07 julho 2026
Morre Yalorixá Mara D'Odé
25 maio 2026
Justiça condena Pai de aluna por criticar "religião de negros"e depreciar identidade racial de professora.
A Justiça de Santa Catarina condenou o pai de uma aluna por discriminação racial e religiosa após declarações feitas contra uma professora de escola estadual em Itapema. Segundo o processo, o homem afirmou que “religião de negros não deveria ser falada em ambientes escolares” após a filha participar de atividade pedagógica sobre cultura afro-brasileira.
A sentença foi proferida pelo juiz Marcelo Trevisan Tambosi, da Vara Criminal de Itapema, que reconheceu que as manifestações ultrapassaram a liberdade de expressão e atingiram diretamente a dignidade humana e a igualdade.
ATIVIDADE PEDAGÓGICA
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina, o episódio ocorreu durante ações escolares relacionadas ao Dia da Consciência Negra.
Após tomar conhecimento da participação da filha em aula sobre cultura afro-brasileira, o pai procurou a professora responsável e passou a acusá-la de promover “doutrinação” religiosa dentro da escola.
Segundo os autos, ele também fez referências depreciativas às religiões de matriz africana e à identidade racial da docente, em tom exaltado e na presença de integrantes da equipe escolar.
FALAS DISCRIMINATÓRIAS
O Ministério Público sustentou que as declarações não atingiram apenas a professora individualmente, mas tiveram conteúdo discriminatório voltado à coletividade de pessoas negras e praticantes de religiões afro-brasileiras.
Durante o interrogatório, o acusado negou ter praticado discriminação. Ele afirmou que procurou a escola apenas para discutir questões relacionadas ao desconforto físico da filha durante atividades pedagógicas, já que a criança possui deficiência em uma das mãos.
O homem também declarou que pediria desculpas caso alguma de suas falas tivesse sido mal interpretada.
ENTENDIMENTO DA JUSTIÇA
Na sentença, o juiz afirmou que os depoimentos da vítima e das testemunhas foram coerentes ao demonstrar que a postura do acusado se agravou após a entrada da professora na sala.
O magistrado ressaltou que a atividade escolar possuía finalidade pedagógica e não tinha caráter religioso ou de proselitismo.
“Não se trata apenas de animosidade pessoal contra a docente, mas de reprovação e inferiorização de tradições religiosas específicas”, afirmou o juiz na decisão.
Segundo ele, as manifestações associaram negativamente o conteúdo trabalhado em sala às religiões de matriz africana, atribuindo juízo pejorativo às crenças abordadas na atividade.
CONDENAÇÃO
Para o magistrado, a conduta evidenciou discriminação racial e religiosa e extrapolou os limites da liberdade de expressão.
O juiz também entendeu que eventual pedido genérico de desculpas não seria suficiente para afastar a responsabilidade criminal diante das provas reunidas no processo.
Com isso, o homem foi condenado com base no artigo 20 da Lei 7.716/89. A pena foi fixada em um ano de reclusão, em regime inicial aberto, além de 10 dias-multa.
A punição privativa de liberdade foi substituída por prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo.
jurinews.com.br
05 fevereiro 2026
05 dezembro 2025
86 anos da Paróquia do Salvador em Canguçu
No dia 04 de dezembro de 2025, celebramos um marco importante para o Anglicanismo no sul do Rio Grande do Sul: os 86 anos da Paróquia do Salvador, em Canguçu.
Em 04 de dezembro de 1939, na casa da família Pires, foi realizado o primeiro culto anglicano na cidade, celebrado pelo Revdo. Onorato Dutra, que já acompanhava famílias da região desde 1936.
A fé que começou em pequenos encontros nas casas, iniciada com a chegada do Sr. Roberto Dittgen, cresceu, fortaleceu-se e se tornou a comunidade viva que hoje celebramos.
Nossa gratidão a todos que construíram e seguem construindo essa história de fé, serviço e esperança.
Parabéns à Paróquia do Salvador e a cada pessoa que faz parte desse legado! 🌿✨
#ParóquiaDoSalvador #Canguçu #DioceseDePelotas #IgrejaAnglicana #86Anos #HistóriaEComunhão
17 novembro 2025
Orixá: PM entra com metralhadora em escola após queixa sobre desenho
- O desenho fazia parte de uma atividade com o livro infantil “Ciranda em Aruanda”, que está no acervo oficial da rede municipal de São Paulo.
