"Não vou estuprar você porque você não merece”, diz Bolsonaro a Maria do Rosário
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a causar polêmica nesta terça-feira. Durante sessão no Congresso Nacional que tratava dos Direitos Humanos, ele se irritou com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) que, segundo ele, deixava o plenário durante seu discurso e disse que não iria estuprar a petista porque ela não merece.
“Fica aí, Mária do Rosário. Há poucos dias tu me chamou de estuprador no salão verde e eu falei que não iria estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir”, disse Bolsonaro.
Após a fala, Bolsonaro seguiu normalmente o seu discurso no qual fez outras críticas a Maria do Rosário sem repetir as ofensas. Antes dele, a deputada petista havia discursado em defesa da punição aos militares que cometeram crimes durante a ditadura no País.
A ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada Maria do Rosário (PT-RS) reagiu com indignação à declaração de seu colega Jair Bolsonaro (PR-RJ), que disse nesta terça-feira que só não a estupraria porque ela não merecia. "Já fui agredida além da conta. Não aceitarei palavras que ele usava em algum lugar da tortura, porque essas ameaças são típicas de quem fala em tortura. Não aceito que isso seja dito contra mim ou contra qualquer mulher", afirmou durante intervalo da reunião da bancada do PT na Câmara.
O líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), chamou a fala de Bolsonaro de "desrespeitosa e criminosa". Para o petista, Bolsonaro fez apologia ao estupro no plenário. "Alguém que de certa forma estimula o estupro e desrespeita uma deputada - ele já ameaçou bater nela outra vez - agora fazer isso, requer da nossa bancada uma posição firme." Ele comentou que os assessores jurídicos da bancada estudam ações judiciais e regimentais contra o deputado, como representação no Conselho de Ética.
"Só quero vir para a Câmara dos Deputados e poder trabalhar. Não me dirigi a este senhor. Fiz um pronunciamento como deputada. Tenho o direito de trabalhar com liberdade e acredito que uma atitude violenta como esta, um pronunciamento violento como este, não é contra a minha pessoa. Ele, de fato, agride todas as mulheres", reforçou a ex-ministra. Questionado, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), disse ainda não ter assistido à gravação do pronunciamento de Bolsonaro. Mas, ao saber o teor da declaração, Alves a considerou "um absurdo" e disse que "não são termos" aceitáveis.
Com Informações do Correio do Povo

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