por morte
- Garantias do empregado estudante
- Licença adoção
- Acesso as dependências pelo sindicato
- Atestado de acompanhamento
- Fornecimento de Cat/ Lisa
- Itens de proteção na baixa umidade
- Reabilitação profissional
- Adicional noturno
- Repouso no domingo
- Jornada de 40hs
- Pagamento de 15% aos sábados
Somente juntos e mobilizados vamos garantir nossos direitos históricos conquistados com muito suor!

03 outubro 2018

Escolas estaduais paralisam nesta quinta-feira (04)

Conforme deliberado na Assembleia Geral do CPERS, realizada na última sexta-feira (28), os educadores gaúchos farão greve de 24 horas nesta quinta-feira, dia 04, para chamar a atenção da sociedade sobre o descaso com a categoria e a educação pública. O sindicato convoca professores e funcionários de escola para paralisarem em todo o estado.
Em Canguçu aderiram a paralisação as escolas ETEC, Irmãos Andradas, Neusa Paes do Amaral e Senador Alberto Pasqualini.
A escola João de Deus Nunes (JDN) terá aulas normais.


Em Porto Alegre haverá Ato Público Estadual pelo pagamento integral dos salários e contra o desmonte da escola pública às 13h30 com concentração dos professores e funcionários de escola em frente ao prédio do Instituto de Educação  e logo após, às 14h, eles seguem em caminhada até o Palácio Piratini.

Convocamos a todos professores e funcionários de escola a participarem deste importante ato de denúncia dos ataques contra os nossos direitos. Estamos amargando 34 meses de salários atrasados e parcelados. Esta situação não pode continuar! Vamos juntos dar um basta ao desrespeito, ao desmonte da escola pública e exigir salário em dia e valorização”, conclama a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Atualizada às 16h42min

06 junho 2018

Caminhoneiros ameaçam nova greve se tabela de frete for alterada

Os caminhoneiros ameaçam iniciar uma nova greve caos a tabela de preços mínimos de frete seja alterada, informa reportagem do jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (6). Sob pressão de produtores rurais, o governo quer mudar essa tabela e os caminhoneiros acompanham com cautela o andamento das negociações em Brasília. O receio é de que grandes grupos consigam derrubar a tabela recém aprovada pelo governo como uma das medidas do acordo para colocar fim na greve na semana passada.

“Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são fortes, vai ser uma grande revolta”, disse Ivar Luiz Schmidt, representante do CNT (Comando Nacional do Transporte) ao Estadão. Ele foi o grande líder da paralisação de 2015. 

“Não vejo coisa muito boa vindo pela frente, mas vamos lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes”, afirma o presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José Fonseca Lopes, que esteve à frente das negociações com o governo na greve encerrada na semana passada. Ele deverá participar nesta quarta de uma reunião com a Casa Civil para discutir o assunto. 

Greve de maio A greve de 10 dias ocorrida em maio deve causar um impacto negativo de 0,45 ponto percentual sobre o PIB brasileiro, valor equivalente a cerca de R$ 30,5 bilhões, segundo estimativas da 4E Consultoria. 

Entre os dados já contabilizados, as perdas já superam os R$ 50 bilhões em 13 segmentos da economia, entre eles a indústria, pecuária e agricultura e distribuição de combustível. (Yahoo)

05 junho 2018

Docentes da UFPel paralisam atividades no dia 7

Na Assembleia Geral da categoria docente, realizada ontem (4), foi aprovada por unanimidade adesão à paralisação no dia 7 de junho, próxima quinta-feira. A paralisação, intitulada “Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Serviços Públicos e pela valorização dos servidores”, faz parte da agenda de lutas do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). Em Pelotas, haverá atividade às 17h, no calçadão da rua Sete de Setembro, próximo ao chafariz, com adesão de diversos segmentos dos servidores públicos federais.

O “Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Serviços Públicos e pela valorização dos servidores” acontece em defesa da Campanha Salarial dos SPF de 2018, cuja negociação ainda não obteve avanços. Além disso, inclui a luta pela revogação da Reforma Trabalhista, da Lei das Terceirizações e da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou os investimentos sociais do governo federal por 20 anos, afetando gravemente áreas como educação e saúde.

