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22 março 2016

Proteger o solo para ter água de qualidade

Programa Microbacias Hidrográficas incentiva práticas agrícolas que minimizam os impactos ambientais
22 de março (Dia Mundial da Água) - Diante da importância da água para a vida, foi instituído o dia 22 de março como a data da consciência ecológica para as questões hídricas. Entre as mais importantes atividades que influenciam na manutenção da disponibilidade dos recursos hídricos, está a agricultura, pois as formas de manejo do solo impactam diretamente na qualidade das águas. Por isso, com o objetivo de difundir as melhores técnicas de cultivo agrícola, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) mantém, desde 2001, o Programa Microbacias Hidrográficas. A ação, realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Emater e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), tem o objetivo de proteger as nascentes e preservar as matas ciliares por meio do correto uso e manejo do solo e dos mananciais hídricos.

A primeira microbacia a fazer parte do programa foi a do Arroio Lajeado Ferreira (afluente do Rio Guaporé), na localidade de Cândido Brum, em Arvorezinha (RS), onde existem ações permanentes junto aos produtores rurais visando manter práticas conservacionistas e monitoramento dos resultados. Desde 2005 há coleta constante de informações sobre fluxos de água, sedimentos geoquímicos e atividade biológica do solo. O banco de dados criado é objeto de um estudo que agregou a participação de países estrangeiros. Pesquisadores da Alemanha, Bélgica, Brasil e Espanha atuam juntos na pesquisa global chamada "Avaliação do impacto humano nas mudanças do solo e suas consequências no funcionamento do solo", que têm o objetivo de verificar o impacto das atividades agrícolas sobre o solo e os recursos hídricos. 

Segundo o pesquisador e professor da UFSM e coordenador do programa Microbacias, Jean Minella, está comprovado que as boas práticas de manejo e conservação do solo apresentam eficiência na manutenção da qualidade da água e o principal avanço percebido com o monitoramento foi a melhoria nas condições hídricas, principalmente das fontes de abastecimento das famílias. "Quando maximizamos a infiltração da água no solo, essa fluirá lentamente até chegar aos corpos hídricos", explica. "Nesse longo tempo de trânsito pela matriz do solo, muitos elementos químicos e particulados ficam retido no solo e a água chega mais limpa no riacho, rio ou aquífero", acrescenta. "Além disso, esse maior tempo de trânsito faz com que a quantidade de água no riacho ou rio se mantenha próximo da média por mais tempo, diminuindo as enchentes e enxurradas nos dias de chuva e reduzindo a escassez hídrica nos períodos de estiagem", diz o professor.

No caso do Arroio Lajeado Ferreira, alguns indicadores revelam claramente o efeito positivo das práticas de conservação de solo na qualidade da água. Durante os anos de coleta de dados diversos avanços foram percebidos pela equipe de estudiosos. "Houve redução da quantidade de fósforo, nitrogênio e coliformes nas águas dos rios e das fontes, redução das vazões máximas e redução da produção de sedimentos (erosão)", explica Minella. Conforme o pesquisador, os estudos sobre os processos que levam à degradação ou conservação do solo e da água são apresentados em seminários para os parceiros do Programa e para os agricultores. No início de março houve um encontro com os agricultores de Cândido Brum para discutir a retomada de algumas práticas já usadas anteriormente. Além disso, está marcado para o dia 20 de abril, um evento regional para apresentação de práticas conservacionistas de solo e água específicas para a região do Arroio Lajeado Ferreira.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, há várias décadas, desde a criação do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), o setor incentiva os produtores a adotarem práticas de preservação do solo e água. "São investimentos que trazem diversos benefícios. Além de contribuir com a ecologia, os agricultores que fazem manejo adequado através da aplicação das boas práticas recomendadas têm menos gastos com adubações e mantém a valorização de suas propriedades", comenta. "Além disso, é um compromisso do setor promover a sustentabilidade reduzindo ao mínimo possível os impactos no meio ambiente", acrescenta o executivo.

