A síndrome pré-menstrual (SPM) ou, como é comumente chamada em nosso meio, tensão pré-menstrual (TPM) é um dos distúrbios mais comuns a afetar as mulheres (Daugherty,1998;Thys-Jacobs, 2000).
Considerando-se o ciclo menstrual dividido em duas fases, a folicular e a lútea, é nesta última que são descritas mais alterações, como retenção de água, elevação de peso, aumento de demanda energética, modificações no perfil lipídico e no metabolismo de vitamina D, cálcio, magnésio e ferro, hipersensibilidade emocional, dores generalizadas e mudança no comportamento alimentar. Em relação a este último item, podem ocorrer maior ingestão energética e o desenvolvimento de compulsões alimentares, principalmente por chocolate, doces e alimentos muito salgados.
A SPM é caracterizada por: sensibilidade no seio, constipação ou diarréia, cólicas, retenção hídrica com ganho de peso, fadiga, alterações no humor (irritabilidade, depressão, choro, hipersensibilidade emocional), insônia, suor nas extremidades, tontura, desmaio, dor de cabeça, mudanças no apetite e no comportamento alimentar (compulsão alimentar), dificuldade de concentração, menor rendimento, somatização (visão borrada, dor no peito, sufocação, entorpecimento, formigamento), dor no período de ovulação e acne (Barbieri & Ryan, 1995; Coleman, 2001; Rosenblum, 2001).
A causa da SPM não é bem compreendida, podendo haver envolvimento de excesso de estrógeno, deficiência de progesterona, retenção hídrica, deficiência de vitamina B6, hiperprolactinemia, alergias hormonais ou anormalidades de prostaglandinas, todos estes fatores ainda a serem comprovados (Barbieri&Ryan,1995).
Sob o ponto de vista do profissional responsável pelo cuidado nutricional, supõe-se que esses sintomas influenciarão o diagnóstico nutricional, o comportamento alimentar e, finalmente, a orientação dietética realizada.
Em geral, recomenda-se: eliminar açúcar, sal, cafeína, álcool, carne vermelha e outros alimentos gordurosos, comer 5 – 6 refeições por dia e não pular refeições; ingerir maior quantidade de líquidos; praticar atividade física três vezes por semana; utilizar técnicas de relaxamento; repousar no período agudo; não planejar atividades estressantes para essa fase (Coleman, 2001;Rosenblun,2001).
A terapia farmacológica é controversa, discutindo-se o uso de óleo de prímola, diuréticos, ervas, massagens, acupuntura, suplementos vitamínicos, cálcio, ansiolíticos e hormônios (Barbieri & Ryan, 1995; Daugherty, 1998; Thys-Jacobs, 2000; Rosenblum, 2001).
Consulte um nutricionista para melhor adaptar a sua alimentação com suas necessidades. Nenhuma orientação substitui uma consulta clínica individualizada.
Artigos de referência:
Valdares GC, Ferreira LV, Correa HF, Romano Silva MA. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão, conceito, história, epidemiologia, e etiologia. Rev. Psiquiatr clín 2006, vol 33, n 3, p 117-123.
Sampaio HAC. Aspectos nutricionais relacionados ao ciclo menstrual. Rer. Nutr. 2002, vol 15, n 3, p 309-317.
Nutricionista Mª Francisca A. Branco Vieira
CRN2 7040
Pós-graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS, POA
Consultório particular e convênios
Rua: General Osório, 1239 - centro
Canguçu, RS
Telefone (53) 3252-3451 – (53) 99676119
Considerando-se o ciclo menstrual dividido em duas fases, a folicular e a lútea, é nesta última que são descritas mais alterações, como retenção de água, elevação de peso, aumento de demanda energética, modificações no perfil lipídico e no metabolismo de vitamina D, cálcio, magnésio e ferro, hipersensibilidade emocional, dores generalizadas e mudança no comportamento alimentar. Em relação a este último item, podem ocorrer maior ingestão energética e o desenvolvimento de compulsões alimentares, principalmente por chocolate, doces e alimentos muito salgados.
A SPM é caracterizada por: sensibilidade no seio, constipação ou diarréia, cólicas, retenção hídrica com ganho de peso, fadiga, alterações no humor (irritabilidade, depressão, choro, hipersensibilidade emocional), insônia, suor nas extremidades, tontura, desmaio, dor de cabeça, mudanças no apetite e no comportamento alimentar (compulsão alimentar), dificuldade de concentração, menor rendimento, somatização (visão borrada, dor no peito, sufocação, entorpecimento, formigamento), dor no período de ovulação e acne (Barbieri & Ryan, 1995; Coleman, 2001; Rosenblum, 2001).
A causa da SPM não é bem compreendida, podendo haver envolvimento de excesso de estrógeno, deficiência de progesterona, retenção hídrica, deficiência de vitamina B6, hiperprolactinemia, alergias hormonais ou anormalidades de prostaglandinas, todos estes fatores ainda a serem comprovados (Barbieri&Ryan,1995).
Sob o ponto de vista do profissional responsável pelo cuidado nutricional, supõe-se que esses sintomas influenciarão o diagnóstico nutricional, o comportamento alimentar e, finalmente, a orientação dietética realizada.
Em geral, recomenda-se: eliminar açúcar, sal, cafeína, álcool, carne vermelha e outros alimentos gordurosos, comer 5 – 6 refeições por dia e não pular refeições; ingerir maior quantidade de líquidos; praticar atividade física três vezes por semana; utilizar técnicas de relaxamento; repousar no período agudo; não planejar atividades estressantes para essa fase (Coleman, 2001;Rosenblun,2001).
A terapia farmacológica é controversa, discutindo-se o uso de óleo de prímola, diuréticos, ervas, massagens, acupuntura, suplementos vitamínicos, cálcio, ansiolíticos e hormônios (Barbieri & Ryan, 1995; Daugherty, 1998; Thys-Jacobs, 2000; Rosenblum, 2001).
Consulte um nutricionista para melhor adaptar a sua alimentação com suas necessidades. Nenhuma orientação substitui uma consulta clínica individualizada.
Artigos de referência:
Valdares GC, Ferreira LV, Correa HF, Romano Silva MA. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão, conceito, história, epidemiologia, e etiologia. Rev. Psiquiatr clín 2006, vol 33, n 3, p 117-123.
Sampaio HAC. Aspectos nutricionais relacionados ao ciclo menstrual. Rer. Nutr. 2002, vol 15, n 3, p 309-317.
Nutricionista Mª Francisca A. Branco Vieira
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