Mulheres da Via Campesina ocuparam, na manhã de sexta-feira (25), o prédio do INSS, em Pelotas, na região Sul do Rio Grande do Sul, contra a reforma da previdência. O ato, uma ocupação simbólica, ocorreu por volta de 11h15min e as mulheres permaneceram na agência por aproximadamente 20 minutos.
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25 novembro 2016
24 novembro 2016
Mulheres da Via Campesina se mobilizam em seis regiões do RS dia 25
Integrando ações nacionais, mulheres da Via Campesina realizam, nesta sexta-feira (25), uma série de mobilizações em seis regiões do Rio grande do Sul para marcar o Dia Internacional da Não Violência conta a Mulher. O objetivo é denunciar, por meio de audiências, atos e caminhadas, os prejuízos que a reforma da previdência e a aprovação da PEC 55, que congela investimentos públicos em saúde e educação por 20 anos, trarão aos trabalhadores do campo e da cidade, mas principalmente às mulheres.
“Vamos denunciar os vários tipos de violência que as mulheres sofrem, especialmente as mais pobres que cumprem jornadas duplas e triplas de trabalho e estão com seus direitos ameaçados com as medidas do governo de Michel Temer”, explica Roberta Coimbra, assentada do MST. Ela complementa que em alguns municípios também haverão feiras de artesanatos e de alimentos saudáveis, produzidos pelas famílias camponesas.
A Via Campesina é formada pelo MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). As mobilizações regionais vão acontecer com o apoio do Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD) e outras organizações de mulheres nos municípios de Porto Alegre, na região Metropolitana; Santa Maria, na região Central; Santana do Livramento, São Gabriel e Alegrete, na região da Fronteira Oeste; São Luiz Gonzaga, na região das Missões; Palmeira das Missões, na região Noroeste; e Pelotas, na região Sul.
Saiba o que está previsto para cada município:
Porto Alegre
10 horas – Manifestação contra a reforma da previdência e a retirada de direitos, em frente ao prédio do INSS – Travessa Mário de Cinco Paus, 20, próximo ao Mercado Público.
12 horas – Caminhada nas ruas centrais
14 horas – Audiência pública "Reforma previdenciária e o retrocesso nos direitos das mulheres”, no Plenarinho da Assembleia Legislativa
São Luiz Gonzaga
9 horas – Concentração na praça central da cidade
10 horas – Marcha até o prédio do INSS
11h30 – Estudo sobre mudanças na aposentadoria, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais
Alegrete
9 horas – Concentração na Praça Nova
9h30 – Marcha até o prédio do INSS
São Gabriel
9 horas – Concentração na Praça Ecológica, próximo à rodoviária.
9h30 – Caminhada até o prédio do INSS
10h30 – Estudo sobre a PEC 55, reforma da previdência e violência contra a mulher
Palmeira das Missões
10 horas – Ato na praça central contra a reforma da previdência e a retirada de direitos
12 horas – Feira de alimentos saudáveis e de artesanato
13h30 – Caminhada da praça até o prédio do INSS
Pelotas
8 horas – Concentração no Mercado Central de Pelotas
9 horas – Caminhada nas ruas centrais
Santa Maria
15 horas – Doação de alimentos orgânicos do MST aos estudantes que ocupam prédios da UFSM
16h30 horas – Ato contra a PEC 55 e as medidas do governo José Ivo Sartori na Praça Saldanha Marinho, no bairro Centro
Santana do Livramento
9 horas – Feira da Economia Solidária, apresentação artística, mostra de trabalhos sobre violência doméstica e exames de saúde, na Praça General Osório
11 horas – Caminhada contra a PEC 55 nas ruas centrais da cidade
13 horas – Almoço compartilhado na Praça General Osório
14 horas – Transmissão da Audiência Pública contra a reforma da previdência, que serárealizada em Porto Alegre, no Salão de Atos da Unipampa
15h30 – Aula pública no salão de atos da Unipampa
17 horas – Caminhada Binacional com as Mulheres Uruguaias
12 março 2015
Mulheres da Via Campesina encaminham reivindicações na Secretaria da Justiça
Um grupo de mulheres do movimento Via Campesina entregou nesta quarta-feira (11) um documento com reivindicações ao secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, César Faccioli, e a diretora do Departamento de Políticas para as Mulheres da secretaria, Salma Farias Valencio.
Ao receber as solicitações, Faccioli pediu ao grupo que, como controlador social, "fiscalize e ajude a construir o melhor caminho para a conquista das políticas públicas".
Já Salma Valencio informou que todos os serviços da extinta Secretaria de Políticas para as Mulheres serão mantidos e ampliados. Reiterou que o Centro Estadual de Referência da Mulher Vania Araújo Machado está com o atendimento mantido e será examinada a reivindicação de ampliação do horário de funcionamento do telefone Lilás (0800-541-0803), como pediu o grupo de mulheres.
Entre as demandas do movimento estão o pedido de continuidade das ações de enfrentamento à violência doméstica e sexista praticada contra as mulheres e a punição das empresas que ainda permitem desigualdades no ambiente de trabalho. O documento pede, ainda, salários iguais entre homens e mulheres, punição dos agressores que praticam ações de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, ampliação da licença maternidade para 180 dias e o cumprimento da lei estadual de combate ao uso dos agrotóxicos e a ampliação das normas legais.
15 outubro 2013
Movimentos acampam em frente ao Banco do Brasil
Representantes de movimentos sociais ligados ao MST e Via Campesina fizeram um bloqueio em frente a agência local do Banco do Brasil, em Canguçu, na manhã desta terça-feira (15). O grupo pretende realizar uma reunião com a gerência do banco para tratar da renegociação das dívidas dos pequenos agricultores. A reunião estaria prevista para às 11h30min. A Brigada Militar (BM) está acompanhando o ato, que até o momento é tranquilo.
Foto: Augusto Pinz
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