Assessoria de Imprensa ADUFPel-SSind

02 janeiro 2017

Profissionais do Hospital entram em greve

Em reuniões das diversas categorias atuantes no Hospital de Caridade de Canguçu, nesta segunda-feira (02), foi decidida pela realização de greve geral do funcionalismo. Alguns dos servidores estariam com atraso no salário de Novembro e décimo terceiro que ainda não foi pago.
Agora os sindicatos de classe irão comunicar a direção do hospital, Delegacia Regional do Trabalho e demais entidades para informar que em 72 horas a greve será deflagrada. O atendimento ficará com 30% atuando, em rodízio, enquanto os demais paralisarão. 
Fotos: Andrio Aguiar/Especial
A direção do hospital não tem uma previsão de recursos para quitar os débitos com os funcionários. Na quinta-feira (05) acontecerá eleição da nova diretoria da entidade às 17h00 no salão de reuniões do hospital, destinada aos sócios da entidade.

Fotos: Renata Cardoso/Especial 


Funcionários tem recebido doações da comunidade


27 outubro 2016

Supremo admite corte de salário de servidores em greve

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou legítima nesta quinta-feira (27) a possibilidade de órgãos públicos cortarem o salário de servidores em greve desde o início da paralisação.
Não poderá haver o corte nos casos em que a greve for provocada por conduta ilegal do órgão público, como, por exemplo, o atraso no pagamento dos salários.

Com a decisão, a regra passa a ser o corte imediato do salário, assim como na iniciativa privada, em que a greve implica suspensão do contrato de trabalho.
Mas os ministros abriram a possibilidade de haver acordo para reposição do pagamento se houver acordo para compensação das horas paradas.
A decisão tem repercussão geral, devendo ser aplicada pelas demais instâncias judiciais em processos semelhantes.

Saiba mais sobre este tema CLICANDO AQUI

06 outubro 2016

Bancários aprovam fim da Greve

Banrisul ainda aguarda negociação específica que ocorre neste momento

Após 31 dias de uma das maiores e mais difíceis greves dos últimos anos, os bancários de todo o país aceitaram a proposta da Fenaban, que prevê reajuste salarial de 8% mais R$3.500 de abono além de outros pontos, e encerraram o movimento iniciado dia 6 de setembro. A assembleia dos bancários de Pelotas, que aprovou a proposta  com seis votos contrários e encerrou a greve na região,  ocorreu na tarde desta quinta-feira na sede do Sindicato. Os funcionários do Banrisul ainda aguardam o final da negociação específica que deve encerrar até o final da tarde, e somente tomarão posição sobre a greve após orientações do Comando dos Funcionários do banco.

A proposta  aprovada prevê reajuste para 2016 de 8% mais abono de R$ 3.500, a ser pago até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva. No vale-alimentação, aumento de 15%. No vale-refeição e no auxílio creche-babá, 10% (veja quadro). Para 2017, a proposta prevê reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. A PLR será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017.

Bancários de Pelotas fazem assembleia hoje para avaliar proposta da Fenaban

Banqueiros oferecem 8% mais abono de R$ 3,5 mil

A Federação Nacional dos Bancos - Fenaban  - apresentou nesta quarta-feira uma nova proposta aos bancários, para um acordo de dois anos. O reajuste para 2016 será de 8% mais abono de R$ 3.500, que seria pago até 10 dias após assinatura da CCT. No vale-alimentação, aumento de 15%. No vale-refeição e no auxílio creche-babá, 10% (veja quadro). Para 2017, a proposta prevê reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. A PLR será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017.

Abono total dos dias – A rodada de negociação, que teve início por volta das 18h, caiu num impasse: a Fenaban insistia na compensação total dos dias parados. O Comando não aceitou qualquer tipo de punição aos grevistas e, após longo impasse, cerca de cinco horas de consulta aos bancos, a Fenaban informou o abono total dos 31 dias de greve. A proposta, no entanto, só valerá para assembleias realizadas na quinta.

Segundo o diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, “a luta empreendida pelos bancários nesses 31 dias de mobilização em todo o Brasil, garantiu avanços importantes em um momento muito difícil para os trabalhadores”.

Novas conquistas – A proposta dos bancos contempla a licença-paternidade, que passará de 5 dias para 20 dias, a partir de 2017, quando o governo anunciar  o benefício fiscal. “Uma mudança que vale muito na lógica da responsabilidade compartilhada entre homens e mulheres”, avalia a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

Emprego – A Fenaban também propôs a criação de um grupo de trabalho para analisar critérios de realocação e requalificação, cujas regras serão estabelecidas entre bancos e o Comando Nacional dos bancários. Esse é considerado um importante avanço para a categoria, um espaço para debater o fim das demissões causadas pela rotatividade nos bancos.

