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21 março 2012

Aprovado reajuste de 23,5% para o magistério

Depois de mais de quatro horas de discussão, a Assembleia Legislativa aprovou, na noite desta terça-feira (20), projeto de lei que reajusta o salário dos professores gaúchos em 23,5%. O índice será pago em três parcelas – 9,84% em maio, 6,08 em novembro e 6% em fevereiro de 2013. Os deputados aprovaram aumento idêntico para servidores de escolas. “Este reajuste cria as condições para pagar o piso e valoriza de forma inequívoca o magistério”, frisou o líder do governo na Assembleia Legislativa, Valdeci Oliveira (PT).

Rebatendo críticas da oposição, o líder petista afirmou que “aqueles que, ao longo do tempo, quase destruíram o magistério agora promovem um verdadeiro festival de demagogia. Os criadores da enturmação e das escolas de lata pousam de defensores da categoria”, rebateu.

Aumento real
De acordo com o cronograma de reajustes apresentado pelo governo do Estado, o magistério irá receber 76,6% de aumento salarial até novembro de 2014. “Isso irá representar um ganho real de 37,8%”, revelou o deputado Luís Fernando Schmidt (PT).

Ele lembrou que o governo Yeda concedeu um reajuste médio anual de apenas 6%. No governo Rigotto, segundo o petista, a situação foi ainda pior: só de 19,79% de reajuste em quatro anos contra uma inflação acumulada de 26,53%.

Com a aplicação dos 76,6%, o vencimento básico do professor com formação superior, a ampla maioria, passará de R$ 1.319,35 (janeiro de 2011) para R$ 2.331,41 em novembro de 2014. O salário médio de R$ 2.767,81 (janeiro de 2011) será de R$ 4.885,19 em novembro de 2014. E o salário do topo da carreira passará de R$ 3.209,58 para R$ 5.671,34 em novembro de 2014.

Bancadas da oposição retiram-se da sessão e base do governo aprova reajustes do magistério.
Oposição e base aliada travaram, na tarde desta terça-feira (20), uma guerra de nervos na sessão plenária que apreciou a proposta de reajuste dos vencimentos do magistério apresentada pelo Poder Executivo. Por mais de quatro horas, os parlamentares de oposição revezaram-se na tribuna e tentaram adiar a votação, por meio de sucessivos pedidos de verificação de quórum. Às 20h46, os deputados oposicionistas retiraram-se do Plenário 20 de Setembro, em protesto à aprovação do requerimento que dava preferência para a votação do texto original da matéria. A base aliada manteve o quórum e garantiu a aprovação dos PLs 15/2012, 16/2012 e 17/2012.

Antes da aprovação, nas galerias, os professores reivindicavam o pagamento do piso nacional, liderados pela direção do Cpers/Sindicato. Aplausos, apitos, vaias, gritos, bandeiras e cartazes acompanharam a discussão e a aprovação do PL 15/2012, do Poder Executivo, que aumenta os vencimentos básicos dos membros do Magistério Público em 23,51% até fevereiro de 2013. Os índices de aumento correspondem a 9,84% a partir de 1º maio de 2012, 6,08% a partir de 1º de novembro, e 6,00% a partir de 1º de fevereiro de 2013. O índice correspondente ao mês de maio de 2012 decorre da incorporação da totalidade da parcela autônoma para os professores.

Informações: AL-RS

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