Nas eleições de 2026, o eleitor terá de votar em dois candidatos ao Senado — porque neste ano cada estado, assim como o Distrito Federal, irá eleger dois senadores, em vez de apenas um.
Por isso, quem for votar para esse cargo pode se surpreender ao ver a foto de seis pessoas na urna eletrônica: três ao votar no primeiro candidato a senador e mais três ao votar no segundo candidato.
Essas pessoas "extras" são os candidatos a suplente de senador. Quando o eleitor decide votar em um candidato para esse cargo, automaticamente vota também em seus dois suplentes (que são seus eventuais substitutos).
Ou seja, o eleitor vota em uma chapa formada por três pessoas: o titular, o primeiro suplente e o segundo suplente.
E neste contexto o vereador em Pelotas, Paulo Coitinho - que é natural de Canguçu - teve seu nome proposto pelo partido Cidadania para compor a pré-candidatura a suplente na chapado pré-candidato ao Senado pela federacao PSDB/Cidadania, de Renato Jaguarão. Alem dele o vereador de Horizontina, Cleiton Niesciur será o outro pré-candidato a suplente.
"Recebo essa missão com muita responsabilidade e entusiasmo. É um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de representar Pelotas e toda a Zona Sul do nosso Rio Grande do Sul, defendendo os interesses da nossa gente e trabalhando por mais desenvolvimento, diálogo e compromisso com o futuro da nossa região", destacou Paulo Coitinho.
O candidato titular recebe mais destaque nas campanhas, mas os nomes dos suplentes devem aparecer em todas as propagandas, mesmo que seja em um texto pequeno. É o que prevê a Lei Geral das Eleições.
Substituição
Na chapa eleita, os suplentes podem se tornar senadores quando o titular:
se afastar para ocupar determinados cargos (ministro de Estado, governador, prefeito, embaixador ou outros previstos em lei);
se licenciar por tempo superior a 120 dias para, por exemplo, tratar da saúde;
morrer, renunciar ou perder seu mandato por decisão da Justiça Eleitoral (nesses casos, a substituição é definitiva).
Quando o afastamento do titular é temporário, ele pode retomar o cargo quando os motivos de sua saída deixarem de existir.
Formação da chapa
Cada partido escolhe seu candidato a senador e seus dois suplentes durante as convenções partidárias (que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto). A chapa eleita deve permanecer a mesma até o fim do mandato.
Esse modelo é diferente do que é utilizado para os deputados. Nesse caso, a definição dos suplentes só acontece após a eleição: serão os candidatos com a maior quantidade de votos do partido (mas que ficaram atrás dos deputados eleitos).

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