Artigo publicado no "Jornal do Comércio", de Porto Alegre, dia 05 de Dezembro de 2013, de autoria de Adão Oliveira na coluna Conexão Política:
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A malandragem de Zé Dirceu
Os bastidores da política, em Brasília, estão agitados. Depois do episódio que culminou com a renúncia do deputado presidiário José Genoino (PT), o caldo voltou a entornar com a descoberta de que o Hotel Saint Peter, cujo responsável prometeu empregar o prisioneiro José Dirceu (PT), pagando-lhe a bagatela de R$ 20 mil ao mês. Toda essa grana é para que Dirceu desempenhe o cargo de diretor administrativo do estabelecimento.
Tudo ia muito bem até que o repórter da TV Globo Wladimir Netto, que vem a ser filho da jornalista Miriam Leitão, entrou em campo para explicar melhor ao povo essa generosa proposta de emprego. E deu chabu! E chabu dos grandes. No Jornal Nacional de quarta-feira, o repórter desvendou o mistério. O rolo é tão grande que é capaz inclusive de melar a relação de trabalho de José Dirceu com o hotel em questão. A imprensa havia divulgado que o empregador do presidiário Zé Dirceu seria Paulo Masci de Abreu. Bulhufas!
No papel, Paulo de Abreu é sócio minoritário do negócio. Possui uma mísera cota, no valor de R$ 1,00. Todas as cotas restantes, num total de R$ 499 mil, pertencem à empresa panamenha Truston International Inc. Esta empresa é presidida por um “laranja”: José Eugenio Silva Ritter. Outro repórter da Globo localizou-o na cidade do Panamá. O cara mora num bairro pobre e trabalha como auxiliar de um escritório de advocacia. A tramoia arquitetada por José Dirceu foi desmoralizada publicamente.
Lá em Canguçu, se diz que Dirceu queria se “fazer de leitão para mamar deitado”. No fundo, a ideia do mensaleiro era usar o hotel pra fazer lobby fingindo trabalhar como contratado do estabelecimento na condição de presidiário. O rolo é complicado. No caso do hotel de Brasília, ainda não há clareza quanto às razões que levaram o amigo do PT Paulo Masci Abreu a usar o “laranja” panamenho José Ritter.
Uma coisa é certa: o emprego de José Dirceu escafedeu-se. A Justiça vai ser dura com o mensaleiro que foi “buscar lã e saiu tosqueado”. O caso não vai terminar aí. Tem muita coisa sendo investigada. Segundo experimentados advogados, José Dirceu vai pagar caro por mais uma vez ter tentado “dar uma volta” na Justiça brasileira. O que pensará Ricardo Lewandowski? "
Tudo ia muito bem até que o repórter da TV Globo Wladimir Netto, que vem a ser filho da jornalista Miriam Leitão, entrou em campo para explicar melhor ao povo essa generosa proposta de emprego. E deu chabu! E chabu dos grandes. No Jornal Nacional de quarta-feira, o repórter desvendou o mistério. O rolo é tão grande que é capaz inclusive de melar a relação de trabalho de José Dirceu com o hotel em questão. A imprensa havia divulgado que o empregador do presidiário Zé Dirceu seria Paulo Masci de Abreu. Bulhufas!
No papel, Paulo de Abreu é sócio minoritário do negócio. Possui uma mísera cota, no valor de R$ 1,00. Todas as cotas restantes, num total de R$ 499 mil, pertencem à empresa panamenha Truston International Inc. Esta empresa é presidida por um “laranja”: José Eugenio Silva Ritter. Outro repórter da Globo localizou-o na cidade do Panamá. O cara mora num bairro pobre e trabalha como auxiliar de um escritório de advocacia. A tramoia arquitetada por José Dirceu foi desmoralizada publicamente.
Lá em Canguçu, se diz que Dirceu queria se “fazer de leitão para mamar deitado”. No fundo, a ideia do mensaleiro era usar o hotel pra fazer lobby fingindo trabalhar como contratado do estabelecimento na condição de presidiário. O rolo é complicado. No caso do hotel de Brasília, ainda não há clareza quanto às razões que levaram o amigo do PT Paulo Masci Abreu a usar o “laranja” panamenho José Ritter.
Uma coisa é certa: o emprego de José Dirceu escafedeu-se. A Justiça vai ser dura com o mensaleiro que foi “buscar lã e saiu tosqueado”. O caso não vai terminar aí. Tem muita coisa sendo investigada. Segundo experimentados advogados, José Dirceu vai pagar caro por mais uma vez ter tentado “dar uma volta” na Justiça brasileira. O que pensará Ricardo Lewandowski? "
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