NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

02 fevereiro 2010

Primeiras lavouras de milho são colhidas com boa produtividade.

Com a melhora do tempo na última semana, os produtores gaúchos encerraram o plantio de milho desta safra. Apenas poucas áreas deverão ser semeadas fora do período recomendado, geralmente destinadas à alimentação animal, que pouco ou quase nada interferem na safra de grãos. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita do milho no Estado atinge 10% de lavouras. Na região das Missões, esse percentual chega perto de 40% sobre um total estimado de 184 mil ha. Os rendimentos, até o momento, se mantêm em níveis elevados, indicando que ficarão acima das médias dos últimos anos. Esse padrão se repete em todas as regiões produtoras, principalmente devido à boa umidade do solo registrada até o momento, que afasta qualquer problema de deficiência hídrica para as culturas que se encontram em fase de floração e formação de grãos.

Na comercialização, o mercado parece já ter assimilado que não deverá faltar produto para atender à demanda local, praticando preços cada vez mais baixos. O milho está com o preço médio da saca de 60kg cotada em R$ 16,41. A diferença em relação ao preço médio para o mês de janeiro dos últimos anos chega a –23,82%. O baixo interesse do produtor para a venda tem, como consequência, a realização de poucos negócios.

Para o feijão, a temperatura mais amena e a baixa umidade do solo permitiu que os agricultores realizassem trabalhos culturais nas linhas de lavouras nos 45% restantes, ainda em desenvolvimento. A colheita do feijão 1ª safra já atinge os 55% da área plantada no Estado. Já sobre a 2ª safra, neste final de mês, os agricultores iniciaram o plantio da chamada safrinha. As primeiras estimativas devem ser divulgadas pela Emater/RS-Ascar no próximo Conjuntural.

Na soja, aumenta o percentual de lavouras em fase de floração, que atinge 30% do total. De maneira geral, a maioria das lavouras se desenvolve em bom estado, com eventuais casos de pragas e moléstias sendo controlados. As lavouras plantadas no cedo apresentam bom pegamento de vagens e excelente formação de grãos devido à boa disponibilidade de umidade no solo. Atualmente, 61% das lavouras de soja estão em germinação e desenvolvimento vegetativo e 9% em enchimento de grãos.

FRUTAS
Abacaxi – Se aproxima do final a safra de verão no Litoral Norte, com 80% já colhido. O preço recebido pelos agricultores é considerado bom, entre R$ 0,80/kg e R$ 0,85/kg. As geadas ocorridas em julho de 2009 refletiram em qualidade e produtividade nesta safra.

Banana – A safra se encontra estável no Litoral Norte. As chuvas regulares durante a safra acrescentaram um aumento de produtividade em cerca de 5%, resultando em rendimento de 10 t/ha. O preço atual é considerado bom, de R$ 0,70/kg.

Uva – Na mais importante área de produção de uva do país, a região Serrana gaúcha, se constata uma perda nos rendimentos médios da cultura, em decorrência do excesso de chuvas, ainda não foram quantificadas, mas que se refletem na redução de qualidade do produto (podridões, maturação desuniforme, escurecimento do grão, etc.). Os preços das uvas de consumo in natura encontram-se satisfatórios, variando entre R$ 1,00/kg e R$ 3,50/kg.
No Alto Uruguai, nos 2.300 ha de videira, a fase é de maturação e colheita. As chuvas excessivas estão atrasando a maturação e o teor de açúcar da uva, que, até o momento, tem sido baixo. A venda para consumo in natura e para elaboração de vinhos está com os preços de venda variando entre R$ 0,50/kg e R$ 1,50/kg.
No município de Dois Lajeados, onde se concentra mais da metade da área de produção de uva de toda a região do Vale do Taquari, a maior parte da produção será destinada ao fabrico de suco e vinho, em agroindústrias e vinícolas de Bento Gonçalves e região. Ainda não se tem informação sobre o preço a ser recebido pelo viticultor, que no momento é de R$ 0,46/kg (preço mínimo). Porém, a baixa graduação da uva, com maturação desuniforme, prejudica a qualidade da uva e o preço recebido poderá ser menor do que o mínimo estabelecido.

FORRAGEIRAS E CRIAÇÕES
A intensa insolação e o bom volume de água disponível no solo favorecem o desenvolvimento das forrageiras estivais nas capineiras, pastagens perenes e anuais, assim como o campo nativo. As lavouras de milho que se destinam à produção de silagem estão apresentado um excelente crescimento, e os rendimentos obtidos nas parcelas que estão sendo colhidas estão superando as expectativas inicialmente esperadas. Na Campanha, a perspectiva é de um ano de boa produção de feno, de trevo e de cornichão, em função do grande volume de massa verde que vem apresentando estas forrageiras. No entanto, a chuvas estão prejudicando a colheita da semente de cornichão.

Nas principais zonas de importância pecuária, é visível o ganho de peso dos animais, graças ao bom desenvolvimento das pastagens, sejam elas cultivadas ou naturais. Após um inverno rigoroso e uma primavera de escassa disponibilidade de forragem, a estação está sendo de recuperação para o setor. Além do ganho de peso, o clima favorece o manejo reprodutivo do rebanho. A projeção para a próxima primavera é de um bom número de nascimentos de terneiros.

Apicultura – Prossegue Campanha a atividade de coleta de néctar pelas abelhas, na abundante floração dos trevos e cornichão. Apesar das constantes chuvas, a tendência é de recuperação nas principais zonas de importância apícola do Estado. Em algumas regiões, o produto da atual safra está sendo comercializado. O preço, na tradicional zona de produção de mel dos Vales do Taquari e Caí, no atacado, está na faixa dos R$ 3,50 o kg, e R$ 7,00 o kg na venda direta ao consumidor. Na região do Planalto, o preço do mel está entre R$ 7,00 e R$ 10,00 o kg. No Noroeste, a comercialização está lenta e a tendência é de preços em elevação. Em Erechim, o preço para os consumidores está entre R$ 5,00 a R$ 8,00 o kg e, no atacado, entre R$ 3,50 e R$ 4,00 o kg.


Informações
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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