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Vida Plena

Gordices da KÁ

31 outubro 2011

CORAGEM DE SE EXPOR E MUDAR

Diariamente ouvimos as pessoas comentando, reclamando e não raras vezes indignadas com as situações que as envolvem no seu e no nosso cotidiano quer seja na: política ou nas questões atinentes ao seu dia a dia. É comum ouvirmos: os nossos políticos “são todos corruptos”, "não acredito em mais ninguém", "a saúde não tem mais jeito, só sabem cobrar impostos, não trabalham" ou ainda “fulano parece que tem o rei na barriga, só por que tem dinheiro, pensa que pode pisar em cima de todo mundo”.
“Ser ator principal no palco da vida não significa, não falhar ou não chorar. Significa refazer caminhos, reconhecer erros e aprender a gerenciar nossos pensamentos e emoções” – Augusto Cury – Seja Líder de Si Mesmo.
Infelizmente estas situações são comuns e responsáveis pelo descrédito de muitos em relação a nossa vida e as possíveis mudanças para melhores condições no presente e no futuro. Mas o que nós, eu e você, temos feito para mudar isto? Não ficamos escondidos atrás da cortina ou nas esquinas da vida, esperando que alguém faça algo por nós? O comodismo ou talvez o medo de se expor e das possíveis represálias, não tem feito que fiquemos no anonimato, aceitando os fatos? Nós limitamos a resmungar e a praguejar nos cantos, contra: a falta de emprego, oportunidade, melhores condições de saúde, educação, saneamento, cidadania e qualidade de vida. Até quando?
Os jovens neste sentido, tem nos dado um grande exemplo de vida, coragem e vontade de transformar o meio onde vivem, buscando a melhoria não apenas em nosso país: quem não se lembra ou ouviu falar dos caras pintadas no Brasil, e a nível global, recentemente as transformações que vem empreendendo em todo mundo no combate a tirania ou a exploração, movimentando milhares de jovens em todos os cantos do planeta, buscando uma melhor qualidade de vida.
Sou de uma geração, que viveu a ditadura, onde a livre manifestação dos jovens era reprimida, os grêmios estudantis foram fechados(me lembro que nos reuníamos escondidos, sempre espiando com medo que da polícia) e onde se dizia que o jovem é o futuro. Nunca concordei com este slogam, pois entendo que o jovem é o presente, e esta nas suas mãos utilizar: o dinamismo, a garra, a superação, a vontade de aprender e crescer, a formação profissional aquirida, aliada a experiência e os princípios da formação familiar, em ser o agente transformados da sociedade.
Mas também cabe a cada um de nós, independente de sexo ou idade, a coragem de se expor e mudar a sociedade onde vive. Devemos exigir nossos direitos, seja em relação ao nosso cotidiano: onde permitimos que pessoas passem a nossa frente na fila, só por que se consideram mais importantes, ou por que possuem um conta bancária maior que a nossa;,ou por serem filhos de fulano ou beltrano; ou por exercerem um cargo importante; ou relação aos serviços públicos, que são obrigatórios, nenhum político nos faz favor, não lhe devemos absolutamente nada, ele apenas cumpre com sua obrigação, afinal somos nós que pagamos os impostos e somos ultima análise os seus verdadeiros patrões.
Nós somos os atores da nossa vida, cabe a cada um, querer ser o protagonista ou continuar a ser mero coadjuvante, imaginando como seria ou como realmente deveria ser.
Autor: Nilso Pinz



8 comentários:

Gege Franz disse...

Belas palavras! Excelente raciocínio. Não acreditamos mesmo em políticos, partimos do princípio que todo o politico é corrupto. Os que não forem, que provem!

Retiramos o direito de "presunção de inocência" para o políticos.

Porém, nada que fuja do politicamente correto é aceito pela sociedade.

Mas enfim, texto genial.

Parabéns Nilso...

Anônimo disse...

Belo discurso irmão! Bora colocar a mão na prefeitura e fazer isso na prática?

Fazer uma faxina nesses que pensam que são donos dos espaços públicos, secretarias e postos de trabalho por afinidade e não por competência.

Oportunizar à nossos jovens uma colocação para exercerem suas profissões.

A terra é fértil. Os responsáveis por plantarem as sementes e cuidarem para q germinem é que estão deixando à desejar.

Falam em escolas, postos de saúde, casas populares (que é de direito) e esquecem que precisamos algo que nos dê dignidade chamado trabalho.

A cidade que vive de uma nomenclatura dada no passado: Maior Minifundio da América do Sul, Celeiro do Milho e da Agricultura Familiar.

Queremos diversificação de postos de trabalho para as profissões que chegaram e urgem por labuta.

