Com muita alegria abrimos as inscrições para o 2º Seminário Regional de Promotores das Línguas Pomerana e Alemã!
Link para inscrições: https://forms.gle/VbAXa12v1nycjRn67
Mais informações tu encontras no próprio link de inscrições.
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O colunista e repórter do grupo Zero Hora/RBS,.Leandro Staudt, publicou, em sua coluna, um texto destacando atendimento em Pomerano em uma farmácia em Canguçu.
Confira o texto:
Uma rede de farmácias ajuda a preservar, no Rio Grande do Sul, uma língua em extinção na Europa. Em quatro lojas das Farmácias Associadas de Canguçu, atendentes falam em pomerano com os clientes. Entre os cerca de 50 mil moradores do município, no Sul do Estado, estão muitos descendentes de imigrantes da Pomerânia, região que hoje pertence à Polônia e à Alemanha.
Em 1984, o farmacêutico e empresário Darci Aldrighi abriu na cidade a Farmácia Flor do Campo. Neto de italianos, logo percebeu a dificuldade de comunicação com parte da clientela.
— Não conseguia entender nada. Chegavam famílias inteiras falando em pomerano, e surgiu a necessidade de ter funcionários preparados para o atendimento — recorda Aldrighi.
Com o tempo, o farmacêutico também aprendeu um pouco do idioma. Quatro décadas depois, mantém o atendimento bilíngue nas suas quatro farmácias, que hoje integram a rede Farmácias Associadas. Muitos moradores, principalmente os idosos, ainda preferem a comunicação em pomerano para compreender as orientações sobre o uso de medicamentos.
Criada no Rio Grande do Sul em 1999, a Farmácias Associadas é uma rede associativa que reúne cerca de 1,8 mil lojas distribuídas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Pomerano
Para entender a presença da língua pomerana no Estado, conversei com Jairo Scholl, pesquisador e escritor da imigração dos pomeranos no Sul. Ele é bisneto do empresário João Batista Scholl Costa, fundador da Colônia Nova, também chamada Nova Gonçalves, em Canguçu, no início do século 20. Filhos e netos de imigrantes pomeranos ocuparam as terras.
Costa explica que o pomerano é preservado principalmente em São Lourenço do Sul, Canguçu, Pomerode (SC) e em três municípios do Espírito Santo: Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins e Laranja da Terra.
— É uma língua mais próxima do inglês do que do alemão, porque sua raiz é o baixo-saxão, a mesma de colonizadores da Inglaterra — explica o pesquisador.
Quando os pomeranos chegaram a São Lourenço do Sul, colônia fundada em 1858 por Jacob Rheingantz, a Pomerânia era uma província da Prússia. O isolamento das colônias no Sul do Brasil ajudou os imigrantes a preservar o idioma. Com tantos falantes ainda hoje, é comum o atendimento em pomerano no comércio das regiões de Canguçu e São Lourenço do Sul.
O pesquisador conta que viajou à região da Pomerânia e observou que, no lado alemão, poucos moradores ainda falam o idioma. No lado polonês, não encontrou sequer pomeranos étnicos, pois a população foi deslocada para a Alemanha durante a ocupação soviética.
Um trabalho que valoriza a Língua Pomerana, conectando gerações e mantendo viva uma tradição única.
Bíblia em áudio em Pomerano:
👤 Autor: Arno Stuhr
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O lançamento nacional do filme "Jesus", dublado em Pomerano, foi um sucesso. Com Cine Teatro lotado, na noite de quinta-feira (18/01/2024) a cidade de Canguçu promoveu o lançamento nacional da obra.
Em alguns dias estará disponível nas redes sociais para aqueles que não tiveram como acompanhar.
O filme é uma produção da Jesus Film Project International Headquarters USA e teve como dubladores moradores de Canguçu e São Lourenço do Sul além de Pomeranos do Espírito Santo.
A produtora do filme, uma ONG Americana, realiza a dublagem do filme em várias línguas e dialetos . O Pomerano foi a de número 2087.
O projeto “Pomerano: língua viva”, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o grupo de pesquisa “Alma Linguae”, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promove o 1º Concurso de Poemas e Contos em Pomerano. O objetivo é divulgar e promover essa língua de imigração falada no Brasil por meio de um livro.
A Serra dos Tapes, no Rio Grande do Sul, recebe especial atenção dos projetos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) mobilizados para a preservação da riqueza histórica e sociocultural de uma língua brasileira, de origem germânica, que se mantém viva entre gerações. O local, entre os municípios de Canguçu, Pelotas e São Lourenço do Sul, concentra o maior número de falantes de pomerano no Estado. Uma dessas iniciativas, abertas a contribuições da comunidade, investiga, desde 2018, o uso da Língua Pomerana e o bilinguismo nessa região.
