07 dezembro 2025
13 dezembro 2024
Torneio de Futsal no Assentamento Sem Fronteira
Venha participar do torneio de futebol na sede regional do movimento dos trabalhadores sem terra de Canguçu
04 dezembro 2023
21 fevereiro 2023
Grupo reivindica invasões de 8 fazendas durante "Carnaval Vermelho"
O grupo que se apresenta como Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL) reivindica invasões de nove propriedades rurais — sendo oito fazendas — espalhadas por três estados: São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. O movimento teve início no último sábado (18).
Por meio das redes sociais, a FNL divulgou fotos e vídeos das invasões. Segundo o grupo, as ações ocorrem com o objetivo de proporcionar “terra, trabalho, moradia e educação”. Ainda de acordo com a frente, os alvos foram locais que já teriam sido reconhecidos como públicos pela Justiça, mas que permaneceriam “abandonadas sem cumprir seu uso social”.
Até o momento, uma propriedade rural foi alvo em Mato Grosso do Sul e outra no Paraná. Além disso, sete fazendas foram invadidas no interior paulista. Situação que valida o temor previamente propagado pela Federação Nacional de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Em nota, a entidade relatou que passaria a monitorar possíveis invasões na região do Pontal do Paranapema, no extremo sudoeste do estado.
“Vamos juntos e com o apoio do Governo de SP proteger quem produz e garante a segurança alimentar” — Faesp
“Vamos continuar atentos aos movimentos e notificar rapidamente qualquer suspeita à Polícia Militar ou mesmo ao Sindicato Rural e à Federação de Agricultura”, afirmou a federação. “Vamos juntos e com o apoio do Governo de SP proteger quem produz e garante a segurança alimentar”, prosseguiu a equipe de comunicação da Faesp.
Até o momento, segundo divulgações da própria FNL, as propriedades rurais invadidas foram as seguintes:
Mato Grosso do Sul
Fazenda Fernanda — Japorã.
Paraná
Terreno da extinta Polar — Ponta Grossa.
São Paulo
Fazenda Floresta — Marabá Paulista.
Fazenda São João — Marabá Paulista.
Fazenda São Lourenço — Rosana.
Fazenda São Domingos — Sandovalina.
Fazenda Santana — Planalto do Sul (distrito do município de Teodoro Sampaio).
Fazenda Santa Rosa — Mirante do Paranapanema.
Fazenda Santo Antônio — Presidente Epitácio
Invasões de fazendas, terreno e prédio residencial
Fora as oito fazendas espalhadas por São Paulo e Mato Grosso do Sul e um terreno no Paraná, a FNL assume a autoria da invasão de um prédio em Sorocaba, no interior paulista. Pelas fotos divulgadas nas redes sociais, é possível que as obras do empreendimento não foram concluídas. O grupo alega que o espaço estava abandonado havia seis anos.
Ainda segundo a própria FNL, os integrantes do movimento foram alvo de disparos de tiro. Contudo, não há relatos de feridos. Em relação específica à invasão do terreno em Ponta Grossa, a frente avisa que alguns membros foram detidos, mas liberados posteriormente pela polícia. “Bem feito”, afirmou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ao comentar a postagem sobre as prisões dos manifestantes.
Fundação Itesp prega diálogo
Em nota divulgada no domingo (19), a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) afirma que sempre esteve aberta ao diálogo referente a questões envolvendo temas relacionados à reforma agrária e alega estar acompanhando a situação promovida pela FNL.
“A Fundação Itesp prima pela legalidade, não compactuando com atos que violem as normas vigentes”
“A Fundação Itesp tem acompanhado as invasões junto ao seu núcleo especializado em mediação de conflitos e a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo”, destaca o órgão em comunicado assinado pela diretoria-executiva.
“Válido destacar que o órgão sempre esteve aberto ao diálogo e esclarecimento do andamento de suas atividades, não existindo justificativas plausíveis para a prática de atos conflituosos”, reforça a entidade vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania. “Por fim, destaca-se que a Fundação Itesp prima pela legalidade, não compactuando com atos que violem as normas vigentes e ocasionem animosidades.”
FRENTE DIVULGA RELEASE
RELEASE | Frente Nacional de Luta realiza série de ocupações rurais e urbanas chamada de Carnaval Vermelho
Neste sábado, 18 de fevereiro, a Frente coordenou dezenas de ocupações para pressionar pela distribuição e titularização de terras públicas abandonadas pelo Poder Público.