PARA SABER
O Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, foi criada em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) diante da importância da água para vida e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível. No mesmo ano, também foi divulgada a Declaração Universal dos Direitos da Água, um documento sobre as sugestões, medidas e informações necessárias para a solução dos problemas do uso da água, considerando-a um bem perecível. Neste ano, o tema escolhido pela UNU para celebrar a data é "Água e Empregos: Investir em Água é Investir em Empregos (Water and Jobs - Investing in water is investing in jobs)".



22 março 2015

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Boas práticas são importantes para conservação do solo e da água-piloto da PI Tabaco
  
22 de março 2015 (Dia Mundial da Água) - A água tem sido um tema de destaque em âmbito nacional ora pela falta, ora pelo excesso. Enquanto em alguns locais a crise no abastecimento ainda está longe de terminar, em outros pontos o excesso de chuva também tem provocado prejuízos. Na zona urbana, o acúmulo de lixo atrapalha o escoamento e se torna o grande vilão em períodos de muita chuva, causando transtornos de saúde pública e de mobilidade urbana. Pequenas atitudes passam a ser vistas como estratégicas, como despejar o lixo em locais adequados, evitando o entupimento de tubulações.
No meio rural, o cenário é parecido. Além de depender da chuva para uma boa safra, o pequeno produtor também precisa estar atento a algumas práticas que podem ser diferenciais importantes em períodos de intempéries, evitando problemas como erosão e acúmulo de sedimentos em rios e fontes de água. Segundo a ANA (Agência Nacional da Água), o setor agrícola consome cerca de 72% da água captada no País. Este índice revela a importância da atuação do setor para a preservação dos rios e matas ciliares, como estratégia fundamental para garantir o processo natural de abastecimento de água para a sociedade como um todo. 
No Rio Grande do Sul, um estudo sobre os fluxos de água, sedimentos geoquímicos e atividade biológica do solo são realizados no Arroio Lageado Ferreira, no município de Arvorezinha. O local vem sendo monitorado desde 2005, via Programa de Microbacias, desenvolvido pelo SindiTabaco com o apoio das Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de Porto Alegre (UFRGS). 
Recentemente, a Microbacia de Arvorezinha, na região do Vale do Taquari (RS), se tornou parte de um estudo global. Conduzida por engenheiros agrônomos e geógrafos da Alemanha, Bélgica, Brasil e Espanha, a pesquisa "Avaliação do impacto humano nas mudanças do solo e suas consequências no funcionamento do solo" têm como objetivo principal a análise do impacto das atividades agrícolas sobre o solo e os recursos hídricos. O levantamento é feito em diferentes condições geológicas e climáticas no mundo, possibilitando o intercâmbio de informações entre os pesquisadores dos países participantes.
Segundo o coordenador da pesquisa pelo lado brasileiro e professor da UFSM, Jean Minella, está comprovado que as boas práticas de manejo e conservação do solo apresentam eficiência na redução dos problemas agrícolas e ambientais, como erosão, empobrecimento do solo e contaminação da água. "Com o monitoramento consegue-se estimular sistemas conservacionistas, como cultivo mínimo e plantio direto, proteger as nascentes dos rios e preservar as matas ciliares, além de melhorar a qualidade biológica", explica.

PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS
Cultivo mínimo: a técnica consiste em revolver o solo o mínimo possível, preservando parte da sua superfície com resíduos da cultura anterior ou dos cultivos de cobertura, e com o objetivo de diminuir os riscos de erosão.

Plantio direto: o plantio direto na palha é a técnica de cultivo mais eficiente na redução da erosão. Consiste no plantio com o mínimo de revolvimento do solo, preservando os resíduos (palhada) da biomassa oriunda da cobertura implantada ou da cultura anterior sobre a sua superfície. Além do aspecto conservacionista, esta técnica propicia redução no uso de combustíveis fósseis, redução na mão de obra de preparação e aumento da rentabilidade do produtor através da redução de custos e aumento da produtividade. É uma técnica largamente utilizada no Brasil e também na cultura do tabaco.

