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22 fevereiro 2024

Bispa Anglicana é vítima de misoginia e intolerância religiosa em redes sociais

Movimentos nacionais da Igreja Anglicana publicaram notas de repúdio em relação a ataques sofridos pela bispa Anglicana de Pelotas, a Canguçuense Meriglei Borges da Silva Simin, após breve reflexão sobre o tempo Quaresmal. Ela teria sofrido ataques virtuais misóginos e de intolerância  religiosa.

A Bispa Mariglei fez a publicação de um vídeo, nas redes sociais, sobre o período da Quaresma na tradição Anglicana e a partir daí começou a ser atacada, inclusive em suas redes pessoais com ofensas e ações de intolerância religiosa, chamando de pagãos, que estaria "brincando de ser Bispa" e mandando estudar porque "mulher não poderiam falar e ensinar", entre outros tantos abusos ocorridos. O pior é que esta não é a primeira vez que estes fatos acontecem.

Confira as notas da Catedral Nacional Anglicana da Santíssima Trindade e do Empodere Sua Irmã-IEAB:


A Catedral Nacional da Santíssima Trindade, orgulha-se da Ordenação Feminina! Viemos por meio deste post, manifestar solidariedade com a Bispa Meriglei Borges Simim; que recebeu em suas redes sociais uma série de comentários maldosos, provinda de pessoas com intolerância religiosa em relação a Ordenação Feminina em nossa Igreja Anglicana. 

Desde 1984 (em outras Províncias já tinha sido aprovado e ocorrido ordenações) o Sínodo de nossa Igreja, foi a favor da Ordenação de Mulheres, sendo hoje mais de 40 mulheres ordenadas e em exercício das Ordens Sacras e Ministérios de nossa IEAB. Temos a Alegria de ter 03 mulheres Sagradas Bispas e uma delas foi eleita a Primaz do Brasil, a Revma. Bispa Marinez Bassotto, que nos representou muito bem em Roma na “CÚPULA ECUMÊNICA CRESCENDO JUNTOS – GROWING TOGETHER”. 

Somos parte da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica; a Igreja Anglicana faz parte da Igreja Una de Cristo, e a IEAB – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil é a 19° Província da Comunhão Anglicana. Uma família de Igrejas em comunhão histórica com a Igreja da Inglaterra. Seria prudente as pessoas de outros credos, estudar um pouco o ‘ANGLICANISMO’ e suas origens. Pois nossa história é muito além do cisma de Henrique VIII, o CRISTIANISMO primitivo já existia nas ilhas da Grã Bretanha antes mesmo do Papado Romano ter o domínio das terras em Roma. É importante saber história da Igreja e das missões antes de julgar. 

Queremos nesta publicação deixar claro nossa opção pela verdade de Fé, como Igreja Una, Católica, Apostólica e Reformada de Cristo. Sim, Ordenamos Mulheres ao Ministério Sacerdotal e Episcopado Histórico. Apoiamos as vocações femininas assim como as masculinas!

#naoaintoleranciareligiosa 

#ecumenismo 

#anglicanismo 

#ieaboficial 

#ieab 

#diocesemeridional 

#igrejaepiscopalanglinadobrasil 

#igrejaagentevivecompaixao 

#igrejaeopovodedeusemmissao


Nota de Repúdio aos Ataques Misóginos e Fundamentalistas a Bispa da Diocese Anglicana de Pelotas, Meriglei Simim

Maria, vai e anuncie a meus irmãos que subo ao Pai que é vosso pai, a Deus que é vosso Deus. João 20. 16-17

Diante dos ataques sofridos pela Bispa Meriglei Simim em suas redes sociais, após fazer uma breve reflexão sobre o tempo quaresmal, nós Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil, viemos a público demonstrar nosso apoio e solidariedade à Bispa e reafirmar que:

Sim, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil ordena Mulheres há quase quatro décadas. E isso nos enche de alegria.

Nós avançamos social e historicamente na construção de uma Igreja profética que compreende que sem equidade de gênero e raça não há justiça.

Aqui, nós buscamos combater juntas o patriarcado e a misoginia que violenta o corpo e alma de tantas irmãs dentro e fora de nossas Igrejas.

Ter Bispa na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil significa que nossa Igreja compreendeu que não existe lugar para cidadãs de segunda classe no Reino de Deus. 

Na IEAB Mulheres podem ser o que desejam ser, e por isso, são livres para dizerem  "Sim, Eis-me aqui". 

Ser Clériga ou Bispa na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, além de sinal profético de equidade e justiça, é também sinal de que podemos enfrentar os sistemas injustos desse mundo mudando o curso da história.

Não nos amedronta, nem assusta, os ataques machistas dos religiosos que trocaram o princípio Amoroso do evangelho de Jesus, pelo legalismo vazio da religiosidade farisaica.

Nós, Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil, leigas e clérigas, nos solidarizamos á Bispa Mariglei Simim e, de modo amplo, às Bispas e Clerigas da IEAB pelos ataques recebidos nas redes sociais, ao tempo que nos colocamos à disposição para nos somarmos à luta contra o machismo e os fundamentalismos religiosos que buscam cotidianamente nos violentar.

Seguiremos vivendo a experiência do Sacerdócio Feminino com amor, dignidade e fidelidade ao chamado de Deus para Amar e Servir.

Que Divina Ruah siga nos inspirando em fé, coragem e na alegria dos bons afetos que animam e sustentam nossa caminhada.

Assinam essa nota

Mulheres da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - Paróquia de Todos os Santos 

UMEAB - União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil - RJ 

Diocese Anglicana de Pelotas 

#lugardemulhereondeelaquiser

O vídeo que gerou os comentários intolerantes pode ser conferido abaixo:

Precisamos lembrar a nossa comunidade de Canguçu e região, além dos intolerantes da internet, que Jesus pregou o amor, independente do credo religioso!

O Site Canguçu em Foco soma-se as notas e se solidariza com a Bispa Meriglei!


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