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12 novembro 2015

Taxas de juros ao consumidor podem levar ao superendividamento, diz SPC Brasil

Um dos principais pontos que o consumidor deve se atentar na hora de obter crédito é a taxa de juros oferecida pela instituição financeira quando recorrer a empréstimos, financiamentos ou cartão de crédito. Com a grande variedade de produtos financeiros, é comum não saber a taxa utilizada e até mesmo piorar a própria situação financeira devido a um descontrole no planejamento. 
As taxas mais altas do mercado, de acordo com os dados do Banco Central do Brasil, são as do cartão de crédito rotativo e do cheque especial. Porém, os empréstimos pessoais também possuem um alto custo para o consumidor. 

Assim, a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito, Marcela Kawauti, afirma que fazer um planejamento é uma das melhores saídas para evitar o endividamento. "Contrair dívidas não é aconselhável, já que parte da renda fica comprometida por um longo tempo. Porém, muitas vezes é a única saída para a aquisição de um bem importante, para o pagamento de contas essenciais ou para um momento de urgência. Neste caso, conhecer as diferentes taxas de juros ajuda a minimizar o comprometimento da renda."

Cartão de crédito rotativo: 414% ao ano
Atualmente, os juros praticados no rotativo do cartão, cobrado quando a fatura é atrasada ou quando pagamos o mínimo, estão em 414,3% ao ano, de acordo com as médias de taxas de juros divulgadas pelo Banco Central. Para 74% dos brasileiros com contas em atraso, é essa modalidade de crédito a culpada por gerar a inadimplência, de acordo com uma pesquisa do SPC Brasil.
"Isso quer dizer que o consumidor que estiver com uma dívida de mil reais pendente agora, em um ano esse valor será de quase cinco mil reais; em dois anos, a dívida subirá para R$ 24 mil, e em três anos será 100 vezes maior do que a dívida inicial: aproximadamente R$ 120 mil", analisa Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Cheque especial
Tão preocupante quanto o cartão de crédito são as taxas praticadas no uso do cheque especial: 263,7% ao ano. Na pesquisa do SPC Brasil, o cheque especial também é destaque: entre os consumidores inadimplentes que possuem esta dívida, 67% atribuem a ele o fato de terem ficado com o nome sujo.
Para Kawauti, muitas vezes ter o valor à disposição faz o consumidor acreditar que aquele dinheiro é dele. "O cheque especial deve ser usado somente em casos de emergência e com planejamento, mas se não houver cuidado, é comum não conseguir sair da bola de neve que uma dívida inicial vai gerando", afirma a economista. No mesmo exemplo, uma dívida de mil reais hoje subirá para mais de três mil em um ano, e para cerca de 12 mil em dois anos.

Empréstimo pessoal pode ser uma boa opção
Outra opção de crédito muito utilizada e que merece atenção é o empréstimo pessoal. A taxa é menor que a do cartão de crédito e do cheque especial, de 118,3% ao ano, mas ainda assim é alta.
"No momento de crise econômica que o Brasil está passando, a renda real do brasileiro está caindo, principalmente por conta da alta da inflação e da piora do emprego", afirma Kawauti. "Não é o momento de contrair um empréstimo bancário sem saber se, de fato, conseguirá pagar." A pesquisa do SPC Brasil mostra que sete em cada dez (76%) consumidores inadimplentes que tomaram empréstimos em bancos e financeiras disseram estar com o nome sujo por causa de atrasos no pagamento dessas dívidas.
Ainda assim, a economista diz que o empréstimo pode sim ser uma boa saída para fazer uma transferência de dívidas: "Caso o consumidor esteja com um alto valor pendente no rotativo do cartão ou do cheque especial e não tenha como pagar, vale orçar um empréstimo com o banco para cobrir essa dívida e pagar juros bem menores, com parcelas que cabem no bolso. Nessa hora, o planejamento é essencial".
Há também a possibilidade do empréstimo consignado. Nesse caso, a taxa diminui para 27,6% ao ano. "Essa grande diferença de taxa entre os vários tipos de empréstimo acontece devido à segurança que o banco tem na hora do consumidor pagar a dívida. Como no consignado uma parte sai direto do salário, o retorno é mais seguro para o banco do que uma parcela de um empréstimo pessoal não consignado que o devedor pode deixar de pagar" explica.

Para mais informações sobre outras taxas de juros e simulações financeiras acesse: www.meubolsofeliz.com.br 

Sobre o SPC Brasil:
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é o maior banco de informações sobre pessoas físicas e jurídicas da América Latina, tendo acesso a dados de mais de um milhão de empresas de todos os segmentos da economia e dos residentes nas 27 unidades federativas. www.spcbrasil.org.br

12 junho 2015

Regularização de dívidas recua 8,72% na comparação anual, mostra SPC Brasil

Capacidade do consumidor em pagar as contas atrasadas segue prejudicada devido ao cenário econômico com inflação alta e aumento no índice de desemprego.

De acordo com os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Indicador de Recuperação de Crédito recuou 8,72% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado - a quarta queda consecutiva. O número mostra que a situação da economia segue refletindo no orçamento dos consumidores e uma das principais consequências é a dificuldade encontrada para quitar as contas em atraso. 
No acumulado do ano, ou seja, nos meses de janeiro a maio de 2015, houve uma queda de 4,65% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, a desaceleração econômica  impacta diretamente a regularização de dívidas: "A situação atual é de inflação elevada, taxas de juros altas, dificuldade em conseguir crédito e aumento de desemprego", diz. "O cenário ainda afeta a renda das famílias e assim dificulta a recuperação de crédito por parte das empresas", explica Kawauti.

Na comparação com abril de 2015, o número de pessoas inadimplentes que regularizaram suas pendências aumentou 2,36%. Para Kawauti, essa variação não representa uma melhora da economia, já que não compensa as consecutivas quedas do início do ano: "O volume de consumidores inadimplentes acumula uma alta de 4,63% de janeiro a maio de 2015, e as dívidas atrasadas entre 91 e 180 dias são as que tiveram um crescimento maior, o que sugere que novos inadimplentes adquiriram dívidas no período de festas do final do ano passado", diz a economista. 
"Com tantas incertezas no cenário futuro, agora é hora do consumidor guardar dinheiro para imprevistos e organizar seu orçamento, evitando, assim, contrair novas dívidas e até mesmo ficar inadimplente", conclui.


16 dezembro 2010

Atendimento do SPC neste mês

Informamos o horário de atendimento do Serviço de Proteção ao Crédito no mês de dezembro/10:

De segunda-feira à sexta-feira: Manhã 8h 30min às 12h / Tarde 13h 30 min às 19h;

Sábados (11/12 e 18/12): Manhã 8h 30min às 12h / Tarde 14h às 18h.

OBS.: No dia 31/12/10 o atendimento à tarde será até às 17h