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30 junho 2011

Crise do arroz pauta encontros na Casa Civil e no MAPA

A subvenção e a prorrogação das dívidas dos arrozeiros pautaram duas reuniões de parlamentares da região Sul, produtores e entidades nesta quarta-feira, 29, com a ministra chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, e com o secretário de políticas agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Carlos Vaz. Em ambos os encontros, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) lembrou que enquanto se tratar a crise como sendo da "mercadoria arroz", a solução final nunca será encontrada. "É como medicar um doente em estado grave", frisou.

Para o deputado, é preciso cuidar da crise do viés de quem produz, para que os mesmos problemas não retornem a cada ano. Alceu ainda lembrou que o produtor é o único na cadeia produtiva que não coloca preço no seu produto. "Quem produz máquinas coloca o preço no seu produto, quem produz insumos coloca o preço no seu produto, só o produtor que recebe o valor que os outros colocam", disse.

A subvenção e a prorrogação das dívidas dos produtores foram propostas pelos parlamentares e pelas entidades para dar tempo na busca de uma solução eficaz, e não paliativa. Ainda para o deputado, "quem financia os produtores - bancos - está preocupado em receber as parcelas do financiamento, e não se o arroz será vendido".

De acordo com o presidente da Federarroz, Renato Rocha, hoje o Rio Grande do Sul produz 9 milhões de toneladas de arroz - 65% da produção nacional. O setor no estado tem 18,5 mil produtores espalhados em 143 municípios. Se somados os empregos diretos e indiretos, pode-se afirmar que o arroz emprega cerca de 230 mil gaúchos.

Rodrigo Mallmann
Jornalista
Dep. Alceu Moreira

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