De forma recorrente ouvimos reclamações de pessoas na comunidade, em relação a forma de seleção e indicação para ingresso no serviço público, quais são os critérios adotados: indicação ou competência? E a forma possível de participação da sociedade nos rumos administrativos, bem como a definição das prioridades governamentais.
A Constituição Federal determina que o ingresso no serviço público, via de regra, deve ser através do concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo, excluindo os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público e, os cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, os quais, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Neste quadro os Cargos em Comissão, vem se proliferando não raras vezes desviados da sua natureza inicial de direção, chefia e assessoramento. Os servidores públicos efetivos, responsáveis pelo funcionamento da máquina pública, em contrapartida tem seus salários achatados, com padrões iniciais em alguns casos inferiores, inclusive, ao salário mínimo nacional e regional.
A defasagem salarial imposta ao funcionalismo público, e campanhas difamatórias de que os mesmos “não fazem nada”, não condiz com a realidade. Anualmente vemos professores e servidores mobilizados em busca da melhoria da qualidade de ensino e vencimentos. No entanto boa parcela dos administradores, prefere investir na construção(que também são necessários) de prédios suntuosos, para inaugurá-los e colocar placas no seu hall de acesso com seus nomes, em detrimento da qualidade do: serviço, ensino, vencimentos condizentes aos educadores e servidores, que lhes permita uma vida digna, com um mínimo de conforto, obrigando-os a se desdobrarem em duas ou até três carreiras, impondo-lhes uma sobrecarga desumana e uma fadiga que inevitavelmente irá influenciar no seu desempenho. Outro exemplo claro é a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro.
Todos os serviços essenciais estendidos a população: educação, segurança, infra-estrutura, saúde, transporte, estradas, escolas, postos de saúde, recolhimento do lixo dentre tantos outros são desenvolvidos por um servidor público, que além de desempenhar suas funções obrigatórias, procura através do seu trabalho diário, proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos os seus munícipes. Na maioria das vezes de forma anônima e sem o devido reconhecimento.
Os cargos em comissão, por sua vez, normalmente possuem padrões de vencimentos bem superiores a maioria dos servidores públicos e seu provimento, normalmente, limitam-se a livre escolha, por indicações políticas sem a indicação de qualquer critério técnico pré definido, não raras vezes em desacordo com preceito constitucional. Os cargos comissionados de direção, chefia ou assessoramento integram a estrutura organizacional do serviço público e claro são necessários, o que se discute é: se existe a necessidade de um número tão elevado?
Paralelamente torna-se imperiosa uma maior participação da sociedade civil, nos rumos administrativos municipais, estaduais e federais. No âmbito municipal, debates em torno das soluções dos problemas cruciais imediatos e de médio e longo prazo, precisam receber uma maior atenção de todos nós.
Os rumos das ações governamentais de nosso município são definidos através das leis: Plano Plurianual( programas a serem nos próximos quatro anos), Lei de Diretrizes Orçamentárias(programas a serem desenvolvidos no ano seguinte) e o Orçamento onde são disponibilizados os recursos.
A nossa sociedade civil, através de suas entidades representativas, sindicatos, associações e a população precisam estar atentas. Neste ano até outubro o executivo municipal deverá encaminhar a Câmara Municipal a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que irão nortear as ações da atual administração para o exercício de 2012. E os rumos da nova administração serão: debatidas, analisadas e votadas no ano de 2013 em seu novo Plano Plurianual, com a participação da sociedade e pela nova Câmara que em ultima análise definirá os rumos de Canguçu para o quadriênio 2014 à 2017.
texto: Nilso Pinz
texto: Nilso Pinz
11 comentários:
O NILSO PINZ, de volta o que tá acontecendo, vai ser candidato a prefeito de novo, só pode.
Infelizmente a atual administração adotou o sistema da OPRESSÃO ao invés da VALORIZAÇÃO. Até hoje não fez nada em favor dos funcionários, com excessões dos apadrinhados. Nenhum tipo de incentivo é dado a não ser as "famosas" diárias para alguns poucos privilegiados. Essa é a política que vemos. Um serviço público sucateado, funcionários desmotivados e má aplicação dos recursos públicos são consequencias inevitáveis. Quem é inteligente entende...
O que? Cargos indicados politicamente tem sálarios maiores que os concursados?? Isso é um absurdo, aqueles que estudaram por vários anos ganharem menos que os puxa sacos que são colocados lá. Bom, no Brasil e de políticos nada mais me surpreende. Na nossa cidade (prefeitura e câmara) isso também acontece??
Pior são concursos, passados, que os organizadores fazem as provas...
Engraçado: sempre existiu CC,s, e sempre vai existir, prova disso é que o Sr. Tarso Genro aumentou em mais de quinhentos CC,s no Estado. Uns ganham mais que os concursados outros menos, enfim. Qual a admiração? Qual a novidade do quatro atual com os anteriores?
Eu acho que o funcionalismo esta com uma saudade de um DOMIRO, para eles aprender a valorizar aquilo que tem valor.
A propósito:uma perguntinha? O nobre autor deste rebuscado texto, galgou o seu CC na Camara de Vereadores pelo QI ou pelo QTC.
Basta alguém cutucar a situção existente que alguns sentem-se mal, não vi no texto nenhuma ofensa e, pelo que sei o Nilso é concursado da Câmara a mais de dez anos, por mérito.
É o seguinte: Para ser funcionário, basta passsar em um concurso e se colocar dentro do número de vagas aberto no edital. Para ser CC, basta concorrer a vereador,prefeito, deputado e não se eleger!...
Se tu for um bom "puxa saco" de vereador ou prefeito ou vice tu ganha bem mais que quem estudou para passar em concurso. Só na piada que é o Brasil mesmo.
O que o Sr. Nilso está colocando que nós cangucuenses temos que estar atentos quando estas matérias (projetos de lei) irem para a camara para nós nos posicionarmos e ver o que realmente é bom para o desenvolvimento de nosso municipio e pedir para nossos representantes defender a matéria e aprovar, e com isso estamos participando e ajudando o nosso municipio, porque senão ficamos só reclamando e falando temos é que participar a democracia existe para isso.
Independentemente de o Nilso querer ou não candidatar-se nas próximas eleições!? A verdade é que nós canguçuenses estamos em uma morbidão alarmante. Temos que acordar e exercer nosso papél de cidadãos. Sem medo. o artigo 5º da constituição nos garante, ainda, a liberdade de expressão. Que Deus nos ilumine!
A cidadania começa por cada um de nós quem elege bons ou maus políticos somos nós, por que não pesquisamos a vida dos candidatos. Depois queremos crucificar todo mundo, cada povo tem os polítcos que escolhe.
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