Preservação de mata ciliar: a mata ciliar - localizada no entorno de nascentes e junto  às margens dos córregos e rios - é protegida pela legislação e proporciona inúmeros benefícios ao meio ambiente e ao homem. Ela serve de refúgio e fonte de alimento para a fauna silvestre, auxilia na infiltração das águas das chuvas no solo, controla a erosão e contribui na manutenção dos mananciais de água.

Plantio em nível: prática de cultivo que também contribui para reduzir a erosão do solo. O plantio em nível funciona como barreira ao escoamento da água da chuva, reduzindo a sua velocidade e seu potencial erosivo.

Presença de cordões vegetados e terraços: assim, como no plantio em nível, os cordões vegetados e terraços atuam como obstáculos, retardando a velocidade da água e proporcionando mais tempo para que possa infiltrar-se no solo.

SAIBA MAIS - Uma microbacia hidrográfica se caracteriza como uma área geográfica delimitada por divisores de  água, drenada por um rio ou córrego, para onde escorrem as águas das chuvas. Considerando-se apenas o aspecto geográfico, a microbacia tem a mesma definição que caracteriza uma bacia hidrográfica. O diferencial básico é que uma microbacia tem pequena área de drenagem e é a melhor unidade para o desenvolvimento de programas de desenvolvimento sustentável, tendo como beneficiários diretos as comunidades locais. A metodologia de trabalho em microbacias hidrográficas, em aprimoramento no Brasil nos últimos 20 anos, busca a autogestão comunitária dos recursos naturais por meio da adoção de práticas de manejo integrado e sustentável. Estas ações favorecem o envolvimento e a participação das comunidades que habitam e exploram as propriedades rurais situadas na sua área de abrangência. 

22 março 2010

Dia Mundial da Água

História do Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Este dia é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.

A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada.

Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. 97% da água do planeta é água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e o maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.

No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.

De acordo com a ONU, o uso da água triplicou de 1950 para cá. Para o futuro, estima-se que nos próximos 20 anos o homem vai usar 40% a mais de água do que usa agora.

Antes que esse dia chegue, imagine só como ficarão as pessoas que, no presente, já carecem de água. É o caso de cerca de 200 milhões de pessoas na África hoje e que, no futuro, podem chegar a 230 milhões sofrendo com a escassez de água.

O que pouca gente se dá conta é de que os problemas relacionados à água estão mais ligados à má administração de recursos do que propriamente da escassez natural. Isto quer dizer que o futuro pode ser um pouquinho melhor, se soubermos utilizar a água.

Dicas para usar, sem desperdiçar!

Escovando os dentes: com a torneira fechada, claro! Você só precisa abrir na hora certa, quando vai enxaguar a boca. Assim, você deixa de desperdiçar até 80 litros de água.

Na hora de lavar a louça, atenção: não deixe a torneira aberta enquanto ensaboa e aproveite para enxaguar toda a louça de uma vez só! Com isso você pode deixar de desperdiçar até 100 litros de água! E, já que não custa lembrar, utilize sabão ou detergente biodegradáveis, que não poluem os rios porque se decompõem facilmente.

Quando for lavar o automóvel, use um balde! Pode não parecer, mas enquanto um banho de mangueira de meia hora consome até 560 litros, usando um balde o gasto não passaria de 40. Viu só a diferença? Os maiores desperdícios a gente nem nota...

Lavar a calçada com a mangueira também é um desperdício. Principalmente para quem aproveita para pôr as fofocas em dia enquanto molha o passeio... Por isso, na hora de lavar a calçada, também é melhor usar um balde, evitando-se um gasto que poderia chegar a 280 litros (quinze minutos de esguicho). Mas o melhor mesmo é usar uma vassoura, que dispensa água!

Banhos longos gastam de 95 a 180 litros de água. Banhos rápidos economizam água e energia. E banhos de banheira usam mais água ainda, cerca de 200 litros.

Informações:
José Carlos da Fonseca Maciel
Biólogo