Tribunal do júri considerou Jonathan dos Santos culpado por homicídio com dolo eventual pelo acidente que vitimou menina de cinco anos na véspera de Natal de 2021.
O Tribunal do Júri da Comarca de Pelotas condenou Jonathan dos Santos a nove anos de reclusão em regime fechado pelo atropelamento que causou a morte de Alanna Villela Jaques, de cinco anos. O acidente ocorreu na véspera de Natal de 2021, em Turuçu, no Sul do Estado. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. O caso tramita sob segredo de Justiça.
A sentença determinou o início imediato do cumprimento da pena. O julgamento realizando na quarta-feira (26) foi presidido pelo juiz Régis Adriano Vanzin, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Pelotas.
Os jurados acolheram a tese apresentada pelo promotor de Justiça Frederico Carlos Lang, do Ministério Público (MP), e reconheceram que o réu atuou com dolo eventual — quando se assume o risco de matar. A defesa de Santos tentou a desclassificação do crime para homicídio culposo, sem intenção de matar, mas o pedido foi rejeitado pelos jurados.
Relembre
Em 24 de dezembro de 2021, Alanna brincava na calçada em frente de sua casa com o irmão de três anos e de um vizinho de 15 anos. Santos, que transitava em uma caminhonete Lifan, invadiu o passeio público. O adolescente conseguiu salvar o menino mais novo, mas Alanna foi atingida. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital de Pelotas, mas não resistiu aos ferimentos.
Na ocasião, o motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas apresentou-se à polícia no dia seguinte acompanhado de advogado, após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça.
A advogada da família da vítima, Emanuelle Favaro destacou o sentimento de alívio com a responsabilização do condutor, embora considere a sanção branda diante da gravidade do fato.
— Ficamos felizes com a condenação, porque ela representa uma resposta da Justiça e traz algum conforto à família, especialmente à mãe da Alanna. Entendemos que a pena fixada ficou abaixo da gravidade da perda, pois nenhum tempo de prisão será capaz de trazer a menina de volta. O importante é que não houve impunidade — declarou a advogada.
O advogado Konstantin Knebel, que integra a defesa de Santos, afirma que a possibilidade de ingressar com um recurso.
- Lamentamos a forma trágica que faleceu a menor, mas entendemos que era caso de homicídio culposo. Verificaremos a possibilidade de recurso da sentença, caso haja margem para tanto ingressaremos com recurso — afirma.
GZH

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