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26 novembro 2011

O maior lanceiro farrapo

O Canguçuense Joaquim Teixeira Nunes, ou Coronel Gavião, deixou seu nome gravado na história farroupilha comandando os lanceiros negros. Brilhou em diversas batalhas recebendo a menção de "maior lanceiro farrapo". Depois de tantas lutas, tombou ao lado de alguns de seus companheiros de combate em um dia 26 de Novembro de 1844, a última reação armada da República Rio - Grandense, que custou-lhe a vida, após memorável e comovente reação junto com seus lanceiros negros na surpresa de Porongos, doze dias antes.
Sua importância na Revolução Farroupilha por ser medida pela lembrança dele de Garibaldi, já herói da unificação da Itália, nestas palavras em carta a Domingos José de Almeida.
" Eu vi batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem lanceiros mais brilhantes que os da Cavalaria Rio -Grandense... Onde estão estes belicosos filhos do Continente, tão majestosamente intrépidos nos combates? Onde Bento Gonçalves, Netto, Canabarro, Teixeira Nunes e tantos outros."

Teixeira Nunes nasceu em 1802 na costa do Rio Camaquã, no então Curato de Canguçu, filho dos primeiros povoadores de Canguçu/RS. Participou com destaque do combate de Rio Pardo, em 1838, e da expedição a Laguna, em 1839, na liderança de celebre 1º Corpo de Lanceiros Negros, constituído de escravos libertos.
Seu maior feito estratégico foi derrotar, em Santa Vitória (Bom Jesus) a Divisão Paulista ou da Serra, enviada de São Paulo para lutar contra a Revolução.

Mais informações sobre o "Coronel Gavião" no link do texto do Cel. Cláudio Moreira Bento - CORONEL JOAQUIM TEIXEIRA NUNES (1801-1844) - clique aqui
Há nas pedras gastas destas ruas
Tantas lembranças cruas
Que o próprio destino esqueceu
Não escuto mais teus Lanceiros
Coronel Joaquim Teixeira Nunes
... Onde andam teus bravos Combatentes
Mistura de heróis e Inocentes ?
Será que a morte os fez prisioneiros?

Há um silêncio guardado
Nas paginas frias da história
De quem só foi trajetória
Tempo, distância e caminho
Há um olhar escondido
Em bronze e museu
De quem tanto percorreu
E o tempo deixou sozinho
De: Alan Otto Redü




O CONFRONTO
Em novembro de 1844, a revolução encontrava-se em pleno armistício, e seu fim já começava a ser negociado entre os líderes de ambos os lados. Os lanceiros negros estavam acampados no cerro de Porongos sob comando do general David Canabarro, quando foram atacados de surpresa por forças sob o comando de Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. O Corpo de Lanceiros Negros, cerca de 100 homens de mãos livres, tentou resistir ao ataque, mas foram quase todos mortos. Também foram presos mais de 300 republicanos, entre brancos e negros, e 35 oficiais farroupilhas.
Teixeira Nunes, principal líder dos lanceiros negros, foi ferido durante o confronto e, logo após, sem condições de defender-se, foi morto por Manduca Rodrigues, que lutava pelos imperiais.
Cogita-se se que o ataque teria sido previamente combinada com Canabarro para exterminar os lanceiros negros, que poderiam formar bandos após o término da guerra, que já estava sendo tratado. A questão da abolição da escravatura, uma das condições exigidas pelos farroupilhas para a paz, entravava as negociações. A libertação definitiva dos ex-escravos combatentes precipitaria um movimento abolicionista no resto do império, e a mão de obra escrava vinha mantendo a produção agrícola desde os tempos coloniais.
*Da Wikipédia.

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns a todas as pessoas, simples ou com os mais elevados titulos, que não deixam morrer a História tão bonita deste povo gaucho e de outros tantos canguçuenses que fizeram bonito nas peleias pelo NOSSO Rio Grande

Anônimo disse...

Pena que "nuestro povo", não valoriza o Teixeira Nunes como deveria. Até Piratini (já que ele nasceu na divisa e muitos defendem que ele seria de lá), valoriza mais a história deste guapo guerreiro.

Parabéns ao amigo Alan pelos versos.

Saludos

Anônimo disse...

bela homenagem feita e este personagem que ainda precisa ser redescoberto... O Alan como conterrâneo dele não poderia fazer diferente, escreveu estas simples linhas em memoria deste filho que tao bem representou seu ideal...Acho que esta na hora da municipalidade deste município, pensar algo neste sentido,de fortificar a lembrança de Joaquim Teixeira Nunes.
Parabéns ao blog e ao Alan que sei que escreve com uma temática sempre relevante e de cunho social,sem aquela visão Romântica dos fatos...


Paulo G. K.
Universidade Federal de Pelotas
Graduado em historia