Um grupo de mulheres do movimento Via Campesina entregou nesta quarta-feira (11) um documento com reivindicações ao secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, César Faccioli, e a diretora do Departamento de Políticas para as Mulheres da secretaria, Salma Farias Valencio.
Ao receber as solicitações, Faccioli pediu ao grupo que, como controlador social, "fiscalize e ajude a construir o melhor caminho para a conquista das políticas públicas".
Já Salma Valencio informou que todos os serviços da extinta Secretaria de Políticas para as Mulheres serão mantidos e ampliados. Reiterou que o Centro Estadual de Referência da Mulher Vania Araújo Machado está com o atendimento mantido e será examinada a reivindicação de ampliação do horário de funcionamento do telefone Lilás (0800-541-0803), como pediu o grupo de mulheres.
Entre as demandas do movimento estão o pedido de continuidade das ações de enfrentamento à violência doméstica e sexista praticada contra as mulheres e a punição das empresas que ainda permitem desigualdades no ambiente de trabalho. O documento pede, ainda, salários iguais entre homens e mulheres, punição dos agressores que praticam ações de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, ampliação da licença maternidade para 180 dias e o cumprimento da lei estadual de combate ao uso dos agrotóxicos e a ampliação das normas legais.

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