- A obra, da autora Liu Olivina, traz ilustrações de 10 orixás e apresenta, em textos curtos, as características das divindades.
- Oxóssi, por exemplo, é retratado como “o grande guardião da floresta”.
- A direção da Emei citou as leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório em todo o território nacional o ensino de história e cultura afro-brasileira, e afirmou que a atividade não tinha caráter doutrinário.
- As crianças teriam apenas ouvido a história do livro e fizeram um desenho na sequência.
- “Ciranda em Aruanda” recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e de Acervo Informativo de Qualidade da Cátedra UNESCO de Leitura – PUC – Rio 2021.
15 novembro 2025
"Todo ser humano é africano, não importa a cor da sua pele", diz rainha do Congo em visita a terreiro de batuque na Capital
Diambi Kabatusuila participou de cerimônia no Ilê Asé Iyemonjá Omi Olodô e elogiou a preservação da cultura africana no país, mesmo diante da violência histórica da escravidão.
Em meio ao toque de tambores tradicionais do batuque gaúcho, a rainha Diambi Kabatusuila, líder do povo Bakwa Luntu do reino Luba, da República Democrática do Congo, foi recebida na noite da última quinta-feira (13) no Ilê Asé Iyemonjá Omi Olodô, em Porto Alegre.
O encontro integrou a agenda que a soberana cumpre no Brasil, para dialogar com lideranças políticas, culturais e religiosas de diferentes estados brasileiros. Na quarta (12), ela já havia participado de evento na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na quinta, diante de um salão repleto de filhos de santo e sacerdotes das religiões de matriz africana, a rainha destacou o significado de visitar um terreiro no Sul do Brasil pela primeira vez.
— Estar aqui é como reencontrar a família. É recuperar esse contato e reconhecer a força, o poder e a resistência que vocês construíram aqui, mesmo nas piores condições — disse.
A rainha afirmou que o Brasil preservou aspectos da cultura africana mesmo diante da violência histórica da escravidão e das perseguições às religiões de matriz africana. Ao ouvir o toque dos tambores do Ilê, disse reconhecer elementos comuns às tradições de seu povo.
— As danças, os cantos, os toques do tambor… tudo ressoa como em África. É como se nossas mães ancestrais estivessem tocando juntas. Presto minha reverência aos primeiros africanos que chegaram aqui, tirados das suas famílias, trazidos pelo mar em condições que nem mesmo os animais conhecem. E ainda assim, eles conseguiram criar um reino africano nesse país — refletiu.
Ao ouvir relatos do público presente acerca do racismo que atravessa as experiências negras no Rio Grande do Sul, a rainha afirmou que a ancestralidade africana é o fundamento da humanidade.
— Todo ser humano é africano, não importa a cor da sua pele. A Àfrica é a mãe de toda a humanidade — declarou.
Em um dos momentos mais marcantes da noite, a rainha sentou-se sobre o trono ocupado pelo sacerdote do Ilê, Babá Diba de Iyemonjá, também presidente do Conselho do Povo de Terreiro do Estado do Rio Grande do Sul (CPTERS).
O babalorixá destacou a importância simbólica da presença da rainha em um terreiro de batuque — religião cunhada no Estado que tem suas particilaridades ainda desconhecidas pelo restante do Brasil.
— Para nós, é o reconhecimento do nosso pequeno território de África aqui no Rio Grande do Sul como legítimo.
O sacerdote também ressaltou a representatividade proporcionada pelo encontro. Ele destacou o momento como uma ferramenta de empoderamento para a comunidade do terreiro, especialmente as crianças, que crescerão com o entendimento de que são descendentes de rainhas e reis.
Diante disso, a rainha dirigiu-se ao público:
— Toda vez que cada um de vocês olha no espelho, também vê um rei ou uma rainha. Eu sou somente quem usa a coroa.
Quem é Diambi Kabatusuila
Diambi Kabatusuila é líder do povo Bakwa Luntu, da região central de Kasaï, parte do antigo Império Luba, na República Democrática do Congo. Na tradição de sua cultura, ela é reconhecida como uma mulher-rei.
Desde a sua coroação, em 2016, ela tem percorrido diversos países, incluindo o Brasil, para promover a reconexão de africanos em diáspora com sua história e identidade.