Banco do Brasil e Caixa também apresentaram novas propostas

Após a apresentação da proposta da Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários e Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e da Caixa se reuniram com as direções dos respectivos bancos, na madrugada desta quinta-feira (5), em São Paulo.

Banco do Brasil

O banco afirmou que seguirá o acordo bianual proposto pela Fenaban,o reajuste nos salários será de 8% mais abono de R$ 3.500 (pago uma única vez), reajuste de 15% para vale-alimentação e de 10% no vale-refeição e auxílio-creche/babá agora em 2016 e reposição integral da inflação pelo INPC, mais 1% de aumento real em 2017.
Entre as propostas específicas destacam-se a proteção dos funcionários no caso de reestruturação, ampliação de ausências legais e o compromisso de ampliação da inclusão das mulheres nas funções gerenciais.

Caixa Federal

            A Caixa apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), na madrugada desta quinta-feira (6), em São Paulo, uma nova proposta para as reivindicações específicas dos empregados. Além do abono total das horas de greve, a proposta bianual contém a aplicação do reajuste de 8% nos salários, vales e abono de R$ 3,5 mil agora em 2016 e reposição integral da inflação pelo INPC, mais 1% de aumento real em 2017. Assim como, os 15% de reajuste nos vales alimentação e 13ª cesta, 10% no vale refeição e auxílio creche/babá.

Se o acordo específico da Caixa for assinado até o dia 15 de outubro, a primeira parcela da PLR, o abono e verbas retroativas a setembro serão pagos no dia 20 de outubro.

Segundo Dionísio Reis, coordenador do CEE da Caixa, após meses de construção e trinta dias em greve conseguimos chegar num resultado fruto da mobilização da categoria, mas a luta não chega ao fim. “A luta continua por nenhum direito a menos, melhores condições de trabalho e pela Caixa 100% Pública”.

Outro ponto discutido na mesa de negociação e de muita expectativa dos trabalhadores foi a revogação do RH 184, pois na avaliação do dirigente a existência deste item exacerbou-se os descomissionamentos arbitrários. O banco vai analisar caso a caso a revogação das punições.

26 setembro 2016

Bancos de Canguçu aderiram à greve

Todas as agência bancárias de Canguçu, fora as cooperativas, aderiram à greve geral dos bancários. A informação é do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região. Representante da entidade, Raquel Gil esteve em Canguçu nesta segunda-feira (26) e confirmou a adesão das duas agências que ainda não participavam do movimento: Santander e Bradesco.

07 julho 2016

Professores decidem acabar com a greve

Em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira, dia 07, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, professores e funcionários de escola decidiram pela suspensão da greve e pelo fortalecimento das mobilizações contra os ataques governo Sartori e do governo golpista de Michel Temer. Entre as propostas aprovadas está a campanha “Sartori Inimigo da Educação – FORA SARTORI”. O retorno às aulas ocorre na segunda-feira, dia 11.

“Com muita coragem e prudência vamos suspender a greve. É um recuo tático para voltarmos com muito mais força contra este governo intransigente e autoritário. Esta greve foi histórica, pois pela primeira vez no Estado conquistamos o apoio da comunidade escolar. Nossos estudantes se levantaram em defesa da escola pública e ocuparam quase 200 escolas. Colocamos a educação no centro das discussões do Estado. Esse governo não será um governo de avanços, mas sim de resistência para não perdermos nossos direitos. Continuaremos nas ruas, cada vez mais fortes para barrar os ataques dos governos Sartori, Temer e seus aliados”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
A greve realizada pelos educadores desde o dia 13 de maio, completou hoje 53 dias de paralisação, a maior dos últimos 25 anos.
Na ocasião, os educadores também aprovaram o documento enviado na tarde de ontem pelo governo, após reunião com o Comando de Greve do CPERS. O documento garante avanços conquistados através da resistência dos educadores como a revogação do Difícil Acesso, a garantia do pagamento dos dias parados dos grevistas e o comprometimento do governo em não criminalizar o movimento dos estudantes que realizaram as ocupações e dos educadores que que aderiram à greve. A íntegra das propostas pode ser conferida aqui.
Outra votação realizada durante a Assembleia foi a da pauta de mobilizações da categoria, também aprovada (confira abaixo).
O CPERS orienta a direção de todos os Núcleos que, a partir da Gestão Democrática, iniciem a organização do calendário de recuperação dos dias letivos e das horas aulas, os quais devem ser aprovados pelos Conselhos Escolares e encaminhados às Coordenadorias Regionais de Educação – CREs.