O Carnaval Vermelho
A série de ocupações iniciou ainda na madrugada de sábado, de forma concomitante em mais de dez cidades brasileiras. O movimento reivindica terra, trabalho, moradia e educação, através da ocupação de terras que já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir seu uso social. A distribuição das áreas depende de trâmites sob responsabilidade do Estado e do INCRA.
O STF declarou quase 300 mil hectares de terras como terras devolutas. Enquanto isso, de acordo com dados levantados pela Campanha Despejo Zero, há mais de 1 milhão de pessoas ameaçadas em despejos coletivos no campo e na cidade. Nos bairros urbanos periféricos, territórios sem leis ocupadas por um poder paralelo, o estado chega apenas por meio da violência policial. Somente em 2022 o governo Bolsonaro cortou 93% do orçamento do Programa Casa Verde Amarela, agravando ainda mais a situação.
Página no Facebook do movimento: https://www.facebook.com/frentenacionaldeluta
03 maio 2016
Pelotas recebe Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária
No município, a jornada resulta da construção coletiva entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Católica de Pelotas (UCPEL) e Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento acontecerá com agenda itinerante nas três instituições de ensino e terá vídeos debates, atividades culturais, painéis reflexivos e exposição fotográfica de Sebastião Salgado, que retrata a luta pela terra, e um painel de memória do Massacre em Eldorado de Carajás.17 dezembro 2015
Formatura de Medicina Veterinária para assentados
10 novembro 2015
MST ocupa fazenda em Candiota, no Rio Grande do Sul
04 novembro 2015
MST desocupa fazenda em SLS
02 novembro 2015
MST debaterá invasão de fazenda em SLS
29 outubro 2015
Audiência debaterá invasão de fazenda em Livramento
Pedro Pereira pede reintegração de posse de fazenda em SLS
28 outubro 2015
Sem Terra comemoram 30 anos da ocupação da Fazenda Annoni, no RS
20 outubro 2015
Incra/RS se compromete a agilizar vistoria de fazendas ofertadas
19 outubro 2015
MST ocupa fazenda em São Lourenço do Sul
28 maio 2015
MST participa de mobilizações nesta sexta-feira
06 novembro 2014
Itamaraty quer explicações da Venezuela por acordo com MST
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, pediu explicações, nesta quarta-feira, ao representante da embaixada da Venezuela no Brasil.
Segundo o site do ministério venezuelano, o acordo firmado com o MST tem como objetivo “incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências de formação”.
O líder da oposição no Congresso, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), apresentou um requerimento de convocação de Figueiredo. O ministro foi chamado a prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
Na chegada ao Brasil, no dia 24 de outubro, pelo aeroporto internacional de Guarulhos, a babá da família de Jaua foi presa, acusada de tráfico internacional de armas. Ela carregava um revólver, que pertencia ao ministro, em uma das maletas. A arma foi identificada quando a bagagem passou pelo raio-x.
23 fevereiro 2014
Fetraf organiza mobilização no dia 27
Este será o primeiro ato da 10ª Jornada de Lutas da Agricultura Familiar organizado todos os anos pela entidade.
Na pauta de reivindicações, dois pontos centrais: a ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias, assim como já é garantido ao funcionalismo público; e melhorias no atendimento previdenciário.
De acordo com Marcos Rochinski, coordenador-geral da Fetraf, persiste nos dias de hoje o preconceito contra os agricultores e as agricultoras familiares. “Algumas agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não reconhecem a realidade do campo, prestando atendimentos inadequados às nossas entidades”, ressaltou.
Em Brasília, a entidade será recebida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. “Vamos entregar formalmente a nossa pauta da Jornada e iniciar a negociação com o governo buscando assegurar todos os nossos direitos e conquistas no âmbito da Previdência Social”, acrescenta Rochinski.
A pauta nacional dos agricultores e agricultoras familiares foi construída a partir de um conjunto de sugestões trabalhadas em cada estado e região. Rochinski informa que nos meses de março e abril haverá o desdobramento das negociações nos diferentes ministérios (Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social, Integração, Meio Ambiente).
Agricultura Familiar em destaque- a partir de uma campanha dos movimentos sociais iniciada em 2008 com o apoio de cerca de 350 organizações em mais de 60 países, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Para Rochinski, é o reconhecimento da importância da agricultura familiar, que passa a exercer um papel de destaque dentro da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Com isso, as Nações Unidas demonstram de fato a preocupação com a produção dos alimentos. A agricultura familiar é o único modelo capaz de gerar e distribuir renda, de produzir alimentos com a preservação ambiental, de garantir o desenvolvimento sustentável. Vamos cobrar do governo federal que não basta fazer ações com as organizações e ministérios que temos afinidade, mas será a oportunidade de dialogar com a sociedade e possibilitar que todos possam conhecer o significado do viver na agricultura familiar”, assinalou o dirigente.