Nossos jovens estão indo embora, buscando oportunidades em outras cidades. O que os políticos que elegemos pensam sobre isso? O que nossos representantes tem de concreto para inibir esta forma de êxodo rural e urbano?

Estamos estagnados. Estamos engessados por visionários que só pensam em buscar recursos no governo estadual e federal para suprir a necessidade de um rua à mais com asfalto ou calçamento, por uma casa popular ou um ginásio. E postos de trabalho? Indústrias, Fábricas?

Assina um jovem que não vê esperança a curto prazo e também está deixando seus pais para galgar um futuro melhor longe de sua terra natal.

Anônimo disse...

Parabéns pelo comentário. Realmente estamos nos omitindo.Deixamos de participar das atividades do nosso Sindicato, Associação, Comunidade etc.Cadê os Grêmios Estudantis??? Estamos sem senso critico dos fatos. Copiadores de Opinião. Das novelas sabemos tudo. Mas do que interessa o que sabemos??? Estamos procurando nos interar dos problemas e busca de soluções para tais.Acompanhamos o trabalho dos nossos vereadores, deputados etc. Estamos exercendo nossa cidadania.Como estamos escolhendo nossos representantes. Por impulso, por beleza, por um beneficio recebido, por uma promessa de emprego enfim..
E não esqueçam esses que furam fila, se acham os reis da cocada são minoria. Isso MINORIA.
Portanto, chega de chorar nos cantos vamos fazer a nossa parte.Vamos reativar a nossa associação. Vamos participar da nossa comunidade religiosa.Vamos formar/participar da nossa associação de bairro. Vamos formar em nossa escola o Grêmio Estudantil. Vamos identificar o Partido Politico que corresponde com nossas idéias e começar a participar do mesmo.
É isso ai se nòs não fizermos alguem vai fazer.

Prof. Laura Storch disse...

Ser protagonista significa: envolver-se, dar a cara a tapa, pagar o preço e principalmente ser transparente. Nos dias de hoje estas características estão substituidas por ¨ter¨, o poder, o status e o dinheiro, e não querem se envolver. Queres conhecer alguém? Dê poder ou dinheiro, nem precisa ser os dois, apenas um já faz a diferença. Quando o povo se der conta do poder que tem nas mãos, da sua capacidade de mudança e não se acovardar por medo de perseguições, a diferença será visível. Deixemos de ser anônimos e sejamos os protagonistas da nossa história dentro do município de Canguçu. Vamos inovar e renovar. Como diz Cury ¨Sejamos líderes de nós mesmos¨. Há um preço a pagar. Estamos dispostos. Queremos mudança. Quero um futuro melhor para meus filhos e minha família sem politicagem. Parabéns Nilso! Tens meu apoio e quem nos conhece sabe que pode contar conosco, independentemente de posição. O que Deus permitiu que eu aprendesse não foi para ficar para mim e sim para compartilhar com os outros. Tenho muito ainda a aprender, mas o que sei divido. Amo meu trabalho, mesmo em meio a um sistema de aparências. O ensinar e o prender é ¨impagável¨. Temos que nos valorizar para valorizarem os educadores. Profissionalismo é indispensável.

Anônimo disse...

Esta na hora de fazermos uma reflexão dos nossos atos, sobre o que realmente queremos, para nós e o nosso município, concordo, esta na hora de fazermos a diferença, termos discernimento na hora da escolha dos futuros governantes, que seja no executivo e no legislativo. Como diz o ditado: "não podemos perder a esperança!

Anônimo disse...

Se as administrações realmente valorizassem os profissionais do magistério, seria o suficiente para termos uma mudança de fato, não existe nenhuma nação que tenha, ralmente melhorado seu padrão e qualidade de vida, sem fortes investimentos na qualidade de educação, infelizmente por aqui os governantes ainda preferem "pão e circo", por que no fundo sabem o perigo que representa para eles ter um povo ciente de seus direitos e sem medo.

Marcio disse...

Não por ser pai do ilustre Augusto, mas o discurso é bom, esperamos, e torcemos e talvez até acreditemos que não seja apenas uma forma de atalhar para a vida política. Precisamos de colocar estes discursos em pratica e cobrarmos efetivamente os políticos. Aqui em Canguçu só se lê que os partidos discutem o grupo que vai estar no poder, sem falarem nada sobre necessidades da cidade, ha tempos é assim, disputa pelo grupo que estaria no poder, é necessário mudar esta visão urgentemente.

Anônimo disse...

Grande Artigo, Nilso
Tua inteligência é indiscutivel. Tens um "crânio"a tua disposição, Augusto. Tu e ele formam uma bela dupla. Me admiro de ver voces todos os dias almoçando juntos e admiro o carinho entre vocês.