Propostas de mobilização aprovadas:
1- “Sartori Inimigo da Educação – FORA SARTORI”. Realizar Campanha para derrotar o Projeto do Governo Sartori (PMDB) e seus aliados para impedir a destruição das escolas e dos demais serviços públicos;
2- Realizar Campanha de Mídia contra o PL 44/2016 e participar das Audiências Públicas sobre o referido Projeto de Lei, organizadas pelo conjunto dos Servidores Públicos Estaduais. Audiências Públicas confirmadas: dia 14/07, às 18h, na Câmara de Vereadores, em Santa Cruz do Sul e dia 15/07, às 9h30min, na Câmara de Vereadores, em Caxias do Sul;
3- Participar da Marcha Nacional dos Servidores Públicos Federais, Estaduais e Municipais, no dia 12/07/2016, em Brasília/DF, com a seguinte pauta: Contra Toda a Retirada de Direitos;
4- Materializar uma Campanha do CPERS/Sindicato nas Lutas Nacionais em prol dos Direitos dos Trabalhadores em Educação com o lema “Educação, Democracia e Direitos”;
5- Participar da Construção da Greve Geral;
6- Participar da Campanha Fora Temer;
7- Denunciar o Estado que utiliza 30% do seu orçamento para incentivos fiscais e afirma não poder pagar os salários. Padronizar um e-mail a ser enviado a todos os deputados e governador, cobrando transparência;
8- Realizar a Campanha “Onde esta o meu salário?”, organizando painéis e desmentindo as afirmações do Governo Estadual referentes aos valores dos salários dos educadores;
9- Realizar auditoria nas contas do FUNDEB;
10- Realizar Atos Públicos, em caso de parcelamento de salário, no dia do pagamento, em frente as agências do Banrisul. A atividade deve ser organizada por cada Núcleo;
11- Organizar Conferências Regionais, envolvendo toda a comunidade escolar, a partir do mês de agosto, para discutir e repensar a escola que queremos;
12- Denunciar o PL 190/2016 e tensionar os Deputados para a sua não aprovação;
13- Garantir a participação de representantes, por Núcleo, no Debate sobre o PNE – Plano Nacional de Educação, frente ao contexto das políticas educacionais brasileiras, que se realizará no dia 13/07/2016 (4ª feira), às 13h30min, no Auditório Paulo Freire do CAFF – Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre;
14- Realizar Moção de Repúdio contra a postura do Ministério Público de Torres, que motivou a instalação de sindicância em relação a um colega por suas convicções políticas;
15- Realizar Moção de Repúdio as agressões sofridas pelos alunos ocupantes da escola Cristóvão de Mendonça, de Caxias do Sul, de autoria de alguns professores, direção da escola, Coordenadoria Regional (CRE) e Polícia Militar.
16- Retornar às aulas na segunda-feira, dia 11 de julho de 2016.

24 junho 2016

Assembleia do CPERS decide pela continuidade da greve

Em Assembleia Geral realizada nesta sexta-feira, dia 24, professores e funcionários de escola decidiram pela continuidade da greve da categoria, que nesta sexta-feira, dia 24, completa 40 dias de paralisação.
No início da Assembleia foi comunicada a decisão de cada um dos 42 Núcleos do Sindicato sobre a manutenção ou a suspensão da greve, conforme decidido nas assembleias regionais. Após votação realizada por voto em urna, 730 decidiram pela manutenção da greve e 691 pela suspensão.
A última proposta apresentada pelo governo às pautas de reivindicação foi lida na íntegra para que a categoria votasse se aprovava ou não. O documento foi reprovado pelos educadores, pois consideraram que não responde as exigências da categoria.
“Não aceitamos a proposta, pois ela não atende as nossas reivindicações. Agora, a luta continua. A responsabilidade de aumentar e fortalecer a greve é de cada um e de cada uma de nós”, destacou a presidente da CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Após a decisão sobre a manutenção da greve, os educadores aprovaram as propostas de mobilização da categoria, conforme segue abaixo.