29 setembro 2025
Grupo religioso é resgatado após 10 horas perdido em morro na Capital
Um grupo de 17 pessoas, entre elas seis adolescentes, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (29) após permanecer perdido por mais de oito horas no Morro Santana, em Porto Alegre, durante uma atividade religiosa.
A equipe de busca encontrou os participantes em uma área de difícil acesso, e a retirada levou cerca de três horas. Segundo os bombeiros, a principal dificuldade ocorreu depois do anoitecer, quando o grupo não conseguiu encontrar o caminho de volta.
Esse foi o segundo acionamento no mesmo local em dois dias. No domingo (28), três homens já haviam recebido auxílio após enfrentarem situação semelhante. A corporação orienta visitantes a redobrarem a atenção ao circular pela região.
O Sul
17 setembro 2025
Comunidade católica homenageia Diácono Luiz Miguel por seu aniversário
Louvamos a Deus pelo dom da vida do Diác. Luiz Miguel A. Gularte, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Canguçu. Parabéns Diác. Luiz Miguel.
14 setembro 2025
Comunidade Santo Expedido do Faxinal comemora 24 anos
Neste domingo,.14 de Setembro de 2025, a Comunidade Santo Expedito do Faxinal - 3º distrito de Canguçu-RS, completa 24 anos.
COMO COMEÇOU A COMUNIDADE SANTO EXPEDITO!
No início os encontros e reuniões eram no Centro Comunitário, na época o Presidente do Centro Comunitário era o senhor Francisco Moreira Alves que concedeu plenos direito de uso do Salão. Desde as missões de 1995, foram se reunindo para rezar o terço e encontros de reflexão. Em 2000 era um núcleo com missa de 3 em 3 mês e finalmente em 14 d setembro de 2001 reuniu-se um grupo de pessoas da comunidade que se propuseram a trabalhar para a fundação da Comunidade Santo Expedito.
Esta comunidade foi criada com o objetivo de fazer com que a pessoas participassem mais da igreja, pois a outra Comunidade São Joaquim era um pouco mais distante. Assim foi formada a primeira coordenação que foi composta com as seguintes pessoas:
Coordenadora: Adelina Morales , Vice: Marilus Moreira Martins,Tesoureira: Ireni Quintana de Oliveira, vice: Marilene Morales, Secretária: Mara Nunes Alves, Vice: Jader Borges Moreira , Conselho Fiscais: Mariluce De Oliveira Borges, Florêncio Martins Borges, Zainir Rodrigues. Casal que prepara para o Batismo e para o matrimônio: Antônio Borges Duarte ( em memória) e Terezinha Duarte. Catequista: Maria Lenoir Cavalheiro e Ministra: Adelina Morales.
A partir daí ocorreu o início com muitas doações, realizações de eventos, carreteiros, rifas festiva de prêmios, etc, várias colaborações para conseguir a realização da construção do prédio da comunidade Santo Expedito. Seria impossível resumir em breves palavras o trabalho das lideranças, colaboradores e pessoas que ajudaram nos mutirões de serventes e todos que ajudaram de alguma forma.
No Início, o projeto de evangelização só foi possível pela graça de Deus e a generosidade dos colaboradores que ajudaram desde de uma compra de um número de Rifa.
A base que sustenta essa obra é a FÉ, espírito evangelizador, o amor e a verdade. As vezes como em qualquer projeto surgem grandes dificuldade mas com perseverança continuaram a caminhada de comunidade.
24 anos de fundação da Comunidade Santo Expedito do Faxinal. Fica aqui o Lema: " A UNIÃO É O PASSO MAIS IMPORTANTE PARA CONSEGUIRMOS SUCESSO EM NOSSOS OBJETIVOS ".
29 agosto 2025
MORRE DOM JAYME HENRIQUE CHEMELLO, BISPO EMÉRITO DE PELOTAS
A Arquidiocese de Pelotas, através de seu Arcebispo Metropolitano Dom Jacinto Bergmann, comunica com pesar e fé na ressurreição o falecimento de Dom Jayme Henrique Chemello, bispo emérito da Arquidiocese de Pelotas.
Após completar 93 anos, Dom Jayme foi à glória do Deus Trindade neste dia 29 de agosto, após período de internação para tratamento de saúde no Hospital Universitário São Francisco de Paula.
Em breve serão atualizadas as informações do velório e sepultamento.
