A preocupação com manifestações, obras nos estádios e infraestruturas de acesso incompletas não afetaram o espetáculo da Copa do Mundo 2014. Após um mês de futebol aos olhos do mundo as preocupações se dissiparam, principalmente em cidades-sede como Porto Alegre. A capital gaúcha recebeu cinco jogos da Copa com uma média de 42.993 torcedores por jogo. Apesar deste número, o Estado recebeu 350 mil turistas de acordo com a Secretaria do Turismo do RS - mais que o esperado inicialmente, 200 mil.
Conforme pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, o consumo destes turistas foi centrado no vestuário, calçados e artigos de uso pessoal. O clima chuvoso e temperaturas mais amenas beneficiou especialmente as lojas de roupas, já que os europeus e australianos, especialmente, esperavam uma Copa inteiramente sob clima tropical o que não ocorreu. Com este cenário, o consumo dos turistas durante o período totalizou R$ 150 milhões.
- O ambiente da Copa do Mundo no Brasil foi mais tranquilo do que a mais otimista das previsões. Isso é positivo para gabaritar o nosso país a um novo patamar de turismo continuado. E esse é um dos temas importantes para aprofundar no âmbito no movimento lojista - afirma o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
Conforme o presidente da entidade, o importante é sustentar a atratividade dos turistas internacionais a partir da boa imagem que o Brasil deixou com a Copa.
- Além de melhorar de forma sustentada o receptivo, entendo que o varejo nacional poderia aumentar sua competitividade de venda com um simples ajuste tributário muito usado em vários países: ao adquirir um produto em nosso país, o estrangeiro paga um elevado percentual em impostos. Munidos das notas fiscais com os impostos discriminados (lei em implementação), o turista poderia ser ressarcido dos tributos pagos na saída do Brasil - defende.
Apesar de não ganhar o título, o país ganhou notoriedade e a oportunidade de manter a atratividade turística internacional.

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