Propostas aprovadas:

Fazer pressão sobre as Câmaras de Vereadores;
Realizar campanha de mídia contra o PL 44/2016;
Participar das mobilizações para transparência em relação as empresas que recebem incentivos fiscais do Governo;
Organizar uma campanha para denunciar o Governo Sartori e seus aliados nas eleições municipais;
Realizar Moção de Repúdio ao Governo, frente a violência do tratamento dado aos estudantes, educadores e apoiadores;
Realizar uma campanha para denunciar a criminosa cobrança de juros sobre juros pela união das dívidas dos Estados e Municípios (até nov/dez) e o Acordo Temer – Governadores;
Ingressar com Ação Judicial contra a cobrança inconstitucional de juros sobre juros da dívida do Estado com a União;
Participar da Frente de Lutas em Defesa da Previdência e da CLT, que reúne Centrais Sindicais;
Organizar um Congresso da Comunidade Escolar a partir da experiência das ocupações das escolas – debater a escola, a educação que queremos;
Criar de comitê em defesa do serviço público, agregando forças com outras categorias, visto que o PL 44/2016 atinge toda a população;
Mobilizar e debater com a comunidade escolar através de atos já demarcados, como “Defender a Escola Pública é Show” (espaço de arte em defesa da escola pública);
Buscar os sindicatos de trabalhadores para formar Fórum em Defesa dos Direitos a níveis estadual e federal;
Denunciar a sonegação do Estado e informar o valor;
Participar do Ato em Defesa da Democracia da Educação Pública e dos Direitos dos(as) Trabalhores(as) em Educação, chamado pela CNTE, no dia 29/06/2016, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF.
Realizar Moção de Apoio a luta dos professores, estudantes, indígenas e movimentos sociais do México;
Realizar Moção de Repúdio ao Deputado Marcel Van Hattem;
Realizar Moção de Repúdio ao Tenente Coronel comandante do 15º BPM – Canoas, pela forma truculenta e desrespeitosa com que tratou os professores que ocuparam a 27º CRE de Canoas.

23 maio 2016

Estudantes fizeram passeata em Canguçu

Fotos: Augusto Pinz/Canguçu em Foco

Alunos da escola João de Deus Nunes (JDN) - que participam dos atos de greve estudantil nos três turnos - organizaram uma passeata  nesta segunda-feira (23) com saída da Prefeitura Municipal  em direção as escolas João de Deus Nunes e ETEC. Alunos da Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC) também participaram somados a professores das duas instituições.
Os estudantes protestam pela falta de transporte escolar na rede estadual, sucateamento da educação e possibilidade de privatização das escolas.




13 maio 2016

Professores do Estado votam por Greve

Em assembleia do Cpers realizada na tarde desta sexta-feira (13) no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, professores da rede estadual aprovaram greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira. A categoria critica o parcelamento de salário, a defasagem e o descumprimento do piso.

Além da paralisação, ainda vai ser discutida a questão da recuperação de aulas. Professores que fazem oposição à direção do Cpers/Sindicato defendem que os dias perdidos não sejam recuperados. Contrária a essa posição, a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer, foi vaiada durante o encontro.

23 outubro 2015

Fenaban apresenta proposta de 10%

A Fenaban apresentou uma nova proposta na mesa de negociação com o Comando Nacional de Greve dos Bancários, que acontece em São Paulo. A proposta prevê 10% de reajuste em todas as verbas e PLR, ticket 14%. A negociação prossegue até o final do dia. O próximo ponto da negociação é saúde dos bancários e dias parados.

O Comando dos Bancários ainda não avaliou a proposta, portanto, a greve segue forte em todo o país.

29 julho 2015

Faixa mostra insatisfação do funcionalismo estadual

Uma faixa colocada no centro de Canguçu, na rua General Osório em frente ao escritório do deputado estadual Pedro Pereira (PSDB), mostra a insatisfação do funcionalismo estadual - principalmente servidores da área da segurança - em relação a política de ajuste fiscal do governo do estado.

Na madrugada desta quarta-feira (29) ocorreu protesto no km 16 da BR-293, em Capão do Leão, quando pneus foram queimados sobre a pista.  No local, segundo informações da rádio Gaúcha foi colocada uma faixa deixada pelos manifestantes com a seguinte frase: “Sartori, sem salário, não trabalho, a PM vai parar, segurança em 1º lugar”.