A Arquidiocese de Pelotas louva a Deus pela grande graça que foi a presença e o ministério de Dom Jayme nesses 56 anos de episcopado, vividos sempre em nossa Igreja Particular, inicialmente como bispo auxiliar (1969 – 1977), bispo titular (1977 – 2009) e bispo emérito (2009 – 2022). Agradece profundamente o empenho e atenção de seus cuidadores(as) no Lar Sacerdotal e ao Seminário São Francisco de Paula, que o acolheu nesses últimos anos de enfermidade e a todos que o acompanharam com carinho e orações.
HISTÓRICO DE DOM JAYME:
Dom Jayme Henrique Chemello, natural de São Marcos, nasceu em 28 de julho de 1932.
Foi batizado pelo Pe. Antônio Rizoto, no dia 04 de setembro de 1932, na Igreja Matriz de São Marcos, e crismado em 23 de maio de 1933, por Dom João Becker, Arcebispo de Porto Alegre.
Veio para Pelotas em 27 de fevereiro de 1945, para ingressar no Seminário São Francisco de Paula, onde realizou os cursos ginasial e colegial. Entre 1952 e 1954, realizou o Curso de Licenciatura em Filosofia no Seminário Pontifício e, de 1955 a 1958, o Curso de Teologia na Pontifícia Universidade de Teologia, ambos em Buenos Aires.
Foi ordenado sacerdote por Dom Antônio Zattera em 06 de dezembro de 1958, na Igreja Matriz de São Marcos. Adotou como lema: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10, 10).
Passou a atuar em diversas frentes pastorais: foi Vigário Cooperador da Catedral São Francisco de Paula; Diretor Diocesano de Catequese; Assistente da Juventude Universitária Católica, da Juventude Estudantil Católica, da Juventude Independente Católica; Assistente do Movimento Familiar Cristão e dos Escoteiros; Docente das Disciplinas de Religião e de Filosofia; Capelão do Colégio Gonzaga; Coordenador Diocesano de Pastoral. Em 1965, assumiu a Reitoria do Seminário São Francisco de Paula.
Em 11 de fevereiro de 1969 o Papa São Paulo VI o nomeou bispo. Sua Ordenação Episcopal ocorreu na Catedral de Pelotas no dia 20 de abril de 1969. O ordenante principal foi Dom Antônio Zattera, tendo como co-ordenantes Dom Vicente Scherer (Arcebispo de Porto Alegre) e Dom Benedito Zorzi (Bispo de Caxias do Sul), assumindo a função de Bispo Auxiliar da Diocese de Pelotas.
No dia 04 de novembro de 1977, com a renúncia de Dom Antônio, Dom Jayme assumiu como quarto Bispo Diocesano de Pelotas, tendo ampla atuação e presença nas atividades locais e em nível nacional e da Igreja mundial: 1979, Conferência Episcopal Latino-Americana e Caribenha de Puebla (México); Entre 1988 e 1994 coordenou da Dimensão Comunitária e Participativa da CNBB, no Setor de Vocações e Ministérios; Em 1990, em Roma, participou do Sínodo dos Bispos sobre Formação Sacerdotal;
De 1991 a 1994, coordenou o Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM; Em 1992, participou da 4ª Conferência Episcopal Latino Americana, em Santo Domingo; Em 1994; foi eleito vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e participou do Sínodo dos Bispos sobre Vida Consagrada, em Roma. Em Roma, em 1997, Dom Jayme participou de outro sínodo, o Sínodo dos Bispos para a América.
No dia 25 de junho de 1998 assumiu a presidência da CNBB, substituindo o Cardeal Moreira Neves que fora chamado pelo São Papa João Paulo II para ser prefeito da Congregação para os Bispos. Em 1999, foi eleito presidente da CNBB para o mandato até 2002.
Na diocese, ordenou vinte diáconos permanentes, mais de quarenta presbíteros e dois bispos: Dom Jacinto Bergmann e Dom Roque Paloschi. Criou as Paróquias Santo Cura D’Ars (1977), Santo Antônio (1983), São Cristóvão (1985), a Pró-Paróquia Santa Rita de Cássia (1981) e a Diaconia Operários de Cristo (1991), em Pelotas; a Paróquia Nossa Senhora Medianeira (1981), em Turuçu. Santa Tecla (1983), em Capão do Leão; Nosso Senhor do Bonfim (1988), em Morro Redondo; e Nossa Senhora do Rosário (2007), em Cerrito.