A UFPel, há mais de 20 anos, realiza projetos sobre a língua e a cultura de descendentes dos imigrantes da Pomerânia, região situada entre os atuais territórios da Alemanha e da Polônia. A pesquisa sobre pomerano e bilinguismo na região da Serra dos Tapes é desenvolvida no Laboratório de Psicolinguística, Línguas Minoritárias e Multilinguismo (Laplimm), vinculado ao curso de Licenciatura em Letras – Português e Alemão. “Pesquisas e ações de extensão sobre o pomerano e o bilinguismo podem ajudar a criar estratégias de manutenção da língua”, explica o coordenador do projeto, Bernardo Limberger.
O estudo da UFPel já mobilizou cerca de 100 entrevistas e observações. O objetivo é investigar os contextos de uso das línguas minoritária (pomerano) e dominante (português), a leitura de pomerano e a influência na aprendizagem de inglês e alemão. Os resultados parciais das pesquisas, segundo o pesquisador, mostram que o padrão nas comunidades de origem pomerana da Serra dos Tapes é o bilinguismo: ambas as línguas, português e pomerano, têm sido usadas de forma alternada. O pomerano ainda predomina nos contextos familiares, mas tem sido, recentemente, menos transmitido a jovens e crianças. Essa realidade, relata, leva à preocupação, por parte de falantes de pomerano, acerca da sobrevivência da língua.
O pomerano possui particularidades, mas diversas semelhanças com as línguas inglesa e alemã. Em razão dessa proximidade, indica Bernardo, o conhecimento de pomerano pode ajudar na aprendizagem de qualquer língua de origem germânica.
Pesquisa desenvolvida na UFPel com aprendizes de inglês demonstrou o auxílio do pomerano no processamento e na aprendizagem de palavras em inglês. Em relação ao alemão, os estudos revelam que palavras semelhantes entre pomerano e alemão são processadas com mais facilidade. Para explorar esse potencial de aprendizagem, o Laplimm também trabalha no desenvolvimento de materiais de ensino de alemão para falantes de pomerano.
Para contribuir com o estudo
Falantes de pomerano que quiserem contribuir com as investigações podem entrar em contato com a equipe do projeto pelo WhatsApp (53) 99979-0961, pelo e-mail laplimm.ufpel@gmail.com ou pelos canais em redes digitais (@laplimm_ufpel). A Universidade busca, principalmente, alcançar o público entre 18 a 50 anos. Outras faixas etárias, no entanto, são consideradas nas demais atividades do Laboratório.
As pesquisas são realizadas presencialmente na UFPel, câmpus Anglo (rua Gomes Carneiro, 1), com o rastreador ocular, uma ferramenta não invasiva que monitora os movimentos dos olhos durante o processo de leitura. “Não precisa saber ler. É exatamente isso que estamos buscando saber: como ocorre esse processo inicial de leitura”, convida.
Reconhecimento e Preservação
O pomerano está vivo em diversas regiões do País, em suas expressões oral e escrita. Considera-se uma língua minoritária de imigração, não oriunda do Brasil, embora praticamente não esteja mais em uso na Europa. O coordenador do projeto conta que há uma “forte corrente” para a língua pomerana ser reconhecida como língua brasileira originária: a falta de vitalidade no contexto Europeu contrasta com, por gerações, o uso contínuo no País.
Para contribuir com a preservação da língua e da cultura, a UFPel também desenvolve o projeto “Pomerano: língua viva”. A iniciativa consiste na promoção de uma série de ações, como oficinas em escolas, grupos de estudo sobre escrita e elaboração de materiais de divulgação.
Desde 2023, os cursos de extensão em línguas da UFPel, abertos à comunidade em geral, também oferecem turma de pomerano. Além dessas frentes de trabalho, o Laplimm desenvolve coletânea de textos escritos em pomerano.
Devido ao sucesso do Pomerano I, neste semestre o curso terá sua segunda edição!
📌 Para se inscrever, consulte o edital no site do CLC: http://letras.ufpel.edu.br ou na bio do perfil dos Cursos de Línguas: @cursosdelinguasufpel
As aulas acontecem na modalidade remota, aos sábados, das 8h às 10h, tendo início no dia 01/07/23. O público-alvo é a comunidade em geral (adultos).
O curso possui uma carga horária de 30h de extensão.
Serão ofertadas 20 vagas, com uma taxa única de R$ 125,00, e as aulas serão ministradas pela
Aventure-se nessa iniciativa!
