Na conferência, professores aprenderam a produzir as peças gigantes do jogo de xadrez.
Professores do Grupo de Formadores Ambientais do Programa Quero-Quero participaram, na noite de sexta-feira e na manhã de sábado, de uma Conferência sobre o Jogo de Xadrez Escolar. Ministrado pela Sociedade Cultural e Ambientalista Embrião, no Centro de Formação Escola Viva Zona Oeste. O evento, que ainda prevê mais dois encontros, está preparando estes educadores para se tornarem multiplicadores da proposta pedagógica de uso do xadrez para facilitar o aprendizado e despertar a conscientização ambiental nas escolas do Município.
O Quero-Quero, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec) de Rio Grande, contratou a Embrião, para fazer a formação do Grupo nesta proposta. A Embrião é uma entidade localizada em Alvorada que realiza atividades no Estado do Rio Grande do Sul com o Projeto Pedagógico: Educa Ação Eco Lógica com Xadrez nas Escolas. Tem como principal objetivo a educação ambiental de crianças e adolescentes e como ferramenta de trabalho o xadrez nas escolas, incluindo-o de forma lúdica e ecológica. Na conferência, os professores receberam conhecimentos sobre o projeto e aprenderam a produzir as peças gigantes, utilizadas para o trabalho de educação ambiental e como ferramenta no ensino, usando a técnica de papietagem (papel molhado e grude).
Conforme a coordenadora do Programa Quero-Quero, Roselle Rodrigues, a Smec adquiriu os moldes das peças gigantes para as escolas interessadas fazerem a papietagem. Para formar cada unidade, são colocadas 15 camadas de papel com grude nos moldes. Depois de seca e desenformada, a peça fica resistente e não quebra. "É um trabalho artístico e que tem durabilidade. E feito com material que iria para o lixo e é reaproveitado", observa a coordenadora. Cada professor produziu uma unidade. No próximo encontro, que deverá ocorrer dentro de um mês, quando as peças estarão secas, o grupo aprenderá a desenformar (retirar do molde) e a jogar xadrez. Depois, haverá um período para aperfeiçoamento.
Os multiplicadores vão estimular os estabelecimentos de ensino a aderirem ao Jogo de Xadrez. Para os colégios interessados, o Programa fará convênio com a Embrião para ministrar-lhes oficinas. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac já demonstrou interesse, inclusive para participar de competições, e deverá ser a primeira contemplada. A intenção é estimular nos estudantes o desenvolvimento do raciocínio lógico e ensinar um brinquedo que os beneficiará muito. "O xadrez nos faz parar e calcular o que fazer e ensina a brincar aprendendo", salientou Roselle.
Experiência
A professora Maria Cecília Bettin dos Santos, representante da Embrião Região Sul, apresentou no evento a experiência da Escola Estadual de Ensino Médio João de Deus Nunes, de Canguçu. Na João de Deus Nunes, o jogo de xadrez foi inserido na sala de aula em 2005. Em 2010, ela conheceu O projeto de Alvorada e começou a trabalhar com reaproveitamento de jornal. A atividade é desenvolvida com o 4º ano. A direção mandou construir um tabuleiro gigante e as peças estão sendo feitas com os alunos. Segundo Maria Cecília, o resultado tem sido ótimo. "O jogo de xadrez trabalha a auto-estima, as diferenças sociais, a disciplina. As crianças se tornam mais tranquilas, se concentram mais, ficam com a memória mais ativa e aprendem melhor", ressaltou.
Integração
O vice-presidente de Xadrez Escolar da Federação Gaúcha de Xadrez e coordenador do projeto na Embrião, Josué Aguiar, disse que essa foi a primeira conferência feita pela Federação no Estado. "A conferência é importante porque mostra a educadores como trabalhar o xadrez na sala de aula. Queremos mostrar aos professores que o xadrez é muito importante porque ensina concentração, disciplina, que são importantes para o aprendizado das matérias", salientou. Segundo Aguiar, os estudante gostam e querem jogar principalmente porque o xadrez os integra com outras pessoas. "A integração é o forte", ressaltou.
A Embrião é uma organização não-governamental, cujo foco é trabalhar a conscientização ambiental. Faz campanhas de recolhimento de papel, pilha usada e óleo de cozinha. A conferência foi organizada pela ONG, Smec e Centro de Formação Escola Viva, com apoio do Sesi e da Federação Gaúcha de Xadrez.
Fonte Jornal Agora
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