Dom Jayme motivou os movimentos leigos e criou o Movimento Jovens de Nazareth. Nos períodos de 1977 a 1980, 1995 a 1997 e 2005 a 2007, motivou a realização das Missões Populares.
A partir da participação de Dom Jayme na Assembleia do CELAM em Puebla, Dom Jayme desenvolveu a devoção à Nossa Senhora de Guadalupe. Iniciando a construção do Santuário Diocesano localizado no distrito da Cascata, no interior de Pelotas. A primeira romaria ocorreu no ano de 1985 e, a partir daí a construção do Santuário. A Santa Missa com a dedicação da capela ocorreu no dia 12 de dezembro de 2008, presidida por Dom Jayme, concelebrada por diversos bispos do Rio Grande do Sul, presbíteros, diáconos e muitos leigos.
No dia 1 de julho de 2009 a sua renúncia ao governo da Diocese de Pelotas foi aceita pelo Papa Bento XVI. Passando a atender o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe.
24 agosto 2025
Igreja Universal realizou oração para forças de segurança em Canguçu-RS
Neste domingo (24) A Igreja Universal do Reino de Deus realizou o ato religioso "A CONDECORAÇÃO DOS HERÓIS", segundo a Igreja uma iniciativa de reconhecer o trabalho das Forças Policiais e de Segurança Pública.
Foi realizada uma oração e homenagem aos verdadeiros Heróis, que muitas das vezes fazem um trabalho essencial, porém não são reconhecidos.
A.Igreja Universal de Canguçu-RS fica na Av. 20 de Setembro, 93 - Centro.
01 agosto 2025
Brigada Militar e ASIDRAB estabelecem plano humanizado de atendimento a casas de religião afro no RS
REUNIÃO HISTÓRICA CONSOLIDA AVANÇO INÉDITO NAS TRADIÇÕES DE MATRIZ AFRICANA DO RS: POP HUMANIZADO É OFICIALMENTE CONCLUÍDO
Após anos de mobilização e diálogo, alcançamos um avanço sem precedentes para as Tradições de Matriz Africana no Rio Grande do Sul. O tão esperado Procedimento Operacional Padrão (POP) — construído em parceria pela Asidrab, seu corpo jurídico, Major Hoers (subcorregedor da Brigada Militar) e Major Michel, do IPBM — foi concluído após três semanas de intenso trabalho, em 30/07.
Essa conquista teve origem no final de 2023, quando a Asidrab oficiou e reuniu-se com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado do RS. A partir daí, diversas lideranças participaram, trazendo relatos das situações enfrentadas, fortalecendo a luta por respeito e igualdade.
Este documento representa mais que um protocolo: é um compromisso concreto com o respeito aos direitos, ritos e à dignidade das comunidades e terreiros de Matriz Africana.
Desde a primeira reunião, em 11/07, até a conclusão do POP, nossa trajetória teve:
Aprendizado e reconhecimento dos desafios ainda existentes, com diálogo, acolhimento e respeito à diversidade;
Ênfase nos direitos garantidos pela Constituição, tratados internacionais e legislações específicas contra o racismo religioso;
Engajamento das instituições, consolidando um espaço plural e institucional para diálogo e ação.
O POP Humanizado traz, pela primeira vez:
Abordagem policial respeitosa e sensível à dinâmica dos terreiros e seus ritos sagrados;
Atendimento rápido e acolhedor em casos de racismo religioso;
Reconhecimento oficial da cultura afro-brasileira nas instituições de segurança;
Observância rigorosa do direito de culto alinhada à Constituição e tratados internacionais;
E, simbolizando este novo ciclo, a inauguração da imagem de Ogum na Corregedoria da Brigada Militar — valorização inédita das Tradições dos povos de Axé num espaço institucional.
O documento será apresentado ao Comando Geral da Brigada Militar para os trâmites finais — acompanharemos sua implementação.
Essa vitória é de todos que lutam por respeito, igualdade e liberdade religiosa no RS.
ASIDRAB - https://www.instagram.com/asidrab?igsh=YmpjcXExc3k3ZnAy
Associação Independente em Defesa das Religiões Afro-brasileiras
25 julho 2025
Associação de Pastores Evangélicos lamenta morte do Bispo Daniel da Imad O Poder da Fé
"Bispo Daniel voltou para casa do Pai. Homem de Deus que deixará saudades. Grande amigo, parceiro de ministério, trabalhador e temente a Deus.
