"Me apontem no texto aprovado do
código florestal o artigo que permite o desmatamento. Essa parte não existe no
texto. O que existe é o discurso fácil de ambientalistas que falam em veto mas
não sabem a diferença entre couve e alface".
O questionamento foi levantado
pelo deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) durante audiência da comissão de
Agricultura, nesta quarta-feira, 16, que debateu o teor do texto votado e
aprovado pela maioria recentemente na Câmara.
Para Alceu Moreira,
"ambientalóides" bancados por capital internacional tentam garantir rebanhos
eleitorais urbanos defendendo o que é indefensável. "Incitam o discurso do bem e
do mal, como se todo defensor do código tivesse uma motosserra nas mãos e todo
defensor do veto fosse mocinho a favor do meio ambiente", sentenciou o deputado
gaúcho, autor do projeto que prevê a revisão em cinco anos do
código.
O relator do texto, deputado Paulo
Piau (PMDB/MG) reiterou que o código não incentiva o desmatamento ou permite
anistia, apenas consolida a produção em áreas de preservação. Já o ex-ministro
da Agricultura, deputado Reinhold Stephanes (PSD/PR), destacou que um milhão de
pequenos agricultores poderão deixar a atividade agrícola se o código for
vetado, inclusive os produtores em topos de morro do Rio Grande do
Sul.
Alceu Moreira também comentou que
o código florestal retira uma série de entulhos jurídicos e dá segurança para
quem produz alimentos e garante os números positivos da balança comercial. “Não
adianta termos um jardim botânico à disposição do mundo e a fome assolando a
população. Quem vem aqui tentar mudar nossas leis desmatou todas as florestas
nos seus países”, arrematou o parlamentar.
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