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01 dezembro 2023

Jogador Paulinho do Atlético-MG é vítima de Intolerância Religiosa

 Atacante do Atlético, Paulinho mais uma vez foi vítima de intolerância religiosa nas redes sociais. Nesta quarta-feira (29), o jogador brilhou na vitória do Galo por 3 a 0 em cima do Flamengo no Maracanã e foi atacado por torcedores rivais. O jogador é seguidor do Candomblé.


Logo após o gol marcado pelo camisa 10, comentários preconceituosos foram publicados na internet atacando o jogador do Galo. “Imagina querer ser campeão e tomar gol do macumbeiro do Paulinho”, “macumbeiro. Tinha que quebrar o fêmur e nunca mais jogar”, foram algumas ofensas. 

Não é a primeira vez que o atacante do Galo precisa lidar com o preconceito. Mais recentemente, quando estava com a seleção brasileira, o jogador foi atacado nas redes sociais com ofensas contra a religião. Na época, o clube alvinegro saiu em defesa de Paulinho e o próprio jogador também se posicionou. 

Seguidor do Candomblé, Paulinho sempre se posiciona contra a intolerância religiosa e faz questão de demonstrar a sua fé dentro e fora de campo. O atacante alvinegro costuma comemorar os gols pelo Galo fazendo um arco e flecha com as mãos em homenagem a Oxossi, o orixá caçador. (O Tempo)

MANIFESTAÇÃO DE PAULINHO NO TWITTER

"Minha família tem ligação forte com o candomblé e a umbanda. Minha avó, minha mãe, minha tia… É algo que passa de geração para geração. Tenho muito orgulho da minha religião.

Se bem que… Religião, não.

Prefiro chamar de filosofia de vida. Uma coisa bem pessoal, que toca o meu coração. Sou eu comigo mesmo, entende? Cultuar essa filosofia me traz muita energia boa, muito axé. Como assentado e praticante, vou ao meu pai de santo sempre que estou no Brasil e peço proteção aos orixás, principalmente ao meu Pai Oxóssi e à minha Mãe Iemanjá.

Exu é o caminho. Procuro saudá-lo antes de cada obrigação, de cada partida.

Laroyé!

Por tudo que nosso país já sofreu, temos não só o preconceito com religiões de matriz africana, mas também de outras naturezas, como de raça, gênero e orientação sexual.

Hoje, milhares de pessoas me seguem nas redes sociais. Algumas delas me têm como exemplo. Enfim, sou uma pessoa que tem voz.

Justamente por isso, quero que essa corrente de luta contra a discriminação siga se alongando. Não interessa a crença. Cada um pode manifestar sua fé do jeito que bem entender. O que defendo, como uma pessoa que tem voz, é que eu não posso me dar o direito de permanecer calado. De não me posicionar diante de preconceitos e negligências.” – @PaulinhoPH7. #ArquivoTPT



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