Que Deus conforte e console a todos amigos, familiares e a igreja O poder da fé.
Se Deus fizer, ele é Deus. E se não fizer continua sendo.
Ele deu, ele tomou, bendito seja o nome do Senhor.
Nossos sinceros sentimentos a todos. Deus o amor de Deus conforte e console a cada coração neste momento"
O sepultamento ocorrerá em Bagé às 16h desta sexta-feira (25)
08 julho 2025
Xirê Cultural em celebração aos 13 anos de Assentamento do Orixá Bará no Mercado de Pelotas-RS
BARÁ NO MERCADO - DIA 14/07 🐓
Na próxima segunda-feira, 14 de julho, às 20h, o Mercado Central de Pelotas será chão para o nosso 2º Xirê Cultural, em celebração aos 13 anos de Assentamento do Orixá Bará!
Convidamos toda a cidade, irmãos batuqueiros e simpatizantes, para essa vivência de axé, cultura e tradição que exalta a força ancestral do nosso povo.
É um momento de alegria e de mostrar a nossa sociedade a força do Batuque, do Orixá, do pai Bará, na nossa cidade.
Vista seu axó e participe conosco!
Desde já agradecemos os apoiadores e toda organização.
07 julho 2025
Pastor do RS é eleito presidente mundial de Igreja Adventista do Sétimo Dia
Natural de Caxias do Sul, Erton Köhler será o primeiro sul-americano a liderar igreja com mais de 22 milhões de membros em 212 países.
O pastor Erton Köhler, natural de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, foi eleito pela Comissão Diretiva da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia como novo presidente mundial da igreja. É a primeira vez que um sul-americano assume o posto.
A escolha ocorreu durante uma assembleia com cerca de dois mil delegados e mais de 100 mil participantes do evento na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos. Essa é uma das maiores denominações religiosas do mundo, com 22 milhões de membros em 212 países.
Köhler é formado em teologia pela Universidade Adventista do Brasil e mestre em Teologia Pastoral pela mesma instituição. Atualmente, está cursando o doutorado em Ministério na Universidade Andrews.
Ele já atuou como pastor distrital em São Paulo, foi diretor de Ministério Jovem da Associação Rio Grande do Sul e na União Nordeste Brasileira. Também foi diretor de Ministério Jovem da Divisão Sul-Americana, que abrange oito países, e, em 2007, tornou-se presidente da Divisão Sul-Americana. G1
06 julho 2025
Morre aos 93 anos Pastor Gedelti Gueiros fundador da Igreja Maranata
O pastor Gedelti Gueiros, fundador e presidente da Igreja Maranata, morreu aos 93 anos na madrugada desse sábado (5/7). Ele estava internado em Vila Velha, na Grande Vitória, Espírito Santo, há quatro dias após sofrer um infarto.
A nota de falecimento foi publicada na conta do Instagram da Igreja Maranata.
O estado do Espírito Santo decretou luto oficial durante três dias. O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), também decretou luto de três dias na cidade.
Em 1968, o pastor fundou a igreja que hoje tem mais de 5 mil templos pelo Brasil e funciona em cerca de 100 países.
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📸 Reprodução/Redes Sociais
04 julho 2025
Quem foi Príncipe Custódio, que ajudou a difundir religiões afro a gaúchos
Os três maiores jornais de Porto Alegre deixaram de lado anos de rivalidade ao publicarem, em maio de 1935, obituários que pareciam saídos da pena do mesmo redator.
"Morreu nesta capital, com 104 anos, um príncipe africano", informou o Diário de Notícias. "Custódio Joaquim de Almeida, o 'Príncipe' de São João da Ajudá, na África, que desde 1901 vivia em Porto Alegre, à rua Lopo Gonçalves n. 498, vem de falecer, com a idade de 104 anos de idade", noticiou o Correio do Povo. "Todos choram a morte do Príncipe de Ajudá. O 'príncipe' morreu", lamentou A Federação.
Apesar do título nobre, o morto não cumpria os critérios de respeitabilidade vigentes à época. Negro retinto de estatura elevada (teria até dois metros de altura, segundo a tradição oral), tinha passagem pela polícia e ganhara a vida como artesão e tratador de cavalos.
Além disso, era babalorixá (pai-de-santo) nas comunidades locais de batuque, como é chamada a mais antiga vertente das religiões afro-brasileiras no Rio Grande do Sul.