A colonização alemã e pomerana possui forte presença na comunidade canguçuense. E não é raro o encontro de pessoas que mantêm os traços dessa cultura e costumes, principalmente quanto a linguagem. Diante disso, buscando essa preservação e valorização, a professora, Tanise Stumpf, buscou a inserção desse ensino na grade curricular de duas escolas.
No ano de 2013, a partir do esforço da professora e do diretor na época, Cezar Pinz, a escola João de Deus Nunes foi a primeira a colocar essa aprendizagem em prática, com a turma do 1º ano do ensino médio, através da disposição da disciplina diversificada no turno inverso.
Já em 2018, foi a vez da Escola Municipal Carlos Moreira, que possui cerca de 90% dos seus alunos bilíngues com fluência em pomerano e português, dar início na manutenção e perpetuação do ensino escrito da língua. Novamente, com a dedicação da professora Tanise, o Conselho de Educação e a SMEEC, autorizou a realização dos exercícios com os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da escola.
Responsável por esse processo pioneiro e por ministrar as aulas da disciplina, Tanise, que também é filha de descendentes pomeranos, declarou em entrevista a importância dessa inserção e aprendizagem: “A língua materna é muito mais que um instrumento, é um pedaço da nossa alma que se materializa na nossa cultura.”
Mesmo em meio a pandemia, as aulas vêm sendo exercidas, via plataformas online e grupos de WhatsApp. A realização do trabalho conta com materiais didáticos produzidos pela professora Lilia Stein-ES, do dicionário pomerano e com a participação de Ismael Tressmann e o Aloi Schneider de São Lourenço do Sul.
Nesta segunda-feira (26), a Frente Parlamentar dos Povos e Comunidades Tradicionais da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Zé Nunes (PT), realizou reunião virtual para iniciar as tratativas de estabelecimento do acordo de cooperação entre Assembleia, Furg, UFPel e Universidade de Greifwald, da Alemanha, para a preservação da língua pomerana.
Este acordo se estrutura formalmente a partir da Lei nº 15.459/20, de autoria do deputado, que reconhece como relevante interesse cultural do Rio Grande do Sul, a Cultura e a Língua Pomerana falada e escrita, da atuação do Núcleo Educamemória da Furg, e da Faculdade de Letras da UFPel, e pelo caráter de universidade dedicada à linguística da Universidade de Greifwald. A partir deste debate, será encaminhada a formalização de uma proposta de termo de cooperação.
Zé Nunes tem trabalhado pela preservação e reconhecimento oficial da língua pomerana, estimulando o resgate da identidade da população pomerana, a valorização de sua autoestima e a integração dos aspectos relacionados à cultura, tradição, hábitos e costumes, com estratégicas para o desenvolvimento. “Temos a responsabilidade geracional de trabalhar com todos esses aspectos, para constituir uma rede brasileira formal de cidades pomeranas. Assim, temos buscado garantir direitos e enaltecer efetivamente a identidade deste povo honrado e trabalhador, exemplo é a lei nº 15.459/20, de nossa autoria, que reconhece como relevante interesse cultural do Rio Grande do Sul, a Cultura e a Língua Pomerana falada e escrita. A ideia é estabelecer uma cooperação real entre as universidades”, explicou.
O cônsul geral da República Federal da Alemanha, Milan Simandl considera a língua importante ponte entre os países, e garantiu total interesse no acordo. “Temos grande interesse em promover a língua alemã bem como suas variantes, como a língua pomerana. Recentemente apoiamos a publicação do livro O Pequeno Príncipe, em pomerano. É notável estabelecer este acordo”, declarou.
A secretária Estadual da Cultura, Beatriz Araújo falou em preservar as agendas prioritárias para a preservação do patrimônio material e imaterial. “Temos todo interesse de fazer parte deste tipo de acordo cooperação”, afirmou
A reitora da UFPel Isabela Andrade destacou a importância dos jovens preservarem as culturas. Ela defendeu a construção de um convênio que efetivamente tenha projetos realizados. O reitor da FURG, Danilo Giroldo, garantiu o apoio incondicional da instituição para viabilizar o convênio, e considera um passo importante para uma governança regional.
A importância de se conhecer a origem e os espaços democráticos para discutir essas temáticas, foram lembrados pelo representando o Instituto Goethe, Adrian Kissmann. Ele ofereceu apoio aos professores na implantação de projetos na língua alemã
Também participaram da reunião, estudiosos da língua pomerana, professores e professoras que dedicam sua vida à preservação da língua pomerana.