Os servidores da segurança estão mobilizados para um grande ato dia 18 de agosto quando será feita uma assembleia pública em Porto Alegre, junto a outras categorias, para indicação de uma possível greve. Uma caminhada sairá do Palácio da Polícia em direção ao Palácio Piratini às 12h00.

No site da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (ABAMF) é relatada a preocupação dos militares com a tramitação da PL 206/15 que acaba com os reajustes aprovados ainda em 2014.

Já o o Sinpol-RS convoca integrantes da Polícia Civil para que participem da Assembleia Geral, que ocorrerá no dia 18 de agosto, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, às 14h. A pauta principal será a possível greve do funcionalismo público do Rio Grande do Sul.

18 maio 2015

Professores federais decidem por greve nacional a partir do dia 28 de maio

Os professores das Instituições Federais de Ensino irão deflagrar greve a partir de quinta-feira (28). A decisão foi tomada neste sábado (16), durante reunião do Setor das Ifes do ANDES-SN, em Brasília (DF), com base nas deliberações das assembleias gerais realizadas por todo o país nas seções sindicais do Sindicato Nacional.

A deflagração da greve nacional dos docentes das IFE foi aprovada pela ampla maioria das 43 seções sindicais do ANDES-SN nas IFE presentes na reunião, da qual participaram 61 professores, representantes das seções sindicais.

“Chamamos os professores em todo o país a participarem das assembleias que serão realizadas para tratar da deflagração da greve. A hora é agora, as universidades e demais instituições federais de ensino estão à míngua, sem condições de funcionamento, enquanto o governo anuncia que vai promover mais cortes”, conclamou o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, lembrando que as assembleias devem ocorrer entre os dias 20 e 25 de maio.

“Além disso, no que diz respeito ao salário e à carreira, temos que obter conquistas ainda este semestre, sem o que não ganharemos nada em 2016, 17 e 18, pois a proposta de lei orçamentária do próximo ano está sendo definida agora”, acrescentou.

A greve foi o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública, e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais, muitas das quais já estão impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada.

Outro ponto que influenciou a deliberação foi a recusa por parte do Ministério da Educação (MEC) em dar retorno à pauta apresentada pela categoria. Em abril de 2014, o governo interrompeu as negociações com ANDES-SN em um momento que parecia haver avanço, após concordância com algumas bases conceituais para reestruturação da carreira docente. Este ano, ocorreu apenas uma reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mas não houve nenhuma resposta à pauta de reivindicações dos docentes.

Reivindicações
A partir dos cinco eixos aprovados no 34º Congresso do ANDES-SN: defesa do caráter público da universidade; condições de trabalho; garantia da autonomia; reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados, reivindicar que o processo negocial seja retomado a partir do acordo assinado com a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), em abril de 2014, sobre os pontos conceituais da carreira, estabelecendo relação com a pauta emergencial, que cobra a reversão dos cortes no orçamento e ampliação de investimento nas IFE. Os docentes também lutam contra a contratação via Organizações Sociais e a terceirização no serviço público. 

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente na luta em defesa da qualidade da Educação Pública Federal e que a carreira dos professores federais sofreu profunda desestruturação após a alteração imposta pelo governo federal em 2012, com a lei 12.772.

O QUE ACONTECE AGORA?
A deliberação do Setor das Ifes será levada para as assembleias locais, que acontecem no período de 20 a 25 de maio, nas diversas seções sindicais do ANDES-SN das instituições federais de ensino, para confirmação da greve na base.


Uma vez referendada pelos professores de cada instituição, haverá notificação às reitorias e as atividades serão suspensas por tempo indeterminado. Deverão ser instaladas assembleias locais permanentes e constituídos os comandos locais de greve (CLG). As eventuais atividades consideradas essenciais serão assim entendidas e negociadas entre as instituições e os CLG, considerando suas especificidades.

Na quinta, 28 de maio, será instalado o Comando Nacional de Greve na sede do Sindicato Nacional, em Brasília.

Adufpel 
Na ADUFPel, o indicativo de greve para o dia 28 de maio foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida no dia 12 do mesmo mês. Uma Comissão Local de Mobilização foi instalada na última quinta-feira (14), como parte das ações da seção sindical para definir os rumos das ações de mobilização. Hoje (18), ocorre a segunda reunião da Comissão, às 18h, na sede da ADUFPel (Major Cícero, 101). 

Edição: Assessoria ADUFPel.
Foto: ANDES-SN