Recebido pela elite local
Para os porto-alegrenses bem-nascidos, mais do que exótico, Custódio era marginal e até perigoso. Ainda assim, abriu caminho até o panteão dos homens célebres locais.
Custódio chegou a ser próximo dos altos círculos da sociedade rio-grandense de seu tempo. Pelo menos um contemporâneo afirma ter visto o todo-poderoso presidente do estado (equivalente ao cargo de governador à época) Antônio Augusto Borges de Medeiros visitar sua casa na Cidade Baixa.
A Custódio é atribuído o assentamento de ocutás (objetos religiosos) em vários pontos de Porto Alegre. O mais famoso é o chamado Bará do Mercado, no coração do Mercado Público. Haveria outros, inclusive no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
Esse percurso incomum levou a escola de samba carioca Portela a escolhê-lo como tema de seu enredo para o Carnaval de 2026, intitulado "O Mistério do Príncipe do Bará —A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande".
Biografia sob disputa
Há décadas, antropólogos, historiadores, teólogos, jornalistas e religiosos buscam vestígios de sua vida. O resultado é um painel multifacetado e, muitas vezes, contraditório.
Um dos obituários de 1935 sustenta que Custódio chegou à capital gaúcha em 1901. Mas essa versão é contestada pelo historiador Rodrigo de Azevedo Weimer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Ele descobriu que, em uma briga de bar no centro da cidade entre um negro e um branco que resultara em processo criminal em 1885, um dos protagonistas, identificado pela polícia como Custódio Joaquim de Almeida, era o "príncipe".
"Ele foi xingado por um branco que frequentava a bodega e defendeu-se usando um chicote para fustigar o agressor", explica Weimer. "Era tratador de cavalos, e o chicote servia-lhe como instrumento de trabalho.".
Outra polêmica envolve o suposto pertencimento à realeza. Segundo uma versão corrente, Custódio teria nascido Osuanlele Okzi Erupê em uma linhagem real do antigo Reino do Benin (1180-1897), na atual Nigéria.
Esse reino não deve ser confundido com a atual República do Benin, que corresponde ao Reino do Daomé (1600-1904). Porém, é neste último que fica a cidade de Ajudá, onde o próprio Custódio afirmava ter nascido.
Ajudá é berço de um grupo de africanos escravizados que conseguiram obter alforria no Brasil e retornaram à África. Conhecidos como agudás, esses ex-cativos desfrutavam de status especial pelo conhecimento da língua portuguesa. Alguns envolveram-se no tráfico atlântico de escravos.
"Os agudás faziam o papel de intermediários entre portugueses e africanos em Ajudá. Eram muito procurados por sua capacidade de organização", afirma o historiador Jovani Scherer, co-autor, com Weimer, do livro "No refluxo dos retornados: Custódio Joaquim de Almeida, o príncipe africano de Porto Alegre.".
Quando se trata de supostos vínculos de Custódio com a realeza, a pesquisadora da diáspora africana Lisa Earl Castillo, doutora em letras pela Universidade Federal da Bahia, recomenda cautela. Os antigos reinos africanos, explica, eram diminutos e tinham várias linhagens reais. Os reis tinham dezenas de esposas, cada uma com vários filhos.
"Um número grande de pessoas podia reivindicar realeza, com razão ou não", diz Castillo. "No caso de Custódio, não há documentos que esclareçam por que usava o título de príncipe.".
Para o babalorixá Hendrix Silveira, historiador e doutor em teologia, em uma sociedade escravocrata, Custódio pode ter usado a identidade de príncipe como estratégia de sobrevivência. "Com esse título, ele ganha um status não apenas entre os pretos, mas também entre os brancos", reflete.
Religiões de matriz africana em alta no Rio Grande do Sul.
Em 1935, os jornais chamaram Custódio de líder da "seita africana". Hoje, ele é visto por seus irmãos de crença como um pioneiro.
"O 'príncipe' fortaleceu muito a nação jêje (um dos ramos do batuque) no Rio Grande do Sul. Ele cuidava das pessoas", afirma Baba Diba de Iemanjá, que preside o Conselho Estadual de Povos de Terreiro e é uma das principais vozes do campo das religiões afro-brasileiras no estado.
A semente que Custódio ajudou a cultivar resultou em uma supersafra. Segundo o Censo de 2022, o Rio Grande do Sul é o estado com o maior percentual de adeptos de religiões de matriz africana no país, com 3,2%, ante uma média nacional de 1,05%. No censo anterior, de 2010, o estado já ocupava a primeira posição, com 1,48%.
