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04 fevereiro 2010

Calor prejudica pecuária e agricultura no Estado

A forte onda de calor que atinge o Rio Grande do Sul traz prejuízos aos criadores e agricultores. A intensidade dos raios solares, combinada com os baixos índices de umidade relativa do ar, causa indisposição aos animais e resseca as plantações.

Em entrevista ao Gaúcha Repórter, a diretora-técnica da Emater, Águida Mezzomo, afirmou que o problema afeta praticamente toda a cadeia produtiva do Estado. Mezzomo cita como exemplo o caso dos aviários.

— Nas criações, devemos ter um retardo no abate e na entrega de aves e suínos, pois, como eles ficam indispostos com o calor, acabam comendo menos — explica.

Também há retardo no crescimento de alface, brócolis, couve, couve-flor, cenoura e beterraba. Nos grãos, o prejuízo fica por conta da colheita. Com o ressecamento do ar, os grãos correm risco de quebrar no momento em que são colhidos. Isso diminui a qualidade e a quantidade do produto.

As pastagens também perdem capacidade nutritiva com o calorão, o que causa emagrecimento do gado. Segundo Águida Mezzomo, a onda de calor deve trazer impacto no bolso dos consumidores.

— Quando falta o produto no mercado, sobe o preço — sintetiza.

RÁDIO GAÚCHA

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