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27 agosto 2026

Homem é condenado a nove anos de prisão por atropelar e matar criança em Turuçu

 Tribunal do júri considerou Jonathan dos Santos culpado por homicídio com dolo eventual pelo acidente que vitimou menina de cinco anos na véspera de Natal de 2021.


O Tribunal do Júri da Comarca de Pelotas condenou Jonathan dos Santos a nove anos de reclusão em regime fechado pelo atropelamento que causou a morte de Alanna Villela Jaques, de cinco anos. O acidente ocorreu na véspera de Natal de 2021, em Turuçu, no Sul do Estado. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. O caso tramita sob segredo de Justiça.

A sentença determinou o início imediato do cumprimento da pena. O julgamento realizando na quarta-feira (26) foi presidido pelo juiz Régis Adriano Vanzin, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Pelotas.

Os jurados acolheram a tese apresentada pelo promotor de Justiça Frederico Carlos Lang, do Ministério Público (MP), e reconheceram que o réu atuou com dolo eventual — quando se assume o risco de matar. A defesa de Santos tentou a desclassificação do crime para homicídio culposo, sem intenção de matar, mas o pedido foi rejeitado pelos jurados. 

Relembre

Em 24 de dezembro de 2021, Alanna brincava na calçada em frente de sua casa com o irmão de três anos e de um vizinho de 15 anos. Santos, que transitava em uma caminhonete Lifan, invadiu o passeio público. O adolescente conseguiu salvar o menino mais novo, mas Alanna foi atingida. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital de Pelotas, mas não resistiu aos ferimentos.

Na ocasião, o motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas apresentou-se à polícia no dia seguinte acompanhado de advogado, após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça.

A advogada da família da vítima, Emanuelle Favaro destacou o sentimento de alívio com a responsabilização do condutor, embora considere a sanção branda diante da gravidade do fato.

— Ficamos felizes com a condenação, porque ela representa uma resposta da Justiça e traz algum conforto à família, especialmente à mãe da Alanna. Entendemos que a pena fixada ficou abaixo da gravidade da perda, pois nenhum tempo de prisão será capaz de trazer a menina de volta. O importante é que não houve impunidade — declarou a advogada.

O advogado Konstantin Knebel, que integra a defesa de Santos, afirma que a possibilidade de ingressar com um recurso.

 - Lamentamos a forma trágica que faleceu a menor, mas entendemos que era caso de homicídio culposo. Verificaremos a possibilidade de recurso da sentença, caso haja margem para tanto ingressaremos com recurso — afirma.

GZH

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