Em Rio Grande, onde os adeptos de religiões afro-brasileiras somam 9,28%, ou o equivalente a mais de 15 mil pessoas, é realizada anualmente no dia 2 de fevereiro a festa em louvor a Iemanjá. Neste ano, a manifestação reuniu 150 mil pessoas.
E nem só de afrodescendentes são feitos o batuque e seus congêneres. Em meados da década de 1990, Baba Diba foi convidado a participar de um encontro afrorreligioso em Três Passos, no noroeste do estado, região de expressiva colonização europeia.
Foi recebido em um terreiro de umbanda pelo casal de pais-de-santo do local. "Ele era sarará, não era bem branco. E ela era branca", rememora. A mãe-de-santo disse-lhe: "Olha, Baba, aqui somos 20 terreiros, e não há negros".
Depois do seminário, o pai-de-santo foi convidado para uma mesa de caboclo (rito de umbanda). "Vi manifestações religiosas legítimas de pessoas loiras, de olhos verdes e azuis", afirma o religioso. "A única diferença era que eles ficavam muito vermelhos na hora de incorporar.".
De acordo com Baba Diba, esses traços aparentemente paradoxais fazem parte da formação do estado. "O batuque está 'empretecendo' os gaúchos brancos. Há muita gente se convertendo e pautando sua vida a partir do perfil civilizatório africano", reflete.
Em seu terreiro, na zona leste da capital gaúcha, Baba Diba exibe com orgulho uma imponente palmeira-de-dendê. Espécie nativa da África Ocidental e reverenciada pelas religiões de matriz africana, a planta dificilmente sobrevive a temperaturas inferiores a 19°C - neste inverno, essa tem sido a marca máxima registrada pelos termômetros em Porto Alegre… -
03 julho 2025
Culto de instalação da Pastora Mônica Fischer
Culto de instalação da Pastora Mônica Fischer no dia 06 de Julho de 2025, às 18h, na Comunidade Bom Pastor - Rua Osvaldo Aranha, 200.
22 junho 2025
Religiões afro realizaram gira em homenagem aos 168 anos de Canguçu-RS
Casas de religião afro-brasileira de Canguçu-RS, como Umbanda, Quimbanda e Nação (Batuque), reuniram-se na noite de Sábado (20/06) para homenagem aos 168 anos do município. A atividade fazia parte da programação oficial da Semana de Canguçu que conta com diversas ações.
Inicialmente prevista para a Praça Central a "gira", como é chamada a celebração, foi transferida para o bairro Triângulo, Casa do Axé, devido ao mau tempo. O evento contou com a presença de muitos simpatizantes e também do Prefeito Arion Braga (Progressitas) representando a administração municipal.
A organização ficou por conta da Casa do Axé, do CEU Iansã e Vó Maria de Angola Abasse dos Caveiras, do Ilê do Ylê Xango e Oxum, do Ylê de Ogum Adiola e Centro de Umbanda Tupinambá que promovem ações do movimento "Canguçu contra a intolerância religiosa", acompanhados de representantes de outras casas do município.
Um dos responsáveis pelo evento, sacerdote umbandista Augusto Pinz, relata que a cada ação mais pessoas tem participado. "Nosso objetivo é conviver harmoniosa e respeitosamente com as demais expressões religiosas do município. Todos em seus espaços com mesmo objetivo que é promover a elevação espiritual, com a fé em Deus e a força dos nossos Orixás", fala. A Yalorixá Natália D'Oya destaca o olhar respeitoso da comunidade durante a manifestação religiosa. ""Isso não tem preço, tem valor. Foi uma noite de bênçãos, energia, conexão com o sagrado", revela.
Recentemente Canguçu também participou da II Conferência Estadual do Povo de Terreiro, em Porto Alegre, onde tinha representatividade com 3 delegados e foram debatidas políticas públicas de apoio ao Povo de Terreiro do Estado. O Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de casas de religião e religiosos do segmento afro-brasileiro do País, segundo os dados do IBGE.
14 junho 2025
Tríduo na comunidade São Pedro da Coxilha dos Campos
É com grande alegria que convidamos vocês para participar do nossos tríduo em honra a São Pedro, nosso padroeiro, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de junho.

























