Será em um clima de comoção geral que a comunidade de Canguçu se reunirá nesta quinta-feira (16) para julgar o crime de maior repercussão da década: o assassinato da comerciária Maiara Schellin Kholer, 20, em julho de 2012. O crime, de acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), foi cometido por seu namorado, Bernardo Bubolz Böhm, hoje com 22 anos e que está preso desde setembro daquele ano. O julgamento está marcado para começar às 9h.
Devido ao grande apelo emotivo do caso junto à população, o juiz Régis Conrado solicitou reforço do policiamento tanto no entorno como dentro do Foro desde as primeiras horas da manhã. Parentes e amigos da vítima e do acusado prometem lotar os 81 lugares do plenário durante todo o dia.
Crédito: Diego Vilela/Arquivo/Canguçu On Line.
O promotor do caso, Bill Scherer, não entra em detalhes sobre a estratégia do MP, limitando-se a dizer que o réu será julgado por homicídio duplamente qualificado, sendo os qualificadores ter matado a vítima por asfixia e por motivo torpe. "A expectativa é fazer um bom trabalho e mostrar aos jurados todas as provas do processo e os detalhes da investigação, que foi muito extensa e ouviu mais de 30 pessoas", diz. Apesar da complexidade do processo, Scherer acredita que a sessão deverá se encerrar ainda na quarta-feira.
O crime
Na tarde do dia 9 de julho de 2012, Maiara saiu da padaria onde trabalhava no centro da cidade para se encontrar com o namorado e não foi mais vista com vida. Seu corpo foi achado dias depois em meio ao mato em uma propriedade na localidade de Rincão dos Maias, pertencente à família do réu.
Conforme a denúncia do MP, Maiara e Bernardo mantinham um relacionamento, que ele não pretendia assumir publicamente. Ao ser pressionado por Maiara a assumir o namoro, sob justificativa de que ela estaria grávida, Bernardo acabou matando a jovem.
O réu sempre negou a autoria do crime, porém o álibi apresentado na época foi desmanchado pela investigação policial.
Fonte: Diário Popular

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