13 fevereiro 2014
Em dia de protestos pela reforma agrária, MST faz críticas ao governo
“De fato, nós não conseguimos evoluir na reforma agrária no ritmo que gostaríamos. Tivemos muitos problemas. Mas eles também reconhecem que os programas de apoio governamental foram essenciais”, disse Carvalho, citando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que estimulam o comércio de alimentos produzidos por agricultores familiares.
O ministro foi ao encontro dos manifestantes do MST na tarde de hoje. Concentrados em frente ao Palácio do Planalto, líderes do movimento entregaram para Carvalho uma carta-manifesto pela reforma agrária. O ministro disse que a presidenta Dilma Rousseff irá recebê-los amanhã (13) pela manhã. Após receber a carta, ele exaltou a manifestação do movimento, que considerou como algo natural. “Eles têm que fazer a pressão deles. É da sociedade civil isso”.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 15 mil manifestantes participaram de uma caminhada hoje pelo centro de Brasília. Após irem ao Ministério da Educação, onde entregaram uma carta ao ministro Henrique Paim, o grupo seguiu para a embaixada dos Estados Unidos, onde gritaram palavras de ordem.
O movimento chegou à Praça dos Três Poderes por volta das 15h30. Em alguns momentos, houve confronto com a Polícia Militar (PM). Contudo, Alexandre Conceição, também da direção do MST, avaliou positivamente o dia de protestos. “A sociedade precisa compreender a nossa mensagem, o mais importante é isso. Nossa mobilização foi positiva porque cumprimos aquilo que queríamos, apesar da repressão e violência. A nossa mensagem foi passada”.
Atualizado às13h40min
Dilma promete ao MST assentar 30 mil famílias este ano
Depois de uma hora de reunião com a presidente Dilma Roussef, os representantes do Movimento sem-terra (MST) saíram, nesta quinta-feira, 13, com a promessa de conseguirem do governo mais agilidade no processo de assentamento, mas em números muito inferiores ao pedido. Enquanto o MST pede a alocação de 100 mil pessoas até o final de 2014, o governo federal estima que poderá assentar apenas um terço disso, ou seja, aproximadamente os mesmos 30 mil de 2013."Nossa estimativa é conseguir vistoriar um milhão de novos hectares. Com os decretos existentes, avaliamos que dá para chegar este ano a 30 a 35 mil famílias", afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que também estava na reunião. De acordo com o ministro, é possível que se aumente esse número se uma das reivindicações feitas pelo movimento à presidente, a utilização de lotes vagos nos perímetros irrigados da Região Nordeste, der resultados. Dilma prometeu ao MST um levantamento dos lotes e das possibilidade de uso para reforma agrária.
Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, avaliou que a reunião foi boa, apesar do governo ter oferecido apenas estudos e promessas. "Deixamos claro para a presidente que não tem reforma agrária se não houver desapropriação de terra. São 100 famílias hoje esperando há 10, 15 anos na lona preta e ela prometeu a criar um grupo de trabalho para acelerar as desapropriações", disse.
O MST cobra do governo mais desapropriações e alega que os números do governo estão inflados porque a maioria desses assentamentos seria regularização fundiária e reposição de lotes já concedidos e que teriam sido abandonados, o que eles não consideram como assentamentos. "Eles consideram assentados apenas os ligados aos movimentos deles e também consideram apenas em áreas desapropriadas particulares. Não é de hoje essa diferença porque eles não levam consideração áreas públicas", afirmou Pepe Vargas.
Uma outra reivindicação foi a ampliação do número de assentados que participam do Programa de Aquisição de Alimentos, em que o governo compra a produção dos assentados para estoques. Hoje, apenas 5% estão no programa e, de acordo com o ministro, é preciso melhorar a produção dos assentamentos para garantir qualidade e regularidade. "O problema não é falta de recurso. Tem tido sobra de recursos. Mas tem que ter regularidade e qualidade de oferta. É possível aumentar", disse o ministro.
De concreto, o MST saiu com apenas uma promessa de Dilma: a extensão do Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) Rural para os acampados. A intenção é dar treinamento agrícola para quem ainda está nos acampamentos.












